A Viagem Dos Novos Argonautas
26 Capítulo 26 O Senhor da Natureza – POV Leo
Capítulo 26 O Senhor da Natureza – POV Leo
Nos encontramos novamente meu rival! – era a voz de Quione.
Leo conhecia aquela voz muito bem, pertencia a Quione, deusa da neve, a nevasca foi tão forte que encheu o convés do navio em poucos segundos, o Argo desacelerou e ele sabia o porquê, os motores estavam congelando.
Normalmente ele teria evitado usar seu poder sobre o fogo estando a bordo do Argo, porém sabia que se não o fizesse todos morreriam congelados e de fato neve começava a se formar em volta do corpo de seus amigos, seus rostos possuíam um tom azul e começavam a fechar os olhos, ele usou o fogo sem mais demora. N/A: Leo não considera Eric um amigo.
Sentiu o calor percorrer seu corpo, a neve no convés derreteu em água e cor voltou ao rosto de seus amigos, Quione apareceu no convés, sempre linda, com seus cabelos negros pele pálida e olhos cor de café, mas ela era membro do exercito de Gaia; se ele se descuidasse poderiam todos ser mortos e ele era o único que podia vencê-la.
Leo se concentrou em um martelo grande que fosse resistente ao fogo, sabia que seu cinto mágico só daria algo que existisse em uma oficina, porém achou que muitos mecânicos teriam algo assim que fosse resistente ao fogo para determinados trabalhos e teve sucesso, seu sinto providenciou um martelo de tamanho médio de ferro que ele não tinha dificuldades de levantar, sabia que o ferro não resistiria muito uma vez que ele havia “se incendiado”, mas precisava de uma arma para vencer Quione, pois quando lutaram sem armas não haviam tido um vencedor.
– Vamos lutar juntos contra ela! – gritou Percy em meio a Nevasca que virava água, devido ao fogo a tempestade não era apenas de neve, mas de neve, água e vapor, era como se o fogo e o gelo estivessem lutado e de fato estavam.
– Mantenham o Argo no céu! Sou o único que tem chance de vencê-la! – respondeu ele, seus colegas obedeceram e ele investiu contra a deusa da neve.
Quione não usava armas, pois não precisava, ela criava armas de gelo que colidiam com seu martelo, ele ficava tentando atingir ela com fogo e ela tentava congelá-lo enquanto fugia de seu martelo.
Leo sabia o que ela pretendia, se a luta se prolongasse ele poderia destruir o Argo com fogo e mesmo que não destruísse viria a se cansar mais rápido do que ela, então decidiu por tudo em um único ataque.
Leo se moveu com o martelo contra a deusa, ela saltou para traz para desviar, então ele disparou uma pequena labareda de chamas com a boca, o fogo atingiu a deusa em cheio, o corpo dela ficou coberto pelas chamas, sabia que não era o bastante para parar uma deusa, mesmo a deusa da neve, mas o objetivo daquilo era ganhar tempo, ele virou o martelo com todo o peso do corpo e transferiu o fogo para o mesmo.
O martelo pegou fogo, sentiu o aço derreter em suas mãos, porém o peso do impacto não diminuiu quando atingiu Quione com toda a força, a deusa foi arremessada do navio em chamas como um meteoro, a tempestade desapareceu e ele desativou o fogo se sentindo vitorioso; até uma deusa levaria tempo para se recuperar de algo como aquilo.
– Você conseguiu! – exclamou Jason, porém a voz gelada de Quione ecoou no céu.
– Você acha que venceu não? Eu tentei dar a vocês uma morte pacifica, calma e fria, mas vocês merecem sofrer; não sei como estão fazendo para ficar imperceptíveis, mas agora sabemos onde estão! – a voz de Quione se distanciou, Leo tinha certeza que ela levaria tempo para se regenerar.
– Drakons! – disse Percy apontando para o céu, ele não sabia o que exatamente eram Drakons, porém as três criaturas pareciam assustadoras.
Os Drakons pareciam com os dragões, porém tinham o corpo mais para serpente, tem asas e cospiam fogo enquanto voavam, mas o verdadeiro terror foi quando ele colou seus olhos com uma das criaturas, sentiu seu corpo paralisado.
Ele ficou imóvel enquanto seus amigos ajustavam o navio para disparar pelo céu, então um bando de grifos se juntou aos Drakons na perseguição, achou que se estivessem nas melhores condições o Argo não teria dificuldade de despistar as criaturas, porém este não era o caso.
Frank e Hazel assumiram os canhões e disparavam contra os monstros, uma das balas fez um dos grifos virar poeira dourada, mas haviam muitos e a pele dos Drakons parecia solida como ferro ou titânio.
Ele não conseguia se mexer, então viu milhares de lanças, flechas e espadas cruzaram o céu, a imagem das mesmas parecia estranhamente distorcida, mas atingiram o alvo e muitos dos grifos explodiram em poeira dourada, porém as armas apenas ricochetearam na pele dos Drakons, não sabiam quem e como as armas haviam sido arremessadas, porém aquilo havia reduzido e muito o número de perseguidores.
Parecia impossível escapar dos Drakons, quando uma tempestade conjurada em conjunto por Percy e Jason cercou as criaturas, finalmente sentiu seus movimentos voltando quando perdeu o contato visual com as criaturas, Leo foi até o leme do navio e rumou o Argo para o céu, entre as nuvens deixando seus perseguidores para traz.
Foi ao admirar tudo que havia acabado de acontecer que Leo percebeu o quanto os sete argonautas eram poderosos, primeiro tinha Hazel filha de Plutão, podia controlar os metais preciosos e ele não nem podia imaginar o que mais ela podia fazer sendo filha de um dos três grandes; Frank filho de Marte e descendente de Poseidon, possuía um poder de se transformar no que quisesse e os poderes do deus da guerra; Percy o ultimo filho de Poseidon do século, que havia derrotado Cronos e tudo; Jason filho de Júpiter que havia liderado a luta contra o monte Otris; Piper filha de Afrodite, a mais antiga dos deuses olimpianos, possuía o poder de enfeitiçar pessoas e monstros com uma espécie de charme; ele Leo o único filho de Hefesto com o poder sobre o fogo; Eric, que bem ele não sabia muito sobre e não gostava, porém tudo indicava ter seu mérito e achava que a coisa das armas voadoras tinha sido obra dele.
Pela primeira vez desde que saíram se sentiu seguro, era como se os sete fossem invencíveis juntos, não houvesse perigo que não pudessem enfrentar; derrotar um gigante ou dois parecia moleza, até mesmo a idéia de falharem em sua missão era tão surreal que dava vontade de rir.
Navegaram durante horas depois de fugir dos servos de Gaia, rumando para o norte, o céu estava estranhamente tranquilo, era um pouco perturbador não saber que tipo de obstáculos estariam em seu caminho, normalmente ele estaria na sala de máquinas garantindo que tudo funcionasse bem, porém já não havia nada a ser feito e nem peças sobressalentes.
Então entre as nuvens os Drakons voltaram, e dessa vez estavam sendo cavalgados por pessoas, a que vinha a frente era loira e usava roupas de couro, atrás dos Drakons haviam quimeras e mais grifos.
– Percy, Jason outra tempestade caprichada! –gritou ele na esperança de se afastar das criaturas, tomou o cuidado de não cruzar os olhos com um Drakon outra vez.
– Não dá! A vela do Argo não vai aguentar! – gritou Frank antes que Percy e Jason fizessem algo.
Leo olhou para a vela rasgada, a primeira tempestade havia feito danos à vela, embora o Argo não tivesse sofrido nada, afinal era feito de bronze celestial, porém a chance dos motores que já não estavam nas melhores condições agüentarem outra tempestade sem reparos era mínima.
– Segurem-se em algo! – ele gritou e fez algo que muitos condenariam, mergulhou o Argo de uma vez, sabia que era impossível fugir dos servos de Gaia com o navio naquele estado e era impossível lutar no céu sem danificar ainda mais o navio, então resolveu usar a gravidade para adquirir velocidade, virando o navio no ultimo instante.
O navio quicou na água exatamente três vezes, era como jogar uma pedra em um rio calmo, o navio fez o mesmo movimento e colidiu na ultima quicada não com água, mas com as areias brancas; o navio virou de lado, ainda estava inteiro, porém claramente iria demorar para colocar o Argo para voar de novo.
Os servos de Gaia logo os alcançaram, o bater das asas dos grifos, Drakons e quimeras pareciam com um enxame de abelhas, os argonautas abandonaram o navio sem pensar duas vezes, afinal não servia de nada enquanto estava virado de lado.
– Vamos lutar! – gritou Eric mostrando as Katars, era uma idéia idiota, lutar contra um exercito em um lugar em que eles claramente tinham uma vantagem, felizmente ninguém pareceu inclinado a aceitar a sugestão, os outros correram para a floresta que havia ali, um lugar em que os monstros com asas teriam desvantagem.
Ele olhou para traz a tempo de ver os Drakons os perseguindo, pareciam não ter dificuldades em andar na terra; ouvia o bater das asas dos grifos e quimeras sobre as arvores e sentiu os animais (quimeras) cuspirem fogo que queimava a floresta, então uma mulher apareceu a frente bloqueando o caminho.
Normalmente eles teriam atacando e passado direto, porém a mulher não estava sozinha, havia um Drakon enorme atrás dela; a mulher era loira e possuía orelhas ligeiramente pontudas, o físico forte atlético que faria qualquer marombeira ficar com inveja.
– Fim da linha pequenos heróis, é hora de morrer – disse a mulher tirando uma espada, eles ficaram cercados em uma floresta em chamas, com grifos em cima e dos lados, Drakons atrás e na frente e quimeras prontas para incendiar o resto.
– Eu conheço você, é a Atlanta uma filha de Hermes – disse Piper, Leo achava que aquilo não ajudaria – você jurou se casar com qualquer homem que te vencesse em uma corrida, no fim se distraiu com as maçãs douradas e perdeu sendo forçada a se casar.
– Uma filha de Afrodite certo? – disse Atlanta com os olhos faiscando – tenho certeza que os filhos de minha inimiga conhecem a historia dessa forma! Eu deixei Afrodite furiosa por negar o amor, ela me visitava todas as noites me indicando homens para me apaixonar! Mas eu queria me casar com alguém que pudesse igualar minha velocidade, a deusa do amor ficou furiosa por eu tratar o coração de maneira tão leviana segundo ela!
– Então durante uma corrida ela jogou intencionalmente três maçãs douradas no meio da pista, quando vi achei que era meu premio! Que havia cruzado a linha de chegada e os deuses haviam me premiado com as maçãs da imortalidade e sem hesitar comi um pedaço! Porém quando vi meu adversário tinha cruzado a linha de chegada e vinha até mim para exigir o premio! – ela fez cara de nojo.
– Então fui obrigada a viver com um homem mortal! Da para imaginar? Eu era imortal! Senti seu corpo perder a forma de pouco a pouco! Obrigada por meu juramento a ficar com ele e amá-lo até que a morte nos separasse! – ela fez cara de nojo de novo.
– Vi meus filhos e netos morrerem! Então supliquei aos deuses que pusessem fim a meu sofrimento, mas eles nada fizeram! Então me rebelei, juntei um exercito e planejava invadir o Olimpo e servir Afrodite aos soldados para ela ver como é bom ser obrigada a deitar com alguém que não era digno! Ia atirar o corpo de Zeus do alto do Olimpo! Fui derrotada e Nix a mando dos deuses me tirou a imortalidade e fui lançada aos campos de Asphodelos! Agora será diferente, naquela época não tinha ninguém para me apoiar, agora lutarei por Gaia e levarei justiça aos deuses! – gritou ela – e começarei por você filha de Afrodite!
– Não parece grande coisa, você podia ter se recusado a casar. – respondeu Leo.
– Acha que sou tola para recusar um juramento que fiz pelo Estinge?! O rio que cruza a terra dos mortos é um ser primordial que leva em suas águas toda a dor e tristezas da humanidade acumulada durante milênios! Nem os deuses querem ter este peso sob seus ombros! Lembre-se disse filho de Hefesto o estinge sempre cobra suas dividas – disse Atlanta – Atacar.
Eles atacaram, parecia impossível vencer aquele exército, então as árvores ganharam vidas e flechas cruzaram os céus, os monstros explodiram em poeira dourada, Atlanta se virou para ver a fonte do ataque, lá estava um bando de sátiros, mas não sátiros comuns, o que vinha a frente possuía uma galhada dourada que podia ser confundida com a mais majestosa coroa.
– Grover! – gritou Percy.
Leo usou seu poder sobre o fogo para apagar o incêndio, enquanto os sátiros cuidavam dos monstros em parceria com seus companheiros, foi incrível as raízes se dobraram atacando os Drakons e os arremessando como se fossem bolas de tênis, logo não havia mais nenhum inimigo além de Atlanta.
– Uma intervenção direta! – gritou Atlanta, seu rosto não era nem a sombra da bonita mulher que antes aparentava, parecia um cruzamento de mulher com pantera, Leo achou que ela fosse atacar, porém a ela apenas fugiu rápida como o vento por entre as árvores.
– Pessoal, quero apresentar para vocês Grover Underwood, meu melhor amigo – disse Percy – e Senhor da natureza.
Grover coçou a galhada encabulado e tirou uma lata para comer como se fosse chocolate.
– Está tudo bem intervir tão diretamente? –perguntou ele para o senhor da natureza, afinal os deuses tinham regras.
– Intervenção? Eu tenho o dever e direito de proteger todas as florestas do mundo! – disse Grover dando uma piscadinha – embora estejamos tendo muito trabalho na Amazônia! Você não tem idéia de quantos semideuses brasileiros não foram convocados porque sátiros ficaram na floresta por décadas cuidando do lugar!
Então eles tiraram alguns minutos para descansar, enquanto os servos de Grover cuidavam de reparar os danos que as quimeras haviam causado. Grover lhes contou suas aventuras e por fim começou a contar como Gaia parecia querer lhe obrigar a servi-la.
– Ela não pode fazer isso! – disse Percy.
– Ela pode! – disse Grover – eu como senhor da natureza estou atado a algumas regras e assim como Eolo tenho que seguir as ordens dos deuses e tudo! Porém Gaia é a terra, eu devia seguir as ordens dela com prioridade!
– Então você vai nos prender? – perguntou Leo, se lembrava como Eolo havia virado a casaca e atacando ele, Piper e Jason em seu palácio.
– Beee não! – disse Grover – eu desafiei Gaia alegando que enquanto adormecida ela não tem autoridade sobre o mundo! Então ela tem tornado meu trabalho mais difícil!
Leo começou a admirar o bode, não era qualquer um que tinha peito para desafiar a deusa da terra assim e sabia que o sentimento de admiração era compartilhado por seus amigos.
– Percy eu vim aqui para te dar alguns avisos, considere um presente dos deuses por ajudar a proteger a floresta e tudo! – disse o senhor da natureza dando uma segunda piscada parcial – Gaia planeja tornar os gigantes invencíveis usando uma planta especial que ela criou, ela fez isso da primeira vez, então Zeus ordenou ao Helio, o deus do sol anterior a Apolo que não subisse no céu, a terra ficou na completa escuridão durante sete dias! Como a planta precisava da luz do sol para crescer, Zeus teve tempo de encontrar as plantas e destrui-las! E agora Gaia planeja fazer o mesmo e os deuses planejam apagar o sol até que as plantas sejam encontradas e destruídas!
– Quer dizer que a terra vai ficar em total escuridão até alguém encontrar as plantas? – perguntou Jason.
– Ta com medinho do escuro? – perguntou Eric, todos olharam feio para ele, o garoto era insuportável em todos os momentos e foi ignorado.
– Eu sei onde estão as plantas! – disse Grover – porém esse é o problema, ela quer que vocês as encontrem, estão no templo de Gaia.
– Por que ela quer que a gente encontre as plantas? – perguntou Piper.
– Porque acha que não podemos vencê-la e precisa de nós para algo no templo – disse Eric, era um daqueles momentos em que parecia que o garoto sabia mais coisas sobre o assunto do que queria dizer e não iria liberar a informação.
– Precisa de nós para que? – perguntou Leo para o garoto, todos olharam para ele esperando uma resposta, porém Eric apenas balançou os ombros e olhou para Percy desviando logo o olhar.
– Em todo o caso ela tem razão em uma coisa! Se vocês não encontrarem as plantas e destruírem um eclipse eterno irá acontecer! E eu nunca conseguirei reflorestar a Amazônia! – disse Grover.
– Ótimo, tudo que precisamos agora é encontrar Adamantis e rezar para que o homem que tem feito armas para Gaia nos ajude! – disse Frank – então rumar para o templo de Gaia, que é exatamente onde ela nos quer para destruir algo protegido por provavelmente uma legião de monstros e é por acaso exatamente o lugar onde ela nos quer! Vai ser moleza!
– Esse é o espírito – disse Grover comendo uma lata – quanto a encontrar Adamantis, não vai ser difícil, afinal essa é a ilha onde ele mora.
Notas finais
Agora quanto ao capítulo espero que todos tenham gostado, a personagem Atlanta realmente existe na mitologia, embora eu tenha inventado um pouco de coisas para a lenda dela; agora vou dizer algo triste, não poderei postar amanhã (domingo), pois irei para Belo Horizonte fazer prova, mas segunda feira tem capítulo. E para os fãs do Leo tenho que dizer que este é o ultimo caítulo feito pela perspectivia dele (mas ele ainda vai participar), pois são sete personagens e obviamente alguns tem participação menor ou maior que outros (o Percy é o que mais participa como meu favorito), se eu fosse dar participação igual para todos a fic simplesmente ficaria grande demais.
Mereço reviews?
PS: se tiver algum meio-sangue que assim como eu ficou prejudicado pelo sátiros que ficaram na amazonia levanta a mão! rsrsrs
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