Notas iniciais
Hey, sweeties! Prontos para mais um? Ninguém aí sabe de alguém que faz capas? Eu tô precisando de uma gente! Esse eu me esforcei para mostrar o reencontro dos Lestrange, mas eu simplesmente não conseguia fazer ficar bom! E esse foi o melhor que eu pude fazer, comentem o que acharam. Mas compensando meu fiasco no momento fófis, eu fiz uma surpresa! E não é a piadinha de duplo sentido, ela não foi intencional. Nos vemos lá em baixo!

Depois de terminarem o abraço, que durou vários minutos, os três ficaram se olhando, como se para guardar as feições um do outro. Por fim, Rodolphus quebrou o silêncio:

– Minha filha, tão linda... Parece sua mãe desse jeito — ele falou com a voz carregada de emoção

– Oh, querida sentimos tanto sua falta! Se não fosse por você, teríamos enlouquecido em Azkaban... Tão linda, querida — Bella disse chorando e puxando para mais um abraço.

Se alguém tivesse tido para Hermione que ela estaria na caverna que encontrou Sirius Black com os dois Lestrange a abraçando um ano antes, ela iria rir e internar essa pessoa no St. Mungus. Mas, ali com seus verdadeiros pais, mesmo aquela caverna escura, pequena e imunda, passava o conforto de um lar. E nos braços de sua mãe se sentiu confortável e segura, como um bebê sendo embalado pelos pais antes do sono.

Rodolphus disse que eles iriam aparatar com ela para a Mansão Malfoy, porque aquele não era um lugar apropriado para eles. A mansão dos Malfoy era gigante, poderia ocupar um batalhão e não somente as três pessoas que ali moravam. Segundo Bella, Voldemort estava se "hospedando" ali junto com alguns de seus Comensais, e que ele iria vê-la mais tarde. Hermione ficou nervosa com esse encontro até um ano trás, Voldemort a queria morta e agora queria um encontro com ela?

Ficou perdida em seus pensamentos sobre esse encontro, que quando foi prestar atenção, estava em uma mesa redonda cheia de bolos, biscoitos e chás com seus pais, Narcisa e Lucius Malfoy e um homem que se parecia muito com seu pai, só que mais novo e se apresentou como "Seu tio Rabastan, o herdeiro de toda a beleza Lestrange".

– Então, querida, pode nos contar como foi sua vida com os trouxas? — seu pai perguntou enquanto se servia de chá.

A menção dos Granger trouxe uma leve tensão à mesa, todos pararam de comer ou se servir e olharam para ela.

– Foi boa. Os Granger foram ótimos pais, e nunca me faltou nada. Nem atenção, nem amor e nem coisas materiais. — Hermione respondeu.

– Não vamos falar de trouxas agora — Narcisa respondeu — bem, querida, Draco mencionou em suas cartas que vocês estão próximos.

– Sim, tia. Nos encontramos nas rondas e tiramos o tempo para conversar. — ela olhou para sua mãe e completou — Ouvi seu conselho, mamãe, sobre amizades. Espero que Pansy Parkinson, Daphne Greengrass, Theodore Nott e Blásio Zabine sejam bons para você.

Os olhos de Bella se encheram de lágrimas quando Hermione chamou ela de mamãe. Seus tios e pai sorriram para ela.

– Ótimas escolhas, querida. — ela disse com os olhos molhados e um sorriso maternal.

Bellatrix Rosier Black Lestrange com um sorriso maternal, quem diria?

– Pansy Parkinson não é aquela garota que fica se oferecendo para Draco? — Lucius perguntou e Hermione assentiu — Espero que não siga o exemplo dela, Hermione.

Hermione percebeu que aquela era a primeira vez que ele chamava ela pelo seu nome.

–Pode deixar tio Lucius. Mas Pansy é uma boa pessoa apesar disso.

– Ficamos sabendo que a senhorita é a melhor de seu ano e até que dizem que é a bruxa mais inteligente de sua geração. — seu tio Rabastan disse fazendo Hermione corar e os Lestrange ficarem com um olhar de orgulho.

– É o que dizem, né... — Hermione disse extremamente corada

– Você ficou muito linda assim, Hermione. Se eu não soubesse diria que você é outra pessoa. — Narcisa disse

–Obviamente, ela herdou tudo isso do seu tio mais lindo! — Rabastan falou rindo

Hermione também riu, como todos na mesa. Ela percebeu que a risada da sua mãe não era a risada histérica e louca que ela usa em público.

–Sério? Eu acho ela muito parecida com Bella- seu pai começou — mas como você diz que ela se parece com um tio lindo... Bella e Ciça, vocês tem outro irmão?

As duas negaram, rindo.

– Então, como nem eu e você, Rabastan temos um outro irmão, ela não é parecida coisa nenhuma com tio lindo!

Todo mundo na mesa riu e Rabastan murmurou um "invejoso" pro irmão. Rodolphus piscou para Hermione, que estava encantada com sua nova família. Ele não era os monstros que todos pensaram, não em tempo integral pelo menos.

– Parem os dois de implicar um com o outro! Parecem duas crianças desse jeito! — Sua mãe falou em tom mandão — É esse o exemplo que vocês querem dar para ela? Ela é bonita e pronto!

Os dois se calaram e Lucius olhou para eles com um olhar debochado. Hermione prendeu um riso quando Rabastan deu língua para sua mãe. Um Comensal dando língua para outro Comensal, que é Bellatrix Lestrange não é algo que se vê todo dia.

A manhã se passou rapidamente, Mione duvidava que uma vez tivesse tido uma manhã tão boa, se sentia completa com seus pais e tios, até Lucius que se mantia distante e frio, ela se sentia como se uma parte dela, que nunca havia sentido falta, estivesse de volta.

Eles não falaram da guerra, de Voldemort e seus "amigos" em Hogwarts, nem dos Granger, mas sempre flagrava seus pais olhando para ela com um olhar de orgulho e dever cumprido. Seu tio Rabastan era extremamente engraçado, o típico tio legal e Narcisa era muito carinhosa quando não está com a cara de metida arrogante.

Quando era uma da tarde, sua mãe se levantou e disse que já era hora do encontro dela com o cara de cobra. Hermione na hora ficou nervosa. O que ele ira querer com ela?

Seus pais e tios saíram da sala e na mesma hora, Voldemort entrou e pasmem, ele estava bonito. Alto e com porte atlético, cabelos pretos e olhos azuis com as feições do rosto aristocráticas, perecia ter 25 anos.Ele deve ter percebido a surpresa e confusão no rosto dela, porque riu e falou:

– Ora a senhorita realmente não achou que eu, com todo meu poder, tivesse realmente aquela aparência?

– Realmente nunca pensei a respeito, senhor. — ela falou em tom respeitoso, admirando a nova aparência dele — Sempre achei que era para assustar os seus inimigos e botar medo em seus aliados.

– A parte de assustar meus inimigos está certo, senhorita. Mas eu prefiro atrair meus aliados com essa aparência, e é mais fácil transitar por aí visto que ninguém de Luz conhece-me assim.

Ele estava sentado na frente dela na mesa redonda, no lugar onde Rabastan tinha ficado, e a olhava nos olhos com tanta intensidade que parecia ler sua mente. Hermione torceu que não, seus pensamentos sobre a nova aparência do Lord não eram apropriadas. A mesa já estava vazia, os elfos dos Malfoy eram incrivelmente rápidos, mas nem Hermione nem Voldemort prestavam atenção neles.

– Realmente uma boa estratégia, senhor. Mas eu creio que não veio aqui falar sobre sua aparência. Embora eu a ache muito agradável de se olhar — a última parte saiu sem querer, ela realmente não queria chamar o Lord das Trevas de "agradável de se olhar"

– É sempre tão direta, senhorita? Isso é bom — Voldemort falou, seus olhos, que ainda estavam grudados nos de Hermione, brilhavam de malícia -Mas está certa, eu vim aqui para perguntar o que fez a melhor amiga de Potter virar a casaca tão rápido?

– Ele, os Weasley, Dumbledore e sabe lá quem mais me traíram. Fizeram eu pensar que era uma nascida-trouxa e filha dos Granger, nunca me contaram a verdade e por causa deles eu sofri coisas que não merecia. Eu fui humilhada e me meteram em coisas extremamente desnecessárias se eu fosse quem eu sou.- Hermione disse decidida — Pensei muito nisso sobre as férias, eu fiquei noites acordada pensando em como seria minha vida com meus pais, sentimental demais, eu sei. Mas no fim eu cheguei a conclusão de que eu ter sido criada longe da minha família é de Dumbledore. O resto me traiu quando não me contaram a verdade.

– Motivos bons, senhorita. Mas se eu lhe pedi que mate um trouxa? Você não irá matá-lo, eu sei. A senhorita só está aqui por uma vingança de adolescente. Eu não quero adolescentes revoltados lutando pela causa. A senhorita acredita que os sangues-ruins e trouxas são a escória do mundo e que merecem morrer?

O modo que o olhar de Voldemort penetrou nela (N/A: Cara, não leiam isso com malícia. O OLHAR dele que penetrou nela e não a cobra. Não a Nagini, a outra, o Tom Jr.) enquanto falava fez ela se arrepiar. Ela não pensava desse jeito, é verdade, mas sabia que sangues-ruins e trouxas são inferiores à ela, as semanas com encontros Sonserinos de noite mostraram isso à ela.

– Eu nunca pensei em matá-los, senhor, mas sei que são inferiores. No meu primeiro ano, quando ainda pensava que era nascida-trouxa, me perguntei porquê eu ser bruxa e meus outros amigos não, ou meus pais serem trouxas e eu não. Cheguei a conclusão de que era porque eu sou superior à eles, afinal, eu era uma bruxa, sei fazer mágicas e os meus coleguinhas de infância eram trouxas e não sabiam. Mas agora descubro que sou uma sangue puro, que todos meus antepassados foram bruxos, sou ainda mais superior aos amigos de infância do que era quando pensei que era nascida-trouxa. E algumas semanas com companhias Sonserinas podem mudar um pouco sua opinião.

–Então, segundo a senhorita — Voldemort começou a falar — nascidos-trouxas são superiores aos trouxas, mas são inferiores aos sangues-ruins que, por vês, são inferiores aos sangues puros só porque sabem fazer mágicas? Meio infantil para a bruxa mais inteligente da geração.

Voldemort estava se divertindo com o pensamento infantil de Hermione.Ela então resolveu mostrar que não era a pessoa mais inteligente de sua geração por nada.

–O senhor está parcialmente certo. Eu não vejo tudo tão infantil. O que interessa é que eu sou superior aos demais, mas matar um trouxa desconhecido só por ser trouxa? Eu acredito que numa sociedade tem aqueles que mandam e os que obedecem. Como o senhor pretende dominar o mundo bruxo se não tem os subordinados? — Voldemort abriu a boca para responder, impressionado pela bruxa. Mas Hermione continuou — E se essa infantil versão fosse a correta, eu seria superior a você.

Voldemort não esperava aquilo nem em uma infinidade de anos. Os olhos dele, antes azuis como o céu depois da tempestade, agora estavam vermelhos como sangue fresco. Ele olhava para ela como se a qualquer momento fosse puxar a varinha e matar ela, e ele de fato o faria. Já Hermione olhava ele com uma muda satisfação, sem medo dele matar ela. E, ela percebeu, Voldemort Versão Homem ficava lindo irado.

– Eu sei. Ronald Weasley sabe. Harry Potter sabe.

–Conte-me então, como souberam — Voldemort falou, quase não contendo a raiva que sentia

Hermione então falou das aulas de Potter com Dumbledore e que eles sabiam das Horcruxes.

– Então, como Potter ainda pensa que eu sou amiga dele e que perdoei todos pelas mentiras me conta tudo — Hermione terminou seu relato — Então, senhor, quero que me aceite entre os seus. Posso não concordar com seus métodos, mas concordo com o objetivo. E posso ser uma importante espiã. Pense, a melhor amiga do Potter, quase uma irmã para ele, sendo uma Comensal da Morte.

Eles se encaram por alguns minutos, o azul contra o verde quase negro. Voldemort tinha que admitir que a garota era inteligente, também era bonita, mas isso não importava na hora para ele. Por fim, Voldemort chamou Hermione até ele, e quando ela parou em frente à ele, ele levantou a manga de seu vestido negro e sussurrou alguma coisa na língua das cobras com a varinha apontada para o antebraço dela.

Quando ele se afastou, Hermione viu a Marca Negra se formando em seu braço com um formigamento incômodo. Voldemort olhou para ela e falou em tom sedutor:

– Bem vinda aos Comensais da Morte, senhorita Lestrange — e beijou sua Marca.

Notas finais
E foi isso. Na minha mente, Rabastan é maneiro. Mas ele é bom sendo Comensal (digo, matando). Gostaram do nosso Lord? E a infeliz piadinha? Eu tenho mente suja, desculpe. E um aviso: o romance de verdade vai começar no PASSADO. Espero que tenham amado como eu amei esse capítulo. Comentários, críticas e sugestões são bem vindos. Até a próxima, sweeties!