A Verdade Sobre Hermione
49 Capítulo 49
Capítulo 49
Desviar do feitiço foi fácil.
O difícil foi processar a ideia de que alguém da Ordem a mataria tão facilmente assim. Ela era uma Comensal da Morte e fora espiã por mais de um ano e tudo mais, porém matar ela tão rápido assim era algo que nem ela esperava, apesar de tudo. Se fossem para matá-la, apostaria que iria ser depois de todas as máscaras fossem tiradas.
Passou os olhos rapidamente pelo amontoado de gente que defendia Hogwarts, Tom, ao seu lado, mantinha-se quieto e ignorava, como ela, os sussurros dos Comensais e da Ordem, mas não fez nem um movimento para protegê-la ou para encontrar a pessoa que tentou matá-la.
Hermione sorriu com isso. Ele confiava no poder dela.
—Imperio. — ela apontou sua varinha para Gui Weasley que estava na última fileira. Ele não pôde se defender, então antes que todos se dessem conta, Gui estava sob a Maldição Imperius. -Diga-me, quem foi que lançou essa Maldição da Morte?
Gui Weasley rapidamente respondeu "Meu irmão Jorge". A Ordem estava estupefata com a facilidade que Hermione enfeitiçara um dos melhores duelistas.
—Você sabe porque Jorge Weasley fez isso?
—Porque Fred morreu — Gui respondeu com a voz sonolenta.
Hermione sorriu cruelmente para a Sra. Weasley que chorava nos ombros do marido.
—Bem, se é assim... — ela fingiu pensar por uns instantes. -Você pode matar Jorge Weasley.
Ela fez questão de falar as palavras pausadamente, observando atentamente cada pessoa presente. Não prestou atenção quando Gui Weasley matou seu próprio irmão, prestava atenção demais em Molly. O olhar de completo horror deleitava Hermione como se fosse a coisa mais prazerosa do mundo. Sorriu ao ver a mulher correr até o seu filho morto, causando comoção aos integrantes da Ordem. Com um aceno da varinha, retirou a maldição de Gui, e observou atentamente ele perceber o qeu tinha feito.
Olhou para Tom e viu o olhar satisfeito dele.
—Creio que já estamos calmos novamente — ele disse, ignorando os Weasley e focando em Harry, que parecia que iria desmaiar a qualquer momento. -Mas ainda não terminamos com as revelações do dia. Veja bem, Potter, eu poderia simplesmente lhe matar. Aqui e agora. Mas não teria o mesmo prazer do que revelar o quanto você foi enganado esse tempo. As Horcruxes, que você arriscou a sua vida para conseguir, são nada mais, nada menos, do que simples cópias impregnadas de Magia Negra. Nada que você e seu amigo Weasley destruíram com os dentes do basilisco eram Horcruxes. Eu precisava de tempo, então lhe distraí enquando tratava de assuntos mais... Importantes. Você nunca esteve nem perto de me derrotar, Harry Potter. Sinto lhe dizer, mas a partir do momento em que Hermione foi para o passado, suas chances de me destruir são tão baixas que nem devemos considerar. O tempo está passando, e tenho alguns amigos que gostariam de lhe dizer adeus antes de você morrer.
Todo mundo presente estava concentrado em Tom, no que ele dizia, então as duas figuras mascaradas se puseram na frente com facilidade. Quando as máscaras foram tiradas, agora com todos prestando atenção, várias pessoas arregalaram os olhos com o que viram.
—Olá, Harry.
—Sirius? Mas... Como? — se antes o menino estava prestes a desmaiar, agora parecia que só um milagre o fazia ficar em pé.
—Foi preciso, Harry. Eu sinto muito apesar de tudo.
—Você... Você traiu... -ele parecia incapaz de terminar a frase, o que causou risos em alguns Comensais.
—Foi preciso -Sirius repitiu. Parecia triste, ele havia realmente se apegado a Harry depois de todo esse tempo.
—E Regulus? -Harry perguntou, finalmente se voltando para o irmão de Sirius.
—Bem, em minha defesa, não se acredita tão fácil em um desconhecido como você confiou em mim.
Mais risos da parte dos Comensais. A Ordem parecia se recuperar rapidamente do choque. Logo todos estariam prontos para lutar, sedentos por sangue.
—Sra. Weasley? -Hermione chamou assim que os Black estavam de volta aos seus postos. Ignorou os olhares de todos, os olhares raivosos, decepcionados, desolados e traidos. -Onde está Gina?
Ela se esforçou para agir como a Hermione de sempre. Não como a fria Lady das Trevas.
Molly não respondeu, só caiu num choro agoniado e foi rapidamente aparada por seu marido.
—Não fique assim, Sra. Weasley. Gina está bem.
E, como se isso fosse uma deixa, Gina Weasley saiu da Floresta acompanhada por Draco, vestido de Comensal. Mesmo vestindo as roupas esfarrapadas da Batalha, Gina andava e se portava como uma verdadeira Lady sangue puro.
—Mamãe. Papai. Gui, Carlinhos. — ela cumprimentou sua família com um sorriso doce. -Onde está Fred e Jorge?
—Mortos.
E essa foi a única resposta que recebeu de sua família, ainda em choque.
—Oh. Entendo.
Ela se voltou para os Comensais. Draco e ela fizeram uma elengante reverência para Tom e Hermione e se postaram perto de Lucius Malfoy, onde ela foi recebida como uma amiga.
—Gina… Por quê?
A ruiva sorriu.
—Ora papai, acho que você deve saber porque. De todo modo, acho que seria bom te informar de que eu e Draco vamos nos casar.
—Acho que já está bom desse teatrinho dramático. Tenho coisas para fazer que são mais importantes do que isso. Comensais, ataquem.
E, todos juntos, os Comensais da Morte começaram a duelar. Todas as outras criaturas mágicas que apoiaram as Trevas ou que apoiavam a Ordem ficaram fora dessa batalha. Era de bruxo para bruxo.
No meio do campo de batalha, Harry Potter e Ronald Weasley olhavam para tudo estupefatos. Tentavam ver tudo o que acontecia as suas voltas. Gina duelando com seus colegas de Hogwarts ao lado de Draco Malfoy, os dois conversando aos gritos, rindo entre um feitiço e outro. E Sirius e Regulus, duelando cada um com duas pessoas, o sorriso em seus rostos era o mais sincero que os dois já viram uma vez neles. E tinha Hermione. Altiva e orgulhosa ao lado do Lord das Trevas, seu marido.
—Melhor acabar com isso logo de uma vez, marido
—Concordo, esposa.
Juntos, os dois atacaram Harry e Ronald, que se defendiam com dificuldade. Era visível que o casal era muito mais superior e mais preparado que os dois garotos. Atacavam juntos e Hermione mal conseguia ouvir os duelos a sua volta, os gritos dos enfermos ou as ocasionais ofensas que gritavam para ela.
Quando Ron caiu, não morto, mas quase perto do grande fim, ela passou a atacar Harry sem nem mesmo parar para descansar por um segundo.
Sentia-se viva, pela primeira vez em meses ela pôde deixar a máscara cair. Ela e Tom tinham uma sincronia perfeita, atacavam alternadamente e ainda conseguiam atacar outros bruxos, enquanto Harry mal conseguia se defender.
O golpe fatal veio quando Bellatrix Lestrange matou Molly Weasley. Potter vacilou ao ver a mulher que o criara como um filho cair morta como vários amigos e pessoas que acreditaram e apoiavam ele.
—Avada Kedrava! — gritaram juntos.
Harry Potter, sem conseguir desviar dos feitiços, caiu morto.
.
.
.
Onze Anos Depois
Hermione sorriu quando viu Rigel e Arcturus descerem as escadas correndo e gritando. Ela já tinha dito mil vezes para eles não descerem correndo, mas parecia que os garotos simplesmente não ouviam ela.
—Eu já disse para não descerem correndo!
Os garotos apenas riram e olharam para a lareira com expectativa.
—Quando vamos ir, mamãe? — Rigel, o porta voz, perguntou.
Hermione sorriu e checou se os filhos tinham se vestido direito e perguntou se eles tinham arrumado as malas direito.
—Vamos assim que seu pai chegar.
—Não precisa mais esperar.
Ela se virou e viu Tom chegando, com suas vestes negras e os cabelos arrumados. Ele ainda estava exatamente igual ao dia que ela chegou do passado e encontrou ele. E ela ainda mantinha a mesma aparência dos dezenove anos. Vantagens de ter Horcruxes, ela achava.
—Meus dois filhos indo para Hogwarts! Certamente farão muitos amigos na Sonserina!
—Tom, eles podem não cair na Sonserina — ela se virou para os filhos e acariciou as cabeças deles. — Não importa onde vocês vão cair, tenho certeza que serão incríveis.
—Eles são descendentes de Salazar Slytherin. A Sonserina é o lugar deles.
Hermione de virou para o marido, as mãos na cintura. Os garotos olhavam para os pais, acostumados a ver essas discussões deles.
—Só porque você foi uma cobra prepotente não significa que eles também tem que ser!
—Mas da última vez que eu chequei, essa cobra prepotente aqui te conquistou. Ou você quer que eles sejam idiotas Grifinórios?
—Oh, bem ná última vez que eu chequei,essa Grifinória idiota aqui te conquistou!
Pareciam que eles iam ficar ali até amanhã, os garotos, cansados dos pais que vez ou outra brigavam como adolescentes.
—A gente vai se atrasar! -reclamou Arcturus.
—Tem razão, querido. Seu pai não sabe de nada.
Tom parecia ofendido enquanto eles se dirigiam para a lareira.
—Eu não sei de nada? Quem é o Lord das Trevas aqui?
—Você não ia ser nada disso sem eu, querido. Você sabe que eu te amo.
—Eu também te amo. Agora vamos logo com isso.
E logo os quatro estavam partindo para a estação, como uma família normal.
Depois da guerra, quando Harry Potter morreu, muitos bruxos que apoiavam a Ordem se bandearam para o lado das Trevas e Tom aceitou grande parte deles, já que não queria mais derramar sangue mágico sem necessidade aparente e precisava do maior número de bruxos que conseguisse.
Depois da Segunda Guerra Bruxa, a paz que Hermione tanto desejava não chegou. Os bruxos, primeiro da Grã-Bretanha e depois do resto do mundo, se revelavam para os trouxas. Foram anos de negociações com os trouxas, todos os líderes do mundo foram recebidos na Mansão do Lord das Trevas para esclarecer questões sobre os recém-revelados bruxos.
Hermione, claro, teve muitos deveres também. Mas tudo tinha passado e agora todos vivam em paz.
Draco e Gina se casaram logo que a guerra acabou e ela fez dezessete anos. Ela tinha ficado melancólica, quase realmente triste, dias após tudo acabar e grande parte de sua família morrer. Mas assim que, semanas depois, ela subiu ao altar, com Gui guiando-a, ela parecia ser a pessoa mais feliz do mundo. Hoje o Sr. e Sra. Malfoy tinham três filhos e Scorpius, o mais velho, também iria para Hogwarts naquele ano. Foi uma surpresa quando descobriram que Gina já estava grávida quando se casou.
Gui Weasley, que se bandeou para as Trevas no último minuto, também tinha três filhos com a esposa, Fleur. No meio da batalha em Hogwarts ele, ao ver que não tinham esperanças, jogou sua varinha no chão e se rendeu. Fleur estava grávida de Victoire e ele preferia ficar ao lado dos que mataram sua família a ver sua mulher sendo assassinada grávida de sau primeira filha.
Sirius e Daphne se casaram e tem um casal de filhos, e ela está grávida do terceiro. Demorou anos até que ela finalmente aceitasse se casar com ele, mesmo que existisse um contrato de casamento entre os dois. O mesmo aconteceu com Astoria e Regulus, que não tinham filhos e viviam viajando o mundo juntos.
Pansy se casara com Theo Nott, e os dois vivam brigando, mesmo que todos soubessem que eles se adoravam. Ela estava grávida do primeiro filho e era super mimada por ele.
No fim, todos estavam bem e a vida era boa.
Fale com o autor