A Trouxa
17 Informativo Especial
Notas iniciais
*POR FAVOR, LEIAM A NOTA INICIAL*
Eu olhava pela janela, o trem ganhara força alguns minutos após passarmos pela saída da estação. A imagem de meu pai, em meio aos raios verdes, cintilava em minha memória. Eu presenciava aquilo repetidamente, sempre que parecia que a imagem mudaria; sumiria, ela sempre voltava ao ponto da despedida.
Dei um abraço em meu pai, ele me disse que estava orgulhoso e que eu não me preocupasse com ele, subi os degraus e percorri um caminho que parecia longo até uma cabine, me virei para acenar, tentando transpassar a saudade que sentiria de casa e, principalmente dele. O trem deu um solavanco e, de repente, as luzes verdes invadiram minha córnea e, ao que pareceu um tempo muito longo, os impulsos nervosos passaram pelas bainhas de mielina em meu sistema, uma a uma, até chegar ao meu cérebro. Finalmente entendi o que acontecia.
Eu havia lido isso em um livro durante meu tempo livre na biblioteca. Um livro sobre defesa contra as artes das trevas, na verdade sobre como se identificar um Feitiço Proibido.
Ao que parecia, um dos piores feitiços já utilizados era o da morte, muito utilizado na Guerra Bruxa, alguns anos. Ao serem pronunciadas as temidas palavras, as varinhas emitiam ondas tão potentes que se tornavam verdes ao encontrar o ambiente, fazendo com que sua distinção se desse pela cor.
Meu pai fora morto por um feitiço proibido e eu não tive a mínima chance de salvá-lo. Ser impune era a pior coisa para mim, naquele momento.
E então, tudo voltou novamente. Em minha mente eu retornara á estação ferroviária, estava com meu pai em frente antes do assassinato em massa. Não suportaria o looping incessante me minha mente, passar por todo o sofrimento momentâneo de novo e de novo e de novo...
Precisava de uma distração, mas não de qualquer uma. Alunos do segundo ano da Sonserina estavam envolvidos nisso e eu precisava saber o que estava acontecendo e o porque de tudo aquilo. Essa seria minha nova meta para ser completa antes mesmo de nossa chegada ao castelo.
Continua...
*POR FAVOR, LEIAM A NOTA INICIAL*
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