A Verdade por trás desse Meu Jeito
14 Primavera
Minha prima veio visitar me
Suas vestes floridas chamavam atenção de longe
Ao adentrar os terrenos, vinha saltitante
Alegre, nada podia detê-la, nem os mais altos montes
Singelo orvalho que presenteia esses pinheiros, sequoias e arbustos
Ao avistar a morte da flora, até levo um susto
Nesse ciclo infinito de injustiça
Pois o homem prejudica a natureza e se acha astuto
A casa de campo já não era tão aconchegante
Pois assim como a paisagem, o semblante modificou se
O inverno passou e o povo voltou
Voltaram a praticar o mal, todos ignorantes
Este chão verde, aos poucos ganha mais colorações
Pelo menos as flores são mantidas
Se as tirassem, seriam sem corações
Paixão mútua pela natureza reconstruída
Pude sobreviver para ver as belezas da vida
As riquezas do solo e a alma do dia
Apenas uma terra comum que virou realeza
Terra sem rei, sem lei. Uns ainda vivem na pobreza
Eu sigo sobrevivendo, sonhando e sendo
A mudança que há de chegar
Vira Vera, Vera virá
Em um dia ou outro há de chegar
Voltou, transformou e se acomodou
Recomeçando as estações, irei sempre te esperar
O que há de vir, virá
Até outro dia, Vera.
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