Notas iniciais
Amores!!!! Mais uma fic atualizada!! Desculpem a demora, era pra postar ontem, mas viajei para a fazenda dos meus avós e fiquei sem tempo pra postar! Espero que vocês gostem e boa leitura.

Todos os estudantes estavam saindo cedo do internato com a intenção de se prepararem para a esperada festa do dia seguinte, uns por causa da festa e outros porque não aguentavam mesmo o internato e queriam ir para suas casas.

Tokiya: Otoya…

O ruivo pulou pelo susto com a voz grave e sexy em seu ouvido, ele estava no andar de cima do dormitório arrumando sua mochila pra voltar ao orfanato.

Otoya: Tokiya você chegou aqui faz muito tempo??

Perguntou meio nervoso, o moreno deu um sorriso típico de canto e Otoya sempre achava lindo.

Tokiya: sim, você tava tão concentrado que não notou.

Otoya sorriu.

Otoya: desculpe. Já ta indo pra casa?

A expressão do Tokiya mudou, ficando meio amarga.

Tokiya: infelizmente.

Otoya: não fale assim Tokiya. Seu pai não deve ser tão mau.

Tokiya suspirou e sentou em uma poltrona de frente para o menor.

Tokiya: quer ele pra você?

Otoya riu e revirou os olhos.

Otoya: ele te bate? Tortura?

Tokiya o olhou confuso.

Tokiya: não, por que?

Otoya: só pra saber, então eu aceito seu pai.

Eles riram.

Tokiya: sabe… não é como se eu não o amasse.

Ele inclinou o corpo para trás levemente.

Tokiya: acho que o nosso problema, é falta de diálogo. Ele não sabe como eu me sinto e nem eu sei o que ele pensa ou sente de tudo isso. Ele se trancou desde a morte da mamãe.

Otoya o observava.

Tokiya: somos como dois desconhecidos…

Ele sorriu amargo.

Tokiya: talvez eu não tenha perdoado o fato de ser abandonado pelos dois. Ela morreu… e ele mudou.

Otoya contraiu um pouco as sobrancelhas.

Otoya: talvez você também tenha o abandonado Tokiya. Foi doloroso, mas você não foi o único que sofreu, você perdeu a mãe e ele perdeu a mulher que amava e também o filho.

O Ichinose arregalou os olhos.

Otoya: quem sabe não seja você que o afasta.

Tokiya sorriu fracamente.

Tokiya: é, talvez.

Otoya: na escola você sempre controla com orgulho o coração das pessoas, mas por que toda essa insegurança com seu pai?

Tokiya desviou o olhar do dele.

Tokiya: está certo. Eu não me preocupo com que as outras pessoas falam ou pensam, mas eu tenho medo de sentir aquela sensação de abandono de novo. Não do meu pai.

Otoya: nesse caso… tente dizer isso a ele.

Tokiya: hã?

Otoya: diga-lhe o que pensa. A dor não diminuirá se continuarem afastados assim.

Tokiya: mas do que adianta? Já se passaram 8 anos!

Otoya: por isso mesmo, fale imediatamente. Já que é passado, a dor não será tão profunda agora.

O ruivo sorriu doce ao Ichinose.

Otoya: não há limite de tempo para corrigirmos nossos erros. Se persiste tanto em um erro, o desfaça.

Ele se levantou da poltrona e se ajoelhou diante do moreno que o olhava surpreso.

Otoya: se o diálogo não funcionar, você ainda poderá voltar aqui. Mesmo que eu não possa curar as feridas do seu coração, eu posso te escutar como agora.

Tokiya: Otoya…

Otoya: ou eu não sou bom o bastante?

Indagou sorrindo de forma gentil.

Otoya: porque se não for, você ainda tem seus outros amigos.

Riu divertido. Tokiya tava meio em choque, mas acabou sorrindo.

Tokiya: não, é bom o bastante.

Ele afagou os cabelos do ruivo, bagunçando-os um pouco. Otoya riu.

Tokiya: bom, é… você vai à festa do Peter amanha?

Otoya abaixou o olhar um pouco se sentando no chão em frente à Tokiya.

Otoya: err… não.

Tokiya: hm? Por que? O Peter te convidou.

Otoya: eu sei, ele até foi bem simpático comigo.

Tokiya: então…?

Otoya: não é ambiente pra mim. Todo o colégio vai tá lá, nossa turma em peso. Eu não quero ir a um lugar que não sou bem vindo.

Tokiya cruzou os braços.

Tokiya: é por causa do Ricki e do Yamato?

Otoya contraiu os lábios.

Tokiya: você não tem que se privar por causa daqueles dois imbecis Otoya!

Otoya: mas Tokiya…

Tokiya: você vai sim! E vai comigo!

Otoya: ehh???

Ele levantou de supetão assustado.

Otoya: ficou maluco?? Além de pobre, bolsista e o novo fantoche da elite do colégio, ainda chegar acompanhado por um dos caras mais populares daqui??!

Tokiya riu do desespero dele.

Tokiya: o que é que tem?

Otoya: você ainda me odeia? Não, pode falar. É um plano de “assassinar Otoya” não é? Porque chegar lá com você é pedir pra ser odiado pela eternidade!

Tokiya riu mais ainda.

Otoya: não ria!

Tokiya: tudo bem, desculpa. Otoya estou falando sério, eu quero que vá a festa e comigo ninguém vai se atrever a mexer com você.

Disse sorrindo ironicamente.

Otoya: mas eu também não tenho roupa pra ir a uma festa numa mansão que deve ser do tamanho da minha rua.

Tokiya sorriu.

Tokiya: isso é o de menos. Tenho certeza que deve ter algo no seu armário que sirva.

Otoya: tenho certeza que não.

Disse emburrado e ficou bastante fofo aos olhos do moreno.

Tokiya: vamos na minha casa?

Otoya: quando??

Tokiya: agora!

Otoya: ehh??? Mas… mas…

Tokiya: eu tenho uma solução pra isso.

Otoya: mas eu tenho um compromisso agora.

Tokiya: o que é?

Perguntou curioso.

Otoya: é que o orfanato ta fazendo um bazar, são as crianças de lá que estão preparando para arrecadar dinheiro. Eu me comprometi em ajudar nos preparativos, é para o domingo.

Tokiya: hm…

Ele pensou um pouco.

Tokiya: posso ir com você?

Otoya: c-comigo?? Ao orfanato??

Tokiya: sim. Depois de lá podemos ir em casa.

Otoya o olhava espantado.

Otoya: você sabe o que é um orfanato não é?

Tokiya arqueou a sobrancelha.

Tokiya: sou rico, não ignorante Otoya.

O ruivo riu.

Otoya: mas eu não vou poder te dar muita atenção lá, fiquei de ajudar as crianças.

Tokiya deu de ombros.

Tokiya: sem problemas. Vamos logo!

Piscou ao ruivo que sorriu o seguindo para descer as escadas.

..............................

Ai andava pelos corredores do internato, não sabia o que fazer, se ia ou não pra sua casa. Aquele dia… naquele dia faziam exatamente dois anos e meio desde a tragédia que marcou sua vida. Odiava aquela data, odiava aquele dia… ficar no internato era ruim porque ele via o olhar preocupado dos seus amigos que sabiam, mas ficar em casa a sós era pior porque ele ficaria pensando em coisas que queria esquecer.

Ele sem notar acabou entrando na biblioteca e meio perdido ali ouviu a voz do amigo.

Camus: pelos deuses mais sagrados que existem Aijima!! Como não consegue pronunciar essa palavra??

Cecil: a culpa é minha?? Eu não tenho culpa se esse francês é um desgraçado que nasceu pra ferrar minha vida!!

Ele bateu a cabeça forte nos livros sobre a mesa.

Cecil: ele me odeia Camus, somos completamente incompatíveis.

Choramingou. O loiro bufou massageando seu cenho para não esfolar o indiano vivo.

Camus: idiot.

Cecil: o que isso significa?

Perguntou curioso.

Camus: idiota.

Respondeu irônico e Cecil soltou um muxoxo.

Cecil: Idióta tanár

Rebateu na língua do país de Camus que ferveu de raiva o fuzilando.

Camus: não sabe francês, mas húngaro sim não é?!!

Cecil deu um sorriso de canto.

Cecil: húngaro é mais interessante que francês, alias toda Hungria.

Apoiou o queixo na palma da mão fitando Camus que acabou corando de leve.

Cecil: quem sabe algum dia alguém me leve para conhecer…

Alfinetou descaradamente e sorriu se divertindo da cara do loiro.

Camus: e-eh… se concentre logo no que realmente importa!!

Pegou o livro irritado o abrindo, Cecil riu.

Ai sorriu vendo os dois assim. Não entendia como Camus ainda negava que sentia algo pelo indiano, tava na cara que ele mexia com o conde. Ai resolveu voltar para não interromper os “estudos” de Cecil e no caminho uma imagem veio em sua mente, mordeu o lábio inferior lembrando dele, Ai sempre sentia o peito apertar e doer quando pensava nisso.

Ai: que droga…

Natsuki: Ai-chan-sempai!!!

Ele ouviu a voz de Natsuki ao longe e depois só sentiu seu corpo ser carregado e rodado no ar.

Ai: N-Natsuki!!

Syo: solte-o Natsuki!

Natsuki: desculpa Ai-chan!

Sorriu animado o colocando no chão, Ai ficou meio tonto.

Ai: t-tudo bem…

Respirou fundo para se recompor.

Natsuki: o senhor não vai voltar pra casa??

Ai engoliu em seco, mas negou. Syo notou que alguma coisa estava estranha nele, não tinha o sorriso sacana e o olhar ironicamente inabalável.

Syo: tá tudo bem?

Perguntou e o bluenette ficou meio surpreso, será que estava tão visível no rosto dele??

Ai: sim, tudo ótimo. Vocês vão a festa amanhã?

Syo: sim.

Natsuki: Syo-chan não queria ir, mas eu o convenci.

Syo bufou. Eles ouviram um bip e Ai pegou seu iPhone vendo o que era, o chibi notou que o olhar do maior ficou vazio e até amargo.

Ai: eu preciso fazer uma coisa agora, nos vemos amanhã então. Tchau pra vocês!

Sorriu um pouco forçado saindo correndo.

Natsuki: Ai-chan tava meio estranho não acha?

Perguntou ao chibi que tinha uma expressão meio preocupada.

Syo: muito estranho.

.........................

Ranmaru estava jogado em sua cama, Reiji havia ido embora logo depois da aula e nem ao menos se despediu dele, falou do jeito “Reiji de ser” com Camus e Ai, mas com ele foi só um “tchau, até amanha”.

Ranmaru: merda!! Merda!! E merda!!

Ele quase rasgou seu travesseiro pela raiva. Ouviu três batidas suaves na porta do seu quarto.

Ranmaru: entre.

Olhou parcialmente para a mulher de 40 anos.

Elizabeth: Ranmaru-san deseja algo? Não está com fome?

O albino sorriu gentil aquela senhora que era como sua segunda mãe.

Ranmaru: eu almocei no internato Elizabeth, não se preocupe.

A senhora sorriu amorosa.

Elizabeth: se precisar de algo, é só chamar.

Ranmaru: tudo bem.

Concordou e voltou a se deitar quando a mulher saiu do cômodo.

Ranmaru: será que você nunca vai me perdoar Reiji? Eu te magoei tanto assim?

Perguntou amargamente olhando um retrato que tinha do moreno em cima do criado mudo ao lado de sua cama. Ranmaru pegou o porta-retrato e ficou olhando-o, ele amava tanto aquele idiota, porque tinha que ser assim? Mas apesar de Reiji o odiar, ele jamais o esqueceria e muito menos se arrependeria de um dia ter sacrificado seu relacionamento para salvar a vida do Kotobuki, faria aquilo quantas vezes precisasse.

Ranmaru Pov.

Ranmaru estava recolocando os livros que usou durante as aulas no seu armário do internato, ele nem havia notado que Reiji tinha se aproximado, somente sentiu duas mãos vendarem seus olhos o fazendo sorrir de leve.

Ranmaru: hm… Ai?

Perguntou somente para provocar, sabia que era o moreno que estava ali. Ranmaru sentiu um chute na perna direita.

Ranmaru: ah! Ren?

Recebeu outro chute na perna esquerda.

Ranmaru: ok, ok. Masato?

Reiji: hã??!! Como assim Masato??!

Deu um tapa na costa dele, Ranmaru riu e se virou para o namorado.

Ranmaru: é que eu gosto quando você dá esses chiliques.

Falou rindo o beijando de leve nos lábios.

Reiji: eu não dou chilique tá…?

Disse manhoso brincando com a gravata que pertencia ao uniforme de Ranmaru.

Ranmaru: ah não?

Arqueou a sobrancelha irônico.

Reiji: eu sou a pessoa que mais te ama nesse mundo…

O albino sorriu.

Reiji: e eu quero falar com você algo sério.

Ele estava com uma expressão meio travessa e Ranmaru ficou meio curioso.

Ranmaru: o que quer falar comigo tão sério assim?

Reiji: vem…

Reiji puxou Ranmaru pela gravata para um corredor ao lado dos armários.

Ranmaru: eu me amarro quando você fica com essa expressão.

Reiji riu.

Reiji: o assunto é serio.

O empurrou contra a parede.

Reiji: eu quero falar de… nós dois.

Riu baixo.

Reiji: e da nossa relação…

Ele puxou outra vez a gravata do maior que estava mais curioso que antes, Reiji virou de costas a ele sentindo o rosto esquentar.

Reiji: e das coisas que os namorados fazem quando se amam muito, assim como nós dois.

Ranmaru encostou na parede e apoiou o queixo no ombro do Kotobuki.

Ranmaru: ta falando de que Reiji?

O moreno o olhou completamente corado e sem jeito. O menor se virou para o Kurosaki.

Reiji: eu vou dizer.

Ranmaru: ok…

Reiji: eu to falando de fazer umas… coisas meio… safadas sabe…

Ele tava corando como tomate.

Ranmaru: t-ta falando sério?

Perguntou surpreso. Reiji começou a rir envergonhado.

Reiji: eu quero…

Ele aproximou a boca do ouvido do albino e sussurrou.

Reiji: fazer amor com você.

Os orbes do maior alargaram com a confissão e ele sentiu o rosto esquentar também.

Reiji: não vai me dizer nada?

Perguntou meio tenso.

Ranmaru: b-bom… é que… é…

Reiji: que foi?

Ranmaru: eu quero também. Mas… eu quero que realmente esteja seguro de que quer isso comigo, que eu sou a pessoa certa e… que não vai ter nenhum problema quando estivermos juntos.

Reiji: Ran-Ran…

Ele passou os braços pela nuca do maior, seu rosto tava bem próximo ao dele.

Reiji: eu to totalmente seguro. Você é a pessoa que eu mais amo no mundo ok?

Ranmaru: isso parece ser um sonho… e que eu vou acordar alguma hora.

Reiji sorriu e passou delicadamente a ponta do seu nariz no de Ranmaru, um carinho leve.

Reiji: eu não sei nada sobre isso, mas quero que seja muito especial.

Ranmaru: somos dois, eu nunca fiz isso e você sabe. Mas tem certeza mesmo que tá pronto pra esse passo?

Reiji: ah o que? Ta querendo dar pra trás?

Perguntou cruzando os braços.

Ranmaru: não, não é isso! Só quero que tenha certeza que você é o amor da minha vida e que eu sou o seu também.

Reiji voltou a abraça-lo.

Reiji: você é meu príncipe encantando Ran-Ran!

Ele o beijou ternamente.

Reiji: meu príncipe amado.

Disse sorrindo e voltou a beijá-lo. Foi um beijo mais apaixonado e intenso, mesmo em meio ao corredor do internato e Reiji só sentia uma mão o cutucando no ombro, ele e Ranmaru tentavam afasta-lo a todo custo, mas a bendita mão continuava a atrapalhar ali.

Camus: Reiji!!

Reiji: ah o que??!

Eles se separaram bruscamente.

Reiji: que foi Myu-chan?

Camus: seu pai ta lá na sala de visitas, pediu pra te chamar urgente!

Disse meio irritado cruzando os braços, encarando os dois amigos a sua frente.

Reiji: já to indo!

Disse emburrado.

Camus: vocês dois hein? Levem essas safadezas pra um quarto e não no corredor ok?

Disse irônico e acenou indo embora.

Reiji: como soube das safadezas? Será que eu falei alto??

Perguntou tenso ao albino que riu.

Ranmaru: ele se referiu aos beijos Reiji.

Eles riram.

Reiji: eu tenho que ir ver o papai. Até mais Ran-Ran…

Ele saiu, mas acabou voltando.

Reiji: eu não consigo sair sem te beijar antes.

Ranmaru sorriu retribuindo o beijo com paixão.

Reiji: eu já volto.

Piscou ao Kurosaki que acenou sorrindo a ele.

Ranmaru Pov.

O albino riu se lembrando do dia que Reiji falou que queria fazer amor com ele, estavam namorando fazia uns meses.

Ranmaru: éramos tão felizes naquela época.

Passou o dedo pela foto carinhosamente.

Ranmaru: será que conseguiremos ser assim um dia de novo?

...........................

Reiji dirigia sem paciência, queria chegar logo ao bairro do Kurosaki.

Reiji: é nessas horas que vejo o quão afastado nossos condomínios são!! Aaah que ódio!! Kami-sama faça explodir esses carros na minha frente!!

Ele buzinava como louco para as lesmas que dirigiam.

Reiji: VAI APRENDER A DIRIGIR PALHAÇO!!!

Ele gritou a um cara que estava brigando por ele ter o ultrapassado.

Reiji: idiota! Imbecil!

Ele ultrapassou outro recebendo um gesto obsceno com a mão que o fez retribuir o “favor”.

Reiji: ok, ok. Se acalma Reiji… morrer no caminho não vai adiantar de nada.

Suspirou tentando manter seu autocontrole e não matar alguém ali, sendo filho de um juiz não ia pegar nada bem. Reiji bufou em um sinal vermelho e seu olhar ficou meio vazio ao recordar de uma lembrança.

Reiji Pov.

Reiji tinha falado com o pai e adorou a ideia de ter a casa somente para ele no final de semana, ele e sua mãe viajariam para a Suécia em negócios e os empregados haviam ganhado folga já que Reiji mentiu dizendo que iria ficar no colégio nos dias que eles estariam fora.

Logo quando Reiji saiu da sala de visitas avistou o namorado conversando com um colega de sala.

Reiji: Ran-Ran…!

Ele o chamou, atraindo sua atenção que logo se despediu do amigo.

Ranmaru: que foi?

Reiji sorriu e o chamou com o dedo indicador.

Reiji: vem cá…

Ranmaru engoliu em seco por aquela expressão do moreno.

Ranmaru: f-falou com seus pais?

Perguntou chegando perto do Kotobuki que o puxou com força pela gravata o levando em uma outra sala de visitas ali perto, jogou-o no sofá que tinha ali.

Ranmaru: o que?? Por que tá tão contente assim?

Perguntou se recuperando do puxão e sentando. Reiji sorria completamente animado e pulou no sofá bem perto do albino.

Reiji: é que… hoje vamos poder ficar sozinhos.

Ele enrolava com os dedos sua gravata.

Reiji: quer dormir na minha casa?

Ranmaru congelou na hora.

Ranmaru: c-como assim hoje na sua casa?

Reiji: isso. Meus pais não vão estar, eles vão viajar para Suécia e voltar só na outra semana. Nem os empregados, meus pais deram folga a todos.

Ranmaru: n-nem os empregados?

Perguntou surpreso. Reiji sorriu se debruçando sobre o maior, o deitando.

Reiji: não vai ter ninguém, ninguém. Podemos ficar sozinhos.

Sussurrou no ouvido do namorado.

Ranmaru: você tem ideia do que iremos fazer não é?

Reiji: uhum!

Afirmou contente.

Reiji: aii Ran-Ran já pensou??

Ele se sentou no colo do Kurosaki.

Ranmaru: pensar sim, já pensei muitas vezes…

Reiji: ah é? Ran-Ran pervertido.

O provocou rindo.

Ranmaru: é difícil não ficar com você.

Disse cinicamente.

Ranmaru: eu te amo…

O moreno sorriu doce.

Reiji: eu também.

Eles se beijaram, ficando por um tempo naquela sala apenas namorando, longe de todos.

Reiji Pov.

O rosto de Reiji atingiu um vermelho profundo ao recordar disso, mas um sorriso bobo brotou em seus lábios lembrando-se daquela noite. A primeira vez deles… foi uma noite inesquecível, especial, maravilhosa que Reiji nunca conseguiu apagar de sua memoria.

Reiji: Ran-Ran… meu Ranmaru… nós voltaremos a ser felizes, juntos. Com certeza.

Ele sorriu decidido e acelerou quando o sinal abriu.

...........................

Aquilo era um absurdo…

Um completo absurdo…!!

Se ele o detestava tanto, se Ai era o ser que mais o irritava na terra… POR QUE MERDA ESTAVA O PROCURANDO PELO INTERNATO INTEIRO?!

Syo: eu sou um idiota! O que tá havendo comigo?!!

Se sentou meio ofegante na grama do jardim do colégio. Syo não conseguia tirar da cabeça o olhar, a expressão, o sorriso forçado… nunca havia visto Ai daquele jeito. Ai sempre estava com uma pose de “sou o dono do mundo, me amem”, um olhar intenso e sempre malicioso, o sorriso debochado era sua marca, o jeito sarcástico de que não dá a mínima para o mundo e aquelas malditas provocações sempre que ele o via. Mas naquela tarde Ai estava oposto de tudo isso, o olhar vazio, uma expressão meio amarga, sem vontade pra nada e nem estava conversando com ninguém. Notou que mais cedo seus amigos viviam em cima dele como numa tentativa de distrai-lo, mas pelo visto não surtiu muito efeito.

Syo: e daí?! Ele não é nada meu! Nem amigo pode se dizer!! Por que eu estou procurando por ele? Não tem sentido isso!!

Ele jogou os braços por trás da nuca e deitou na grama, estava irritado, mas era consigo mesmo e por aquela maldita sensação de que Ai estava mal que não o abandonava.

Syo: o que deixaria um cara como ele daquele jeito?

Perguntou de olhos fechados sentindo o sol aconchegante bater em seu rosto.

Natsuki: o que faz aqui Syo-chan?

Syo abriu os olhos vendo o amigo sentado ao seu lado o encarando sorridente. Quando ele havia chegado lá??

Syo: é… b-bem… estava dando uma volta.

Natsuki: hm… sério? Pensei que estava procurando o Ai-chan-sempai. Pelo jeito que vi você correndo pelo colégio e perguntando a todos por ele.

Falou “inocentemente” e Syo quase corou.

Syo: bom, eu tava procurando porque achei que ele podia tá fazendo alguma besteira. Ele sempre se mete em confusão, acho que gosta de ser notado sei lá! Ou então trazer problema aos pais como o Tokiya. Mas não… ele não tá em lugar algum, já procurei o internato inteiro e ninguém o viu.

Natsuki segurou o sorriso.

Natsuki: por que está tão preocupado Syo-chan?

O olhou outra vez e Syo se sentou ao seu lado.

Syo: porque é um mimado! Sei lá, pode acontecer alguma coisa. Parece que ele nasceu para fazer loucuras e também não conhece nada do mundo. Então é claro que pode acontecer alguma coisa e…!

Natsuki começou a rir da resposta sem sentindo dele.

Syo: do que está rindo?!

Natsuki: não é que…

Ele olhou para o céu.

Natsuki: pra alguém que o odeia tanto, você está muito preocupado Syo-chan.

Syo arregalou os olhos corando e se irritou mais do que já estava, seu olhar desviou-se para as flores do ambiente. Natsuki voltou a olha-lo.

Natsuki: olha Syo-chan, eu já sei onde ele está.

Syo o olhou chocado.

Syo: s-sabe?? Onde ele está??

Natsuki sorriu.

Natsuki: Myu-chan-sempai disse que ele tá realmente depressivo hoje, só não quis dizer o motivo. Falou também que quando ele tá assim, não quer ninguém por perto. Então se eu te contar o paradeiro dele, você realmente vai lá?

Syo: err… sim, claro.

Natsuki: vai mesmo??

Syo: mas por que pergunta tanto?!

Natsuki riu.

Natsuki: porque eu acho que você é o único que pode fazê-lo melhorar.

Syo corou.

Syo: e-eu?

Natsuki: sim.

..............................

Reiji estacionou em frente a mansão do Kurosaki e desceu rapidamente, ligando o alarme.

Elizabeth: R-Reiji-sama??

A mulher estava espantada por vê-lo ali, sabia que os dois tinham terminado há quatro anos.

Reiji: Lizzy! Quanto tempo!

A abraçou apertado, a senhora riu e retribuiu o gesto.

Elizabeth: nossa… você continua tão lindo Reiji-sama…

O moreno a olhou repreensivo.

Elizabeth: desculpe, Reiji-kun.

Ele abriu um largo sorriso.

Reiji: nee o Ran-Ran está aqui?

A senhora afirmou.

Elizabeth: no quarto dele.

Reiji: eu posso ir lá?

Ela sorriu.

Elizabeth: claro que sim Reiji-kun, quer que eu o leve?

Reiji: não precisa. Eu ainda sei o caminho.

Piscou a mulher e saiu correndo em direção a escada que o levaria ao segundo andar, mas antes escutou um “boa sorte” que o fez sorrir.

..............................

Ranmaru estava quase cochilando agarrado ao retrato de Reiji, mas escutou a porta ser aberta e rápido o escondeu embaixo do edredom.

Ranmaru: o-o que você ta fazendo aqui??

Perguntou em choque vendo Reiji entrar pela porta e logo a trancar.

Reiji: por que? Por que Ran-Ran?

Ranmaru: por que o que??

Ele não estava entendendo nada que o moreno queria falar.

Reiji: por que me deixou há quatro anos e não me disse o motivo?! Não confiava em mim?! Achava que eu não pudesse entender os motivos que te levaram aquilo?!

Ele estava surpreso.

Ranmaru: Reiji… você sabe…?

Reiji: minha mãe me falou! Todos sabiam! Meus pais, o Myu-chan, o Ai-Ai… até o presidente deveria saber e o único que não sabia de nada era eu!

Ele estava magoado.

Reiji: eu te odiei e amei na mesma intensidade por quatro anos! Todo o sofrimento que eu sentia dia após dia poderia ter sido evitado!

O albino suspirou e sentou olhando Reiji seriamente.

Ranmaru: quer que eu diga o que? Que eu me arrependo? Que não deveria ter feito isso??

Ele levantou da cama com cuidado para a fotografia embaixo do edredom não aparecer.

Ranmaru: pois eu tenho uma coisa pra dizer Reiji… eu não me arrependo!!

O moreno arregalou os olhos surpreso.

Ranmaru: faria tudo de novo se precisasse!! Eu salvei sua vida, mesmo que isso tenha acabado com nosso relacionamento! Mesmo que tenha me odiado por esses anos! Mesmo que nós dois tenhamos sofrido muito!!

Reiji: por que não disse??? Eu poderia ter…

Ranmaru riu.

Ranmaru: você esquece que eu te conheço melhor que ninguém. Você jamais deixaria eu voltar para o Japão e você ficar aqui sozinho, você ia querer ir junto comigo ou então… ia acabar vazando que nós dois ainda estávamos juntos!! Eu não poderia correr esse risco!!

Reiji cerrou os olhos tentando conter as lagrimas.

Ranmaru: mesmo que tenha doído, mesmo que eu tenha te perdido… tudo que eu fiz valeu a pena sabe o por quê?

Ele suspirou.

Ranmaru: porque por causa dessa escolha… você tá aqui na minha frente e vivo.

Reiji paralisou.

Ranmaru: eu poderia suportar tudo, seu ódio, te ver com outro, até mesmo perder você pra sempre. Mas te ver morto eu não suportaria.

Ele respirou fundo. Reiji mordeu o lábio inferior.

Ranmaru: não peço desculpas, porque não lamento. Sabe o por que? Porque sou egoísta! E você sempre soube disso. Eu preferia te magoar a te ver morto! Eu sei que fiz escolhas ruins e que te magoaram! Mas eu preferia isso do que ter ficado com você e depois te perder e passar anos da minha vida lembrando o quão éramos felizes, o quanto eu te amava!

Ele estava se controlando para não demonstrar mais emoções do que já estava.

Ranmaru: eu sou assim Reiji e eu nunca vou mudar! Não há desculpas no mundo que possa apagar o fato de eu não ser o cara certo pra você! Por minha causa você quase perdeu a vida.

Ele desviou o olhar dos orbes surpresos do Kotobuki.

Ranmaru: talvez tenha sido melhor assim.

Reiji: hã?!

Estreitou o olhar.

Ranmaru: por causa dessa separação, nós dois podemos seguir nossos caminhos. Quando eu voltei para Califórnia, eu queria te ter de volta. Mas agora eu vejo que é melhor ficar desse jeito, só vamos estudar esse resto de ano juntos. Ano que vem cada um seguirá para uma universidade diferente, vai doer… mas um dia quem sabe essa dor e o sentimento acabem. Não dizem que tudo acaba com o tempo? Podemos conhecer pessoas novas e quem sab…

Ele foi interrompido pelo beijo necessitado do Kotobuki. Reiji passou os braços pela nuca do albino o puxando pra ele e não permitindo que se afastasse. Ranmaru acabou se entregando ao beijo abraçando Reiji, suas línguas se moviam com veemência e paixão.

Reiji: você é um idiota!

Ele deu um chute nele.

Ranmaru: ai!

Reiji: acha mesmo que podemos voltar a amar alguém assim um dia?

Perguntou enroscando os dedos na cabeleira dele.

Reiji: eu jurei que te amaria até a última estrela no céu.

Ranmaru ficou o olhando por uns segundos.

Ranmaru: mas as estrelas no céu são infinitas.

Respondeu sorrindo, Reiji enlaçou mais o pescoço do maior, trazendo-o mais para si.

Reiji: então isso significa que meu amor será eterno não?

Ele o beijou rápido.

Reiji: e eu lembro… que certa pessoa jurou que me amaria até a última gota do oceano. O oceano também é infinito.

Sorriu provocativo.

Ranmaru: hm… então isso faz o amor dessa “certa” pessoa também eterno.

Eles riram.

Reiji: você disse que não lamenta… pois eu também não. Não me arrependo de ter te conhecido, porque nunca ninguém conseguiu me fazer sentir vivo como você faz. Você foi horrível, fez uma escolha errada que por mais que tenha me salvado, mas me afastou daquele que é o motivo da minha vida. Mas mesmo com tudo, eu nunca me lamentei por ter me apaixonado por você.

Ele sorriu doce.

Reiji: eu te amo Ranmaru.

O maior sorriu e o beijou outra vez. Eles foram se beijando até chegarem na cama, Reiji o deitou ficando por cima do albino.

Reiji: não faz ideia de quantas vezes sonhei em ficar assim outra vez.

Disse se aconchegando nos braços do Kurosaki que o apertou forte contra si.

Ranmaru: eu também Reiji, muitas vezes.

Reiji: hm…

Ele o fitou.

Reiji: até quando ficava com alguém lá no Japão?

Perguntou fazendo um bico enciumado.

Reiji: porque sei que é evidente que ficou com alguém nesses quatro anos.

O albino revirou os olhos.

Ranmaru: Reiji… o tempo todo quando eu ficava só… eu tentava ter você perto de mim de alguma forma.

Ele tirou o porta retrato de baixo do edredom e mostrou ao moreno que se sentou encarando a foto surpreso.

Reiji: Ran-Ran…

Ele sorriu abertamente.

Ranmaru: eu fiquei sim, tentava em vão colocar na cabeça que um dia deixaria de te amar. E… bom, você também ficou que eu sei! Um foi aquele tal de John!

Deu ênfase no nome fazendo o Kotobuki rir.

Ranmaru: não consigo engolir que você saiu com aquele cara!

O olhou repreensivo.

Reiji: Ran-Ran você tinha me deixado! E eu não imaginava que era por esse motivo! Mas eu jamais, jamais amei o John… eu nunca senti com ele o que sinto com você. Sempre que eu tentava seguir em frente… de algum jeito você sempre reaparecia na minha mente e colocava tudo a perder.

Ele pegou a foto e colocou em cima do criado-mudo e se sentou no colo do albino.

Reiji: eu senti sua falta e te amei todos os segundos de todos os dias.

Ranmaru sorriu.

Ranmaru: eu também.

O moreno o beijou e encostou sua testa na de Ranmaru.

Reiji: bom, então… eu acho que vou ficar com você pelo resto da vida.

Riu de leve.

Ranmaru: pelo resto da vida?

Reiji: é! Até eu morrer!

Ele o abraçou forte.

Reiji: vamos envelhecer juntos!

Ranmaru riu.

Reiji: promete que nunca mais vai me deixar? Nunca mais!

Ele o fitou meio apreensivo.

Reiji: eu não aguentaria aquela dor de novo! Promete! Promete que não importa o que aconteça… você não vai embora!

Ranmaru: eu prometo.

Ele passou seus dedos pela face do moreno.

Ranmaru: acho que não seria tão forte de novo.

Reiji: eu… eu… só de pensar que você poderia ter morrido… e eu não ia saber de nada! Ran-Ran!! Eu não ia aguentar!

Lagrimas começaram a se formar nos orbes acinzentados.

Ranmaru: ei, ei… não chora. Isso passou.

Ele beijava delicadamente os lábios do Kotobuki.

Ranmaru: o cara que me ameaçava morreu.

Reiji limpou com suas mãos as pequenas lagrimas que desciam dos olhos.

Reiji: sabe… eu to me sentindo igual aqueles contos de fadas que a princesa é salva pelo príncipe encantado.

Ranmaru não aguentou e riu.

Reiji: é verdade Ran-Ran! Você é meu herói! É meu príncipe encantado!

Ranmaru: Reiji…

Reiji: hm?

Ranmaru: nesses anos… você não gostou de nenhum cara mesmo? Nem um pouco?

Reiji sorriu e levou seus lábios ao ouvido do maior.

Reiji: meu coração é seu, desde o começo sempre foi assim. Apesar de ter namorado, beijado e até mesmo ido pra cama com outra pessoa. Você sempre foi o único que eu queria.

O moreno sorriu pelo desconforto do Kurosaki.

Reiji: não fique assim…

Ranmaru: não me deixa muito feliz saber que outro te tocou.

Estava com uma expressão séria.

Reiji: meus beijos… meu corpo são seus, assim como meu coração.

Eles congelaram o olhar um no outro.

Reiji: não há ninguém nesse mundo que eu deseje mais do que você.

Roçava seus lábios nos dele.

Reiji: mas se sente tão incomodado… recupere seu território…

O sorriso pervertido nascia nos lábios do menor.

Reiji: me tome para si. Me faça seu.

Ele estremeceu sentindo as mãos do Kurosaki descendo lentamente pela costa indo até na cintura a pegando firme. Ranmaru trouxe o quadril do outro mais contra o seu, isso fez Reiji gemer baixinho por ter sua ereção pressionada pela do albino.

Reiji: me mostre todo o seu desejo por mim… sua paixão… seu amor.

Ele fechou os olhos em deleite com a boca do maior dando mordidas em seu queixo e a língua marcando território no pescoço.

Ranmaru: onde ele te marcou?

Perguntou levantando a blusa de Reiji.

Reiji: aqui…

Respondeu travesso e gemeu com a mordida forte e o chupão no pescoço que o fez morder os lábios. As mãos do albino foram para o tórax do Kotobuki, tocando aquela parte sem pressa, seus dedos beliscavam com delicadeza os mamilos que estavam endurecendo junto com o membro de Reiji que estava enchendo de sangue com aquelas caricias todas.

Reiji: ah!

Um gemido mais alto foi ouvido quando um dos mamilos foi sugado pela boca do maior, enquanto o outro recebia atenção dos dedos.

Reiji: Ran-Ran…

Ranmaru: ele te tocava aqui Reiji?

A mão desceu para as nádegas do moreno, apertando-a forte. Reiji deu um pulo de surpresa em seu colo.

Reiji: Ran-Ran… isso é tortura…!

Ele gemia com os mamilos sendo sugados, lambidos, mordicados, seu tórax inteiro estava marcado pela boca do albino enquanto as mãos exploravam seu corpo todo. Reiji se arrepiou quando foi jogado na cama e Ranmaru se colocou por cima de si.

Ranmaru: você que falou que era pra te fazer meu outra vez não é?

O sorriso malicioso era estampado na face do Kurosaki.

Ranmaru: estou recuperando meu território.

Reiji sorriu descarado recebendo um beijo inundado de luxuria que correspondeu avidamente enlaçando as pernas no quadril do maior. Ranmaru rapidamente abriu o zíper da calça de Reiji e a retirou, jogando-a longe. Os olhos brilharam de desejo vendo-o assim depois de tantos anos e ainda mais por notar que Reiji já estava excitado.

Reiji: você ainda tá muito vestido.

Disse cinicamente provocando a ereção do albino com o pé. Ranmaru gemeu com o ato.

Reiji: é injusto só você ser privilegiado, eu também quero te ver sem nada Ranmaru… faz muito tempo que não tenho essa visão.

Se apoiou com os cotovelos na cama, ele abriu um sorriso descarado ao albino.

Ranmaru: não viu, porque não quis. Diversas vezes andei só de boxer ou toalha pelo quarto e você nem olhava…

Rebateu sarcasticamente tirando a camisa. Os orbes acinzentados brilharam ao ver aquele tronco, pele alva, os músculos definidos. Reiji sentiu a boca salivar, queria tocar, beijar, provar cada pedacinho daquela pele.

Reiji: eu tava tentando ser forte… resistir a você…

Ele o fitava como se tivesse hipnotizado, Ranmaru riu de leve.

Ranmaru: você não parece tá resistindo muito agora.

Reiji se colocou por cima dele, não aguentava mais, precisava explorá-lo todo.

Reiji: não tenho motivos pra isso. É bom se preparar Ran-Ran… todo o desejo suprimido por quatro anos precisa ser saciado, preciso acabar com essa saudade…

Seus lábios beijavam com paixão todo o tronco do albino que não conseguiu reprimir alguns gemidos baixos.

Reiji: vou esgotar todas as suas forças hoje.

Ranmaru sorriu de leve fechando os olhos e agarrou com uma das mãos a cabeleira do moreno enquanto tinha seu mamilo sendo sugado com maestria pelo Kotobuki.

Reiji: aaahn…!

Ele gemeu quando a coxa do Kurosaki fez pressão em seu membro e começou a massageá-lo.

Ranmaru: te darei descanso quando acabar com todo o folego do seu corpo.

A voz saiu maliciosamente ameaçadora e Reiji gemeu mais tentando marcar o tórax e abdômen do Kurosaki com seus beijos e chupões enquanto seu membro era massageado com mais força pela coxa do namorado, Reiji estava quase atingindo ao ápice daquele jeito. Reiji tirou a bermuda junto com a cueca do maior e Ranmaru não segurou o gemido quando o moreno começou a bombeá-lo forte com a mão.

Ranmaru: Reiji…!

O menor sorriu vitorioso vendo as pernas do albino tremerem.

Reiji: Ran-Ran… você lembra a sensação de ter minha boca te satisfazendo?

Ele sorriu fazendo um caminho lento com sua língua pelo tronco de Ranmaru em direção ao membro que estava pulsando em sua mão. No começo Reiji ficou apenas provocando-o dando beijos, lambidas ou então sugava devagar só a glande, mas sem Ranmaru esperar ele abocanhou de uma só vez e começou a sugar com força num ritmo lascivo. Ranmaru levou a mão á boca para impedir o grito que quase saiu pela garganta, mas mesmo assim o gemido abafado ainda foi alto fazendo Reiji continuar com aqueles movimentos incessantes. Sua cabeça subia e descia sem intervalo de tempo deixando o albino louco. O Kotobuki sentiu o membro latejar e ficar mais quente e logo em seguida sua boca foi preenchida pelo esperma do parceiro.

Reiji: seu gosto é delicioso…

Lambeu os lábios sensualmente o provocando.

Ranmaru: Reiji você me paga!

Ele puxou o moreno pelo braço o obrigando a sentar em seu colo e o beijou afoitamente, deixando-o completamente sem ar. Ranmaru arrancou a cueca que o namorado usava, quase rasgando-a.

Reiji: ahh!

Ele gemeu alto quando Ranmaru segurando firme a cintura dele o obrigou a se mexer, esfregando forte seu membro nas nádegas dele.

Reiji: Ran-Ran!!

Ele apoiou suas mãos no peito do albino e começou a pressionar com mais força o pênis de Ranmaru, fazendo movimentos de vai e vem mais precisos e seu membro era masturbado pela mão livre de Ranmaru.

Reiji: n-não… se m-mova tão rápido… s-senão eu vou enlouquecer…!!

Ele arqueou a coluna sentindo o pré-gozo de Ranmaru em sua bunda, mesmo apenas esfregando, Reiji se sentia tão quente como se estivesse sendo penetrado e fora que o bombeamento que Ranmaru fazia em seu membro estava o deixando à beira da loucura.

Reiji: eu v-v-vou… gozar… ahh!

O esperma saiu bastante, melando todo o abdômen de Ranmaru. Reiji se deitou sobre ele ofegante.

Reiji: você é muito mau.

Gemeu manhoso sentindo ainda as caricias do namorado em seu corpo.

Ranmaru: no entanto você gozou bastante.

Disse se divertindo da expressão corada do moreno.

Reiji: baka…

Fez um bico irritado.

Ranmaru: não faça esse bico. Me dá vontade de te beijar mais ainda.

Reiji riu. Ranmaru inverteu as posições se colocando por cima de Reiji.

Reiji: Ran-Ran… entre dentro de mim logo.

Implorou com os lábios tocando os do maior.

Ranmaru: vai doer se fizer assim.

Reiji: mas não me importo, de qualquer jeito melhora depois.

Ranmaru: mas eu não vou te machucar, a última coisa que quero que sinta é dor.

Reiji deu um muxoxo inconformado.

Ranmaru: você é muito apressado.

Sussurrou em seu ouvido e logo seus lábios desceram para a pele macia do pescoço.

Reiji: eu quero muito você e justamente por saber disso me maltrata!

Fez outro bico apesar de estar quase gemendo por aqueles beijos e mordidas em seu pescoço que naquela altura estava todo marcado.

Ranmaru: diga de novo. Diga que me quer.

Seu pedido saiu irresistivelmente sexy com o timbre rouco, os olhos presos aos do menor embaixo de si. Reiji gemeu baixinho.

Reiji: droga! Você é muito provocador…

Ranmaru sorriu de canto.

Reiji: eu quero você… todo… quero que me satisfaça… me leve ao paraíso… incendei meu corpo com todo esse desejo que me consome.

Ele estremeceu com o sorriso cínico e sexy que o albino deu em resposta ao pedido dele. Ranmaru trilhou um caminho de beijos chupados por todo o corpo de Reiji até chegar na direção das coxas, onde o Kurosaki pôs cada uma em cima de seu ombro. Reiji o olhava meio curioso, o que ele ia fazer?

Ranmaru: feche os olhos.

Reiji: hã?

Ranmaru: me obedeça e só feche os olhos. Quero que sinta apenas.

Reiji meio relutante fez o que ele pediu. Ranmaru deu um sorriso de canto e começou a distribuir beijos e mordidas leves no interior das coxas do menor que tremia e gemia baixinho, mas de repente os beijos tomaram outra direção, indo pra o ânus do moreno. Reiji deu um grito de prazer quando a língua de Ranmaru entrou em contato com seu orifício.

Reiji: Ranmaru! Ahh!

Ele agarrou o edredom da cama com toda sua força e arqueou sua coluna, a língua de Ranmaru brincava em seu orifício, fazia movimentos circulares ao redor do anel, ele estava lubrificando sua entrada de uma forma completamente enlouquecedora para Reiji.

Reiji: Ranmaru…!! Aaahhh!! A-Assim… e-eu aaahh!!

Ranmaru se deliciava ao ver como o corpo de Reiji estava tendo espasmos antes da hora, seu membro estava cheio de sangue novamente, ele quase rasgava o edredom pela força que o agarrava, arqueava seu corpo, jogava a cabeça pra trás, mordia os lábios e outras vezes gritava em plenos pulmões seu nome.

Reiji: s-se continuar a-assim e-eu vou g-gozar Ranmaru….!!

Ranmaru parou, na verdade queria fazer Reiji gozar de outra forma. Levou um dedo a entrada e ficou massageando o local até achar a hora ideal para colocar dentro.

Reiji: ahn!

Ele mordeu o lábio sentindo seu interior ser invadido pelo dedo do parceiro. Reiji fechou os olhos com força ao sentir o segundo invadi-lo, os dedos giravam dentro dele, abriam e fechavam diversas vezes, faziam movimentos de tesoura, pressionavam suas paredes internas. Ranmaru remexia tudo lá dentro, os dedos iam bem fundo e atingiram o ponto G de Reiji o fazendo suspender seu corpo e gemer alto.

Reiji: Ranmaru!! P-Por f-favooor…!! Aaaahhh!!

Ranmaru: qual o problema Reiji?

Perguntou sorrindo.

Reiji: e-entree… poor f-favor…

Ranmaru: mas eu já estou dentro amor…

Reiji: n-não e-estou f-falando dos seus d-dedos…!!

Ranmaru começou a estocar com mais força sua próstata substituindo os gemidos por gritos de Reiji.

Reiji: eu… n-não vou aguentaar…!

Ranmaru: então goze.

Reiji: m-mas…!

Ranmaru: eu vou te ajudar…

Deu um sorriso malicioso antes de abocanhar o membro de Reiji. Aquilo foi o limite para o Kotobuki, seu membro e seu ânus estimulados ao mesmo tempo levou o moreno ao delírio. Ranmaru o sugava com afinco e engoliu tudo quando Reiji gozou se despejando em sua boca.

Reiji: ah… ah…

Ele ofegava, seu corpo estava tão leve como se estivesse flutuando. Ranmaru se colocou por cima dele novamente e o beijou carinhosamente. Reiji nem sentiu quando uma de suas pernas foi levantada e colocada na altura do quadril de Ranmaru.

Reiji: ahh!!

Ele quebrou o beijo gemendo alto ao sentir a glande do pênis entrar em si.

Ranmaru: te machucou?

Reiji: n-não… aaaah… Ran-Ran… coloque o resto…

Reiji abraçou o corpo de Ranmaru, o agarrando com força enquanto o resto do membro entrava. O Kurosaki conhecia como ninguém o corpo de Reiji, sabia que ele estava dormente de prazer, então logo começou a se movimentar numa velocidade média e estocadas firmes.

Reiji: ahh!! Ranmaru!! Aaaahh!! E-Eu mal m-me r-recuperei do o-orgasmo… aaah!!

Ranmaru: então vou te fazer ter outro.

Sussurrou em seu ouvido e lambeu lentamente seu lóbulo.

Ranmaru: geme pra mim Reiji… geme meu nome…

Reiji: ahh!!

Ele puxou a cabeleira de Ranmaru o beijando com paixão, sua língua explorava todas as áreas erógenas de sua boca. Reiji sugou seu lábio inferior logo em seguida o mordendo firme.

Reiji: Ranmaru…!! M-Mais!! Mais f-forte!! Enfie mais fundo!! Aahhh!!

Ele jogou a cabeça para trás gemendo alto quando o albino acelerou drasticamente os movimentos, ele se retirava por completo e voltava com força, se enterrando fundo. Ranmaru atingiu a próstata de Reiji e sorriu pelo grito agudo do moreno, as unhas cravaram em seus ombros.

Reiji: ahhhhh!!! Ranmaru!!! Mais!!!

Ranmaru: é aqui não é?

Provocou malicioso em seu ouvido dando outra forte estocada no ponto G do Kotobuki que deu outro grito em resposta.

Reiji: siiiim!!! Ah! Ranmaru coloque mais força…!!

Ele pendeu a cabeça para traz quando os movimentos se tornaram mais intensos, Reiji abriu mais suas pernas para o maior se acomodar mais nelas. Ranmaru o possuía total e irrevogavelmente, Reiji seguia os movimentos do albino: fortes, bruscos, para dentro e pra fora cada vez mais rápidos e a cada estocada ia mais fundo atingindo sua próstata sem piedade. Reiji estava perdendo sua sanidade, estava sendo tomado por uma onda fortíssima de êxtase, um prazer que há muito tempo não sentia, olhos e corpo inundados de luxuria, de seus lábios saiam gemidos cada vez mais desesperados e altos assim como os do Kurosaki.

Reiji: e-e-eu… ahhh!! V-Vou g-gozar… aaahhh!!

Ranmaru: ahh… é tão apertado e quente… eu nunca esqueci como é gostoso estar dentro… de você…

Reiji mordeu os lábios sentindo seu corpo todo estremecer, ele apertou com todas as suas forças e com o 1% de sanidade que ainda tinha o pênis de Ranmaru em sua cavidade enquanto Ranmaru se deslizava dentro de si com mais rapidez pelo orgasmo que estava chegando a ambos.

Reiji: Ranmaru!!!

Ele gritou seu nome quando atingiu o ápice do prazer, suas unhas arranharam a costa do albino e as pernas o prenderam com mais força contra seu corpo. Reiji estava completamente entregue a Ranmaru que ficava mais duro a cada movimento, ele não parou mesmo Reiji tendo alcançado o orgasmo, agora era sua vez de atingir seu prazer. Reiji esticou o corpo para acomodá-lo melhor, tanto no comprimento como na circunferência, sabia que ele estava próximo do seu orgasmo. Ranmaru meteu com mais força e um som agudo saiu de seus lábios quando teve o membro quase esmagado pelas paredes da cavidade do Kotobuki que o apertou outra vez para dá-lo mais prazer e ambos gemeram ao sentir o membro enrijecer mais e se despejar em um jato forte dentro de Reiji. Ranmaru não resistiu em chamar o nome do namorado enquanto se despejava, o albino fez questão de não desviar seu olhar dos de Reiji enquanto gozava. O Kurosaki se retirou dele lentamente e deitou ao seu lado, o peito dos dois subia e descia rapidamente, suas respirações e seus batimentos cardíacos estavam descompassados.

Reiji: nossa… você sempre foi bom, mas quatro anos valeu a pena.

Ranmaru riu ofegante pelo comentário.

Ranmaru: e você continua mais pervertido que o normal.

Reiji sorriu travesso e se virou para o namorado, apoiando seus braços em cima do peito de Ranmaru e pousou sua cabeça.

Reiji: eu te amo… muito.

Ranmaru sorriu e passou seus dedos pelo cabelo do parceiro.

Ranmaru: eu também te amo.

Reiji: espera um pouco…

Ele levantou com dificuldade da cama e pegou sua calça, tirando algo do bolso.

Ranmaru: o que é isso?

Reiji: minha aliança, nosso juramento…

Ele colocou novamente no dedo. Reiji pegou a mão direita do albino.

Reiji: estamos juntos de novo não é? Você me perdoa por ter ficado com tanta raiva de você?

Ranmaru o puxou para beijá-lo.

Ranmaru: é claro que estamos juntos outra vez. Mas quanto a te perdoar… hm… ainda estou pensando.

Reiji: hã?

Ranmaru derrubou Reiji na cama e se colocou por cima.

Ranmaru: esqueceu que eu disse que tiraria todo seu folego?

Reiji sorriu cinicamente.

Reiji: agora lembrei… também disse que esgotaria todas as suas forças.

Ranmaru o beijou lentamente.

Ranmaru: ninguém mais vai me separar de você.

Reiji: nosso amor é pra sempre Ran-Ran.

Ranmaru: até a última gota do oceano…

Reiji: até a última estrela do céu…

Eles foram fechando seus olhos e seus lábios se tocavam de leve.

Reiji e Ranmaru: para o resto da vida.

Sorriram antes de iniciar outro beijo apaixonado.

Notas finais
E aí gostaram??? Espero que sim!!! Beijinhos amores!! Obrigada por lerem e espero seus reviews divos