Notas iniciais
~le se escondendo~ Err... D-Desculpem, eu prometi o lemon :( Mas de novo não consegui colocar nesse cap :C podem me matar *le chora. Mas no prox cap terá a reconciliação deles *le assobiando Capítulo inteiramente dedicado a minha diva, linda, amada e fabulosa leitora (e autora) Hatsune, Hatsu-chan obrigada, I Love You *_* Espero que gostem desse cap e não me odeiem, se não a Becky-chan vai chorar :C Amo vocês e espero seus reviews divos *_~ paciência com a Becky aqui cof cof.

Reiji despertou primeiro e na hora que abriu os olhos sentiu uma forte dor de cabeça, aquilo deveria ser resultado de chorar muito como chorou noite passada.

Reiji: kami-sama… to morto…

Suspirou ajeitando o cabelo e olhou para o lado vendo Otoya e Tokiya dormindo. Os orbes do moreno alargaram com a cena e depois ele sorriu abertamente com os olhos brilhando.

Reiji: que coisa mais kawaii…

Sussurrou para não acordar os dois que dormiam bem… beeeem juntos. Estavam de frente um para o outro, Otoya com o rosto quase encostado ao pescoço de Tokiya, enquanto o moreno tinha um braço por cima do ruivo o abraçando.

Reiji: eles ficam um casal tão lindo… muito melhor do que o Toki ficava com o idiota do Yamato.

Ele levantou sorrateiramente da cama e procurou seu celular e quando encontrou, tratou logo de bater quase umas 10 fotos de todos os ângulos dos dois dormindo.

Reiji: kawaii! Kawaii!

Ele notou que estava falando igual a um japonês e se lamentou por isso, aquelas manias que havia pego com tantos anos de convivência com o albino ainda permaneciam em si.

Reiji: droga…

Suspirou e rapidamente escondeu o celular do moreno que estava acordando junto com o ruivo.

Reiji: “isso será interessante…”

Ele sorriu com o pensamento. Tokiya foi o primeiro a abrir os olhos e quando finalmente conseguiu distinguir a cena que estava corou tão profundamente que se igualou ao cabelo do Itokki a sua frente, ele só não ficou atrás do ruivo quando notou como eles estavam.

Tokiya e Otoya: aaaaaaaaaaaahhh!!!!!!

Eles se separaram bruscamente e Tokiya acabou caindo da cama com o susto.

Otoya: T-Tokiya você ta bem???

Ele perguntou aflito engatinhando para a ponta da cama para olhar o moreno ainda no chão.

Tokiya: ai! ai! Isso doeu!

Massageava suas costas e seus braços. Reiji não aguentou e caiu na gargalhada.

Reiji: hahahahahahahahahahahahahaha!!! Cara… vocês são tão fofos!!

Ele caiu na outra cama ainda gargalhando e colocando as mãos na barriga.

Tokiya: Reiji!!!

Ele gritou irritado ainda sentado no chão.

Otoya: R-Rei-chan para com isso!!

Reiji: sério, vocês deveriam namorar!! Fariam um casal muito lindo!

Ele confessou em meio as gargalhadas. Os dois coraram de novo se entreolhando e depois desviando o olhar.

Tokiya: ai!

Ele tentou levantar, mas sentiu uma fisgada no quadril.

Otoya: nee nee ta doendo muito??

Perguntou levantando da cama e indo socorrer o Ichinose que estava como estatua paralisado.

Tokiya: acho que quebrei alguma coisa.

Respondeu se apoiando ao ruivo que o ajudava a levantar.

Otoya: acho que só foi o baque da queda, é só não fazer muito esforço.

Tokiya: ah… obrigado.

Otoya sorriu ao moreno, eles olharam automaticamente para o Kotobuki que estava quase babando.

Reiji: aaaah eu to apaixonado por vocês!! Já sei!!

Ele levantou e subiu na cama pulando.

Reiji: a partir deste momento criarei o fandom TokixToya, sou o presidente do fã-clube!!

Os olhos acinzentados brilhavam e ele mandava beijos aos dois que estavam mais vermelhos que tomate outra vez.

Tokiya: Kotobuki já chega!!

Ralhou o mais velho sem paciência.

Tokiya: e para de pular assim na cama do Otoya!

Reiji: ah ok, ok.

Disse descendo.

Tokiya: idiota!

Reiji: ui! Você já acorda mal-humorado Toki.

Cruzou os braços fazendo beicinho. Tokiya bufou.

Otoya: vamos nos arrumar e você Rei-chan precisa voltar ao seu quarto para por o uniforme e tomar banho.

Reiji: espero vocês, aí me fazem companhia. Não quero encarar o Ran-Ran a sós.

Falou meio triste.

Tokiya: ok.

Reiji: nee nee…

Ele sorriu novamente.

Reiji: vão ficar assim por quanto tempo?

Apontou aos dois que ainda estavam abraçados, o Ichinose apoiado no menor.

Tokiya: tsk!!

Ele se soltou do ruivo e caminhou a passos pesados para o banheiro.

Otoya: Rei-chan…

Balançou a cabeça negativamente enquanto Reiji ria outra vez.

...........................

Em um outro dormitório ali…

Ai: sabe Camus eu entendo que você precise de um bom tempo para ajeitar suas longas madeixas douradas, mas realmente preciso tomar banho!

Estava encostado a porta do banheiro esperando o conde que estava há quase uma hora no cômodo.

Camus: eu já disse que to saindo!

Ai: você disse isso há 20 minutos.

Camus: dá pra esperar um pouco?!

A voz do loiro era irritada.

Ai: eu esperaria por você a vida inteira se me pedisse Camus, a campa do colégio que não espera.

Respondeu irônico e riu de leve com o ruído que o loiro fez de irritação.

Ai: mas se quiser pode ficar aí, nisso quando chegar atrasado direi que foi porque minha querida barbie precisava se embelezar.

Falou assobiando e sorriu de canto ao ver a porta se abrir.

Camus: é todo seu!

Disse irritado olhando para o melhor amigo.

Ai: Camus você já é uma diva, não precisa de tanto preparo.

O loiro revirou os olhos pela provocação e decidiu não responder nada.

Ai: o que tanto fez no banheiro em? Você não demora tanto.

Camus: não é da sua conta!

Respondeu indo na direção das escadas. Ai ficou um tempo o olhando e sorriu de canto.

Ai: será que… na hora do banho… fez “certas” coisas embaixo do chuveiro?

O rosto extremamente corado de Camus fez Ai rir muito.

Ai: Camus!! Não conhecia seu lado pervertido! Já sei, foi à aula com o Cecil ontem né? Aquele indiano mexe com você!

Ele entrou com maior velocidade trancando a porta do banheiro antes que Camus voasse nele.

Camus: você me paga Ai!!

Bateu na porta irritado e só ouviu os risos do mais novo.

..............................

Ranmaru estava no banheiro terminando de por a gravata que fazia parte do uniforme quando começou a ouvir uns gritos do andar debaixo.

Masato: aaaaaaaahh!! Eu te odeio! Odeio e odeio!!!

Ele gritava tentando acertar o Jinguji com o travesseiro.

Ren: mas… mas… eu não tenho culpa Masato!!

Masato: tem sim!!! Seu pervertido!! Tarado!!

Ranmaru observava os dois brigando e sorriu de canto.

Ranmaru: mas o que f-?

Ele não terminou pela travesseirada que recebeu na cara.

Ranmaru: Masato!!!

Jogou o travesseiro de volta, mas o Hijirikawa desviou.

Ranmaru: por que me jogou isso???

Masato: por que não nos acordou?!! Deixou que esse pervertido ficasse me agarrando!!

Ele fumaçava de raiva.

Ranmaru: mas vocês estavam tão bonitinhos dormindo, fiquei com pena de acordar. Ren tava adorando…

Piscou ao ruivo que sorriu de canto e Masato fumaçou mais.

Masato: dois idiotas!!!

Ranmaru: mas você também tava adorando. Até escutei uns “murmúrios” sabe? Tipo: “hmm… a-ah”…

O rosto do moreno virou um pimentão e piorou quando viu que seu corpo realmente tava meio excitado.

Ren: sério Ran-chan? Viu como você também me deseja Masa? Isso é um comportamento do que seu subconsciente quer e você não admite.

Disse irônico tirando o moreno do sério que jogou um frasco de perfume na direção do Ren que desviou.

Ranmaru: ei!! Esse perfume é meu!

Ren: quer me matar?!

Masato: eu não teria tanta sorte!

Ranmaru: vão logo para o quarto de vocês vão! Se querem se matar, se matem lá!

Desceu as escadas ajeitando o uniforme que já estava vestido.

Masato: tsc!

Ren sorriu pela irritação do Hijirikawa.

Masato: você me paga.

Disse só para o ruivo que se aproximou do mesmo sorrindo.

Ren: você ainda me amará Masato, tanto dirá que me ama como também te farei gemer meu nome.

Sussurrou provocativo em seu ouvido, o Hijirikawa sentiu seu corpo estremecer e se afastou dele bufando indo logo atrás do Ranmaru.

Ranmaru: cara vocês…

Murmurava abrindo a porta e deu de cara com Reiji, Tokiya e Otoya.

Ranmaru: bom dia.

Disse meio baixo, Reiji ficou o olhando.

Tokiya e Otoya: bom dia.

Reiji: bom…

Ele ia responder quando Masato apareceu atrás do albino.

Masato: ah… bom dia.

Sorriu aos três que estavam perplexos ao ver o moreno com a mesma roupa de ontem e no quarto do albino. Reiji estreitou os olhos se sentindo profundamente irritado.

Reiji: você dormiu aí?

Perguntou e olhou automaticamente para o Kurosaki que suspirou e se apoiou na porta.

Masato: s-sim, mas…

Antes dele falar Ren chegou perto dos três.

Ren: nós dormimos aqui Rei-chan.

Piscou ao moreno que estava ficando envergonhado por ter pensado besteira.

Reiji: a-ahn… bom…

Ele abaixou o olhar.

Ranmaru: vamos tomar café, to com fome.

Disse olhando para Reiji e passou por ele, o Kotobuki suspirou.

Ren: nos vemos mais tarde.

Disse sorrindo e logo Masato veio atrás dele.

Tokiya: você não ta fazendo de propósito né?

Perguntou no ouvido do Hijirikawa antes que ele fosse e se certificou que Reiji não ouviria.

Masato: hã?? Você também acha que eu gosto do Ranmaru??

Tokiya: é o tempo inteiro em cima dele!

Masato: eu não tenho culpa da cisma do Reiji! Se o ama, por que não volta logo??

Tokiya bufou.

Tokiya: eles voltarão e você sabe. Só quero me certificar que um “amigo” nosso não atrapalhe isso.

Masato: eu os quero juntos tanto como vocês!

Tokiya: então não provoque o ciúme do Reiji!

Masato: o Ranmaru não curte ciúmes do Reiji com você! Por que ele tem que ter ciúmes da minha amizade com o Ranmaru?

Tokiya: mas eu nunca fiquei com o Reiji, que saco Masato!

Eles ficaram se encarando e Otoya resolveu amenizar o clima.

Otoya: nee nee não briguem! Todos são amigos não é mesmo? E ambos se importam com o Rei-chan e com o Ranmaru, temos que os ajudar a ficar juntos e não brigarem assim.

Disse envergonhado com os dois olhando pra ele. Ren sorriu e passou o braço pelo ombro do ruivo.

Ren: o Ikki tem razão, aqueles idiotas são importantes pra gente. Então foco neles e menos brigas. E Ichii o Masa tem um grande carinho pelo Ran-chan, mas mesmo que ele o amasse… jamais interferia na felicidade do mesmo com o Reiji. Nós o conhecemos.

Masato arregalou os olhos para o que o ruivo disse e corou de leve pelo sorriso que o mesmo deu a ele.

Tokiya: eu sei, eu sei. Desculpe Masato.

Masato: tudo bem.

Tokiya: eu só não gosto de ver o Reiji chorando como ontem.

Ren: e nem a gente de ver o Ran-chan arrasado como fica quando briga com o Reiji.

Otoya: então vamos uni-los e pra isso ninguém pode brigar.

Todos riram.

Masato: tem razão Otoya. Bem… vamos nos arrumar para poder tomar café.

Tokiya: nos encontramos depois.

Se despediu dos dois entrando com Otoya no dormitório do Kotobuki.

.........................

Camus ria sentado na cama, havia se irritado profundamente com a provocação do amigo e resolveu o dar o troco, deixando Ai só te toalha enrolada na cintura procurando como um louco seu uniforme pelo quarto.

Ai: Camus!! Cadê essa porcaria??

Ele revirava tudo no andar de cima e não encontrava, já havia procurado no andar de baixo, mas também sem resultado.

Camus: não faço a menor ideia.

Disse ironicamente afrouxando sua gravata enquanto sorria do desespero de Ai que ao mesmo tempo em que procurava, segurava também a toalha para não cair.

Ai: foi só uma brincadeira Camus-chan… diz onde ta o uniforme.

Sorriu “docemente” e o loiro arqueou a sobrancelha.

Camus: você não me engana com esse “chan” aí.

Ai bufou.

Ai: sua barbie europeia!!

Gritou, Camus riu do estresse do Mikaze.

Camus: é só pedir desculpas que eu devolvo seu uniforme.

Ai mordeu o lábio.

Ai: nunca! Prefiro sair só de toalha até aquela tia que tenta me estuprar toda vez me vê, e pedir o uniforme extra!

Camus: orgulho faz mal a saúde “Ai-chan”.

Ai o fuzilou.

Ai: odeio você!!

Camus: meu amor por você nunca mudará, mesmo que me odeie.

Mandou um beijo para o bluenette que se jogou exausto num puf lá em cima. Eles ouviram batidas na porta.

Camus: pode entrar!

Gritou autorizando e dois loiros entraram pela porta.

Natsuki: Camus-sempai me empresta aquele exercício de português que era pra hoje?

O loiro sorridente se aproximou enquanto Syo se sentou sonolento na cama (sem saber que era a de Ai).

Camus: claro e… por que essa cara Kurusu?

Syo: não dormi quase nada.

O chibi bocejou e arregalou os olhos vendo Ai descer só de toalha pela escada.

Ai: já chega Camus! Me dá logo esse…!

Ele paralisou ao ver quem eram os “visitantes”.

Natsuki: Ai-chan!! Bom dia!

Cumprimentou o loiro.

Ai: bom dia.

Sorriu e olhou para Syo que estava corado, o mesmo desviou o olhar quando o bluenette o encarou.

Natsuki: por que não está vestido ainda?

Ai: eu queria, mas essa barbie europeia escondeu meu uniforme e eu não sei onde ele enfiou isso!!

Natsuki e Syo olharam para Camus que estava rindo.

Syo: por que?

Camus: por causa de uma brincadeirinha sem graça dele. Se o Ai pedir desculpas eu devolvo.

Syo: e por que não pede logo desculpas?

Perguntou entediado.

Ai: jamais! Prefiro ir de toalha até o departamento dos uniformes e pegar o extra!

Cruzou os braços irritado.

Syo: assim de toalha??

Apontou para o corpo do bluenette.

Ai: sim.

Camus: vai então.

Sorriu desafiador e os dois loiros riram de leve. Ai ficou os fitando e por fim deu um sorriso de canto.

Ai: sabe Camus…

Ele passou a mão no cabelo o ajeitando melhor, estavam soltos.

Ai: você sabe que eu amo um desafio, não me subestime.

Ele riu quando Camus fechou o sorriso.

Camus: não me diga que…

Ai: vou até o departamento, bye-bye.

Ele ajeitou a toalha melhor e saiu pela porta deixando os três perplexos.

Natsuki: A-Ai-chan e-ele…!!

Syo: esse cara é maluco?! Se o pegarem assim ele leva suspensão!

Camus passou a mão no cabelo.

Camus: ele não perdeu esse instinto impulsivo dele.

Syo: droga!

Ele levantou.

Syo: eu vou tentar pará-lo!

Ele disse antes de sair correndo pela porta.

...........................

Ai sorria pela cara dos alunos quando o viam somente de toalha enrolada na cintura andando pelos corredores calmamente, ele ainda cumprimentava uns.

Ai: não me olhe assim, você já dormiu comigo e me viu vestindo muito menos que isso.

Piscou malicioso a um aluno que corou furiosamente.

Ai: “isso é divertido.”

Riu com o pensamento e ainda ajeitou o cabelo e depois sorriu para umas meninas que quase estavam o estuprando com os olhos.

Syo: Ai!!

Ele ouviu o chamado e se virou parcialmente vendo Syo meio corado e meio irritado.

Syo: o que está fazendo baka?!! Você pode ser suspenso!

Ai: que coisa linda, preocupado comigo chibi?

Aproximou o rosto do menor que corou mais.

Syo: é claro que não!!

Ai: então por que veio atrás de mim?

Perguntou cínico fixando seu olhar no dele.

Syo: por que… por que… err…

Ai sorriu.

Ai: admita que você me ama.

Piscou ao Kurusu voltando a andar.

Syo: se quer chamar a atenção é mais fácil ficar logo nu!!

Gritou irritado, mas congelou ao ver Ai parar e se virar pra ele outra vez com um sorriso malicioso.

Ai: ooh então esse é o seu desejo Syo?

Syo corou furiosamente.

Syo: claro que não!! Prefiro me jogar de uma ponte ao te ver sem roupa!

Ai: hm… quanta agressividade.

Disse fazendo uma careta.

Ai: mal humor logo de manhã resseca a pele.

Apontou para o rosto, Syo bufou.

Ai: sua perfeita pele de pêssego não deve ser prejudicada chibi…

Acariciou a bochecha do Kurusu que corou outra vez e deu um tapa na mão do maior.

Syo: odeio seu cinismo.

Ai: seu irmão amava, ou melhor ama.

Sorriu outra vez e voltou a andar.

Ai: apesar de que iria adorar, mas não posso satisfazer sua vontade de me ver se roupa Syo, pelo menos por enquanto.

O chibi sentiu uma boa dose de perversão na voz do Mikaze que o fez se arrepiar, mas mesmo assim o seguiu até o departamento.

..........................

Ai: com licença… Mary!

Ele batia no vidro e logo avistou uma ruiva, peituda, meio baixa e com cara de pervertida vir em sua direção.

Mary: Ai-sama… que recepção bela logo de manhã.

Sorriu passando a língua nos lábios devorando o bluenette que sorriu (forçadamente) a ela.

Ai: meu amor… tive um pequeno problema com meu uniforme. Pode pegar o meu extra aqui, por favor?

Pediu com uma voz aveludada derretendo a mulher de vez.

Mary: te dou o que quiser, isso e mais um pouco.

Piscou ao Mikaze e foi até uma sala fechada pegar o uniforme. Syo o olhava entediado.

Syo: pegou até essa?

Ai: ela bem que quer, mas não. Sempre consegui me safar, embora teve vezes que literalmente quase fui estuprado por ela.

Respondeu rindo. Syo revirou os olhos.

Syo: você já é muito bonito, joga esse charme e ainda sorri assim, é meio difícil de não ser atacado e…

Ele só então notou o que disse quando Ai o fitou e sorriu de canto.

Ai: então acha isso?

Perguntou se virando pra ele.

Syo: e-eh, digo… quero dizer é que elas te acham bonito, bom… também tem os homens já que uns tem preferências e… b-bom e eu disse isso porque faço parte do mundo e… não que eu te ache bonito, mas você também não é feio e eu não to te chamando também, e… mas não pense que eu… é melhor calar a boca.

Syo sentia o rosto queimar pelo constrangimento, nunca disse tanta idiotice em uma só fala. Ai segurava o riso, sabia o que o chibi quis dizer e também entendeu a vergonha do mesmo e preferiu não responder nada.

Mary: Ai-sama… está aqui. Embora fique melhor assim.

Sorriu descaradamente devorando o corpo do bluenette com os olhos mais uma vez.

Ai: quem sabe não lance minha moda por aí? Mas até lá preciso usar o uniforme do colégio.

Piscou agradecendo a ruiva que o mandou um beijo.

Mary: quer alguma coisa Kurusu?

Perguntou meio seca.

Syo: e-eh não.

Se afastou do balcão seguindo o Mikaze.

Syo: nunca entendi porque ela me trata assim.

Ai: porque você é a cara do Kaoru, meu ex namorado.

Syo arregalou os olhos entendendo o motivo pra tanta antipatia dela.

Syo: que ótimo.

Ai riu. Eles entraram em um corredor e deram de cara com Saotome e sua secretária.

Hannah: Mikaze o que é isso??

Ai: uma toalha.

Respondeu “inocentemente” a pergunta.

Hannah: eu sei que é uma toalha!

Ai: então por que perguntou?

Revidou entediado.

Saotome: por que não esta com o uniforme?

Ai: tive um problema com o antigo e precisei vir pegar o extra.

Hannah: mas de toalha?? Por que não vestiu uma roupa?

Ai: minha inteligência funciona apenas depois das 07h30min.

Syo: Ai!

O repreendeu.

Saotome: mister Mikaze venha a minha sala agora, você sabe que isso é contra as regras.

Ai revirou os olhos.

Ai: irei depois.

Saotome: eu disse agora!

Ai: quer que eu vá de toalha?

Sorriu de canto.

Saotome: ok, se vista e depois vá imediatamente!

Ai: claro Saotome-sama.

Respondeu sarcástico.

Hannah: precisa aprender a respeitar os mais velhos.

Ai: não sou um animal para ser adestrado querida Hannah. Embora muitos digam que sou um gato.

Piscou a mulher que bufou irritada. Syo segurava um riso da cara dela.

Hannah: sempre procurando encrenca.

Ai: deveria me agradecer pela propaganda visual. Esse colégio ta muito ultrapassado, precisa de uma nova imagem. E digamos de passagem, muitos adoraram.

Piscou a uns alunos que estavam babando. Hannah revirou os olhos.

Hannah: desisto de colocar juízo em você.

Ai: não se preocupe, ninguém consegue.

Rebateu antes dela sair batendo o pé com força.

Syo: você quer ser expulso né?

Perguntou sarcástico.

Ai: se eu for, te mandarei e-mails chibi.

Beijou a bochecha do Kurusu que corou.

Ai: vou me trocar, vá para a aula que está para começar.

Piscou, acenando indo embora.

.......................

Camus estava na porta da sala esperando o idiota do melhor amigo seminu.

Camus: Kurusu cadê o Ai??

Syo ofegava por ter corrido tanto.

Syo: ele… ele pegou o uniforme, mas o Saotome acabou o vendo daquele jeito e o mandou ir até sua sala depois que se vestisse.

Camus: merda!

Mordeu o lábio inferior.

Camus: vai pra sala.

Syo: você não vai entrar?

Camus: se ele for suspenso, tenho que ir junto. Afinal a culpa também foi minha.

Disse enquanto já corria indo embora.

................................

Na sala…

A professora havia dado um trabalho pra fazer em duplas e todos estavam concentradíssimos, menos um certo grupo.

Ranmaru: Syo… Syo…

Ele cutucava o menor.

Syo: que foi?

Ranmaru: por que o Ai e o Camus não vieram?

Syo engoliu em seco e contou tudo ao albino, Reiji acabou escutando também.

Reiji: ehh?? Ai-Ai seminu pelo colégio??

Ranmaru: ele é completamente sem juízo algum.

Disse suspirando.

Reiji: eles vão ser suspensos, ou então pegar advertência!

Ranmaru: o baka do Camus também não devia ter feito isso!

Todos bufaram pela situação.

.........................

Tokiya e Otoya estavam fazendo juntos o trabalho, mas o ruivo tava meio distraído pensando nas coisas que Reiji havia dito mais cedo.

Tokiya: Otoya tá tudo bem?

Perguntou o fitando preocupado.

Otoya: ah, sim. Por que?

Tokiya: tá meio distraído aí. Não sabe esse assunto?

Otoya: não, não é isso.

Sorriu sem graça.

Otoya: é que…

Ele corou.

Otoya: você ficou chateado pelo que o Rei-chan disse mais cedo?

Tokiya arregalou os olhos.

Tokiya: eu?

Otoya: é! Tipo… não precisa ficar assim! Não tem hipótese alguma disso acontecer, sem chance, completamente sem chance.

Riu sem graça. Tokiya sorriu de canto.

Tokiya: o Reiji é cheio de brincadeiras, se eu for ligar para cada uma delas. Então… desencana.

Otoya sorriu aliviado. O moreno se aproximou dele lentamente e sussurrou em seu ouvido.

Tokiya: mas me diga… não sou bom o bastante?

Otoya: eeeehh??

Tokiya: você mesmo falou, “completamente sem chance”.

Provocou o ruivo que estava corando.

Otoya: não, quer dizer… disse isso porque não tem lógica você e eu.

Tokiya: hmm… não vejo o por que. Você e eu já saímos com homens e… você é bonito, eu pegaria você.

Disse rindo e riu mais ainda do ruivo virar um pimentão.

Otoya: Tokiya!

O repreendeu abaixando o olhar.

Tokiya: muito bonito…

Elogiou analisando de uma forma intensa o rosto do Itokki que estava ainda muito vermelho, Otoya levantou a vista e seus orbes se prenderam nos azuis do mais alto.

Professora: senhores Ichinose e Itokki terminaram o trabalho?

Perguntou perto deles, ambos se assustaram e coraram de leve.

Otoya: e-eh, ainda não. Mas…

Professora: é evidente que não, estavam se olhando aí. Sala de aula não é lugar para namorar.

Todos riram e Tokiya sorriu de canto.

Tokiya: é claro que não, pra isso nós temos nosso quarto não é Toya?

O ruivo corou.

Otoya: T-Tokiya?

Tokiya: mas não deu pra resistir o olhando tão perto. Ele é ou não é lindo professora?

Professora: Ichinose!!

Tokiya: o que? Suas lentes não estão boas? Ou é inveja porque ele ofusca sua beleza?

Perguntou provocativo.

Otoya: Tokiya!!

Riki: que papel mais brega Tokiya, apaixonadinho é?

Tokiya: outro invejoso. Não me culpe se seu relacionamento parece o topo do monte Everest, coberto por um iceberg.

A sala inteira riu.

Riki: com certeza ta melhor comigo do que com você.

Tokiya: o que podemos fazer se tem gente que gosta de comer porcaria né?

Deu de ombros sarcástico.

Tokiya: mas não fique assim Riki, o colégio sabe que você pega meus restos. Fique com todos eles.

Ele segurou o queixo do ruivo.

Tokiya: mas o Otoya tem bom gosto né?

Piscou ao menor que já estava desmaiando de vergonha pelo olhar de todos os colegas de sala.

Professora: já chega!! Voltemos aos trabalhos!

Disse irritada indo até sua mesa.

Otoya: você gosta de provocar.

Tokiya piscou.

Tokiya: só um pouquinho.

Deu um beijo no canto dos lábios do ruivo que pareceu para a sala que foi um selinho.

....................

Reiji e Ranmaru estavam prestando atenção em nada do trabalho e nem se olhavam, mas a mente de ambos estava em seus dois amigos idiotas.

Ranmaru: “se eles forem suspensos…”

Reiji: “será que o Shining-san vai suspendê-los?”

Ranmaru irritado por aquela preocupação levantou a mão.

Ranmaru: professora posso ir ao banheiro?

Professora: fazer o que?

O albino arqueou a sobrancelha para aquela pergunta.

Ranmaru: bater uma foto e colocar no meu instagram, sempre posto algo novo essa hora.

A voz era sarcástica. A sala toda riu fazendo a mulher se irritar.

Professora: Kurosaki!

Ranmaru: ok, ok. Estou com um sério problema hidráulico aqui e preciso ir ao banheiro.

Falou calmamente, mas a professora não acreditou.

Professora: segure seu problema “hidráulico” para depois da aula, deveria ter ido lá antes de entrar em sala.

Ranmaru: lhe contarei algo surpreendente, acredita que com toda essa tecnologia ainda não inventaram algo que programe o corpo humano para ir ao banheiro no horário exato?

Cruzou os braços sarcástico.

Ranmaru: uma falha gravíssima na humanidade.

Balançou a cabeça negativamente. Reiji sorriu de canto.

Professora: por causa desse deboche agora mesmo que não deixo, pode ficar aí senhor Kurosaki. E se sair será advertido!

Ranmaru estreitou o cenho e levantou, todos o observavam.

Ranmaru: se é assim que quer.

Ele foi até a carteira de Reiji e se inclinou, beijando o Kotobuki de surpresa. Reiji arregalou os olhos, mas não recusou e passou a mão pela nuca do maior o correspondendo com um beijo daqueles de cinema que deixaram a sala inteira de queixo no chão. Eles se separaram bem lentamente e Reiji corou pelo sorriso que o albino deu a ele.

Professora: mas… mas… MAS O QUE É ISSO??!! KUROSAKI E KOTOBUKI PRA FORA!!

Ranmaru: a senhora disse que se saísse iria ser advertido, só fiz dar um bom e excelente motivo pra isso.

Olhou para o moreno que ainda ofegava pelo beijo. Eles ouviram uns murmúrios: “queria que ele desse um motivo assim comigo”, “pra um beijo desse iria até expulsa com sorriso no rosto”, “que sorte a dele que possa fazer isso com o Reiji”, “aaaah que inveja do Reiji-kun”. Reiji fez um bico enciumado, aquele chama maldito para atrair pessoas que o albino tinha e o pior que ele não ficava muito atrás, já que muitos ali estavam babando nele.

Professora: pra fora os dois!!!

Ranmaru: com prazer.

Sorriu e puxou Reiji pelo braço saindo.

..............................

Reiji: Ran-Ran baka!! Por que fez isso??!

Ranmaru: o beijo?

Perguntou inocente.

Reiji: é claro!!

Ranmaru: queria sair de sala e se beijasse o Masato você teria um ataque, então beijei você.

Sorriu com ironia, Reiji o fuzilou com os olhos.

Ranmaru: me desculpe pelo beijo Reiji, eu notei perfeitamente que o odiou.

Ele se virou para ir embora sorrindo e Reiji corou.

Ranmaru: além disso, você também ta preocupado com eles.

O moreno ficou um tempo o olhando e decidiu segui-lo.

..........................

Ai estava diante do diretor com uma expressão tediosa.

Ai: Saotome se vai me expulsar, suspender, dar advertência, faça logo. Só me poupe do sermão, não escuto nem dos meus pais.

Gesticulou sem animo. O maior estreitou o cenho.

Saotome: você precisa ter mais juízo mister Mikaze.

Ai: isso se come?

Perguntou fingindo confusão e sorriu internamente da cara do diretor.

Saotome: não irei suspendê-lo, mas da próxima vez será punido. Apenas uma advertência.

Ai: ok.

Esperou o diretor fazer seus protocolos em silencio.

Saotome: qual foi o problema com o uniforme?

Ai ficou calado, não iria dizer que foi Camus se não o loiro seria responsabilizado também.

Ai: nada demais, apenas não conseguia encontrar e perdi a paciência.

Saotome: mas…

Nesse momento a porta é aberta por um loiro irritado e Hannah logo atrás.

Hannah: Saotome-sama desculpe, mas ele entrou assim.

Saotome: mister Camus o que houve?

Camus: a culpa foi minha diretor.

Ai: Camus não precisa-!

Camus: fiz uma brincadeira de mal gosto escondendo o uniforme do Ai e depois o desafiei a ir de toalha até o departamento dos uniformes. A culpa é minha, então me responsabilize também.

Ai o olhava chocado.

Saotome: por que não disse quando perguntei mister Mikaze?

Ai: porque ele ta mentindo! Eu fiz por conta própria e…!

Camus: Ai deixa de mentir!

Ai: baka! Ele pode te suspender!

Camus: que suspenda!

O Saotome sorriu com eles brigando um tirando a culpa do outro.

Saotome: são tão raras amizades assim…

Eles o olharam. Nesse momento entra Reiji e Ranmaru.

Reiji: Shining-san, Ran-Ran e eu fomos expulsos da sala. Então nos dê advertência junto com o Myu-chan e o Ai-Ai!

Ai e Camus: ehh??

Hannah: mas… mas o que fizeram?

Ranmaru: nos beijamos.

Ai e Camus arregalaram os olhos.

Saotome: por que tenho a impressão que isso foi proposital?

Ranmaru e Reiji sorriram marotos arrancando um riso baixo de Ai e Camus.

Ai: ninguém merece.

Se sentou na cadeira passando a mão no cabelo.

..........................

Os quatro estavam na lanchonete do colégio.

Ai: eu to faminto!!

Seus olhos brilharam observando as opções.

Reiji: Ai-Ai só você pra andar seminu pelo colégio.

Disse ainda rindo imaginando a cena.

Ai: eu não perco um desafio, você sabe.

Piscou ao moreno que riu mais.

Ranmaru: tava demorando para o Ai impulsivo entrar em ação e nos levar para a diretoria.

Ai: vocês foram nessa onda, porque me amam.

Mandou um beijo aos três que reviraram os olhos.

Ai: mas a culpa foi mesmo do Camus que escondeu meu uniforme.

Camus: você mereceu!

Reiji: eh?? Mas o que o Ai-Ai fez?

Camus estremeceu com o olhar do bluenette e o sorriso maligno.

Ai: bom, eu só comentei que…

Camus correu até ele tampando a boca do mesmo.

Camus: cala essa boca!

Sussurrou no ouvido do mesmo que riu. Ranmaru e Reiji estavam confusos.

Ranmaru: fala logo, o que aconteceu?

Camus: n-nada!! Só piadas sem graças do Ai!

Reiji: mas…

Camus: vamos logo escolher alguma coisa pra comer.

Saiu puxando Ai pelo braço para que ele não contasse.

Reiji: eu hein. Que coisa estranha…

Ranmaru bufou. Depois de um tempo todos estavam na mesa comendo, até chegar Peter eufórico perto deles.

Peter: nee nee eu tenho convite aos quatro!!

Ele entregou quatro envelopes a cada um.

Reiji: convite?

Peter: pra minha famosa festa anual!! Vai ser sábado agora! Meus pais vão viajar!

Disse sorrindo animado.

Ai: festa?? Adoro!

Reiji: suas festas são incríveis Peter!! Já to lá!

Peter: então estão convidados! Quero os quatro lá! Até!

Saiu correndo eufórico do mesmo jeito que chegou.

Ranmaru: ninguém merece…

Reiji: por que Ran-Ran??

Ranmaru: essas festas do Peter são épicas, sempre rola alguma coisa em cada ano.

Ai: mas elas são bem animadas e inesquecíveis, ninguém pode negar. Vai ser legal irmos todos juntos depois de quatro anos separados.

Aliciou sorrindo.

Camus: ah é… ótimas. A ultima, lembro muito bem, nós quase morremos afogados.

Disse sarcástico.

Ai: por que você sempre tem que lembrar dos detalhes desagradáveis?

Camus arqueou a sobrancelha.

Camus: a nossa possível morte é um detalhe desagradável pra você?

Ai deu de ombros.

Ai: olhe o lado bom… se tivéssemos morrido aquele dia, morreríamos juntos. Existe final mais bonito, morrer ao lado dos melhores amigos?

Reiji riu da cara que Ranmaru e Camus fizeram.

Ai: olhe o lado bom da vida Camus, positividade é tudo.

Sorriu ironicamente. Os três acabaram rindo do cinismo do bluenette.

........................

Os dias se passaram e chegou a esperada sexta-feira, os alunos podiam ser liberados logo depois da aula se quisessem e Reiji foi um dos primeiros a ir embora com a intenção de falar logo com sua mãe que havia chegado na noite anterior.

Reika: filho!! Que saudade!

O abraçou logo quando o mesmo entrou pela porta.

Reiji: esses dias em New York fizeram bem, ta mais gata ainda!

Reika: sempre sabe como me bajular.

Eles riram. Reiji sentou no sofá e por uns minutos conversaram coisas banais, até que o moreno não aguentou mais.

Reiji: mãe… o Ran-Ran voltou esse ano para o colégio.

A Kotobuki mais velha o olhou surpresa.

Reika: sério? E como ele está? Continua bonito como era?

Perguntou sorrindo.

Reiji: infelizmente, sim.

Eles riram.

Reika: não parece estar com tanta raiva dele e…

Reiji: é isso que quero saber! Por que você e o papai não ficaram com raiva dele quando me deixou?? Tem que ter alguma explicação pra ele ter me deixando, já que jura de pé junto que nunca me esqueceu!

A morena estava calada o observando.

Reiji: eu preciso saber da verdade. Se sabe algo… me conta.

Reika suspirou.

Reika: já está na hora de saber, e por ele ter voltado. Não deve correr mais perigo.

Reiji: hã?

A mulher suspirou para poder começar a falar.

Reika: Reiji… você sabe que a família Kurosaki é muito poderosa e influente no mundo não é?

Reiji assentiu.

Reika: no Japão é mais ainda. Eles, com a família Jinguji e Hijirikawa dominam a economia do país. Mas quando uma família é assim tão poderosa, ela tem o costume de criar muitos inimigos ao longo do caminho. As vezes não é nem por ter feito algo, é por inveja, cobiça do sucesso do outro. E o clã do Ranmaru, como os japoneses falam, não é diferente.

Reiji: isso eu sei, mas o que tem a ver com nosso namoro?

Reika entristeceu o olhar.

Reika: há 5 anos o clã Kurosaki começou a receber ameaçar misteriosas através de cartas, telefonemas e eles não ameaçavam atacar o império da família, eles queriam os “cabeças”, ou seja os pais do Ranmaru. Mas eles viviam cercados de seguranças na mansão, nas empresas, nos carros e até mesmo indo na esquina, era praticamente impossível tocar em um fio de cabelo deles. Mas os criminosos resolveram tocar no maior ponto fraco de um casal, no bem mais precioso que um homem e uma mulher podem ter: seu filho.

Reiji arregalou os olhos.

Reiji: n-no Ran-Ran???

Reika: sim. Eles sabiam que o Ranmaru morava pra cá, estudava em um colégio interno e se o matassem… o Hichiro e a Sayuri não poderiam aguentar essa dor, ele é o único filho deles. Eles não poderiam os proteger como deveria ser de tão longe…

Reiji começava a unir os pontos.

Reiji: então eles o obrigaram a voltar para a proteção dele né?

Reika: sim e não.

Reiji: hã?

Reika: quando eles avisaram ao seu ex-namorado, ele não quis voltar. Não queria deixar você, os amigos, a vida dele no colégio. Ele disse que eles poderiam contratar muitos seguranças, que ele tomaria cuidado em sair. Mas que não voltaria.

Reiji estava confuso.

Reiji: então por que ele foi?

Reika: quando as ameaças se direcionaram a você. Os assassinos mandaram um aviso por carta ao Ranmaru dizendo que mesmo que ele se escondesse, eles iriam encontrar algum ponto fraco nele. Que iriam investigar e matar todos aqueles que ele considerava importante no colégio… e sabiam que ele tinha um namoro com alguém, matariam essa pessoa.

Os orbes do Kotobuki alargaram.

Reika: quando eles tocaram em você, desarmou o Ranmaru por completo. Ele poderia suportar tudo, a saudade, o seu ódio por pensar que ele o abandonou, mas não te perder dessa maneira. Ele não queria que te matassem, queria que você vivesse sendo o mesmo Reiji com um folego de vida que só você tem… então ele te deixou. Ele abandonou você sem explicações não porque tinha se cansado, mas porque o amava até demais.

Lagrimas começaram a descer pelo rosto de Reiji.

Reiji: m-mãe… por que… por que não me disse antes??? Eu passei quatro anos sofrendo e odiando o Ran-Ran!!

Ele começou a chorar intensamente.

Reika: os pais dele contaram a mim e ao seu pai, mas imploraram pra não dizer a você. Se não era capaz de querer ir atrás do Ranmaru. Era para o bem dos dois! Nós somos seus pais, queremos ver você bem e não morto Reiji! O próprio Ranmaru não quis isso!

Reiji chorava pensando em todas as palavras que Ranmaru já tinha o dito desde que chegou.

Reika: depois de uns anos e muitas investigações pegaram os assassinos e eles entregaram quem estava os pagando, mas antes da policia prender, o cara se matou. Foi há dois anos, acho que o Ranmaru só voltou agora pra se certificar que realmente não havia mais perigo dele vir pra cá.

Reiji limpava as lagrimas com a manga de sua blusa.

Reika: Reiji… nós não achamos que isso fosse durar tanto. Sabíamos que ia doer no começo, mas vocês eram tão novos, iam acabar conhecendo outras pessoas, não imaginávamos que esse amor se estenderia até hoje.

Reiji a olhou.

Reika: pensávamos que iam superar isso e cada um seguir seu caminho. Mas a cada ano, víamos que sempre havia uma tristeza camuflada nos seus sorrisos, você nunca durava com ninguém e os pais do Ranmaru nos falavam que ele era igual. No dia do seu aniversario, todo dia 13 de julho, o humor dele ficava terrível e sempre ficava no quarto, assim como você ficava em uma melancolia total no dia 29 de setembro.

Ela sorriu arrancando um sorriso pequeno do filho.

Reika: a mesma coisa era na data dos seus aniversários de namoro.

Reiji soltou um muxoxo.

Reiji: então… ele me amou, durante todo esse tempo… ele me amou.

Ele sorriu sentindo uma felicidade gigantesca tomando conta do seu ser.

Reika: sim, te amou por todo esse tempo. E foi reciproco não é?

Reiji corou.

Reiji: sim.

Reika se aproximou do filho o abraçando ternamente.

Reika: já que os dois se amam… por que não namoram de novo em?

Reiji riu.

Reika: adoraria ter aquele genro gato de novo!

Piscou ao moreno que revirou os olhos rindo.

Reiji: mãe! A senhora é terrível!

Reika: o que? Estou dizendo alguma mentira? A culpa não é minha dele ter nascido daquele jeito.

Reiji corou.

Reika: melhor pegá-lo logo, antes que alguém passe a frente.

Reiji: olha aqui… ninguém pega o que é meu!

Disse superior.

Reika: aaah então ele é seu?

Reiji: sempre foi.

Piscou cínico a mãe e ambos riram.

Notas finais
Obrigada por lerem meus amores!! Beijinhos *_*