Notas iniciais
Desculpem, eu sei que demorei, mas ta aqui x-x

– Será que eu posso ficar FORA DISSO ou vocês não entenderam?

– Olha, não confio em você o suficiente de ficar com a Lindsey. Você vem com a gente.

Comecei a ficar com raiva de ambos. Primeiramente de Liu do que de Cold. Liu era o que mais me irritava justamente por não me deixar ficar com a Lindsey. Simples assim. Eu podia dar um jeito nela e fugir, só que, eu não podia fazer isso agora que estou com dois homens me observando!

Porém, como não podemos “ver” o outro caso no mesmo dia, fomos a um hotel, com três camas de solteiro. Infelizmente, as três camas eram em um mesmo quarto. Assim, não tinha nem privacidade quando fosse dormir. Sendo assim, não adormeci. Apenas fiquei sentada na minha cama, observando os outros dormirem. Aos poucos, meus olhos se fechavam. Que coisa! A escuridão presente no quarto me fazia querer dormir! Sendo que ela não falhou... Por um tempo.

Acordei um pouco quando alguém entrou na janela.

Parecia uma pessoa normal, com uma faca, não tanto silencioso. Talvez novo na carreira de “assassino”. Se aproximou de Cold lentamente, o analisando, talvez vendo se estava acordado ou não. O mesmo com Liu. Apenas quando foi em mim, ele ergueu a faca o mais rápido que pode, sendo que, não foi o suficiente. Segurei fortemente o pulso que segurava a faca, logo o virando brutamente para o lado, jogando o garoto sobre a cama e me posicionando encima do mesmo. Consegui roubar a arma dele, logo a segurando com firmeza nas mãos.

– Nunca lute contra um assassino.

Sendo assim, finquei a faca várias vezes em suas costas, braços e pernas, logo manchando o lençol branco de sangue fresco. Notando o que fiz, recuei, trêmula

– Eu...Matei....Uma pessoa comum! Um....inocente!

Voltei a recuar, saindo da cama, indo em direção a janela, mas logo segurando o corpo, infelizmente, manchando o chão de sangue, inclusive a própria janela. Joguei o corpo no chão do segundo andar, logo fazendo um grande barulho, fazendo Liu se mexer um pouco, o que me fez entrar em pânico, logo me escondendo, porém, podendo ver o que acontecia no quarto onde Cold e Liu estavam, inclusive a quantidade de sangue. Tomei minhas providências: Retirei os órgãos, manchei o chão com sangue e o puis dentro de um saco de lixo, logo me livrando em seguida do corpo, sem deixar rastros de sangue.

– O que está fazendo? – Surge uma voz, sussurrando em meu ouvido.

Tomei um susto, logo batendo numa grade em frente ao lixo, machucando um pouco meu braço.

– O-O que você f-faz aqui?!

Cold se aproximou de mim e segurou meu braço de forma gentil.

– Você se machucou, vamos, eu vou cuidar desse ferimento e depois você vai me explicar o que estava fazendo. – Ele concluiu, levando-me gentilmente pela mão.

Não sabia o que responder. Se ele soubesse que aquele sangue não era meu, o meu fim estaria bastante próximo.

– E-Eu sei me cuidar! N-Não precisa...

– Eu não perguntei se você queria ajuda. Eu estou dizendo que vou te ajudar. – Ele respondeu de forma simples e calma.

– Mas eu a recuso! Tenho o direito de recusar! – Comecei a tentar minha mão da dele, começando a ter um pouco de raiva.

– As ordens do Liu foram cuidar de você. Portanto eu irei cuidar da senhorita, entendido? — Respondeu de forma séria e um tanto dura pegando a menor no colo e a levando.

– Eu disse que NÃO QUERO AJUDA!

Meus olhos começaram a ficar vermelho-sangue igual aos meus cabelos e com minha esclerótica (Parte Branca do olho) ficou negra, logo saindo de forma bruta do colo do maior. Automaticamente, eu comecei a correr. Não queria ser incomodada novamente.

Logo um vulto surgiu na frente da menor, as únicas coisas que podiam ser vistas por eram dois pares brilhantes de olhos dourados. O Vulto sorriu de forma sádica se aproximando de forma vagorosa.

– Não pensei que irá fugir de mim. Gatinha fujona. — O mesmo sorriu de forma ainda mais larga.

Tomei um leve susto, mas isso não baixou minha guarda. Só fez aumentá-la.

– O que quer ainda? Já disse que não quero ajuda! – Minha voz estava modificada. Estava mais demoníaca que o normal, porém, mesmo sentindo o cheiro de sangue, consegui me controlar.

– Eu quero...Você. – O mesmo se aproximou de forma rápida de mim, me agarrando e beijando-me.

Isso me deixou um tanto “tensa”. Afinal, ele não me conhece a tanto tempo a ponto de fazer isso. O empurrei com força, me separando do mesmo e limpando os lábios.

– O que diabos...

– Oh, me desculpe...Ficou assustada com minha atitude repentina? – Ele sorria largamente, com um estranho brilho avermelhado nos olhos.

– Idiota!

Comecei a proteger meus lábios e meu pescoço. O que ele poderia fazer? Melhor prevenir do que remediar.

Cold começou a se aproximar de mim, sorrindo de forma sádica, mas logo fez uma careta de dor e caiu ajoelhado no chão, com as mãos na cabeça e soltando alguns “grunidos” de dor.

Me afastei. Minha trajetória seria meu quarto, porém, o cheiro de sangue me atraia mais. Corri, deixando Cold com suas dores, logo indo para o cheiro de sangue, que era numa casa com uma família comum adormecida. Foi ai que eu apaguei.

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Acordei, nas ruínas de uma casa em cinzas, que parecia que havia acabado de sair de um incêndio. Estava embaixo de uma cadeira também semi-queimada. Quando fui me levantar, grunhi de dor, quando olhei para o chão, entendi o porque.

Havia sangue fresco.

E estava saindo de mim.

O sangue estava saindo próximo ao meu ombro. Havia um grande pedaço de madeira fincado tanto nele como na minha coxa. Em várias partes de meu corpo estavam sangrando. Mesmo assim, puis muita força para me levantar e aos poucos cambalear. Comecei a ter uma longa e grande dor de cabeça, o que me fez levar a mão sobre a testa. Só a retirei ao sentir algo molhado sobre mim. Sim, também era o meu sangue. O que aconteceu para eu estar com várias partes do corpo sangrando daquele jeito?!

Continuei a andar. Os cidadãos já haviam saído daquela área a um longo tempo. Mas ao reconhecer uma das lixeiras do lugar, percebi que estava perto do apartamento que Cold e Liu alugaram temporariamente. Não aparentava ter ninguém em casa, mas não perdi as esperanças. Só me escondi ao ouvir a sirene da polícia, provavelmente indo ver o incêndio que ocorreu na casa onde eu estava. Olhei para trás, o que me deixou nervosa. Havia um grande rastro de sangue espalhado do chão, que era meu. Me deixou tensa, claro. Não quero ser levada para hospitais nem algo do tipo. Seria para mim, uma ofensa. Aos poucos, quando eu não conseguia me mover mais, eu ia caindo no chão. As estacas...Iam fincando mais em minha carne, me dando mais dor e mais perda de sangue. Quando eu estava completamente caída sobre o chão, começava a criar uma poça de sangue ao meu redor.

– O-Oto-san....

Minha visão se apagava. Justamente na hora que vi duas figuras embaraçadas se aproximarem de meu corpo ensanguentado.

Notas finais
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