A Vida Sobrenatural de uma Vidente
1 Prólogo.
Notas iniciais
Geralmente, querer ser especial, não significa querer ser o centro das atenções. Apenas significa, que você quer se destacar um pouco mais das demais pessoas que estão ao seu redor.
E com este pensamento, meu despertador toca, assim me avisando que está na hora de se levantar e ir para a maldita prisão que eu e todo mundo chamamos de prisão.
Abro os meus olhos pesados lentamente, e quando uma frecha de luz é captada pelos meus olhos, eu quase fico cega. Fecho os olhos com uma força um tanto maior do que o necessário e rolo pela cama até ficar de barriga pra baixo. O colchão parece me puxar ainda mais nesta posição.
Suspiro e abro os olhos novamente, mas dessa vez, mais rápido e mais forte. Pisco algumas vezes me acostumando com a luz e viro a cabeça pro lado, afim de encontrar a porta, mas tudo que eu encontro é a parede.
Suspiro e viro a cabeça pro outro lado, aonde encontro minha irmã me observando com seus olhos cor de mel — iguais o da nossa mãe.
Pisco algumas vezes antes de falar algo.
—Taylor?
—Kate. — ela diz normalmente, como se não fosse estranho o fato dela estar me observando enquanto eu estou dormindo.
—O que faz aqui? — pergunto e ela sorri, como se fosse engraçado.
—Eu sempre estive aqui, Kate. — Ela disse piscando seus olhos, que agora tinham adquirido outra cor. Eles eram uma mistura de Azul, rosa e um lilas claro. Parecia uma galáxia. — É uma pena que tenham te privado de seus privilégios.
—O que? — perguntei franzindo minhas sobrancelhas.
—Imagine, que triste, uma pessoa com dons tão especiais ter sido privada desses dons. É realmente triste. — Ela disse e de repente sua voz agora era mais madura, mais adulta, como se fosse um adulto falando comigo pelo celular. — Mas não se preocupe, seus dons vão ser libertados, em breve.
—Dons? Que dons? — perguntei. Será que eu estava ficando maluca e já tava tendo alucinações?
—Não Kate, você não está louca, por mais que o mundo pareça ser um pouco. — Ela sorriu abertamente — Não tenha medo, sua jornada está apenas no inicio.
—Que jornada? E c-como você consegue ler pensamentos? — perguntei e ela riu, como se acha-se graça.
—Kate, já disse que me divirto com você? É uma pena que nunca te visitei antes. — Ela sorriu mais um pouco.
De repente um som abafado começou a tocar no fundo e minha suposta irmã tirou o sorriso da cara.
—Que pena, nosso tempo acabou. Você precisa acorda Kate, infelizmente. — Ela sorriu e de repente ela ficou trêmula.
O som começa a ficar menos abafado e eu consigo identifica-lo. Era o toque padrão do meu celular. Espera, eu estava acordando novamente?
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