A Verdade Sobre Hermione
29 Capítulo 29
Notas iniciais
–Estão dispensados. — Tom anunciou, levantando-se de sua cadeira — Avery, espero que consigs as informações que pedi-lhe.
Todos se levantaram das cadeiras, inclusive Tom, então Hermione também se levantou. A reunião foi rápida após o plano dela de trazer Gina para o lado das Trevas.
Tom pegou-a gentilmente pelo braço e seguiram para as grandes portas. O resto dos Comensais seguiam eles, incluindo a família da garota. Sirius, Regulus e Rabastan não estavam na reunião e Hermione estava morrendo de vontade de perguntar onde eles estavam. Tom guiou-a por corredores e salas, seus parentes sempre seguindo-os.
Todos em silêncio, alguns deles precisavam manter as aparências. Depois de muito andar, chegaram na frente de outra porta grande de madeira, como a da sala de reuniões. Passaram por ela e a sala era mais agradável do que a sala de reuniões.
Era grande, bem iluminada e com diversos quadros nas paredes. No centro, uma grande mesa para vinte pessoas, com pratos e talheres postos. Hermione percebeu que era uma sala de jantar, mas não a sala de jantar principal, essa tinha lugar para mais de cem pessoas.
Tom, como sempre, sentou-se na cabeceira e Hermione, como sempre, à sua esquerda. No lado de Hermione ficou Rodolphus e ao lado dele, Bellatrix. Ma frente de garota ficou Lucius, ao lado dele, Narcisa e ao outro lado dela, Draco.
Ainda em silêncio, Tom fez um sinal um elfo servir o almoço. Hermione nem tinha reparado na pequena criaturinha que estava encolhida no canto da sala.
–Onde estão tio Rabastan? E Sirius e Regulus? — Hermione perguntou para ninguém em especial, enquanto dois elfos serviam eles.
–Foram fazer um serviço, querida. — seu pai respondeu pegando a mão da filha.
Estavam em silêncio, Narcisa e Draco falavam sobre algo bem baixinho, mas o resto deles só estavam servindo seus pratos no mais profundo silêncio. Hermione entendia que era muito difícil e esquisito ter uma conversa como uma família feliz quando o Lord das Trevas está presente e almoçando com você.
–Como está em Hogwarts? — Tom perguntou-a.
–Tudo bem. Tirando a dor nas costas. Depois de um ano dormindo nos colchões da Sonserina, os colchões da Grifinória parecem pedra.
–Sempre disse que a Sonserina é melhor que a Grifinória. — disse Draco zombando dela.
–Mas tirando isso está tudo bem. — ela voltou a falar com Tom — Já sei tudo o que é ensinado em aula e...
Draco voltou a interromper a prima, falando que obviamente ela sabia de tudo, já que era uma sabe-tudo rata de biblioteca.
–Ou você se cala, ou eu vou aí fazê-lo calar-se pessoalmente e fazê-lo se arrepender do dia em que nasceu! — ela praticamente gritou com a sua melhor cara de malvada.
–Draco Black Malfoy, peça desculpas à sua prima. — Narcisa ralhou com o filho ao mesmo tempo que Bella dizia:
–Hermione Black Lestrange, isso não é lugar para gritarias e discussões infantis. Que isso não volte a acontecer.
–Sim, mamãe. — os dois falaram.
Draco e Hermione se olharam e do nada começaram a rir. Hermione achava a situação hilariante e Draco certamente pensava o mesmo.
– Um pouco infantil para a bruxa mais inteligente da geração. — comentou Lucius.
–Pelo menos a minha filha é a bruxa mais inteligente da geração. E o seu filho?
Hermione lançou um olhar de repreensão para o pai, mas o mesmo nem ligou. O casal Lestrange tinha encontrado sua filha recentemente e estava muito orgulhoso de quem ela se tornara.
–Concordo com Lucius. — falou Tom, atraindo o olhar de todos — Um comportamento meio infantil, querida.
Rodolphus fez uma cara estranha quando Tom chamou Hermione de "querida", ao que parecia ele ainda não se conformava que a sua filha achada recentemente namorava com o Lord das Trevas.
Para qualquer um que não o conhecesse, parecia que Tom tinha repreendido Hermione, mas a garota conhecia o brilho nos olhos que Tom tinha quando estava brincando.
–Eu não cresci com o meu primo, querido, então nós devemos passar por todas as fases do crescimento. -defendeu-se a garota.
O almoço ocorreu calmamente depois da "pequena discussão" de Hermione e Draco Conversaram sobre várias coisas, os Lestrange queriam saber de tudo da filha e Hermione amou contá-los sobre tudo da sua vida e Tom parecia entretido nas histórias da garota também.
Quando a sobremesa estava sendo servida, as portas se abriram e por elas passaram três pessoas mascaradas com a máscara dos Comensais. Elas pararam e fizeram uma respeitosa reverência ao Lord e entregaram as máscaras para um elfo que estava servindo a mesa.
Rabastan acenou para a sobrinha, que repetiu o gesto alegremente. Sirius e Regulus cumprimentaram os presentes e sentaram-se um de frente para o outro.
–Está feito, mestre. — anunciou Regulus.
Hermione ficou muito curiosa para saber o que estava feito, mas se segurou. Ia perguntar aquilo depois.
–Ocorreu algum imprevisto?
–Não, mestre. Está tudo do jeito que o senhor pediu.
Tom acenou a cabeça em concordância e voltou a conversar com Hermione.
–Chegamos na melhor parte, Sirius. — disse Rabastan, referindo-se à sobremesa.
–Eu disse que chegaríamos. -Sirius serviu-se do enorme pudim, provou uma garfada e continuou — Rodolphus ainda não explodiu?
Ninguém da mesa entendeu a pergunta de Sirius, tirando, é claro, Regulus e Rabastan. Rodolphus encarou seu irmão, confuso, mas Rabastan só sorriu de volta.
–Não estou vendo coisas quebradas...
–Somos bruxos, Reg, e aqui tem elfos domésticos.
–Mas ainda assim, Sirius, você acha que alguém se lembraria que é um bruxo...
–Ou bruxa. -Bellatrix interrompeu o cunhado.
–... ou bruxa quando Rodolphus explodisse. E os coitados dos elfos iam morrer de medo de entrar no meio.
–E por que eu explodiria? -perguntou Rodolphus interrompendo a discussão dos três.
–Porque a sua filha, que passou a vida longe de vocês, apareceu e você descobre que ela tem um namorado. E você sempre foi muito ciumento. — explicou Rabastan como se aquilo fosse óbvio.
–Hermione já é de maior e eu confio totalmente nela. Não vejo problemas em ver que ela está namorando.
Os três homens, e agora Lucius, olharam para ele com descrença. Hermione até viu um sorriso minúsculo no rosto de Tom. Narcisa e Bellatrix deram uma risada baixa e logo depois disfarçaram.
–E também está se cagando de medo porque o namorado de sua filhinha perdida é o mestre. — debochou Regulus, mas ainda fez um tom respeitoso quando mencionou Tom, ele ainda era o Lord das Trevas afinal.
–Se fosse minha filha eu não ia deixar ela sair por aí namorando com qualquer um...
–Sirius! — exclamou Hermione — Eu não saio por aí namorando qualquer um! E o Tom, digo, o Lord não é qualquer um!
–E eu acredito totalmente na minha filha.
–O pior cego é aquele que não quer ver, irmão.
Quando os três homens trocaram olhares conspiradores, Hermione sacou que eles estavam tentando fazer com que Rodolphus se irritarse. Provavelmente uma aposta, lembrou-se que sua mãe mencionou em uma das cartas que eles adoravam apostar. Isso lembrou-a dos seus amigos no passado, que apostavam sobre tudo.
–Porém até onde sabemos a ficou quase um ano no passado...
–Uma adolescente sozinha e com os hormônios em chamas...
Aquela mania que Sirius e Regulus tinham de terminar as frases do outro já estava irritando Hermione. Mas o que irritava-a mais era o que eles estavam tentando dizer.
Bella e os Malfoy não falavam nada, somente observavam e comiam seus pudins. Tom, que observava tudo com um brilho divertido no olhar, deixara seu pudim intocado em seu prato.
–Minha filha não é assim, Black. -falou Rodolphus rabugento, Hermione percebeu que ele já estava ficando vermelho.
–Eu nunca acreditei em adolescentes com os hormônios a flor da pele que ficam um ano sozinhos com os namorados em um tempo passado. — comentou Sirius.
– Mas quando na sua vida que você conheceu adolescentes com os hormônios a flor da pele que passaram um ano sozinhos com os namorados em um tempo passado? — perguntou Narcisa.
–Isso querida prima, é segredo. — respondeu Sirius dando um de seus famosos sorrisos.
Passaram mais meia hora na grande mesa. Alguns estavam terminando a sobremesa, outros conversando. Hermione engatou em uma conversa com seu tio Licius e Regulus sobre algum assunto qualquer referente ao Ministério, Tom de vez em quando opinava sobre algo mas permania calado grande parte do tempo.
Bella, Narcisa e Sirius conversavam sobre uma mulher de algum Comensal que traiu o marido. Sirius afirmava que ele também já tinha ficado com a mulher antes de o marido dela descobrir tudo. Hermione não conheceu o nome deles quando mencionaram, não deveriam ser do Círculo Íntimo.
Hermione sabia que Tom não era chegado à refeições com famílias felizes que contavam as novidades. Ele estava sentindo-se deslocado por mais que tentasse esconder aquilo.
–Com licença. — ela disse levando-se da cadeira — Tom, querido, pode vim comigo?
Tom acenou a cabeça em concordância e levantou-se também, quando estavam saindo da grande sala ouviram a voz de Sirius gritando:
–Proteção! Eu não quero afilhados agora!
Hermione corou e resmungou um "Como se meus filhos fossem ser afilhados daquele cachorro". Tom olhou curioso para ela, mas não falou nada.
–Estava com saudades de você. — ele confessou baixinho.
Estavam passeando por alguns corredores da enorme mansão, alguns Comensais olhavam curiosos para o casal, que ignoravam todos.
–Eu também. Com mais saudades que você pode imaginar. — ela riu — Pensei que você ia matar o Sirius.
–Por que? Ele está falando suas suspeitas, por mais falsas que sejam e eu estou gostando de ver seu pai se segurando.
Os dois riram juntos. Era verdade que Rodolphus Lestrange era muito ciumento, e todos sabiam disso.
–Acho que quando voltarmos para a sala onde deixamos eles, encontraremos a sala destruída e minha mãe e tia Ciça dando um sermão neles enquanto Draco e tio Lucius riem da cara deles. — falou Hermione convencida.
Tom não falou nada, só continuou guiando-a pelos corredores, sempre ignorando os olhares curiosos dos Comensais sobre ele e a garota.
–O que Regulus disse que estava feito? — ela perguntou curiosa.
–Botamos uma Horcrux falsa no lugar onde você disse para Dumbledore. É uma réplica exata do medalhão, e dentro dela tem um bilhete.
–Um bilhete?
–Sim, de R.A.B., se a Ordem for suficientemente esperta vai descobrir que R.A.B. é Regulus Arcturus Black. — quando viu o olhar confuso da garota, completou: — Vamos fazê-los pensar que Regulus mudou de lado. Mas o que interesa é que para pegar a falsa Horcrux, a pessoa terá que beber uma poção que vai fazer com que essa pessoa reviva seus maiores medos. Também irá fazê-la tem uma enorme sede, de modo que ela irá tentar beber água do lago cheio de Inferis.
–Mas assim não irá ficar muito difícil para Dumbledore?
Tom soltou uma risada baixa e olhou para a garota como uma criança na manhã de Natal.
–Se fosse muito fácil ele iria desconfiar. E assim ele terá que levar um ajudante.
–Harry Potter. — ela compreendeu
–Sim. E como Dumbledore é, ele vai beber a poção e irá ficar fraco.
–E com Dumbledore e Harry fora da escola irá ficar fácil para os Comensais invadirem a escola. E se Dumbledore chegar estará fraco para lutar contra a gente! — ela falou animada.
–Vejo que compreendeu o plano. Mas deixou algo importante de fora. Quando Dumbledore chegar, fraco e derrotado, vamos matar ele!
Depois disso, continuaram a andar em silêncio pela Mansão Malfoy. Hermione estava pensando no plano do Tom, matar Dumbledore ela bom para eles, mas a pequena parte Gifinória que restava em si, estava aterrorizada com a possibilidade de perder Dumbledore.
Chegaram em um corredor vazio a não ser por uma porta. A porta era grande e de madeira escura, com as maçanetas em forma de cobras e prateadas. Assim que Tom abriu a porta, Hermione viu um quarto gigante, decorado grade parte por preto e prata, mas tinham detalhes verde em alguns lugares.
– Acho que com Sirius solto por aí me levar para o seu quarto não vai ajudar. — ela comentou entrando no grande quarto — Vou começar a achar que também apostou sobre meu pai.
Tom revirou os olhos e sentou-se na enorme cama com lençóis pretos. Quando Mione foi se sentar ao seu lado, Tom puxou-a para o seu colo.
E então eles se beijaram. Foi um beijo qie demonstrava toda a saudade que eles sentiam um do outro. As mãos de Tom estavam na cintura da garota, tazendo-a para perto de si, querendo acabar com qualquer espaço entre ele e a garota.
–Não sente-se um pervetido? — ela perguntou depois de pararem de se beijar.
–Por que?
Estavam deitados na cama de Tom, virados de frente um para o outro, enquando suas mãos faziam carícias um no outro.
–Sua namorada é uns cinquenta anos mais nova que você e você está deitado na sua cama com ela e o pai dela está em algum lugar dessa mansão enorme. Não sei você, mais eu me sinto meia pervetida.
–Você pode ser cinco décadas mais nova que eu, mas como nem eu e nem você vamos envelhecer ou morrer, isso não faz diferença. Não para mim. E a mansão e suficientemente enorme para que a presença de seus pais passe despercebida. Mas como não estamos fazendo nada impróprio, não tem importância.
Tom falou a última parte com acidez na voz, o que fez Hermione dar uma risada.
–Culpa sua. — ela disse enquanto se levantava da cama e começava a andar pelo quarto.
–Então se eu quisesse...? — ele perguntou malicioso, ajeitando-se na cama.
–Nem aí. — ela se virou para ele e botou as mãos na cintura. -Seu aniversário de dezoito anos, lembra-se?
–Isso vai ter volta.
–Estarei esperando pacientemente.
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