A Verdade por trás desse Meu Jeito
15 Introspecção
Se a boca é o reflexo da mente, porque será que meus lábios são tão impuros?
Talvez seja esse o meu atributo Mesmo com a mente sã (ou não) eu sempre acabo estragando tudo
Eu conheci um anjo
Não como Luiz, um de verdade
De olhar suave, roubou meu coração
Chamada branca; inflou me a mais forte saudade
Não consigo esquecer, mas dói lembrar do passado
Você nunca me desprezou, fui eu quem saí do teu lado
Prometi e não cumpri
Tão sólida solidão me fez cair ao chão
Pisoteado pelas consequências de meus atos
Desalmado e desolado
Sem qualquer direção que me levasse a paz
Outrora farto, num método eficaz
Para não destruir o vagão, puxou o freio da rejeição
"Você é um trouxa, mas é o meu trouxa"
Sem ninguém perceber, usou uma inteligência veraz
Se tu és a rosa e eu o cravo
Dividimos, por séculos, o mesmo espaço
Independente de quão grande for este jardim
Nossas raízes são grandes demais para coexistir lado a lado
Brincava, dando me teu ósculo adocicado
Ignóbil seria eu de recusar
Atingido por seu amplexo repentino
Nunca havia sentido falta de ar
Como na última vez em seu aposento
Andorinha minha, deixo te agora voar
Com suas próprias asas; pois não faria sentido usar as frágeis que eu construí para ti
Em outro universo, talvez menos sofri
Mas calculando, seriam cem finais ruins
Então estava na hora certa de partir
Isso mesmo, fuja!
Fuja você e seus aliados
Nenhuma estrela avisto nos altos céus
Também não habita mais nenhuma em meu quarto
Em minhas letras, verdade
Pois não há nada mais a esconder
Em suas palavras, encontro conforto
Um pedaço teu ainda habita em meu ser
Discente da vida, busquei a saída
Perceberam a ausência quando já era tarde demais
Nem adeus pude dar, me arrastaram até o "lar"
Seus machucados são menos importantes do que seu status familiar
Duro foi aceitar que tenho a vida para tocar só
Peço ao violeiro para puxar um dó
Pois, por maior que sejam as decepções
Rogo à Deus que me leve de volta ao pó.
E toda eira foi-se junto de seu ego ferido, para aventurar-se na terra do desconhecido; onde somente há ele para fazer barulhos que preencham seus abalados ouvidos.
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