A Viagem Dos Novos Argonautas

27 Capítulo 27 A Lenda de Adamantis – POV Percy


Capítulo 27 A Lenda de Adamantis – POV Percy

Foi fantástico encontrar seu melhor amigo de novo, porém as noticias que ele havia trazido eram desesperadoras, mas se fosse pensar pelo lado positivo, agora sabia o que os aguardava.

Eles passaram algum tempo conversando sobre coisas mais alegres, Grover tinha historias para contar, enquanto isso as próprias plantas sob o comando do senhor da natureza cuidavam de colocar o Argo na posição original e esconder o navio em um pequeno lago que havia no meio da floresta; havia sido idéia de Frank, o navio simplesmente dava muito a vista e aquela ilha era conhecida pelo exercito de Gaia, até o tal Adamantis que fornecia armas para Gaia vivia na ilha, então o filho de Marte havia sugerido esconder o navio no meio da floresta em um riacho onde todos poderiam lutar com todos os poderes.

Haviam conseguido encontrar um lago parado, perto de uma cachoeira, se despediram de Grover enquanto o sátiro desaparecia na floresta, assumindo a forma de uma planta e desaparecendo no chão como um crescimento invertido.

Então havia uma questão a ser decidida, quem guardaria o navio, tiraram na sorte, os sortudos foram Hazel e Eric.

– Qual é!? Vai ter uma luta, eu quero ir! – disse Eric.

Era um alívio para todos que iriam, significaria paz, porém Percy achava que podia ser bom manter um olho no garoto, ele teria preferido que fosse Piper a montar guarda com ele, pois achava que ela teria mais chance de descobrir algo novo, mas pelo menos foi Hazel que estava a par da situação e não Jason e Leo que ainda estavam completamente no escuro sobre suas suspeitas. Percy se virou para dar uma ultima olhada no navio, Hazel havia ficado de frente se despedindo de Frank, Percy sentiu uma saudade incomparável de Annabeth, então olhou para a cachoeira que fazia um arco-íris e teve uma idéia.

Percy se aproximou da cachoeira, não era necessário fazer um arco Iris, pois o mesmo já acontecia naturalmente. Percy atirou um dracma e arremessou dizendo “o deusa aceite minha oferenda”, o dracma não desapareceu.

– Annabeth Chase, acampamento Jupiter – nada aconteceu, Percy sabia que o dracma devia ter desaparecido, então ele o recolheu, se lembrou do que o seu irmão havia dito sobre estarem “invisíveis” aos olhos dos deuses, isso devia afetar a deusa mensageira também, o grande porém era o que era a fonte dessa invisibilidade? Seria a benção de hera? Ou algo mais?

– Percy...? – Frank chamou, todo estavam esperando-o.

– Apenas quis tentar uma mensagem de Iris, mas ela não funciona – disse ele se dirigindo ao grupo.



Cinco dos sete argonautas rumaram em direção ao centro da ilha, indo para o cume da montanha onde ficava a forja de Adamantiz, deixaram para traz uma Hazel emburrada e um Eric normal. n/a: vale lembrar que um Eric normal é uma pessoa irritante e insuportável.

– Galera antes de chegarmos lá tenho que contar a historia de Adamantis... – disse Leo criando coragem – não quis contar na frente dos outros, pois podia deixar eles preocupados, mas não quero que cheguemos lá sem todos saberem.

Leo respirou fundo antes de começar a falar, Percy assim como Jason, Piper e Frank observaram o filho de Hefesto falar, Leo parecia tenso.

– Não existe nenhum filho de Hefesto que não conheça a historia, afinal Adamantis foi meu irmão, um grande guerreiro e ferreiro – disse Leo – me disseram que sua habilidade era tanta que até mesmo os deuses admiravam seu trabalho, incontáveis vezes levaram espadas e armaduras para ele reparar ou faziam pedido; meu pai, Hefesto era orgulhoso dele, bem isso é o que dizem, porém sua habilidade se tornou sua ruína, Adamantis era mais orgulhoso de seu trabalho do que se pode imaginar.

– Durante uma noite ele recebeu uma visita da deusa da guerra Belona, ela queria concertar o elmo que havia se quebrado em batalha, dizem que foi amor a primeira vista, os dois ficaram anos se encontrando, um dos primeiros mortais a ter tal atenção de uma deusa, mas como eu disse ela o amava.

– Então um dia sua amada deusa iria lutar em uma batalha e Adamantis prometeu lhe fazer uma arma que lhe levaria a vitoria, a arma seria a forma de ele a pedir em casamento, bem é um pouco incomum, mas para ele pedir a deusa da guerra em casamento com uma espada devia ser adequado considerando tudo, não sei dos detalhes, mas dizem que ele jurou pelo estige criar uma espada para ela, a melhor que existe, uma arma digna da deusa da guerra! Ele ficou dias trabalhando na arma, quando ele finalmente terminou apresentou à sua amada, ela a recebeu e avançou para as linhas de frente, dizem que no meio da batalha a espada quebrou e a deusa quase perdeu a batalha.

Ela voltou vitoriosa para contar para seu amado e aceitar oficialmente seu pedido, porém Adamantis ficou furioso por sua espada ter falho, ele se negou a ver a deusa de novo antes que cumprisse sua promessa de criar a melhor espada do mundo para ela, trabalhou a vida nisso, abandou todo o convívio com as pessoas e bem quando finalmente chegou o fim de sua vida...

– Deixa eu adivinhar, ele morreu sem ter cumprido seu intento, então agora Gaia o trouxe de volta para se vingar e tudo – Disse Frank um pouco insensível.

– Não – disse Leo Sombriamente – ele não morreu.

– O que você quer dizer? – perguntou Percy.

– O estige cobra suas dividas – disse Leo recitando as palavras que Percy já havia ouvido tantas vezes – vocês verão, vamos.

Percy não sabia o que Leo queria dizer com não morreu, porém sabia o bastante sobre os juramentos sobre o estige e que não deviam ser feitos levianamente, sua amiga Thalia havia ficado presa em um carvalho durante anos por causa de uma promessa que seu pai Zeus não havia cumprido, ele mesmo havia enfrentado incontáveis problemas pelo mesmo motivo; seja lá o que tenha acontecido com Adamantis não devia ser nada bom, e essa história tinha um estranho peso que confirmava a historia da maldição que todos os filhos de Hefesto carregavam, sem duvida todos eles estavam fadados a se sentir atraídos por garotas visivelmente inalcançáveis.

Já haviam caminhando quilômetros do Argo quando Percy sentiu algo estranho que havia sentido apenas em outra ocasião, no acampamento Jupiter ao receber a benção de Hera, sabia exatamente onde seus amigos estavam fora Eric e Hazel e sabia que estavam bem, embora não fosse grande coisa, afinal estavam do seu lado, era como se a benção da rainha dos deuses estivesse voltando a funcionar, porém a razão de que Eric e Hazel estavam desconectados permanecia um mistério.

Ouviram um barulho e todos se esconderam, então algo passou voando rápido acima das arvores, Frank ousou se mostrar o bastante para fazer um gesto dizendo para Jason olhar o que era. O filho de Zeus voou alguns metros acima o bastante para ver o que era.

– É um navio voador! Cheio de caixas – disse Jason ainda observando – olhem... esperem e está cheio de monstros e meio-sangues!

– Significa que estamos próximos, deve ser uma das remessas de armas que Adamantis tem feito para Gaia – disse Frank – não gosto disso! Estamos indo de encontro a um louco provavelmente amaldiçoado que fornece armas para Gaia. Sem ofensas a seu irmão – acrescentou Frank para Leo.

– Não temos escolha, o Argo não vai se mover sem reparos – disse Leo.

Percy achou reconfortante ele não ser o único que estava apreensivo com a idéia de encontrar com Adamantis, sabia que lá encontrariam um inimigo, porém o mais assustador era não ter escolha além de enfrentá-lo, antes sempre tinham a alternativa de fugir, agora precisavam de material; ele freqüentemente passava a mão em seu amuleto em forma de tridente, era uma tentação, era muito poder, porém eles podiam precisar.

Quando finalmente chegaram perto de onde Grover havia dito que morava Adamantis começaram a sentir o cheio de fumaça e a ouvir o barulho de marteladas, sem pausa, incessantes; andaram cautelosos, todos com suas armas a postos, chegaram próximos a entrada de uma caverna, porém não haviam guardas, apenas montes de caixas e caixotes lacrados.

– Estranho... – começou Percy.

– Fácil demais – continuou Frank.

– Vamos dar uma olhada – disse Piper se adiantando, porém Jason segurou sua mão, foi um momento constrangedor em que a garota tropeçou e caiu sobre o peito dele e os dois se olharam nos olhos extremamente corados, parecia que iam se beijar, porém o barulho que vinha da caverna cortou o clima e eles se separaram constrangidos.

– Eu e o Leo vamos, ele entende melhor de maquinas caso tenha algo que precisamos nas caixas e se precisarmos fugir consigo transportar voando apenas uma pessoa – disse Jason corado e mudando de assunto, Piper respondeu com um “uhum” que parecia um ronronado.

Jason e Leo avançaram cautelosos, não houve emboscada ou armadilha, apenas um medo que crescia em todos, Percy se sentia particularmente ansioso, imaginava que monstros ou semideuses fossem atacar os amigos, porém nada aconteceu; Leo e Jason abriram uma caixa, e outra e chamaram os outros com gestos de mãos.

Quando se aproximaram olharam dentro das caixas, haviam espadas, montes e montes de espadas dos mais diversos tipos e formatos, feitas de ouro imperial, bronze celestial e até mesmo ferro estingeo, mesmo ele não sendo um ferreiro podia dizer que aquelas espadas eram trabalho de um mestre.

– Não toque nelas! – advertiu Leo quando Piper esticou a mão para pegar uma das armas – estão amaldiçoadas.

– Como assim amaldiçoadas? – perguntou Piper, quando Leo disse isso, Percy notou uma certa impressão ruim saindo das espadas.

– Não sei explicar, apenas não toquem nelas, vamos entrar e ver se conseguimos algo de bom para usar – disse Leo.

Não foi relaxante entrar na caverna, quanto mais entravam mais apreensivo ele ficava, achava que a temperatura estava aumentando, pois os outros suavam muito, problema que ele e Leo não enfrentavam, a caverna era o lugar perfeito para uma cilada, sem lugar para correr, ele passava a mão sobre o tridente, sentia que iria precisar dele ou talvez fosse apenas um estranho desejo que possuía de usar seu presente de aniversario de novo.

Finalmente a passagem se abriu e encontraram a forja, porém o lugar parecia mais uma grande fundição de empresa, havia caldeirões que deviam pesar uma tonelada cheios de metal borbulhante, o lugar era cheio de correntes e escadas de ferro, também era cheio de espadas assim como as das caixas, porém não havia ninguém trabalhando; o calor das caldeiras começou finalmente a incomodar sua resistência, então viram algo estranho.

Uma grande armadura de metal gorda, devia ter três metros de altura andava entre os lugares derramando o aço derretido em moldes de espada, em alguns momentos ele pegava uma delas e afiava, a armadura trabalhava mais rápido do que qualquer outro filho de Hefesto que Percy havia visto e não era apenas isso, ela tinha apenas duas manchas vermelhas que podiam ser vistas no elmo, ele achava que a armadura os atacaria agora que haviam entrado, mas ela estava absorta em fazer espadas.

– Conheçam Adamantis – disse Leo, Percy observou hipnotizado enquanto a armadura tirou uma espada e começou um complicado processo de afiar, logo a lamina finalmente ficou pronta, perfeita, porém a armadura parecia não ter ficado satisfeita.

– Não é bom o bastante – disse uma voz sussurrante de dentro da armadura, então Percy sentiu algo frio, como se a espada estivesse sendo tomada por algo ruim, a lamina não perdeu o corte nem sofreu qualquer alteração visível, porém pode notar que ela perdeu seu esplendor, então Adamantis simplesmente a atirou para um canto como se fosse lixo.

– Achei que ele ia nos atacar – disse Leo incerto. Percy fez uma anotação mental de jamais jurar pelo rio estige de novo, aquele não era um destino que algum mortal mereça.

– Você não entenderam? Ele tem ajudado o exercito de Gaia sim, porém sem ter a intenção, tudo que ele faz ou pode fazer é forjar espadas, – disse Frank – tudo que Gaia tem que fazer é vir e buscar.

– Acham que podemos pegar o metal que precisamos e ir? – perguntou Percy, achou que Adamantis podia reagir caso fizessem algo que o atrapalhasse.

– Acho melhor pedir permissão primeiro – recomendou Piper.

– Hora de terapia de família – disse Jason para Leo, o filho de Hefesto não pareceu satisfeito. Leo tentou falar com seu irmão de lata, porém não ouve resposta, se aventuraram a usar uma das muitas forjas e Adamantis não pareceu se importar, só demonstrava reação quando alguém ficava em seu caminho, o episodio mais marcante foi quando ele arremessou um Jason alvoroçado tão alto que ele teria morrido se não pudesse voar.

– Estranho, achei que ele iria ser mais hostil – disse Percy enquanto Leo fazia moldes das peças que precisavam.

Deviam ter trabalhado por apenas alguns minutos, porém Percy achou que devia ser horas, o pior é que não estavam nem perto de terminar, todos faziam um pouco, porém apenas Leo entendia de forja o bastante para fazer o trabalho, no geral o filho de Hefesto dava pequenas ordens e instruções enquanto os outros obedeciam e ele parecia estar adorando a autoridade. Ouviram um barulho de movimentação, então um drakun enorme e sem asas saiu da entrada da caverna, e era cavalgado por uma loira bonita, era Atlanta.

– Sabia que vocês viriam para a caverna de Adamantis – gritou Atlanta triunfante – os outros não acreditaram! Preferiram sair procurando vocês na ilha! Imagine a cara daquela idiota da Bianca quando for eu a levar suas cabeças para Gaia!

Antes mesmo que pudessem fazer algo Atlanta atacou, Percy instintivamente tocou uma das espadas e arremessou nos olhos do monstro, porém errou e a espada ricocheteou na pele da criatura, se arrependeu de ter feito aquilo, sua mão ficou pesada logo depois de tocar a espada, como se tivesse se sujado com algo ruim ou apenas estivesse machucada.

– Hahaha! Nenhuma lamina pode cortar a pele de um drakun! –gritou Atlanta enquanto a fera cuspiu veneno que saiu destruindo parte do arsenal feito por Adamantis, Percy achou que Adamantis fosse reagir, porém ele apenas ficou quieto observando afiando uma espada que havia acabado de forjar.

– Aqui coisa feia – disse Leo chamando Atlanta – quer um pedaço meu? Meu pai é marido de Afrodite! Venha me pegar se tiver coragem!

Percy achou que foi algo impressionantemente corajoso ou apenas muito idiota, Atlanta guiou o Drakun até Leo com a boca aberta para devorar o garoto, porém Leo puxou uma das correntes e o conteúdo de um dos grandes caldeirões virou em cima do monstro, petrificando Atlanta e o monstro.

– Não preciso de uma arma para te derrotar! – gritou Leo para ela – basta ser mais espero que você!

– A caverna está cercada, vocês jamais sairão daqui! — Atlanta gritou enquanto o aço derretido queimava sua pele, sua formas femininas foram substituídas por aquela aparência felina, Jason chamou uma grande corrente de ar frio que girou ao redor do drakun fazendo o aço secar mais rápido, em alguns segundos e lá estava uma horripilante escultura de metal.

Então ouviram um barulho vindo de fora da caverna, parecia ser um pequeno exercito de monstros.

– Como saímos daqui?! – disse Frank.

– Ainda precisamos de peças! – disse Leo.

Então algo estranho aconteceu, Adamantis se moveu e foi até Leo entregando a espada que havia acabado de fazer e correu para a porta da caverna, tiveram tempo de ver a cabeça de uma manticora se projetar para dentro antes da grande armadura desferir um golpe e o monstro explodir em poeira dourada, e o barulho que ouviram a partir daí foi de luta.

– O que acabou de acontecer? – perguntou Percy meio confuso.

– Meu irmão está dando uma força pra gente! – disse Leo.

– Não devíamos ajudá-lo? – Piper.

– Não acho que ele precise de ajuda – disse Frank incerto.

– Vou dar uma olhada – disse Percy criando coragem, ele se precipitou pela porta da caverna cautelosamente com sua espada em punho, quando saiu da caverna viu algo surpreendente, havia montes e montes de poeira dourada no chão, Adamantis se movia de um lado a outra montando guarda, como se dissesse que arrebentaria qualquer monstro que se aproximasse, ele voltou e contou isso aos outros.

– Genial! Mas porque ele está nos ajudando? – perguntou Piper. – achei que ele só se importasse com as espadas,

– Vamos discutir isso depois, vamos por as mãos na massa – disse Frank.

Trabalharam por horas sob a proteção de Adamantis, demoraram horas, por vezes ouviam o som de luta, mas logo ela cessava, não pararam de trabalhar até Leo anunciar que tudo estava pronto. Percy achou que podia ser impressão, mas as armas que Adamantis havia terminado de construir pareciam estar pouco a pouco recuperando o esplendor, ele sabia que era como se a maldição que estivesse sobre elas estivesse sumindo.

Saíram da caverna e encontraram Adamantis ainda vigiando o lugar, Percy não fazia idéia do porque de Adamantis ter mudado o comportamento, porém acreditava que cavalo dado não se olha os dentes.

– O que fazemos com essas armas? – perguntou Leo, ele ainda carregava a ultima espada feita por Adamantis. – Gaia pode vir mandar alguém vir buscar as outras armas.

– Deixa que eu cuido disso – disse Percy, ele inicialmente hesitou, mas precisava se acostumar a usar seu tridente, apertou o colar e o okeanos apareceu em sua mão, canalizou o seu poder pelo tridente e a terra sacudiu desmoronando completamente a caverna, sabia que seria impossível recuperar o dano, mesmo Gaia não poderia, sabia também que Adamantis não precisava mais do lugar, embora isso fosse apenas intuição; o tremor não parou, o lugar continuou a tremer, fez o mais racional que conseguiu pensar, soltou o tridente, o tremor parou instantaneamente e o pingente em forma de colar reapareceu no lugar onde devia.

– Você ainda precisa de pratica – disse Frank, porém Percy se sentia razoavelmente satisfeito com seu feito.

A volta até o Argo foi surpreendente fácil, Adamantis montava guarda ao redor deles, quando finalmente chegaram ao navio se depararam com algo estranho, havia montes de pedras preciosas por todo o lugar, montes de poeira dourada e o lugar estava cheio de pequenos buracos, Percy sabia que Hazel atraia jóias amaldiçoadas, mas os pequenos buraquinhos que haviam no chão e arvores permanecia um mistério, tudo indicava que havia acontecido uma luta.

Quando eles embarcaram novamente no navio, Hazel explicou sem necessidade que haviam sido atacados, porém ela e Eric haviam dado conta do recado e que agora o garoto estava dormindo, todos ficaram felizes em ficar em silencio; então Adamantis começou a acenar para eles e a armadura desmontou no chão, estava vazia, era como uma armadura sendo movida apenas por um espírito.

– O que vocês acham que deu nele afinal? – perguntou Piper – a maldição se cumpriu? Está é a melhor espada que existe?

– Acho que não – disse Leo examinando a arma, a lamina emitiu um brilho vermelho e pegou fogo – é perfeita, um trabalho de mestre, mas não é a melhor, duvido que alguém seja capaz de criar a melhor.

– Então porque ele finalmente morreu? – perguntou Percy.

– Não é obvio cabeça de alga? – perguntou uma voz atrás de Percy, ele virou feliz por reconhecer a imagem de Annabeth em uma mensagem de Íris – Adamantis fez um juramento de criar a melhor espada, mas deve ter percebido que não é a espada é o usuário, ele viu Leo derrotar o drakun e tudo, então ele sentiu que estava agindo como um idiota este tempo todo e seu juramento foi cumprido.

– Annabeth! – Percy correu até a imagem, por um momento fez menção de tocar, porém sabia que era impossível, ainda não entendia tudo que havia acontecido com Adamantis, pois sua namorada acrescentou.

– O juramento do estige tem haver com o que a pessoa sente, se você fizer algum juramento quem seria o juiz? Sua própria culpa quando se trata do estige – disse Annabeth – provavelmente depois de tudo, ele viu Leo vencer facilmente aquele monstro que não podia ser morto por nenhuma de suas espadas, então ele finalmente percebeu que o usuário que faz a espada e não o contrario, agora seu espírito pode finalmente descansar, “a redenção do soldado de ferro”.

– Como você sabe o que aconteceu na caldeira? – perguntou Leo – você sabia esse tempo todo que a patê do soldado de ferro queria dizer Adamantis?

– Acabei de sonhar com isso! Foi o primeiro sonho que tenho com vocês desde que saíram, os sonhos dos meio-sangues nem sempre são apenas sonhos então eu sabia que era verdade, suspeitei também que as mensagens de Iris deviam estar funcionando e resolvi tentar, e aqui estou eu – disse a linda filha de Atena sorrindo, talvez seja por ela ter mencionado, mas foi ai que Percy percebeu que ela ainda usava pijamas, a roupa era discreta, porém teve o cuidado de cobrir a visão, tinha um certo ciúmes de Annabeth – e bem eu tinha uma idéia que podia ser Adamantis, mas nunca se sabe com profecias, que bom que essa parte saiu bem.

Foi reconfortante ver Annabeth de novo, pena que não tinham o tempo sozinhos que Percy tanto queria, porém os outros não se incomodaram e deixaram ele contar para ela todos os detalhes do que eles tinham passado e tinha o habito de dizer que com ela ali seria mais fácil e elogios que Annabeth parecia gostar, ele contou tudo até mesmo os planos de Gaia.

– Eu já imaginava – disse Annabeth, então ela narrou tudo que havia acontecido no acampamento Jupiter – e isso não é tudo, Octavian foi para o acampamento meio-sangue...

– Ele quer Ella! – exclamou Percy.

– Não, ele não sabe que aquela Harpia decorou os livros sibilanos, porém ele sabe sobre Rachel, ele quer o oráculo de Delfos – disse Annabeth sem rodeios – e não é tudo, pedi a meus irmãos para manter os olhos na Rachel e manter ela longe de qualquer romano, mas Rachel e Octavian parecem ter andando bem íntimos... tentei avisar ela, mas você sabe como a Rachel tende a ser impulsiva, ficou ofendida de eu me meter na sua vida e disse que sairia com quem quiser.

N/A: na mitologia e livros fala que o oráculo de delfos tem que ser virgem e tudo, até o ultimo livro de Percy Jackson, porém decidi usar algo mais adaptado, ela pode namorar, porém para se casar ela tem que deixar de ser a oráculo.

Percy olhou para seus amigos, parecia que só tinham noticias ruins, todos compartilhavam seus medos, duvidava que Octavian tivesse mudado, ele queria apenas poder e se conseguisse as visões de Rachel ele assumiria Roma, talvez desfizesse a aliança e então tudo estaria perdido. Então reparou em algo, uma oportunidade que não haviam tido até agora, Annabeth tinha plena capacidade de adivinhar tudo sobre Eric com base no pouco que sabiam, inicialmente hesitou, porém decidiu que já era hora de todos saberem e contou tudo que sabiam e suspeitavam.

– Uou! Calma ai, quer dizer que ele é o responsável por aquilo no acampamento? – perguntou Leo.

– Sim – disse Percy, apenas Leo e Jason tinham ficado no escuro sobre isso, deu um estranho sentimento de alivio finalmente colocar para fora o segredo, Annabeth pareceu pensativa, ela mordia o lábio inferior, Percy adorava o jeito que ela fazia isso, achava fofo.

– Certo, acho que já tenho uma idéia geral – disse Annabeth mordendo o lábio – acho que com base em tudo que vocês disseram da para ter uma idéia do segredo dele, vocês estão certos ele trabalhava para Gaia, isso foi fácil deduzir, acho que ele e Calypso já se conheciam, porém não posso imaginar porque ele traiu a mãe terra, ela mesma disse que quem fazia a oferta para ela mudou acho que era Eric antes da Bianca.

Todos ficaram em silencio enquanto a filha de Atena dizia suas conclusões.

– Seu comportamento de trair o segredo de Calypso – disse Annabeth fazendo uma careta ao dizer aquele nome, ela agora sabia que Percy havia estado naquela ilha antes e o filho de Poseidon sentia uma culpa enorme por não ter contado, porém aquele tempo pertencia apenas a ele – mostra que seu ponto fraco como herói é não confiar nos outros. Da para notar que ele é a causa de vocês estarem longe dos olhos dos deuses e está é a razão pela qual a viajem tem sido digamos assim segura para vocês, isso tem sido útil.

– Segura? Nos quase morremos! – retrucou Leo.

Mas podia ter sido pior, acredite imagine a quantidade de perigos que Gaia podia ter criado? Conseguiram evitar a fúria dos ventos e tudo, deram sorte – continuou Annabeth – agora vem o grande ponto a ser discutido, este poder de tirar o poder dos outros semideuses e de si mesmo não se encaixa, sem duvida ele não é filho de um olimpiano, primeiro pensei em Nix, mas isso não se encaixa com seus outros poderes e está mais para outro deus; Percy vocês tem que tomar cuidado com Eric Beilin tive um sonho em que Gaia me mostrou ele te atacando, e disse que ofereceria a ele o que o garoto mais quer, algo que ele não pode recusar e seu parente divino é muito antigo, ele é filho de...

Notas finais
Primeiro agradeço a Hera Rainha dos Deuses pela minha sexta recomendação, agora peço desculpas por não ter postado ontem, eu fui fazer prova. A lenda de Adamantis foi completamente criada por mim, espero que todos tenham gostado e até o próximo.
Postei mais cedo porque ontem não deu para postar, masa amanhã pretendo postar normalmente, Mereço reviews?