A Verdade Sobre Hermione
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Depois de Voldemort ter feito a Marca Negra nela, ele saiu da sala onde estavam e Hermione sem saber o que fazer, se sentou na cadeira que estava antes e começou a pensar no que aconteceu. Lord Voldemort é bonito? Ela flertou com o Lord das Trevas? O Lord das Trevas flertou com ela? Ela agora era uma Comensal da Morte?
Depois de dois minutos sozinha, seus pais e tios entraram na sala. Hermione achou esquisito se referir aos Malfoy como tios. Eles entraram e se sentaram na mesa, cada um no lugar que estava antes, olhando para seu antebraço esquerdo, agora coberto pela manga de seu vestido
Sua mãe, que estava do seu lado, pegou seu braço delicadamente e subiu a manga, expondo a Marca. Todos da sala sorriram, mas Narcisa tinha um olhar parecido com pena.
–Agora, querida filha, você é uma de nós. -sua mãe começou — Você vai ajudar a limpar a escória do mundo bruxo com sua família!
O modo que Bella falava "limpar a escória do mundo bruxo com sua família! " parecia que estava falando "passar umas férias divertidas com sua família! " tamanha era sua animação. Todo mundo falava sobre a obsessão de Bellatrix sobre a pureza do sangue, mas presenciar esses "ataques" era meio assustador.
–Ora Bella, não vamos gastar nosso pouco tempo com nossa filha falando da guerra.
Bella queria continuar falando na guerra e na pureza do sangue, mas Narcisa interrompeu ela antes que ela falasse algo.
– Agora você pode ajudar Draco! Pergunte para ele sobre o trabalho, ele com certeza irá deixar você ajudá-lo. — ela parecia que estava muito preocupada com Draco e a tal missão dele.
Hermione também ficou preocupada com Draco, parecia uma missão perigosa.
– Claro, tia Narcisa. Prometo que irei tentar ajudá-lo.
Sua mãe ainda olhava para sua Marca, como se fosse a melhor coisa que já aconteceu com Hermione. Ser marcada como gado. Mas óbvio que ela não iria falar isso ali, na frente deles com o Lord em algum cômodo daquela enorme casa.
– Creio que a conversa está ótima, mas já são duas horas. -Lucius começou com seu jeito frio de sempre — Você deve querer chegar em Hogwarts cedo, para não dar chance de alguém desconfiar de você.
Hermione assentiu e todos se levantaram da mesa. Após um aperto de mão em Lucius e um abraço em Narcisa e Rabastan, ela saiu com seus pais pela enorme porta da mansão, até fora da propriedade, onde poderiam aparatar.
Seus pais e ela foram em silêncio até o portão (grande, como tudo naquela casa) seu pai pegou sua mão e ela sentiu a incômoda sensação de quando se aparata. Quando abriu os olhos, estavam de volta na caverna.
– Acho melhor você se apresar. — seu pai disse — já está de tarde e alguém pode sentir sua falta.
Eles se abraçaram de novo, e Hermione prometeu mandar cartas e avisar a data do próximo passeio e depois mais beijos e abraços.
Hermione chegou ao Três Vassouras e encontrou Harry e Ron em uma mesa tomando cerveja amanteigada e conversando. Ela verificou sua manga esquerda para ver se dava para perceber uma Marca Negra e comprou uma caneca de cerveja amanteigada e se sentou com seus "amigos".
– Oi, sumida. Te procuramos por toda Hogsmeade, só não fomos na Casa Dos Gritos porque Rony não quis ir. — Harry começou
– Não que eu estivesse com medo, claro. — Ron se defendeu — Mas que motivos você teria para estar na Casa dos Gritos, entende?
Hermione sabia que Ron se borrava só com a ideia de entrar na Casa dos Gritos. Ela deu um gole em sua bebida e começou a pensar em uma história.
– Eu fui procurar presentes para o Natal, mas eu não achei nada interessante. Eu pensei em procurar vocês ou a Gina, mas eu queria ficar sozinha, sabe? Pensar em tudo o que me aconteceu... Fiquei andando por aí, entrando em lojas, até entrei na floresta... E quando fui ver já era essa hora!- Hermione contou sua história.
Ao que pareceu Harry e Ron acreditaram na história dela, nem perceberam que ela estava olhando e mexendo no braço esquerdo mais que o considerado normal.
Eles pagaram a conta e seguiram juntos de volta ao castelo, teriam chegado em paz mas Katie Bell tinha que conseguir um colar enfeitiçado só Merlin sabe como. Aí eles tiveram que se explicar com McGonnagal.
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–Mas que merda foi aquela, Malfoy? — Hermione perguntou três dias depois na ronda deles.
– Do que você tá falando, Granger? — Draco perguntou confuso
–De você ter dado para Katie Bell um colar amaldiçoado! — ela gritou exasperada, sorte que a Sala Precisa tinha feitiços de silêncio — Olha, eu não sei como você fez isso, nem porquê, mas eu pensei que você confiasse em mim!
– Eu não posso, simplesmente não posso!
Hermione pegou a manga do seu uniforme e levantou, mostrando para ele a Marca. Draco arfou, pareceu muito surpreso. Hermione achou que Narcisa já teria mandado uma carta para avisá-lo da novidade.
– Hermione, sua doida! Você faz ideia da onde se meteu? -Hermione deu de ombros — Eu tenho que matar Dumbledore e dar um jeito de trazer os Comensais para Hogwarts! Você acha isso fácil?
Por aquela Hermione não esperava. Sabia que a missão de Draco era difícil, mas matar Dumbledore e dar um jeito de fazer os Comensais em Hogwarts era praticamente impossível.
–Seu grande idiota! Você tem merda de dragão na cabeça? Seu estúpido! -ela gritou histericamente dando tapas nele. Se acalmou e continuou — Draco, por que você não me falou isso? Eu poderia te ajudar. Ah Draco!
Draco abraçou ela, que começou a chorar.
– Ele ameaçou minha família, Mione. E você também é minha família. Eu não poderia negar...
–Shiii! Nós vamos conseguir. Nós vamos dar um jeito! — Mione falou com convicção.
Depois daquele dia, sempre que podiam os dois iam a Sala Precisa tentar arrumar o Armário Sumidouro. Eles concordaram que matariam Dumbledore na melhor oportunidade. Nenhum estava confortável com a ideia de matar Alvo Dumbledore, mas eles não falavam muito sobre isso.
Quando o passeio para Hogsmeade chegou, ela não pôde se encontrar com os pais porque Harry e Ron queriam ficar com ela e ter ajuda para as compras de Natal. Ela não sabia o que comprar para os tios Malfoy. Para seus pais ela fez um álbum cheio de fotos dela durante a infância, enfeitiçou para que eles se movessem e escreveu legendas para cada foto com a sua letra mais bonita e para seu tio Rabastan ela comprou muitos logros exclusivos das Gemialidades Weasley, mas para os Malfoy ela simplesmente não sabia o que comprar.
Quando disse suas preocupações para Draco, ele disse para não se preocupar com isso e que ele botaria o nome dela no presente dele. Ela ficou tão aliviada com isso que até fez os deveres de Poções dele.
Dos seus pais e dos Malfoy ganhou de Natal jóias. Seus pais deram uma tiara de ouro branco cheia de diamantes brancos. Era linda, parecia uma coroa de princesa. Os Malfoy deram um conjunto de brincos e pulseira de prata com padrões de esmeralda tão verde como a grama.
Mas foi o presente do seu tio Rabastan que ela mais gostou: quatro fotos, uma dela com ele, uma dela sozinha com os pais, uma dela com os três tios e a última dela com todos, tinha até um Draco da mesma idade que ela. Em todas ela aparentava ter um ano.
E os meses se passaram com ela mandando cartas por meio de Monstro para seus pais, e até algumas para Narcisa, se fingindo de amiga do Potter, se encontrando as escondidas com Draco para arrumas o Armário quando ninguém desconfiava e mandando cartas para Voldemort sobre os encontros de Harry com o Velho.
Seu aniversário de dezessete anos passou e Hermione ganhou vários presentes: de cada amigos em Hogwarts ela ganhou um livro (surpresa), dos Malfoy ela ganhou um vestido preto, era longo e de seda, apertado até a cintura e depois descia graciosamente por suas pernas e dos seus pais e tio Rabastan ela ganhou uma coleção de livros espetacular. Quem olhasse de fora iria ver só um livro sobre Feitiços, mas eles eram sobre Magia Negra. Feitiços, maldições e poções de pura Magia Negra, Hermione leu todos e a curiosidade de praticar aquilo crescia dentro dela.
Em um dia quase no final do ano letivo, ela desceu para tomar café sozinha, e quando chegou no Salão Principal, todos a encaravam e cochichavam entre si. Até os professores faziam isso. Se sentou com seus amigos que a olhavam com algo parecido com pena, até que um coruja com seu exemplar do Profeta Diário chegou, na manchete uma notícia chegou que abalou ela completamente: Bellatrix Rosier Black Lestrange foi capturada em um ataque, presa em Azkaban e condenada ao beijo do dementador.
Ela saiu correndo para seu dormitório e se jogou em sua cama em prantos. Ela sabia que sua mãe iria ficar lá por algum tempo, era óbvio que o Lord não iria deixar sua seguidora mais fiel presa naquele lugar horrível, certo? Mas e se ele a deixasse lá como algum tipo de castigo?
Sua mãe ficou maluca com os anos em Azkaban e ela ficou sem família. Hermione ficou no quarto chorando o dia todo, nenhuma de suas companheiras de quarto a incomodou pois estavam em aula. Hermione estava decidida a não deixar ela passar por aquilo de novo! Ela ira fazer tudo dar certo, de algum jeito. Ainda chorando ela começou a revirar seu malão à procura do colar dos Black e o anel dos Lestrange que sua mãe lhe deu. Ela se sentia mais perto dela com eles.
Mas quando ela estava procurando o colar ela achou algo pegado do Ministério um ano atrás que foi esquecido por ela: Um vira-tempo modificado, que depois de estudá-lo por alguns dias, ela descobriu que era para voltar anos no passado. Mas ainda estava em fase de testes, e Hermione não ligou para isso. Ela queria voltar anos no tempo e impedir que seus pais fossem presos pela primeira vez e assim ter uma vida normal (ou tão normal quando se é uma bruxa e seus pais são Comensais da Morte).
Aproveitando então que todas suas companheiras de quarto estavam no jantar ela arrumou suas coisas no malão, deixando fora suas vestes da Grifinória, ela vestiu o vestido que ganhou de Natal dos Malfoy e o colar com o anel pendurado, o brasão das duas famílias que ela pertencia.
Ela passou o cordão do vira-tempo em volta de si e segurou fortemente o malão, pensando pela primeira vez que aquilo poderia dar tragicamente errado e mudar o rumo de toda a história , mas quando ela se deu conta disso já era tarde demais e tudo a sua volta ja estava rodando loucamente. Não sabia como nem quando, mas quando tudo parou de rodar ela estava caída no chão.
Olhou para cima, ainda caída, e viu o infinito do céu de noite mas sabia que estava no Salão Principal em Hogwarts, no meio do jantar pelo barulho, mas não sabia o dia ou o mês ou o ano, mas torcia para que fosse o ano que seus pais e tio Rabastan foram presos.
–Quem é você? O que faz aqui? De onde veio? — falou uma voz masculina.
Quando Harmione se levantou e olhou para a mesa dos professores e o que ela viu a deixou chocada. Não era Dumbledore que estava na cadeira de diretor, era um homem calvo com uma barba branca. Só depois percebeu um Dumbledore jovem com cabelos acaju olhando curiosamente para o vira-tempo em seu pescoço que estava, surpresa!, quebrado.
–Eu sou Hermione Black Lestrange, tenho dezessete anos, estou no final do sexto ano em 1997. — ela falou reunindo toda a coragem que restava nela.
Ela viu na mesa da Sonserina várias pessoas olhando com mais interesse quando ela falou seu sobrenome. Quase todas se pareciam com ela: feições aristocratas, cabelos e olhos negros. Mas tinha duas pessoas que não se pareciam com as demais, uma era uma versão de seu pai mais jovem e a outra era um garoto alto, de olhos azuis e cabelo incrivelmente preto, ele também tinha as feições aristocratas, mas as dele eram mais suaves e era pálido. Com um baque ela percebeu que aquele garoto era Tom Riddle.
Ela deve ter olhado para ele diferente quando percebeu quem ele era, pois ele começou a encará-la com aquele olhar que parecia que estava vendo a alma dela. Mas uma voz, a do diretor daquele tempo, a tirou do devaneio.
– A senhorita está em 1945. 1º de Setembro de 1945.
Oh merda...
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