POV. Carolina Seary

Sammy e eu estavamos andando por Manhattan, como duas meninas inocentes, mas nós estamos bem longe disso.

– Oque vamos fazer hoje, Phineas? – perguntei

– Não sei, Ferb. – respondeu ela – Que tal atazanar os deuses?

– Não sei... Ei, cadê o Perry?

Rimos dessa conversa idiota. Decidimos por fim ir comprar sorvete, entramos na fila atrás de uma garota loira com mechas no cabelo, um adolescente lindo e maravilhoso que parecia filho de Hades e um garoto com cabelo cacheado.

– Quer de creme ou chocolate? – perguntei para Sammy.

– Flocos – respondeu a gênia suprema.

– Só tem de creme e chocolate – disse

– Então eu quero um sorvete com os dois sabores. – insistiu ela.

– Você também? – perguntou o garoto de cabelo cacheado na nossa frente – Minha irmã também não entende que não dá para misturar os dois sabores.

– Dá sim! – disseram Sammy e a garota loira ao mesmo tempo.

– Não dá! – dissemos eu e o garoto.

– Olha – disse o adolescente – Não dá, Sadie! É difícil entender?

Todos nós rimos da cara que a loira fez.

– Certo, então... Eu sou Carter Kane – disse o garoto – Essa é minha irmã Sadie e esse é Anúbis.

– Não acredito – disse Sammy – É deus grego, romano e agora egípcio? Quem são os próximos? Os indianos?

– Pergunta para a Parvati – disse.

Sammy bufou irritada.

– Como é que essa história de deuses gregos e romanos? – perguntou Anúbis.

– Somos semideusas – disse – Semideusas bruxas, mas ignore esse detalhe. Enfim, eu sou filha de Poseidon e Sammy é de Ares.

– Legal – disse Sadie – Seria mais legal ainda se eu tivesse ideia de quem são Ares e Poseidon. Quem são esses, Sr. Wikipédia?

– Não me chame assim, Sadie! – pediu Carter

– Você é filho de Atena? – perguntou Sammy

– Oque? Não! – disse Carter – E Poseidon é o deus do mar e das catastrofes naturais e Ares é o deus da guerra.

– É tipo Néftis e Hórus – falou Anúbis.

Sammy e eu ficamos boiando.

– Então – falei – Vocês são semideuses?

– Magos egípcios – respondeu Sadie – Eu sou seguidora de Ísis e Carter é de Hórus.

– Que são tipo Hécate e Ares – traduziu Anúbis.

– Legal – falou Sammy, que eu acho que está caidinha pelo Carter – Seguidor do deus da guerra, maneiro.

– Obrigado – respondeu sorrindo.

Sadie e eu rimos da cena.

– Oque foi? – perguntou Sammy – Carol, você pode ter sua doninha e eu não posso?

– Eu já disse que isso é mentira! – exclamei

– Doninha? – perguntou Sadie cerrando os olhos – Que doninha?

– Draco Malfoy – cantarolou Sammy – O namorado da Carol...

– Sammy, vai se ferrar – disse e olhei para Anúbis – Então, você é deus do quê? Da morte?

– Não, dos funerais. – respondeu Anúbis.

– É a mesma coisa. — falei

– Não é não.

– É sim, quem tem um funeral está morto. Então é a mesma coisa.

– Não é!

Antes que eu abrisse a boca para retrucar que é sim, Sammy disse:

– Calem a boca, vocês estão me irritando.

– Ei! – falou a tiazinha do caixa – Vão pedir ou vão ficar aí parados?

Tive que impedir Sammy de dar uma rasteira na tiazinha. Compramos os sorvetes e eles nos convidaram para ir no quartel-general deles [N/Sadie: É Nomo. Vigésimo Primeiro Nomo] Humpf. Acabou de aparecer na história e já acha que tem direito de fazer notinha...

Chegando lá, fomos recebidos por um babuíno.

– Hãn... – falei – Tipo, porque tem um babuíno aqui?

– Ele é nosso bichinho de estimação – falou Sadie.

– Legal – falou Sammy – Nós temos pégasos.

– Pégasos, cavalos alados? – perguntou Carter.

– É.

– VIU SÓ, SADIE? – gritou ele pulando feliz – EU SABIA QUE TINHA VISTO CAVALOS VOADORES AQUI EM MANHATTAN!

– Era um pégaso preto? – perguntei.

– É – Carter parecia á beira das lágrimas de felicidade.

– Era o Blackjack – afirmei – O pégaso do meu irmão.

– Que bagunça é essa? – perguntou uma mulher com feições felinas descendo as escadas.

– Bastet, sabia sobre os deuses gregos? – perguntou Carter

– Oh, claro – falou Bastet – Eles são gente boa. Já disse que Ares é lindo?

– Você é drogada? – perguntei e Sammy me deu um soco no braço. – Ai! Desculpa.

– Bastet, essas são Carolina e Sammy – disse Sadie – Semideusas gregas.

– Poseidon – falei.

– Ares – disse Sammy.

– Poseidon? – perguntou Bastet e eu assenti – Seu pai me deve cinquenta dólares, cobre dele.

– Ele também me deve cinquenta dólares, mas ele paga? Não. – falei.

– Enfim, você com cara de gato, é deusa do quê? – perguntou Sammy.

– Deusa dos gatos, dã. – falou Bastet.

– McGonagall vai gostar de conhecer ela. – falei para Sammy.

– É mesmo. Será que tem deus dos cachorros? Sirius se sentiria em casa. – falou a ruiva.

– Vocês disseram que são bruxas, verdade? – perguntou Sadie

– É – falou Sammy – Mas bruxos menores de idade não podem fazer magia fora da escola.

– Há há – riu Sadie – Nós podemos. Há-di!

O vaso que estava no nosso lado explodiu.

– Irado – disse Sammy

– É a mesma coisa que o Bombarda. – disse – Agora quero ver concertar isso aí.

– Hi-nhem – disse Carter e o vaso voltou ao normal.

– É a mesma coisa que o Reparo – falei – Bruxos são mais legais.

– Magos – disse Sadie.

– Bruxos – insistiu Sammy.

– Magos.

– Bruxos.

– Magos.

– Bruxos.

– Magos!

– É a mesma coisa! – disse Carter.

– Mas continuando a conversa – falou Sammy, que eu tenho muita certeza que está caída pelo Carter – Que tal um lanche, hein?

Isso sim é ser sincera.

– Claro, claro. – disse Bastet, simpática.

Enquanto lanchávamos, perguntei á Anúbis.

– Então, menino morte – comecei – Qual é seu animal símbolo?

– É o chacal. – respondeu

Sammy quase cuspiu seu suco na cara de Carter.

– Poodles? – perguntou rindo, Sadie começou á rir junto com ela.

– Chacal – repetiu Anúbis bravo.

– Ui! Não fique bravo – falei também rindo – Se não vai ter que tomar uma vacina anti-raiva.

– Cale a boca.

– Anúbis, fique calmo se não vai apanhar com um rolo de jornal. – disse Sammy rindo ainda mais.

Agora nós duas estavamos rindo feito loucas. O resultado de rir na cara do deus egípcio dos funerais? Tivemos que correr, e muito, pelas nossas vidas.