A Verdade Sobre Hermione
42 Capítulo 42
Notas iniciais
Eles observavam calados Regulus andar pela sua casa, Harry ainda estava assombrado com a semelhança que ele tinha com o irmão, Sirius Black. O homem tinha um olhar nostálgico e passava os dedos lentamente pelas paredes e quadros, como se quisesse ter certeza de que realmente tinha voltado ao seu lar depois de anos se fingindo de morto.
Após Hermione contar sua história, Regulus concordou em ajudá-los, mas somente com a condição de que também estaria presente no resto da jornada. Harry tentou argumentar, dizendo que aquela missão fora dada por Dumbledore especificamente para os três. Tentava ocultar que na verdade, depois de tudo, não confiava no homem.
E Rony concordou com Harry, claro, e Hermione se manteve calada e então Regulus disse, em alto e bom som, que se ele não poderia participar ativamente da caça, nenhum dos três jamais encontraria o medalhão. Depois disso Harry e Rony concordaram, ainda que a contra gosto, em levá-lo com eles.
E ali estava Regulus Black de volta a Mui Antiga e Nobre Casa dos Black, olhando para a tapeçaria dos Black, parecendo não acreditar que estava de volta ao lar.
–Você deve estar cansado — Hermione disse, quando ficou claro que nem Harry ou Rony iriam fazer o papel de anfitrião. — Pode ir dormir no seu quarto. Deve estar com saudades de dormir em uma cama de verdade.
Regulus olhou para ela e sorriu.
–Claro. Depois de anos naquela caverna um homem precisa de um bom sono na sua cama. Depois conversamos, vou ir dormir.
–Oh, e tem suas roupas no seu guarda roupa. Se não te servirem, pode me chamar.
–Você é muito gentil. Não se parece em nada com sua mãe.
Quando Regulus saiu, Rony deu um suspiro aliviado e Harry ficou visivelmente mais aliviado. Checando que o homem não estava espiando ou ouvindo escondido.
–Ainda não confio nele — Rony declarou. – Digo, um homem que se passa por morto por mais de 18 anos tem algo a esconder.
–A Horcrux — Harry lembrou. — E por que ele não procurou alguém depois da queda de Você-Sabe-Quem? Dumbledore certamente o ajudaria!
–Ou o mandaria para prisão. Ele tem uma Marca, Harry, e ele matou pessoas em nome de meu adorado marido. Ninguém acreditaria nele — ela deu um riso sarcástico. — Nem vocês acreditam.
–Sim, eu entendo Hermione. O problema não é ele se fingir de morto. O problema é ele ter a Marca e já ter seguido Você-Sabe-Quem!
–E, não se esqueça, Hermione, que ele já sentiu a Marca Negra. Todos sentiram quando Você-Sabe-Quem voltou! Quem não garante que o Lord senhor seu marido não já rastreou ele antes? Que os dois estão tramado um plano maligno para nos pegar? Ou, se Regulus estiver nos dizendo a verdade, quem não garante que Você-Sabe-Quem não está rastreando ele pela Marca?
–Concordo com Rony! — Harry exclamou. — É impossível uma pessoa viver quase vinte anos escondido em uma floresta trouxa, morando em uma caverna tosca! Você só está animada que ele é um membro da sua família que não está apoiando Você-Sabe-Quem abertamente!
–Isso foi de longe a coisa mais idiota que eu já ouvi! Por que vocês não aceitam que Regulus quer nos ajudar? Será que vocês estão tão paranoicos assim? Ele está nos ajudando! Quer saber? Eu vou tomar um banho. Depois nos encontramos aqui e conversamos mais. Estarei no quarto de Walburga e Orion — e ela saiu furiosamente da presença deles, mesmo sabendo que nem Harry ou Rony sabiam quem foi Walburga ou Orion.
Subiu os degraus de dois em dois e se trancou no quarto de Walburga e começou a revirar os pertences da amiga. Achou várias fotos, que guardou, algumas cartas, que não leu, e muitos vestidos no guarda roupa. Ela pegou um, verde Sonserina, que ia até o chão e tinha mangas até o cotovelo. Ela passou a mão pelo delicado tecido e o pegou, pondo ele em frente a si e observando no grande espelho empoeirado. Decidiu que usá-lo-ia, só por um dia. Tinha suas roupas, mas achou que não faria mal usar um vestido tão antiquado só uma vez.
Tomou um rápido banho e se demorou a fechar os vários botões nas costas do vestido e teve que usar um feitiço para fechar tudo e se admirou no espelho. O vestido era apertado, deixando em evidência os seios dela e afinando sua cintura, que ainda não mostrava que a garota estava grávida. Hermione simplesmente amou o vestido.
–Pensei que iria dormir — ela disse quando entrou na cozinha e viu Regulus e os garotos sentados na mesa, sem se falar. — Espero que não se incomode, mas eu peguei um dos vestidos de sua mãe. É tão lindo!
Ela deu uma risada enquanto girava para os garotos verem melhor o vestido.
–Você é espantosamente igual a sua mãe. Bella amava brincar com os vestidos de mamãe.
Harry rapidamente interrompeu Regulus, dizendo que também gostou do vestido, embora fosse verde demais, e logo foi apoiado por Rony.
–E sem falar — Rony completou -, que deixa essa coisa horrível a mostra.
Hermione olhou para a Marca Negra em seu braço e deu de ombros. Ela sempre usava mangas longas para o conforto de Harry e dos Weasley, mas agora ela estava só com Harry e Rony, que confiavam nela, de modo que não precisava esconder seu braço.
Então ela só preferiu comentar a respeito das cores:
–É bonito da cor que é. Eu não vou passar o resto dos meus dias usando só vermelho e dourado, sabiam?
Regulus riu e Harry deu um sorriso contido.
–Acho que agora devemos falar de negócios — Rony disse pomposamente.
–Queremos saber onde está a Horcrux, Regulus — Harry pediu.
–Ah, sim. A Horcrux. Faz anos que não penso nela e está chagando a hora do nosso inevitável encontro. Vocês vão achar engraçado, mas...
–Estou com fome — Rony anunciou. — Não como nada desde ontem a noite.
–Pensando bem, eu também estou com um pouco de fome...
–E eu não negaria nada também. Faz tempo que eu não como nada realmente bom...
Quando os três homens olharam para Hermione, ela bufou. Os três nem mesmo se olhavam alguns minutos antes!
–Aqui não tem comida. E eu não sou um Elfo Doméstico — ela cruzou os braços. — Vocês que se arranjem.
–Ah, como eu queria o Monstro... — Regulus suspirou.
No instante seguinte, um barulho característico da aparatação foi ouvido na sala ao lado e Harry, Rony e Hermione puxaram a varinha, apontando para a porta.
A surpresa geral foi quando não apareceu nenhum Comensal e sim uma criatura pequena, velha e muito feia que correu para os pés de Regulus e começou a chorar escandalosamente.
–Monstro? -Regulus perguntou.
–S-sim, s-senhorzinho Re-regulus — Monstro levantou-se do chão e olhou em volta, fazendo uma careta ao ver Rony e Harry, parando em Hermione. — E você, senhorita Hermione. Que alegria ver a filha da senhorita Bella usar as roupas de minha adorada senhora Black — e de novo, se jogou no chão e começou a chorar, só que aos pés de Hermione.
– Levante-se, Monstro — Hermione mandou hesitante. — Venha, sente-se.
–Monstro nunca foi convidado a se sentar! — E de novo começou a chorar.
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Quando finalmente conseguiram acalmar o Elfo, e fazê-lo prometer que não contaria nada que pudesse ouvir para ninguém e que manteria em segredo o fato de Regulus estar vivo e com eles na casa dos Black, mandaram gentilmente ele fazer um almoço para eles. O Elfo ficou radiante em fazer uma refeição para o “senhorzinho Regulus e a senhorita Hermione, filha da senhorita Bella”, mesmo que isso significasse alimentar Harry Potter e Ronald Wesley também.
–Pelo menos uma coisa boa em você ser filha de dois Comensais, Mione — Rony disse quando acabou seu almoço.
–Ei!
–Na verdade, — começou Regulus — são duas coisas boas. Hermione é filha de Bella, a mais velha Black viva, visto que eu, que sou obviamente homem, estou morto para o mundo. Como Hermione é filha de Bella, a herdeira de toda a fortuna dos Black, ela também tem direito à entrar no cofre da família e pegar o medalhão.
Harry olhou para ele como se outra cabeça estivesse crescido no homem.
–Você está dizendo que escondeu uma Horcrux no cofre da sua família que, por acaso, apoia o Lord das Trevas?
–Isso! — Regulus parecia animado. — Brilhante, não?
–Na verdade, não é! — Harry ficou exasperado.
–Não, é sim! — Rony praticamente gritou. — Ninguém ia pensar em procurar algo que ajudaria na morte de Você-Sabe-Quem no cofre de uma das famílias que mais apoia ele!
–Isso, senhorita e senhor, é um homem inteligente!
–OK — falou Hermione lentamente. — Mas como eu vou entrar no cofre da família na atual situação que eu me encontro? Digo, eu estou fugindo deles, ajudando o Harry e grávida do Lord das Trevas.
–Ah, isso — ele fez um gesto com a mão, como se tudo o que Hermione tivesse dito não fosse importante. — Ninguém vai saber que você está fugindo. Use um vestido de minha mãe e aja como ela ou Bella. Ninguém vai ousar se meter no seu caminho e se ousarem... Bem, eu vou dar um jeito de estar com você.
–Bom plano — Harry reconheceu. — Mas não sabemos como destruir as Horcrux.
–Primeiro pegamos a Horcrux, depois nos preocupamos como destruí-la.
–Isso, — Hermione pontuou — é um plano melhor ainda!
E então, os três, acompanhados de Regulus, começaram a rir.
–Eu vou pedir para o Monstro fazer uma bebida para nós — Regulus anunciou se levantando. — E lembrá-lo para não dizer nada que ouviu para ninguém.
Esperaram até ele sair do cômodo e se entreolharam, cada um com o próprio pensamento sobre Regulus Black e o que acabaram de ouvir. Absorta em seus pensamentos, Hermione se assustou com barulhos vindos da cozinha, onde Regulus pegava chá para eles.
Antes, porém, dela perguntar se tinha acontecido algo, Regulus apareceu com Monstro atrás dele carregando uma bandeja com quatro xícaras. Duas delas, Hermione percebeu, eram de uma fina e delicada porcelana, com o brasão dos Black pintado delicadamente.
–Monstro insistiu para que nós, Hermione, usássemos as xícaras prediletas de minha mãe e que os meninos usassem as mais... Simples.
Com uma mesura, Monstro serviu os quatro com elegância, parando de quando em quando para resmungar insultos para Harry e Ron. E Hermione não pôde deixar de notar o brilho malicioso no olhar de Regulus.
Depois de tomarem o chá, os meninos começaram a bocejar e Regulus delicadamente sugeriu que eles dormissem e que continuassem a conversa depois. Hermione concordou, e acrescentou que todos dormissem, pois estavam muito cansados.
–Esses dias vêm sendo muito cansativos para nós. Subam, eu vou ajudar Monstro e depois eu subo.
Os meninos saíram e Regulus deu um sorriso insolente para Hermione, que permaneceu sentada em seu lugar. Quando ouviram os barulhos da cama no andar superior, Regulus levantou e tirou um saquinho de pano de suas vestes.
–Milady, — ele disse sarcástico — isso é para a senhora.
–E o que seria?
–Pó de Flú. O Lord deseja vê-la o mais rápido possível.
Hermione assentiu, já esperava algo assim, e pegou o saquinho de pano. Seguiu até a sala, onde a lareira estava e se virou para Regulus.
–Onde ele está?
–Na casa de vocês — ele respondeu. — Eles vão dormir a noite toda, sabe. Volte amanhã lá pelas cinco da manhã, acho que eles vão acordar as oito, mas é bom prevenir.
–Eu sei. E tire esse sorrisinho da cara, Regulus.
Ela entrou na lareira, jogou o conteúdo do saquinho sobre si e gritou “Mansão do Lord das Trevas!”.
Quando apareceu na lareira certa, coberta por cinzas que ela logo tirou de si com um feitiço. Viu que estava na sala de reuniões pequenas, onde Tom geralmente se reunia com alguns Comensais.
Dessa vez, Tom (ah, como ela sentia saudade dele!) estava com dois Comensais mascarados, que se levantaram assim que notaram-na. Agradecendo mentalmente por estar com um vestido bruxo, ainda que antiquado, ela foi em direção a Tom, passando pelos Comensais ajoelhados e dispensando-os com um aceno da mão.
Quando chegou a Tom, ela se ajoelhou na frente dele, ciente dos Comensais que ainda saiam e falou, com a sua voz mais sensual:
–Meu Lord.
Sentiu uma mão dele afagar seus cabelos e a outra levantá-la gentilmente. Quando se olharam, olhos claros e azuis nos escuros e verdes, Hermione sentiu uma urgente necessidade dele.
–Minha Lady.
Foi tudo que ouviu ele dizer antes de ter sua boca invadida pela urgente necessidade de Tom, que também era necessidade dela.
Tom, após beijá-la selvagem e apaixonadamente, começou a distribuir beijos pelo pescoço e colo da garota, que tinha suas mãos nos cabelos do homem. Quando sentiu uma mão tentar se aventurar dentro do vestido, Hermione riu se tentou se afastar de Tom.
–Tom... Tom... — Ela de desvencilhou dele e começou a ajeitar o vestido. — Agora não! Alguém pode entrar.
–Eu dei ordens muito claras para ninguém me perturbar hoje, querida — ele olhou para ela com se ele fosse uma naja e Hermione fosse um inocente ratinho que se tornaria o seu jantar. — E eu ainda estou motivado a estrear toda casa como ela merece...
Hermione olhou intensamente para ele e sentou-se na ponta da mesa de carvalho, Tom logo se sentou numa cadeira à frente dela.
–Mas, querido e amado marido, nós já estreamos essa sala. Lembra-se? Nós dois nessa mesa — ela disse, passando os dedos lentamente pela madeira — daquela vez eu fiquei por cima. Lembra-se, Tom?
Ela soltou um gritinho quando Tom puxou-a para o colo dele e começou a distribuir beijos e carícias nela.
–Tom! — Ela ralhou. — Eu quero isso, muito mais do que você imagina. Se controle um pouco, vimo-nos não tem nem três dias!
–Aquele dia não conta. Eu não a tive do jeito que quero...
–Mas, meu amor, eu quero ver meus pais, tios e Draco — ela soltou um baixo gemido quando Tom deu uma leve mordida em seu pescoço. — E se os virmos agora, teremos o resto do dia só nosso e... — ela se perdeu de seus pensamentos novamente quando Tom tomou seus lábios mais uma vez. — Tom! Vamos ver meus pais e passaremos o resto do dia, só nós, no nosso quarto... — Ela deu um sorriso cheio de promessas e levantou do colo de Tom.
Deixando Tom sozinho no cômodo, ela foi procurar por seus pais, não ouviu Tom atrás dela.
Sentira saudades de andar por sua casa, ver os quadros e tapeçarias nas paredes e os Comensais da Morte andado por todos os lados e se ajoelhando quando ela passava.
Acabou por encontrar seus pais com um grupo de Comensais que, ao que parecia, acabaram de chegar de um ataque. E ela mais uma vez sentiu a onda de saudade atingi-la.
–Mãe! Pai! — ela chamou casualmente.
Ela se segurou para não sair correndo e pular no pescoço deles. Tinha plateia e ela era a Lady das Trevas e devia agir como tal. Seus pais também pareciam entender isso e caminharam normalmente até a filha e deram um simples abraço nela.
–Os senhores estão dispensados — ela se dirigiu educadamente aos Comensais. — Tenho certeza de que fizeram um maravilhoso trabalho. Podem ir.
Os Comensais fizeram um gesto respeitoso com a cabeça e se retiraram.
–Estava com tantas saudades de vocês! — Ela exclamou e deu um abraço apertado nos pais. — Como vocês estão?
–Estamos bem, querida. E não era para você está em uma missão suicida com Potter e Weasley?
–Bem, sim, papai. Mas Regulus me fez o favor de colocar uma poção do sono no chá dos garotos... Eles poderiam dormir para sempre.
–E o bebê? — Sua mãe perguntou passando a mão pela barriga quase inexistente de Hermione.
–Está bem. Calculo que estou com um mês agora. Estou louca para saber se é menino ou menina. Vamos comer algo? Eu acabei de almoçar, sabem, mas depois de semanas comendo a comida de Molly Weasley e três dias comendo praticamente nada, eu preciso provar a comida de casa!
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Depois de duas horas muito agradáveis com sua família, Hermione sentia-se mais feliz do que ela estivera em todas as semanas que passou com as Weasley. Ela estava entre os seus, eles entendiam ela, eles apoiavam ela, eles amavam ela.
Tom não apareceu, assim como seu tio Rabastan que, segundo seu pai, foi atrás de Natasha Romanoff. Fato esse que fez Lucius, que tinha chegado pouco depois dela, questionar a sanidade do Lestrange.
–Depois do que ela fez com o primeiro marido, é de admirar que Rabastan vá atrás dela — finalizou Lucius.
Hermione sabia do que ele referia-se. Anos antes, Natasha, com então 17 anos, se casara com um homem 70 anos mais velho que ela. Ele era rico, de boa família e influente, mas morreu misteriosamente na noite de núpcias dos dois. Várias pessoas desconfiavam de Natasha, porém ninguém dizia aquilo em voz alta e deram a ela o nada educado apelido de “Viúva Negra”. Hermione poderia saber o levou ela a fazer isso, claro, mas não queria perder seu tempo com algo tão sem importância, como tudo o que aquela mulher fazia.
–Mas, tio Lucius — Hermione replicou com um sorriso angelical -, por mais tola que Romanoff seja, não acho que ela seria tola o bastante para tentar algo contra alguém da minha família. Acidentes acontecem, sabem...
–Essa é a minha filha!
Hermione riu do comentário de sua mãe e continuou a conversa com Draco, perguntando a ele como estava Gina.
–Bem – ele respondeu. – Disse que a casa dela está um tédio e que ela não pode sair nem para o jardim.
Ela ouviu pacientemente todas as fofocas desde que foi para a casa dos Weasley e também notícias dos seus amigos. Dafne fizera Sirius ficar de quatro por ela e Pansy estava oficialmente noiva de Theo. Também soubera de vários outros mexericos por meio de tia Narcisa, que parecia saber de tudo que acontecia na elite bruxa, com sua mãe sempre acrescentando comentários sarcásticos sobre o quer que fosse.
Tom não apareceu durante aquelas horas e Hermione não se preocupou com isso. Sabia que ele tinha responsabilidades e deveria estar resolvendo algo muito importante. No fim da tarde, despediu de seus pais e seguiu sozinha até seu quarto com Tom, decidida a tomar um banho na enorme banheira do banheiro deles.
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