A Vida De Uma Semideusa Em Crise

18 Perco uma amiga e ganho uma inimiga.


Notas iniciais
Esse cap. na minha opinião foi o mais emocionante...espero que vocês gostem! Tive a ajuda de duas amigas incríveis: Alice e Isadora :)


– Quem fez isso!? — Gritei. Pessoas choravam, apesar de não conhecerem Isabella direito.
– Quem foi o infeliz que fez isso?! — Comecei a chorar, Isabella poderia ser chata mas era uma boa amiga. Sebiel me abraçou, molhei a camiseta preta dele com lágrimas.
Clarisse me olhava com ódio e com um sorriso na cara.
Quíron veio junto da roda.
– Não importa quem fez isso, veremos depois. Isabella merece um enterro digno.
Levamos seu corpo até a lareira colocamos-na em um caixão, em cima dele uma toalha com o símbolo de Nyx.
Ficamos sentados vendo a lareira e chorando em silencio. Clarisse ainda estava com um sorriso, não estampado em seu rosto mas via-se o brilho sombrio em seus olhos.
Depois de muito chorarmos, Quíron disse:
– Que sua alma descanse em paz e que ela chegue ao Elísio. Vão todos para os seus chalés, daqui a pouco vamos ver o culpado pela morte de Isabella.
Assim que cheguei no meu chalé, despenquei na cama e pensei, e se havia sido Clarisse quem a matou? Por quais motivos ela teria feito isso? Não conseguia imaginar um motivo. Tudo o que eu queria era um ombro amigo para chorar,e até agora o do meu irmão era o melhor.
– Acalme-se. Ela foi para o Elísio, tenho certeza...- Falou Connor, me consolando.
– Eu sei. Mas não entendo como alguém em sã consciência pode fazer isso.
– Há muitos semideuses maus no mundo, maninha.
– Avá. Connor você não é do tipo sério que consola bem...
– Estamos em um momento de luto, só estou tentando ajudar...
Abracei meu irmão com todas as minhas forças, eu o amava muito. Ele sempre tentou me proteger de alguma forma, ele era o melhor irmão que alguém poderia ter.
Alguém bateu na porta. Era Sebiel provavelmente. Pedi a Connor que me deixasse sozinha.
– O.k eu vou ver quem é na porta. Se for Sebiel eu deixo entrar..?
–Sim. Mas se for outra pessoa diga que eu quero ficar sozinha.
Connor abriu a porta e quem estava ali era Nico, o.k ele era meu amigo, então o deixei entrar. Connor saiu e ficamos eu e Nico ali, sozinhos.
– O que houve? — perguntei mesmo sabendo que era Isabella seu problema.
– Eu gostava dela... — ele gaguejou. Pedi que falasse mais alto.
– Eu gostava da Isabella. — dessa vez ele disse alto e claro.
– Mas.. gostava mesmo?
– Mesmo. Ela era idiota mas me fazia rir, agora ela está morta. Só poderei vê-lá no Mundo Inferior.
– Pelo menos você pode vê-la lá. Eu não posso sair daqui senão seu paizinho lindo me pega. Perdi a única pessoa na vida que queria matar e ao mesmo tempo desabafar...
– Bem, matar você não precisa mais.- falou Nico. Achei aquilo meio macabro.
– Onde está Sebiel? — perguntei.
– Ele está no chalé, e não para de cantar uma música esquisita...- respondeu Nico.
– Que música?
– Sei lá, fale com ele, você que é namorada dele.
– Eu não sou namorada dele.
– O.k e meu nome não é Nico Di Angelo. Prazer, Samuel. — Nico falou, sarcástico.

Sai com Nico de meu chalé e fui falar com Sebiel, tragédias e mais tragédias, por que comigo..?!
Assim que cheguei no chalé de Hades, Sebiel estava encostado na parede, agachado e cantarolando alguma coisa.
Era mais ou menos assim: " Die, die but rest in peace, you were a friend and nothing more, no more ..."
Ele não parava de cantar aquilo enquanto escorriam lágrimas de seus olhos azuis. Sentei perto dele e falei:
– Sebiel, ela se foi, mas agora está bem no Elísio, fique calmo.
Ele continuava se balançando ali, cantando aquilo como se não estivesse no nosso mundo.
Mudei de lugar e sentei na frente dele, era uma cena horrível, não parecia o Sebiel que eu conhecia... Peguei-o e abracei forte, lágrimas escorriam pelas minhas bochechas. Ainda não havia entendido porque matá-la, para que tirar-lhe a vida de um modo tão....brutal? Ela provavelmente nem viu quem a matou, deve ter morrido em segundos...pobre Isabella...Estava pensando nos possíveis assassinos, Clarisse em primeiro lugar, quando percebi que a música tinha parado, Sebiel tinha se calado. Senti seus braços nos separando e percebi seus olhos me observando, aqueles olhos azuis que eu tanto amava. Comecei a me aproximar, ele fez o mesmo, e em questão de segundos nossos lábios se tocaram, ah, tinha esquecido como o amava. Nessa hora, eu ouvi um barulho, me afastei de Sebiel e olhei pra porta. Nico provavelmente ia tentar sair sem ser percebido, mas um vaso quebrado no chão demonstrava que ele falhara miseravelmente na tarefa.
– Hã....desculpem, já estou de saída podem continuar o que estavam fazendo — Ele disse, visivelmente sem jeito, e saiu, fechando a porta.
– Então... — Sebiel começou -Obrigado por tudo e desculpe por não te dar espaço para pensar, enfim, me desculpa..? — Antes que eu pudesse responder alguém bateu na porta, dizendo que Quíron estava chamando todos.
Fomos para o campo e sentamos em uma roda.
– Cheguei a conclusão que se continuar assim não haverá mais Caça a bandeira. Vocês sabem a consequência de tudo? Uma ferida e morta. Sempre nas Caças a Bandeira algo ruim acontece e...
– Tudo culpa da Katherine — interrompeu uma garota, adivinhem quem? Clarisse.
Me defendi.
– Pelo que eu saiba, você é a garota das lanças né Clarisse...
– Não comecem a culpar um ao outro, isso não trará Isabella de volta. — falou Quíron.
– Há, com certeza não trará! — Clarisse começou a rir, idiota.
– Clarisse foi você! — gritei. Dane-se o que pensariam, eu estava realmente revoltada.
– Bem, uma coisa eu posso admitir...ela não fará falta. — Enquanto a infeliz começava a rir, eu tentei avançar nela, mas Sebiel me segurou pelo braço e disse:
– Não vale a pena discutir com idiotas. — Mas acho que Nico não pensou assim, porque no segundo seguinte ele avançara em Clarisse, a mesma caiu com o susto, e Nico ficou por cima dela.
– Repete isso! Repete! — Ele disse, com os olhos brilhando de ódio — Eu vou cortar sua língua fora e dar ela de comer aos cães!
– Crianças parem! — Quíron ordenou.
– Crianças?! Crianças que matam umas as outras, é isso que você chama de crianças!? — falei. Dane-se Quíron, se Nico matasse Clarisse ali mesmo, eu que diria que ela não faria falta.
– Sai de cima de mim! — Clarisse berrou — Seu emo louco!! Vai se revoltar só porque sua namoradinha morreu??
– Ela estaria viva se não fosse por você! — Nico pegou uma adaga de dentro do casaco, a mesma adaga que eu vira Isabella usar várias vezes — Eu acho que te matar com a arma da Isabella será uma boa vingança!
– Nico não! — Gritei. — Por favor, se foi ela mesmo, bem, será feita a justiça, mas não a mate-a não cometa o mesmo erro que ela, faça isso pelos seus amigos por favor se acalme...
– Cale a boca, Katherine! Se fosse o meu irmão que tivesse sido morto, você não exitaria em matar ela!
Ele calou minha boca. Realmente ele tinha razão.
– Faça oque quiser Nico. — falei por fim. Ele aproximou a adaga do pescoço de Clarisse, que tentava a todo custo se soltar dele, dando tapas e o arranhando.
– Ok! Já chega! — Quíron disse, tirando Nico de cima da Clarisse, mas quem falou que ele desistiria? Nico deu um jeito de se soltar dele, e no próximo momento, Clarisse tinha uma adaga cravada no peito.

Notas finais
OBS: Quem não entendeu a música em inglês do Sebiel olha no Google tradutor