A Vida Da Miss Invisible
1 Miss Invisible
Notas iniciais
Não plagiem a história please... *--* Irá ser uma espécie de "dramatização" da minha vida...
Português de Portugal com apenas algumas alterações para não existirem confusões!!!
Mais um dia odioso na minha vida...
Porque é que eu não posso viver uma vida como a das histórias e dos livros que leio? Livros em que a menina vive uma vida sem rumo, sem alegria, sem significado até aparecer a luz que lhe guia o caminho para o sucesso! Gostava que a vida fosse assim tão fácil...
Porque é que eu pareço ser a única no mundo que sofre cada dia em silêncio? Porque é que os meus únicos amigos se afastaram? Porque é que a minha mãe quer que eu seja sempre melhor? Porque é que... bem, estaríamos nisto o resto do dia! Mas para se perceber melhor: a minha vida só tem uma cor! Cinzento! O céu é cinzento, as pessoas são cinzentas, até eu sou cinzenta. Acho que tudo o que existe de mau para acontecer... já se passou comigo. E vejam que só tenho 15 anos! Imagino como será o resto da minha vida...
Às vezes fico a imaginar como seria se eu pudesse mudar. Mudar o meu passado, mudar o meu futuro, mudar a minha vida e dar mais cor ao meu dia-a-dia. Seria uma vida feliz, divertida, louca, movimentada e sobretudo, seria uma boa vida.
As pessoas não gostam de mim. Dizem que sou muito simples e sem graça.
Sou a nerd, a tímida, a desleixada, a fora de lugar, a bebé chorona... Chamam-me de tudo e mais alguma coisa. Mas muitas das vezes não me chamam de nada. Sou ignorada, deixada de parte, apenas mais uma alma a vaguear sozinha pelas ruas da cidade.
Se quiserem um nome perfeito para mim seria Miss Invisível. Mas se apenas me quiserem chamar um nome simples e “sem graça”, chamem-me Adriana. É, eu sei que não sou importante para vossa vida. AH! MAS QUEM SE IMPORTA! “Eu sim...” a minha pobre consciência... deve ser a única “pessoa” que me ouve de verdade.
– Ei! Vê por onde é que andas! – reclama um rapaz que esbarrou contra mim.
Caí no chão, os meus livros espalharam-se, sujei as minhas calças, os óculos caíram, a minha sandes ficou incomestível... mas a culpa é minha. Sempre foi e sempre será! Não existe quem mude isto... infelizmente. Mas vejamos o lado bom! Ele fez-me cair e reparou que bateu em algo! Muitas vezes nem reparam e continuam a andar calmamente.
Levanto-me sacudindo as calças mas a sujidade continua visível então baixo mais a camisola larga que visto para tapar essa parte. Volto a reunir os livros, coloco os óculos e pego na ex-sandes caminhando na direção do caixote do lixo mais próximo.
– Pronto – digo terminando a minha missão de caminhar pelo pátio da escola sem ser empurrada de novo, só para conseguir colocar a sandes no lixo.
Olho para o céu quando um arrepio percorre as minhas costas até à nuca. Aperto mais os livros contra o peito e fecho os olhos no preciso momento em que uma grossa gota de chuva me cai na testa. Limpo-a com a manga do casaco e caminho em direção ao portão da escola.
– Mais um dia que terminou... e mais uma vez sem mudar nada...
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