Notas iniciais
Eu achei essa capítulo um pouco rápido demais, mas ficou bom, aproveitem.

Cap 9 –

POV PAUL

Eu nem percebi minha mão embaixo da dela quando avistei as luzes do acampamento, já estava na hora do jantar e no pátio central a fumaça da fogueira subia. Meus irmãos já deveriam estar cantando. Não é melhor parte para mim, cantar, apesar der um filho de Apolo eu não era forte, nem bonito como meus irmãos, mas adora arco e flecha e era um dos especialistas na cura.

Diana se levantou e conduzia a embarcação para a praia, enquanto isso, fui acordar Percy em seu sono profundo.

- Sonhando? – perguntei – Notícias da Annabeth?

- Nada – ele se levantou e saímos do barco para a areia da praia.

Percy estava preocupado com Annabeth e fomos direto para a enfermaria, ela estava exatamente como havia sido deixada antes da nossa partida. Na cama ao lado estava Alice, mexendo em seu tablet.

- E ai gente? – ela disse e tentou se sentar, mas logo percebi que não podia, ela havia perdido sangue demais.

Sentei ao lado da sua cama e examinei os pontos e seu braço, estavam com a aparência meio verde, mas já estava bem cicatrizado.

- Você não pode levantar, perdeu muito sangue – eu disse

- Não importa, precisamos achar a varinha. – ela disse e mesmo assim se sentou na cama – preciso encontrar Johan.

- seu irmão? – perguntei

- sim, ele é apenas um mortal, filho da minha mãe, mas mesmo preciso encontrá-lo.

- vamos encontrá-lo – Percy prometeu.

Alice havia feito um aplicativo para seu tablet para localizar a varinha, segundo a tela, ela estava de volta ao Brasil.

- Temos que voltar – falei e Alice começou a tirar seus pés da cama e eu a empurrei de volta – Você fica.

- Não! – ela disse – estou melhor, vocês só vão encontrar a varinha com a minha ajuda.

Essa menina era realmente muito teimosa. Típica filha de hefesto, pensei. Mas ela falava a verdade, ninguém melhor do que ela para consegui achar a varinha, eu nem ao menos sabia mexer naquele negócio.

- Mas você não tem condições de viajar nas sombras – Percy disse

- ah não – ela se levantou, foi até uma mesa no centro da enfermaria e pegou umas chaves – Vamos de carro, quem vocês acham que criou a van do acampamento?

- Eu não sabia que você frequentava o acampamento – Diana agora estava sentada na cama onde antes Alice estava deitada.

- Ah, eu venho aqui de vez em quando – ela disse – Minha casa é segura também, vamos.

POV DIANA

Alice estava dirigindo em alta velocidade, era assim que funcionava o carro mágico, eu nem me atrevia olhar para os vidros com medo de ficar tonta. Paul estava sentado no banco carona e Percy e eu nos bancos traseiros.

- É realmente incrível essa van – Percy disse – Quando Annabeth me contou, quase não acreditei.

- Quando ela me mandou os esboços de Dédalo fiquei impressionada também – Alice estava pálida e tremendo um pouco – Logo chamei alguns meio irmãos para trabalharem no projeto.

Paul a olhava com preocupação, estava a ponto de estourar com ela e mandá-la ir deitar, mas se segurou.

- Não se mexa – ele disse e colocou sutilmente a mão sobre a testa de Alice – Vou fazer uma cura, antes que você desmaie e todos nós morremos.

Alice revirou os olhos, mas ficou parada, Paul fechou os olhos e começou a mexer os lábios rapidamente, logo a cor dela estava totalmente de volta. Quando ele tirou a mão, encostou a cabeça na janela e dormiu.

A energia usada para a cura era poderosa, eu sabia, mas nunca havia visto de perto uma coisa dessas acontecer, Alice se sentiu melhor tão rapidamente que fomos até mais rápido do que o normal, quando havia se passado 30 minutos, já havíamos cruzado toda a America do norte. Viajar de van era mais demorado, mas muito mais agradável, além do mais tínhamos apenas dois cães do inferno e éramos quatro, a ultima vez que tentamos viajar assim em tanta gente, aconteceu o acidente com a Alice. Melhor não arriscar mais.

A viajem ainda seria muito longa, Percy arriscou cochilar, mas eu estava agitada e não consegui nem fechar os olhos, estava pensando muito em meus pais desde que Paul me contou sobre sua mãe. Eu não havia conhecido minha mãe verdadeira, mas agora sabia que ela morreu tentando me proteger. O que será dos meus pais adotivos agora que eu sei que sou um meio sangue?

Finalmente Alice encostou a van e eu pude ver a paisagem pela janela. Era uma mata fechada, algumas trilhas ao longe, uma cabana e só. Estávamos, segundo o tablet de Alice, dentro da floresta amazônica, a quase um quilometro de distância da varinha. Esse era o ponto máximo onde nossa van alcançava e estávamos jogados a sorte.


Notas finais
Vou tentar escrever o mais rápido possível o próximo. beijinhos!!