A Trágica Vida De Kinberlly
11 Capítulo 11 - ...Heróis?
Notas iniciais
Me levantei e corri ao armário, em busca de esconderijo. Ao fechar a porta, alguém ou mais de uma pessoa bateu/jogou o corpo contra a porta, em busca que quebrá-la. Quando fechei a porta do armário, a porta havia quebrado, e eu podia ver tudo com a abertura do armário, para trancar quando necessário. Entrou um garoto com roupas azuis e uma bandana vermelha, seguido por um garoto que era idêntico a este, mas com roupas vermelhas e cabelo vermelho, com bandana azul. Seguia os dois uma garota pequena com roupas de ninja. Eles olharam o quarto inteiro, a procura de alguma coisa.
–- Splendont, eu sinto algo aqui...uma respiração acelerada...
–- Deve ser a nossa, Splendid. A gente está fugindo dos Creepypastas.
O de azul se aproximou do armário, me dando calafrios. Achei a chave do armário, e logo o tranquei, na hora que o garoto tentou abrir.
–- Akatsuki! Essa porta está trancada pelo lado de dentro!
–- Está esperando o quê? Abre logo!
O garoto azul começou apenas com um raio que saia dos olhos, queimar a fechadura. Me sentei no armário, com a cabeça nas pernas. A porta se abriu pouco tempo depois. Olhei para o garoto azul, com um olhar triste. Ele se surpreendeu, e falou para a garota:
–- Uma...mudana! Eles capturaram uma mudana!
–- A gente tem que tirar ela daqui!
Tudo o que eu queria. Sair dali. Me juntei mais e disse com minha melhor voz de garotinha perdida:
–- Por favor...não me machuque! Não agüento mais!
–- Eles a torturaram, Akatsuki!
–- São piores do que eu pensei! Vamos tirá-la daqui agora!
Nessa hora, surgiu Jeff na porta, com sangue dele mesmo na roupa. Estava arfando, com a faca em punhos. Quando viu Splendid estendendo a mão para mim, arregalou ainda mais seus olhos e disse:
–- Seus bastardos...
Com este feliz comentário, ele investiu contra o garoto vermelho, que conseguiu se defender por sorte.
–- Splendid! Pega a garota e voe!
–- Certo! ele se agachou -- Vamos! Suba em minhas costas!
Fiz o que ele pediu, e logo começou a queimar as barras da janela. A garota lutava contra Jane, que tentava desesperadamente vencê-la e ir até o garoto azul. Ao terminar de queimar as grades, este pulou na janela e disse:
–- Splendont! Akatsuki!
–- Hay! -- disseram os dois.
Pulamos da janela, logo correndo com velocidade impressionante dali. Consegui ver Jeff na janela, com raiva, e logo saindo dela, desesperado. Ouvi este gritar:
–- KINBERLLY!! NÃO!!!!!!!
Jane em desespero, junto com uma garota de boca cortada, correram em minha direção, pulando da janela. Splendont pegou uma árvore do chão e lançou nelas, acertando-as. Quis gritar: MÃE! , mas resisti ao impulso. Ouvi uma voz em minha cabeça:
–– KIN...BER...LLY!
Era o cachorro Smile.dog. Estava correndo em alta velocidade, com um olhar sorridentemente sério no rosto. Ele me alcançou e mordeu a perna do garoto azul, que gritou de dor. Este acabou queimando as patas e a boca de Smile, que logo soltou, e ficou me olhando com cara de alguém que foi largado. Meu coração doeu ao ver a cena. Smile viveu comigo por muito tempo, não podia deixá-lo ali. Mas, a minha liberdade falava mais. Não olhei para trás. Após andarmos muito, eles pararam, logo a menina vindo em minha direção e dizendo:
–- Meu nome é Akatsuki. Direi algo que você necessita: dormir. Esta fuga não foi fácil. E sinto a presença de alguém, mas, é um monstro, pois aqui é o território dos monstros. Pegamos emprestado para fugir. -- ela estendeu a mão, mostrando um pó, que logo lançou em minha face, dando-me sono.
Consegui ver Tamashi nas árvores, em velocidade incrível. Não parecia nada com o garoto calmo de antes, e sim um monstro terrível se aproximando. Ele pulou sobre Akatsuki, logo a lançando no chão, e com uma faca em seu pescoço, ele mostrou a face: Os dentes estavam surpreendentemente afiados, os olhos amarelos brilhantes, num tom claríssimo, os cabelos bagunçados e espetados e verdes , como um animal feroz. Ele disse com voz tenebrosa:
–- Entreguem-me a garota, e esta daqui não morrerá. -- ele apertou mais a faca em seu pescoço, enquanto segurava seu cabelo e o puxava para cima, levantando sua cabeça. Saia um filete de sangue no lugar onde estava a faca.
–- N-Não dêem atenção! Vão! disse Akatsuki, que tossia.
–- Akatsuki! disse o garoto vermelho, tentando ajudá-la, mas acabou sendo jogado para longe pelo pé de Tamashi.
–-Tic tac. -- disse Tamashi, com voz normal, mas sedutora, enquanto apertava ainda mais a faca no pescoço da garota.
–- MALDITO! disse o garoto vermelho, se jogando em Tamashi, e fazendo a faca cortar profundamente o ombro da garota, que gritou de dor.
Splendont desferiu golpes em Tamashi, que rebatia. Eu não consegui ver mais. Meus olhos fechavam cada vez mais, enquanto Tamashi gritava:
–- KINBERLLY!
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Acordei numa enfermaria. Era branca, e tinha várias pessoas passando. Eram todas normais, mas usavam máscaras. O garoto azul estava acordado, me olhando. Ao me ver acordada, deu um suspiro de alívio.
–- Você acordou, ainda bem.
–- Onde...
–- A Enfermaria dos Herois. O único lugar que eu pensei em te levar. Porque os Creepypastas estavam atrás de você?
–- Deve ser porque eu sei demais deles
–- Pode ser, até que faz sentido. Meu nome é Splendid. Meu irmão, Splendont, é o contrário de mim. Somos gêmeos, mas ele não tolera isso. Desde pequeno, Splendont quis ser diferente de mim, pois nós escolhíamos sempre as mesmas coisas. Então, vermelho é a cor preferida dele. A garota você já conhece, é Akatsuki.
–- Akatsuki...! Ela está bem?
–- Considerando o tempo que você dormiu, se recuperou.
–- Quanto tempo eu dormi?
–- Uns quatro dias. Um a mais, um a menos.
–- Quatro?! Eu preciso voltar para casa! Meus pais devem estar preocupadíssimos!
–- Entendo, mas você tem que recuperar. Depois daqui, você não se lembrará de nós, pois tiraremos sua memória aqui. Sua segurança é mais importante.
–- ...
Me levantei da maca, preocupando Splendid se eu ia andar ou cair, mas eu permaneci perfeitamente em pé. Splendid me levou pelos lugares, me apresentando.
–- Aqui é a sala de treinos. O corredor é ao lado, onde fica os armários do pessoal na Hero School. Todos adoram a Hero School. E a Monster School. Eles iam colocar Monster High, mas convencemos a mudar, então mudaram. Imagino que ninguém goste da Creepy School, a escola dos Creepypastas.
–- Também imagino. Aquele lugar é horrível! -- fingi tremer, fazendo Splendid sorrir
–- Eu sei, mas lhe resgatamos, isso que importa. Mas, agora, por hora, você vai voltar para casa.
Splendid me guiou para uma sala completamente vermelha, como se fosse fazer as fotos de câmeras antigas funcionarem após colocar na água. Sentei-me numa cadeira, enquanto um homem extremamente veloz entrou, com uma seta no peito foi até Splendid, que ficou atrás de uma enorme máquina apontada em minha direção.
–- Uma mundana indo para a Terra?
–- Sim, Flash.
–- Vamos iniciar! Senhorita...
–- Kinberlly.
–- Senhorita Kinberlly, um nome familiar que estranho, enfim, vamos apagar sua memória nossa, e mandá-la de volta.
–- Foi bom te conhecer, Kinberlly. -- Disse Splendid, sorrindo.
–- Igualmente, Splendid. -- sorri de volta.
A máquina ligou, transmitindo raios em minha direção. Eu não pareci mudar muito, mas parece que eles ficaram surpresos comigo.
–- Ela não dormiu...
–- A máquina quebrou? -- Flash checou a máquina
Eles olharam todos os lugares visíveis da máquina, e por dentro, e então, Flash e Splendid vieram a mim e disseram:
–- A máquina está em perfeito estado...Como você acordou? Só pode significar uma coisa...
Gelei ao ouvir a ultima coisa que ele disse, com cara de raiva:
–- Você é uma Creepypasta?
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