A Trágica Vida De Kinberlly

23 Capítulo 23 - Part 1: Jornalistas sem parar


Notas iniciais
Eu demorei, eu sei, mas como eu estava na escola fazendo esse capítulo e com uma criança da quarta série me irritando e me cutucando, não deu pra fazer maior então dividiremos por partes e-e

Minhas pálpebras estavam trêmulas, mas consegui levantá-las e olhar aonde eu estava. Um lugar escuro, mas minhas feridas estavam sendo bem cuidadas. Que tipo de assassino cuida de outro ou uma vitima no meio de uma cena do crime?

Mas, ao levantar meu olhar para cima, percebi que não era um assassino. Era Liu.

Ele cuidava de meus ferimentos, os enfaixando delicadamente. Havia parado de sangrar, mas mesmo assim, estava bastante dolorido, a ponto de eu tremer completamente.

Tentei levantar meu olhar para ele e falar alguma coisa, mas minha voz estava fina e trêmula e minha visão embarassada o suficiente para eu não conseguir falar algo legível.

– L-L….

– Kin. Descanse. Os ferimentos foram graves o suficiente para você ter ficado desacordada por dias.

Dias?! Estava dormindo por dias?! O que havia acontecido durante minha ausencia? Uma destruição? E o hotel onde nós estavamos? O que havia acontecido com ele?

– Você foi o centro das atenções no dia do incêndio. Todas as pessoas que estavam na casa estão mortas e você é a única viva. Você não sabe a quantidade de pessoas que puxaram seu braço no dia para tentar acordá-la. Até hoje veem aqui para entrevistá-la. Cold está controlando a situação.

Então…tentavam me entrevistar. Humanos são muito, muito irritantes e…

Espera…

Eu estou falando que os humanos são irritantes…Mas eu também sou humana…O que eu estou fazendo?!

Balancei a cabeça de um lado para o outro. Não posso pensar como eles! Não posso…

Consegui me sentar, logo tocando em minha cabeça e a massageando. Que droga…A dor era muito grande para eu controlar, mas eu não podia ligar para ela no instante.

Olhei Liu, duvidosa. Ele pareceu entender, logo sorrindo gentilmente.

– Não se preocupe. Ele se ofereceu. Parece que as pessoas se afastam dele quando ele aparece.

Eu me fingi de aliviada, mas se minha boca não estivesse tapada junto das minhas feridas, eu estaria mais calma. Que coisa…Não é para aquele acidente acontecer. Por mais que eu sinta que foi minha culpa, Liu falava que fora um serial killer conhecido na região. Acho que foi uma mentira para eu me sentir mais calma, mas não está funcionando. Eu sei que foi minha culpa e eu não preciso de uma pessoa para me dizer que não foi.

Agora, eu tinha um motivo para estar com eles. Não podia andar por conta própria ou falar por conta própria, precisava que alguém me segurasse. Para isso, só tinha Liu e Cold livres. Que droga…Porque a sorte não sorri para mim? Ah sim, porque sou filha de duas creepypastas e uma delas é um serial killer famosissimo. Linda vida imprestável minha, não?

Ergui os braços para Liu, que entendeu na mesma hora e me pois em suas costas. Fiquei com a cabeça encostada em seu ombro e o cobri para evitar as fotos que as pessoas tiravam de mim. Cold estava do meu lado, eu podia sentir isso. Sentia muito bem por sinal.

– Sessão de Fotos acabou! Pessoas feridas passando!

Disse o albino, o que me fez abrir um olho e observá-lo. Ele estava…Me protegendo? Logo a pior pessoa para o cargo? Estranho…

Mas não posso reclamar disso agora, posso? Sinto que perderia a chance de sair de um canto e de outro. Que droga, não posso perder isso…Não assim…

Agora digamos que seria a chance de ser uma “garota boazinha” com eles. Mais um motivo da minha vida ser uma porcaria. Que legal!

Porém, ficar no ombro de Liu me dava uma boa sensação de calma. As coisas estavam muito lentas e isso eu podia reclamar. Claro, não estou acostumada com isso. Mas o cheiro de sangue era a única coisa que me fazia “voltar” ao normal…O que consequentemente isso me deixava levemente tonta. Eu podia ver melhor os “flashs” das câmeras e isso era algo horrível para minha mente, que apagava novamente aos poucos…

[…]

Notas finais
Reviews :3