A Vida Maluca De Semideus
9 O Novo Mundo
POV Samantha Hellthorne
Hoje tiramos o dia para ficar em Londres porque fomos no Beco Diagonal e ficamos com preguiça de voltar. Estava um dia comum em Londres, frio e nebuloso, pessoas tomando chá e eu e Carol vagando. Nós estávamos atravessando a rua de um beco quando um psicótico num carro passou por ali buzinando, Carol foi rápida o bastante para pular na calçada me puxando junto. Após me recompor levantei-me, percebi que Carol tinha batido a cabeça, peguei meu cantil e joguei água no ferimento, graças aos poderes dela o ferimento logo se curou, ela se levantou um pouco tonta, porém logo se recompôs, o homem que dirigia o carro que acabara de entrar novamente tentou avançar, porém eu finquei uma das adagas no pneu. _Segura a onda. — disse friamente, Carol me cutucou. — Tá, desculpe. _Com licença? Nós queremos passar. — disse um homens que muito bem poderia ser meu irmão. _Com licença? COM LICENÇA? — meus deuses a Carol surtou!( N/Deuses: Se vira) Chatos. — Você tenta nos atropelar e nos pedem licença? Antes que eu repita o ato de minha querida amiga aqui de jogar... _Uma agulha no pneu do carro? — perguntou o homem. _Névoa. — disse enquanto fingia tossir. Carol entendeu imediatamente. _Não era uma agulha, Butler. — disse um garoto saindo do carro, ele era moreno, um olho castanho e outro azul, pele pálida, um tremendo abençoado de Afrodite! — Um punhal. — disse retirando com certa dificuldade a faca no pneu. _Senhor, o senhor está bem? Isso é uma agulha. — o garoto olhou confuso para o punhal e depois nos encarou. _O que fizeram? — perguntou arqueando uma das sobrancelhas. _Já vi que vou ter que explicar. — bufei. — Sou Sammy Hellthorne e essa é Carol Seary. Já ouviu falar nos deuses gregos? _Sim. — respondeu hesitante. _Eles existem, e semideuses também, eu sou filha de Ares o deus da guerra e a Carol é filha de Poseidon. — expliquei. _Agora a questão é, você é um mortal que vê através da névoa, sendo assim pode ver coisas fora do normal. — falou Carol, impaciente. _Qual é o seu nome? — perguntei com uma expressão inocente. _Artemis Fowl II. _Para tudo! Artemis? Tipo a deusa da caça? — ela começou a rir escandalosamente, eu, como sou retardada acompanhei-a. _Mil desculpas, eu precisava rir! — disse parando de rir, o garoto franziu o cenho. _Certo, certo. — disse friamente. _Estão perdidas? — perguntou o homem, claramente confuso. _Não, estamos dando uma passeada por Londres.- respondeu Carol, sempre inocente. _E temos que ir antes que... — ouvimos uma explosão e a parede ao nosso lado explodiu, o filho de Ares(vulgo o homem grande)agarrou o garoto e o botou no carro, como se isso fosse funcionar. Carol entendeu quase que imediatamente, pois já estava com duas adagas na mão, peguei uma do meu estojo de facas(na cintura pessoa com a mente poluída que podem imaginar diversas outras coisas) infinito! Valeu pai. (N/Ares: Desde que você mate com isso) Pode deixar... Enfim peguei uma faca em meu estojo e fiquei segurando-a e esperando o pior, aconteceu: de lá saíram três harpias, claro nada comparadas a Ella, mas não paravam de se mexer e tentar nos atingir, parei instintivamente de mexer meu corpo, preparei para atira-me a faca, mirei em um espaço vazio e atirei. A primeira das harpias caiu no chão com a faca cravada no estômago, a segunda harpia foi ajudá-la, porém foi morta por Carol. A terceira harpia voou em nossa direção arranhou-me na perna. Uma sensação horrível percorreu meu corpo, como se ele queimasse, caí no chão, claramente tonta, minha visão escurecia, tudo era apenas um borrão, porém consegui distinguir algo caindo, Carol matara a terceira harpia, por fim fechei os olhos. Eu acordei em um hospital, Carol estava ao meu lado com todas as cortinas fechadas, ela curava a minha perna com água, a queimação já não era tão forte a medida que o corte se fechava, porém percebi não era Carol e sim uma pequena garotinha de cabelos castanho-avermelhados(N/Carol: Você só pode estar brincando! Me confundir com ela?) Shiu! Eu estou no meio do meu POV! Gente chata, enfim essa garotinha percebeu que eu havia acordado e sorriu, percebi que não era uma garotinha, ela tinha orelhas pontudas! Meus deuses só faltava essa. _Olá. — disse ela. — Espero que esteja bem. _Ahn...Quem é você? — perguntei claramente confusa. _Holly, Holly Short e você é? _Samantha Hellthorne, pode me chamar de Sammy. _Sammy! — gritou Carol entrando e me abraçando. — Você está viva, eu entrei em total desespero! Me assustou! _Obrigada, Holly. — disse Artemis. Entrando após Carol. _Não foi nada, Arty, pelo menos você fez algo de bom. — rui Holly enquanto abraçava o garoto e ia embora. _Posso te chamar de Arty? — perguntei me segurando para não rir. _Não. _Ok, Fowl, mas já vou dizendo que quando eu chamo as pessoas pelos sobrenomes elas podem estar prestes a morrerem. — acabei rindo acompanhada da Carol, porém me surgiu uma dúvida. — O que era ela?
Resultado? Acabamos de saber que Artemis Fowl II foi um grande prodígio no crime e fez muitas coisas na vida e nada foi normal na vida dele, enfim agora sabemos quem é Artemis Fowl.
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