Notas iniciais
Dedicado à todo fã de iCarly que não admite o Freddie estar casado com alguém que não seja a Sam. Ele não tem esse direito. Boa leitura.

– Mais alguma coisa? — Costela pergunta, posicionando vitaminas na frente de seus três clientes amuados.

– Minha dignidade.

– Vitaminas sabor bacon.

– Meu unicórnio de volta.

– A única coisa que eu tenho aqui é camarão no espeto — Costela exibe para eles os bichinhos espetados.

– Costela... — Começa Carly — Camarão não se come com vitamina!

Ele dá um passo para trás, intimidado.

– Não precisa ficar nervosa. eu ein. Que bicho mordeu vocês?

– Com certeza não foi camarão — Sam retira um deles do espeto sem que Costela perceba e joga-o na boca.

– Invasão de privacidade, Costela — Freddie esclarece.

– Eu sei como é isso. De vez em quando, quando eu tô dormindo, é como se alguém me... Observasse... — Ele pareceu ter visto algo ao longe e, perdido em seu devaneio, retira-se.

Sam bufa.

– E então? Já temos um plano? Eu não quero que o mundo veja a minha vagina.

– O mundo não vai ver a sua... — Carly engasga, como faz Willy Wonka sempre que está prestes a pronunciar a palavra "pais".

– Vagina... — Sam completa e suga sua vitamina de frutas (que seria bem melhor se fosse de bacon).

– Isso. Não se preocupe, vamos pensar em algo.

* * *

Já passava do meio dia e nada lhes ocorreu. Depois de uma caminhada pelo bairro, voltaram para o apartamento, derrotados.

–Que bom que chegaram! — Spencer recebe-os, gritando de um canto da sala — Vejam isso!

– Um cavalo? — Os três aproximam-se dele.

– Sim! Eu tive um sonho — Spencer sobe em uma cadeira, como quem começa o discurso do presidente — sobre um mundo com cavalos e cowboys livres! Quando acordei, já sabia o que esculpir.

– Maneiro — Sam ameaça tocá-lo — Do que é feito?

– Essa belezinha é feita de gesso — Ele dá um peteleco no traseiro da escultura — E sabem do que mais? Ela tem uma porta secreta.

Spencer mergulha para debaixo da barriga do cavalo.

– Viram? — Sua voz sai abafada de dentro da coisa — A porta fica escondida e eu posso respirar pelas narinas dela.

– Dela? -Freddie entra na conversa, sentando-se ao lado com o notebook no colo.

– Sim, o nome dela é Penélope — Ele diz, saindo pelo mesmo lugar que entrou e travando o trinco, bateu uma mão na outra — Agora só falta pintar.

– Aí... — Freddie levanta-se devagar, colocando o notebook de lado.

– O que? — Sam pergunta.

– Spencer, você acabou de criar um modelo de cavalo de tróia!

– Sim... — Spencer afirma, preparando a tinta marrom — E isso é demais.

– É mais do que isso, é um plano! — Freddie sussura a última parte da frase para Sam e Carly e corre pela escada, instigando as garotas a segui-lo.

– O que foi, Freddie? — Carly pergunta, fechando a porta do estúdio.

– Eu sei o que fazer. Enquanto você distrai o Nevel, eu e Sam entramos na sala de computadores e instalamos um cavalo de troia.

– O que é isso? — Questiona Sam.

– É um tipo de virus que funciona como na história: ele entra no computador como um arquivo ou programa disfarçado, quando na verdade abre caminho para o hacker (no caso eu) acessar os arquivos do computador. Como o sistema de Nevel é de extrema proteção, é mais garantido atacarmos diretamente no computador dele. Com o virus instalado, Nevel vai clicar no botão para postar o vídeo e na verdade vai estar deletando!

– É por isso que eu te amo! — Sam voa no pescoço de seu nerd e desfere-lhe um beijo na bochecha — E como entramos na casa dele?

Um pouco distante deles, Carly sorri diabolicamente.

– Presente de grego.

* * *

– Tá tudo bem aí?

Carly não sabia, mas dentro de Penélope, Sam e Freddie aproveitavam a oportunidade para alguns beijos, sem a preocupação de serem vítimas das câmeras.

– Tudo ótimo! — Freddie gritou.

– Se melhorar estraga! — Sam completou.

Spencer não hesitou em deixar Penélope aos cuidados dos três quando esses disseram que levariam a égua para conhecer o mundo lá fora e ser livre, como no sonho que teve.

– Vocês fariam isso por mim? — Ele havia perguntado.

– Ei cara, somos amigos — Sam passou o braço pelos ombros deles — Fazemos coisas pra deixar amigos felizes.

Na verdade, agora Penélope encontrava-se na porta dos "domínios" de Nevel.

– Vou apertar a campainha. Boa sorte — Carly estende a mão para o botão na parede.

– Você precisa de mais do que a gente, amiga — Carly percebe o sorriso na voz de Sam.

– Ah, vai se foder — ela ri.

– Achei que não viria, pitel — Nevel abre a porta numa posição exagerada, trajado em um roupão de camurça bordô. Carly faz cara de nojo diante da aparição e solta um grunhido — Onde estão seus amigos?

– Ficaram em casa para evitar a ânsia de vômito.

– Ah — Nevel pareceu decepcionado com a ausência do resto do iCarly — E isso aí, o que é?

– Isso é um presente pra você.

– Pra mim?! Resolveram ser gentis — Ele cruza os braços.

– Aham — Carly força seu melhor sorriso.

– Ótimo, pode trazer, queridinha — Nevel estrala os dedos e vira-se para entrar, deixando Carly com a tarefa de arrastar Penélope, Sam e Freddie para dentro sozinha. Agradeceu por Nevel não ser fã de mitologia: qualquer um deles reconheceria de cara a história do Cavalo de Troia.

– Pode deixá-lo ali no canto — Nevel aponta, mais com o nariz que com o dedo — E me acompanhe.

Adentraram o amplo quarto de Nevel, pouco menor que o de Carly. Ela agradeceu novamente por não haver computadores ali.

– Sinta-se em casa, meu bem – Nevel bateu palmas duas vezes e um globo de luzes desceu do teto, acompanhado de Sugar tocando escandalosamente alto. Tudo estava bem (digamos, suportável), até ele abrir o roupão e começar a dançar e cantar Adan Levine descontroladamente.

Socorro. Carly faz cara de choro e encolhe-se, tentando não olhar para aquilo.

* * *

– Sam, tá me sufocando com seus peitos!

– Eu não tenho culpa por possuir essas gracinhas – Ela aperta os seios e Freddie tenta fazer o mesmo, mas leva um tapa na mão – Sai, tô tentando ver.

Sam espiou pela narina da égua e viu que estavam sozinhos.

– Tudo limpo, vamos nessa.

Já na sala de controle de nevel, o peraphone de Sam vibrou. Desbloqueou a tela, era uma mensagem de “Carlotta”. Abriu o arquivo e suprimiu uma gargalhada.

– Freddie, veja – Sam mostra para ele o Nevel de samba-canção dançando maroon 5 e ele tem a mesma reação de Sam.

– Isso vai ser perfeito.

Alguns minutos e concentração para Freddie, uma poltrona giratória e Doritos para Sam era tudo o que precisavam para cumprirem o plano. Logo, tudo estava em ordem, então Sam mandou uma mensagem para Carly “O matadouro tá pronto, trás o boi”.

Carly sorri. Chegou a hora.

– Escuta aqui, Nevel – Carly levanta-se – Já chega dessa dança de viadinho, eu vou embora!

– Tem certeza disso, Carly Shay? Basta você virar as costas e isso acabará com a vida de seus amiguinhos.

– Não acredito no que diz.

– Como é? – Nevel franziu o rosto numa careta.

– Está blefando.

– Ah, é mesmo? – Um sorriso torto abriu-se em sua face – Acompanhe-me e veja.

Com todo prazer.

Aconteceu como haviam planejado. Primeiro o discurso de Nevel sobre destruir o iCarly pra sempre, depois a surpresinha de ter o vídeo apagado e a expressão impagável de Nevel quando viu seu vídeo de samba-canção já com uma enxurrada de likes acumulados. Depois de uma boa degustação, saíram do quarto.

– Até mais, ridículo – Sam acena com seu dedo do meio.

– Suas criaturas desprezíveis! – Nevel pragueja – Pelo menos deixem o cavalo!

– É uma égua – Corrige Carly – E ela vai pra casa com a gente.

Já estavam na calçada quando Nevel começou a gritar em alemão.

– Como foi o passeio? – Spencer abraça o pescoço de Penélope.

– Ótimo – Carly sorri.

– É, ela foi bem livre – Freddie senta-se, com as mãos apoiadas na nuca.

– Livre como um cavalo de verdade – Sam diz da cozinha, com um pedaço de pizza requentada enfiada na boca.

– Awn, senti saudade – Spencer dá um beijo no focinho da égua.

Aquela pizza não matou a fome de Sam, então todos concordaram em pedir mais pizzas para aquela noite. Spencer saiu para um jogo de boliche, Carly foi estudar em seu quarto e Sam e Freddie tiveram uma ideia.

– Ainda não tem câmeras dentro da Penélope – Freddie havia dito.

Passaram um tempo no conforto da égua de gesso, até que ouviram Spencer chegar do jogo.

– Quem é o melhor, quem é o melhor? Spenceeer Shaaay!

Aguardaram alguns minutos, saíram da égua e Freddie acompanhou Sam até em casa. A primeira noite sem Freddie depois de duas seguidas fez uma tremenda falta para Sam, coisa que ela dizia nunca deixar acontecer com alguém. As pessoas mudam quando são amadas.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Não deixem de comentar, favoritar e recomendar. Ajudem a agregar valor à história. Beijinhos de Panda e até o próximo *3* P.s: Sam e Cat vai entrar na fic por motivos de: estou assistindo todos os episodios. Agora a porra vai ficar séria.