A Verdade Sobre Hermione
50 Capítulo 50 - Epílogo
Para comemorar os vinte e cinco anos da queda de Harry Potter, data que era como um feriado no Mundo Mágico, Lord Voldemort deu um luxuoso jantar, seguido de um baile, para todos da Alta Sociedade Bruxa e seus filhos, que foram dispensados de Hogwarts especialmente para isso, assim como os três filhos de Hermione que ainda estavam na escola.
Hermione passara um mês planejando até os mínimos detalhes, parando apenas para a comemoração dos vinte e cinco anos dos gêmeos, ambos Sonserinos que se formaram com dez N.I.E.Ms. Quando o dia finalmente chegou, ela sentiu-se aliviada. Mesmo depois de vinte e cinco anos organizando festas, jantares, bailes e tudo mais, ela não gostava da tarefa. Ninguém podia dizer que as festas dela não eram impecáveis, claro, mas ela não tinha a intuição natural de tia Narcisa para aquilo e não tinha metade do entusiasmo dela para fazer aquele dever. Como sempre, almoçou com seu marido e filhos. Eles sempre faziam todas as refeições juntos, menos quando as crianças estavam em Hogwarts ou Tom tinha viajado para algum lugar de última hora.—Mirach Riddle, quantas vezes eu disse para você que eu não quero você correndo pela casa? — ela perguntou autoritária para a garota que passou correndo ao lado dela no caminho para a sala de jantar. Hermione quase tropeçou quando viu Lyra seguindo a irmã mais velha pela casa, no que parecia uma corrida. Repetiu a pergunta, dessa vez para Lyra Riddle e em resposta recebeu um “Desculpa, mamãe” inocente da segunda mais nova.Suspirando, ela seguiu as duas filhas, que lembravam muito à ela mais jovem, e sentou-se no lado direito da mesa, ao mesmo tempo em que Tom entrava na sala e sentava em seu lugar. Rigel e Arcturus estavam lá, ambos parecendo irmãos dos seus pais, que estavam paralisados para sempre nos trinta e poucos anos, Mirach e Lyra logo entraram e pararam correr assim que viram o pai. Como só um ano as separava, elas eram mais inseparáveis que Rigel e Arcturus. Hermione sorriu ao ver Cygnus sentado com uma postura impecável na mesa. Mesmo com doze anos, seu caçula se portava como um pequeno Lord.—Sabia, querido, que Mirach e Lyra estavam correndo pela casa de novo?—Garotas, já dizemos para vocês não correrem pela casa. Vocês parecem um bando de Grifinórias quando fazem isso.Lyra, a única Corvina da família, torceu o nariz. Como todos da família, ela nutria certo desprezo pela Grifinória. Mirach, no entanto, parecia orgulhosa de sua casa. A filha de Lord Voldemort, descendente de Salazar Slytherin, uma Grifinória.—Eu não vejo por que ser da Grifinória seja ruim, papai — Mirach disse, em toda sua petulância de adolescente de quinze anos. — É muito melhor do que aquele ninho de cobras. E a mamãe foi de lá.Cygnus e os gêmeos sorriram. Eles sempre gostavam de ver Mirach, que desde pequena era brigona, e seu pai discutirem. Principalmente depois que ela fora para a Casa dos Leões.—Sua mãe foi daquela casa por engano, você sabe disso — Tom replicou, servindo-se. -E vocês parecem uns animais selvagens na maioria das vezes.Hermione arqueou a sobracelha para o marido que lhe respondeu com um sorriso cúmplice.—Pois saiba que vovó Bella me enviou uma carta daquela vez que eu soquei o Louis Weasley. Ela disse que eu fiz muito bem e que não entedia por que eu recebi uma detenção.—Na verdade -Rigel interrompeu a irmã-, ela só disse isso porque ela não gosta dos Weasley.—Não sei porque, eles são tão legais.—O Arcturus só diz isso porque ele tá afim da Victoire! — Lyra entregou o irmão, com um sorriso no rosto. — Eu divido o dormitório com Dominique e ela me disse que você vive mandando cartas para Vic!Tom fez uma cara desgostosa. Mesmo que os casamentos arranjados não fossem mais comuns naquele tempo, Hermione sabia que o marido queria que os gêmeos se casassem com garotas de grandes e tradicionais famílias e mesmo depois da guerra, os Weasley, que tiveram o nome salvo quando Gui Weasley abandonou a Ordem pela sua esposa grávida, não eram considerados tradicionais, mesmo com o sangue puro e tudo mais.—Vamos ficar quietos e comer. Hoje temos uma longa noite..Quando a noite finalmente chegou e Hermione já estava metida em um vestido luxuoso, com os cabelos em um complexo penteado e uma maquiagem impecável, ela foi fazer o principal dever de toda boa anfitriã: receber os convidados, sempre com um sorriso no rosto e com uma palavra gentil nos lábios.Depois do que pareciam ser horas recebendo todo mundo que era alguém no mundo mágico ao lado do marido, ela estava no grande salão de baile com suas amigas e os filhos jovens demais para se reunir com as outras crianças que estavam conversando como jovens adultos em um canto do salão.Daphne estava com o pequeno Keith Black, que ela só chamava de “meu bebê” já que achava o nome muito trouxa para um Greengrass-Black. “Era um musicista trouxa que Sirius gosta” ela dizia para todos que pudessem ouvir. Ela e Sirius tinham quatro filhos: Alphard e Andrômeda, os gêmeos, Pollux e o Keith. Alphard e Andrômeda, estavam conversando com Violet Malfoy e mais algumas pessoas que estudaram com eles em Hogwarts e Pollux conversava com Lyra e Dominique, que eram do mesmo ano que ele.
Pansy ria com uma taça de champanhe na mão, as unhas perfeitamente vermelhas e os cabelos brilhantes e presos. Depois de anos brigando, ela e Theo finalmente se resolveram e ela já estava esperando o segundo filho. Jonathan, o primogênito, dançava com uma garota na pista de dança no meio do salão.Gina e Draco também dançavam, pareciam dois adolescente apaixonados. Todos os Malfoy, tirando Gina, eram extremamente loiros e pareciam uma cópia do pai, o que deixava Gina extremamente irritada. Scorpius, mais velho, estava com Rigel e observava Arcturus e Victoire dançando. Violet estava com os gêmeos Black e mais alguns adolescentes e Mira, que nascera na mesma semana que Mirach, estava com algumas garotas.Astoria e Regulus estavam conversando com Bellatrix, Rodolphus e Rabastan. O casal decidiu não ter filhos, já que a tarefa de passar o nome para frente era tarefa de Sirius. Seus pais, depois que a guerra acabou, tiveram mais oportunidades de viajar e mimar os netos. Mesmo Mirach, a Grifinória, tinha espaço no coração dos avós, que a adoravam por sua forte personalidade e mania de azarar quem a incomodasse.Os únicos mais mimados que os Riddle eram os Malfoy. As três criança eram o orgulho dos avós, que faziam questão de fazer cada mínima vontade dos netos. Foi interrompida de seus pensamentos por Tom, que chegara na mesa que as amigas compartilhavam para tirar Hermione para dançar. Ela aceitou, claro. Enquanto se encaminhavam para o centro do salão, todos se encurvaram parcialmente quando o casal passava. Mesmo depois da guerra, Tom e Hermione inspiravam respeito.—Vinte anos de relativa paz — ela comentou com Tom quando a música começou e eles começaram a rodar pelo salão.—Relativa? Por que relativa, esposa?O meio sorriso dele indicava que ele sabia o que Hermione se referia.—Aquele incidente. Você sabe, uns cinco anos depois de tudo. Aquilo certamente acaba com a paz.Tom reprimiu uma gargalhada.Sim, ele sabia do que ela se referia. Cinco anos depois da guerra, quando ninguém matava mais ninguém e a paz reinava, uma mulher foi achada na Travessa do Tranco, em pleno inverno. A mulher estava nua e coberta de sangue, tinha tanto sangue que só foram descobrir que ela era ruiva depois que todo sangue foi removido. Mas não foi o fato dela estar nua ou coberta de sangue que virou notícia, mas sim o estado em que o corpo foi encontrado: totalmente sem órgãos e com os ossos quebrados. Só um bruxo das trebas muito poderoso e sem piedade poderia fazer isso com alguém e logo todas as suspeitas caíram sobre Lord Voldemort. Porém depois de descobrirem que a mulher era uma das mais leais seguidoras do Lord, todas as suspeitas sobre ele foram esquecidas e logo tudo também foi esquecido.É claro que ninguém nunca desconfiou da esposa de Lord Voldemort que, embora muito poderosa, era adorável demais para fazer isso com qualquer pessoa.—Sim, realmente uma tragédia.Hermione fechou os olhos quando Tom a inclinou para trás no meio da dança. Depois de tantos bailes e tantas danças, Tom e Hermione já tinham um jeito próprio de dançar. Depois, quando foi girada, teve uma visão rápida de todo o salão. Sua família. Seus amigos. Seus filhos e os filhos de seus amigos. Gente que contribuiu para estarem ali naquele momento, dançando sem se preocupar com o amanhã. Até o Primeiro Ministro e o pessoal do Ministério, que ela sempre considerava chatos, tinham um lugar naquele momento. —Tom. — ela chamou-o quando um pensamento triste veio-lhe a mente. —Sim, querida?—O que vai acontecer depois? Digo, quando todos morrerem? Quando meus pais, tios morrerem. Quando meus amigos morrerem. Ou quando nossos filhos e netos morrerem. Eles vão morrer um dia. Mas nós vamos passar a eternidade juntos. Tom demorou um pouco para responder. Ele estava escolhendo as palavras. Diferente de Hermione que era amiga de cada pessoa do salão, ele nunca conseguia ultrapassar a barreira que o fazia chefe e os demais simples empregados. As únicas pessoas que ele conseguia realmente sentir algo era Hermione e os filhos.—Sei que vai ser difícil para você quando seus pais morrerem e depois seus amigos… e nossos filhos. Mas nós sempre vamos viver, juntos. Vamos nos consolar e nos amar sempre. Nós vamos conseguir. Nós sempre conseguimos tudo o que quisemos, não é?—Acho que sim… — mas ela não parecia mais feliz do que antes.Outra música começou e os dois permaneceram na pista de dança.Enquanto dançava, Hermione viu seus tios Malfoy, com os cabelos totalmente brancos, e seus pais, seu pai também com nenhum cabelo colorido na cabeça, mas Bellatrix pintava seu cacheado cabelo com poções, e Cygnus conversando. Seu caçula sempre ficava com os mais velhos, principalmente os avós e tios-avós.Rabastan, com os cabelos rajados de branco, dançava com sua esposa, bem mais nova que ele e que estava grávida do bebê que levaria o sobrenome para frente. Hermione nunca conversara a sós com sua tia pelo casamento, mas tinha uma boa impressão dela.Seus amigos conversavam, todos juntos, em uma grande mesa. Pareciam estar falando sobre os tempos de escola e todos riam muito. Sirius, em um canto, segurava o pequeno Keith e parecia muito orgulhoso ao lado do irmão. Seu Arcturus parecia aterrorizado enquando falava com Gui Weasley. Victoire segurava ele pela mão. Rigel, Lyra e Mirach riam do irmão em um canto.Ela passou tanto tempo observando-os sendo felizes, cada um a sua maneira, que mal percebeu quando a música acabou. Olhou para Tom e sorriu.—Estou grávida — ela anunciou em um sussurro.Sim, eles iam superar tudo. Juntos.Para sempre.
Notas finais
Acabou.
Triste.
AVSH é a minha primeira fic, e, embora esteja triste por acabá-la, estou com um sentimento de dever cumprido.
Não sei se vou fazer uma segunda temporada, focada nos filhos de geral, então fiquem ligados.
Muito obrigada a cada um de vocês. Sem isso, nada seria possível.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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