A Vida De Uma Semideusa Em Crise
19 Meu amigo é um assassino.
Notas iniciais
Esse capítulo foi feito com a ajuda das minhas amigas Alice e Mary, obrigada meninas!
Decidi que não podia ficar ali, chorando pela morte que havia ocorrido, mas já era tarde e quando me toquei disso Sebiel já havia se levantado e corria na direção que Nico havia ido. Ouvi um barulho que me assustou, e quando me virei na direção do barulho vi que Chris estava chutando uma pedra, coitado era melhor eu falar com ele. Filhos de Apolo recolhiam o corpo de Clarisse. Pessoas ainda estavam em panico, mas eu tentei falar com meu irmão. – Chris? tudo bem?! – O que você quer, menina? Só porque nosso pai é o mesmo você acha que tem direito de vir falar comigo? Eu sei que você é amiga do menino que fez isso, e acho bom você tomar cuidado, porque senão vai sobrar pra você também! — ele falava com uma fúria que fez os pelos na minha nuca arrepiarem, por um momento não temi pela minha vida, mas pela vida de Nico, e talvez a vida de Sebiel.... – Ok.. Também te adoro maninho...- ele bufou e eu sai andando, temendo o que quer que ele pudesse fazer. Realmente o Connor ainda é um irmão bom, mas o Chris não. Fui para a floresta a procura de Sebiel, que foi procurar Nico, sim, que confusão. Eu não queria mais ficar ali no campo com aqueles semideuses lamentando tal morte... Entrei na floresta, não era tão ruim, o máximo que poderia acontecer era um monstro me encontrar e eu morrer tentando me defender com uma adaga idiota. Segui o que eu achava que era sua trilha, mas não conseguia enxergar direito, mas por sorte ele estava correndo, deixando pegadas bem marcadas. Eu somente as segui, esperava encontrar Sebiel logo, para sair da floresta. Corri mais um tempo, seguindo as pegadas e logo já o via, acelerei mais um pouco e já estava do lado dele. – Sebiel — eu estava ofegante — Você achou o Nico? — perguntei. – Achar eu achei, mas ele queria ir embora, então eu o deixei. – O que aconteceu? – Ele precisa ficar sozinho e digamos... evocar algumas almas. – Isabella? – Sim. Mas eu acho que não vai dar certo, acho que ele tem que deixar a menina descansar em paz, ele não pode regredir e fazer o que fez quando Bianca morreu. – Quem era ou é Bianca? – Era a irmã dele, ela morreu e ele tentou evocar ela dos mortos. – Que horror. É uma pena que tenha acontecido isso... – A vida dele já uma loucura, aliás, a de todos nós é. Fiquei encarando ele, e pensei se seria melhor deixar o acampamento...Era muita tragédia pra uma pessoa só. E meu aniversário seria daqui a poucos dias....deixei de lado esses pensamentos e continuei falando com Sebiel. – Sebiel, por que você ficou cantarolando aquela música... – Die, die? – É. O que significa exatamente, você que inventou..? – Quando eu era pequeno minha mãe me ensinou essa música. Meus avós haviam morrido e eu tinha passado por um momento de depressão. – Que terrível... – Sim. Até hoje canto essa música quando amigos ou parentes se vão. Cantei essa música quando minha mãe morreu, entende..? Eu não tenho lugar pra ir se algo acontecer aqui no acampamento. Abandonei com meu pensamento maluco de sair do acampamento...Bem, eu tenho uma casa e uma família, Sebiel não tem ninguém, não posso simplesmente deixá-lo, eu sou uma das únicas amigas dele aqui...amiga, será que é isso que somos? amigos? Ponderei a possibilidade de perguntá-lo, mas percebi que ele estava triste, e não queria chateá-lo com essa pergunta. Comecei a ficar com frio e esfreguei as mãos nos braços, tentando afastar o frio, e toda a confusão em minha mente... De repente Connor e uma garota vieram a nossa busca, sei lá como nos acharam na floresta mas estavam nos chamando. – Maninha! Namorado da minha maninha! — Era Connor berrando como um urubu morrendo. – Katherine? Sebiel? Vocês estão ai? — Era a voz de uma garota que eu não reconheci. – Aqui! Estamos aqui! — Gritei. Logo eles vieram até nós, pareciam estar cansados de tanto berrar, mas juro pelo Estige que não havia ouvido nenhum grito até aquele momento. – Vocês estão bem? Algum monstro pegou vocês? — Perguntou a garota. – Bem, estamos sentados em uma pedra conversando, e até onde sei estamos vivos, creio que nenhum monstro pegou a gente, moça. — Falou Sebiel. – Graças a Hermes! Que bom que estão bem! Maninha essa é Lola, filha de Poseidon. Ela tem 16 anos, e é nova aqui no acampamento. Assim que falei que você era minha irmã ela insistiu para eu apresentá-la a você!
– Oi Lola! – Olá Katherine, você é muito fofa, bem que seu irmão me falou. – Sim eu também posso confirmar isso. — Falou Sebiel com um sorriso. — Corei lembrando do nosso beijo. Nos levantamos e fomos andando em direção ao acampamento, ainda teríamos o enterro de Clarisse para enfrentar. Achei a Lola muito estranha, ao contrário dos filhos de Poseidon que tem olhos verdes, ela tinha olhos pretos. Bem, eu não podia dizer nada, afinal Sebiel era filho de Hades e tinha olhos azuis... – Então, ele é seu namorado? — Perguntou Lola enquanto andávamos. – Sim. Pelo menos pra mim é. — respondi. Sebiel abriu um sorriso muito lindo em seu rosto. – Ahá! Então é verdade. -ele falou, com os olhos azuis brilhando. – É verdade o que? — Perguntei. – Que somos namorados! Uhul! Sorri e beijei sua bochecha, ele era tão fofo... Mas agora tínhamos um enterro pra ir e mais inimigos para enfrentar, só queria aproveitar os bons momentos da minha vida...
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