A Trágica Vida De Kinberlly
29 Capítulo 27 - Glen, Tiffany e Chucky.
Notas iniciais
Kinberlly já não aguentava mais.
Chucky estava tentando fazer uma espécie de visual na mesma, o problema era: ELE NÃO CONSEGUIA FAZER NADA DESCENTE!
A aparência estava pronta: O cabelo laranja, a pele clara, os olhos já eram azuis, o visual gótico. O problema era que ele queria por piercings nesta, e Kin já não queria esse “abuso”.
– Chucky. Se ATREVA a por um piercing em mim e eu arrancarei seus olhos.
– Você não me conhecia? Não preciso me preocupar se eu posso me repor.
– É verdade. Assim você sofre mais.
Chucky estava hesitando. A acastanhada podia sentir isso pela sua respiração. Mas resolveu não reclamar ou questionar. Estava fazendo um favor, não iria abusar disso novamente.
E finalmente, ele havia desistido. E bem na hora de se encontrarem com Tiffany e Glen.
O problema final era que, se tivesse algum problema, Kin não poderia ajustar. Estava em cima da hora.
Mas isso não pareceu problema nenhum para Chucky. Ele só queria ver a família novamente. E poder matar em conjunto de novo, então Kin apenas aceitou a realidade.
– É num beco onde ninguém vem a noite. E graças a deus são meia noite. – Chucky agradeceu, olhando para o céu e juntando as mãos.
– Meia noite. É a hora mais aproximada para um assassinato acontecer. E eu sei que você sabe disso. E quando isso acontecer, eu não quero estar perto.
– Mas ela irá pedir a sua presença!
– Idai? Eu posso muito bem recusar. E é o que farei. E não, você não manda em mim. Eu estou lhe fazendo um favor, era para estar agradecido!
– E estou! Mas eu preciso que mate conosco...
– Então se vire sozinho.
Kin estava começando a se levantar e sair pela porta. Mas Chucky entrou em um desespero interno, e acabou correndo até esta, a segurando pelo pé.
– E-Ei! Eu dou um jeito para você não matar.....Glenda.
A maior ficou quieta. Se era isso que ele iria fazer, então Kin já podia se acalmar. Mas como era com Chucky que estamos falando, não podemos confiar cem por cento.
Mas antes que ela pudesse falar alguma coisa para este, o boneco a puxou, começando a correr pela casa, até chegar na porta de entrada. E se você pensa que ele parou por ai, está enganado. Ele disparou pela rua. Mas Kin não teve dificuldades para acompanhá-lo. Estava tendo que dar passos lentos para isso. O que não perdoava era sua coluna, que estava completamente curvada para a altura do boneco, que por sinal, era minúsculo em comparação consigo.
Mas por sinal, esse beco combinado tinha diversas caixas e um forte cheiro de esgoto.
– Beco charmoso.
– É o que tem pra hoje.
– É o que INFELIZMENTE tem para hoje. Tendo uns....mil ou mais becos escolhem o sujo ao extremo.
– Pelo menos, ninguém vai querer vir aqui.
Agora, Kin ficou calada. Era verdade, ninguém poderia vir ali. Então era o lugar mais seguro para bonecos ficarem.
Com um suspiro, a maior foi até uma das caixas, procurando um local limpo, logo sentando-se sobre esta, ficando pensativa e respirando fundo. Queria terminar logo isso de uma vez. Será que Tiffany aceitaria o marido novamente se ela soubesse que era filha de um assassino até pior que Chucky?
As dúvidas rodavam sua cabeça sem parar. Mas por via das dúvidas, resolveria com Tiffany. E obrigaria na força bruta a aceitar Chucky se fosse preciso.
Sem que a mesma percebesse, Tiffany e Glen estavam chegando. E como a loira queria assustar alguém, acabou subindo nas caixas e quando Kin menos esperava, pulou em seu colo.
– IA!
– AI! – No automatismo, Kin deu um soco com todas as forças que tinha em Tiffany.
O boneco saiu voando por todo o beco, até chegar na parede deste. Glen se assustou, logo correndo para a mãe. Chucky arregalou os olhos e deu um soco mesmo que fosse fraco na perna desta.
– SUA RETARDADA! O QUE VOCÊ FEZ?!
– AI MEU DEUS FU***!
Kin agitou loucamente as mãos no ar, logo se levantando das caixas, e passando a se esconder atrás delas. Mas os saltos a atrapalhavam muito, no qual fez um monte de barulhos para correr. E ela não era louca de retirar os sapatos ali. Vai que tinha produtos tóxicos.
A garota das madeixas agora laranjas percebeu a besteira que fez ao ouvir Tiffany andar batendo o pé no chão. Estava com alguma coisa pingando no chão, e aparentemente, deveria ter caído em alguma água imunda do local.
– JESUS! QUE MER** FOI ESSA?!
– T-Tiffany! É que Glenda não estava acostumada a levar sustos... E é automatismo dela...
A boneca gritava o tempo todo. Tanto que Kinberlly acabou se irritando ao extremo e acabando que saindo de trás das caixas, com o olhar de raiva e ódio bem visível.
– Da para parar de gritar? Ou você gostou tanto de ser socada na parede que agora quer ser chutada para a parede?
Tiffany se calou. E analisou a “filha” da cabeça aos pés, logo coçando o queixo lentamente. Parecia estar analisando os aspectos da garota lentamente. E bem lentamente mesmo.
– Essa não é minha filha! Ela tinha uma cicatriz no rosto! Onde está a cicatriz?!
A creepypasta deu um suspiro. A boneca sabia irritar muito bem quando queria. E Kin odiou ela por conta desses aspectos.
Mas nada podia fazer né. Chucky estava roendo as unhas, mas logo ficou entre ambas.
– Querida, essa é nossa filha, Glenda! Tem até mesmo meu cabelo!
– Existem tinturas para isso, Chucky! Fique calado!
– Escute aqui sua....
E novamente, uma briga. Kin mordeu o lábio inferior. Iria falar algo para calar os dois, mas alguém puxou o tecido de sua roupa atrás de si. E quando se virou, era Glen.
O pequeno boneco estava sentado nas caixas, e batia com a pequena mão ao seu lado, pedindo silenciosamente que esta se sente ao lado deste. E como Kin sabia que Glen não era do estilo assassino, aceitou o convite.
O pequeno “irmão” balançava as pernas enquanto via a briga dos pais. A creepypasta não entendia como ele não se incomodava com isso, mas lembrar que os pais dele eram separados retirou a dúvida de sua cabeça.
– Não se preocupe. Sempre que esse dia chega, eles brigam sem parar.
– Você se acostumou com isso?...
– Sim. Bem, eu sou o filho deles! Eu preciso me acostumar.... Mas você não é minha irmã, não é?
– Sim... Meu nome não é Glenda, é Kinberlly. E me encontrei com Chucky por acaso. Resolvi ajudá-lo porque ele parecia aflito em se juntar a família.
– Mamãe tem repulsa dele a muito tempo. E sente muito ódio quando o assunto é se juntar novamente com ele. Ela o odeia bastante.
A garota ficou em silêncio. Claro, por mais que exista uma votação de dois contra um, era quase impossível de se convencer uma mulher a mudar de opinião. Então, Kin tocou com o indicador a mão do pequeno, que arregalou os olhos e olhou para a mesma.
– Peça com jeito. Se provar que realmente sente falta dele na família, pode ser que ela o aceite. Não há o que uma mãe não faça para a alegria do filho. E é terrível cuidar de uma criança sozinho.
Glen ficou em silêncio, como se estivesse analisando o caso. Mas quando ergueu os braços para cima, Kin entendeu o que ele queria.
O segurou na cintura, logo o pondo delicadamente no chão, no qual se virou e sorriu para esta, balançando a cabeça positivamente.
Em seguida, visto que não tinha mais nada para realizar naquele lugar, a jovem se levantou e caminhou para fora do beco.
Agora acabou. Não tinha mais rumo. E sem rumo, o que faria? Obviamente, uma coisa: Caminhar sem parar, em busca de algum lugar.
E até que achou algo. Uma construção aparentemente antiga, mas parecia ainda funcionar. E acabou que a mesma entrou neste lugar. Não tinha abrigo, o que poderia fazer não é mesmo?
Mas, Kin não viu que o nome do lugar era “Freddy Fazbears Pizza”...
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