A Torre

2 A Torre


Notas iniciais
~~ Comentários nas Notas Finais ~~

A Torre – Capitulo 1 – A Torre

O dia começara ruim para Uzumaki Naruto. O que não era nada nada anormal. Desde os cinco anos, quando fora abandonado com o avo pelos pais, Naruto não podia dizer que tinha uma vida feliz. Era ignorado pelas pessoas, e aqueles que não o ignoravam, fazia piadas e riam as suas custas. O Abandonado, era como era chamado pelos colegas. Nesse momentos, Naruto corria pela cidade onde morava, desviando de carroças e pedestres, para chegar a tempo na academia onde estudava.

— Vejam! O abandonado está atrasado mais uma vez!

— Ele é mesmo um incompetente, assim como os pais.

Naruto vacilou um pouco com o som das risadas que seguiram os comentários, mas apenas balançou a cabeça e continuou a correr. Seus pais o haviam abandonado quando ele tinha 5 anos. Ele não se lembrava muito bem deles, mas tinha uma enorme vontade de encontra-los, esse era um dos motivos que o faziam querer subir a torre. Os pais o abandonaram para escalaram A Torre, e isso os fizeram ficar conhecido como idiotas. Mas Naruto sabia que havia um motivo para fugirem. Ele sabia que os pais o amavam, mesmo que não se lembrasse deles, o carinho e amor de sua mãe estavam presentes no pingente que sua mãe o havia dado no dia em que partira. É claro que haviam outros motivos para Naruto querer subir a torre, o desejo de reconhecimento era um deles. Se ele subisse a torre e voltasse, todos seriam obrigados a respeita-lo, assim como aos pais dele. É claro que ele tinha alguns receios. A torre devia ser um lugar perigoso, era possível que os pais dele estivessem mortos, ou talvez nem tivessem entrado na torre, mas não importa o quanto Naruto pensasse, ele sempre chegava a mesma conclusão.

“Eu certamente subirei a torre.”

Perdido em pensamentos, Naruto mal percebeu quando chegou a sala de aula. O sinal já tinha batido e a porta estava fechada. Depois de um suspiro, Naruto bateu na porta e se preparou para as piadas que se seguiriam. O professor abriu a porta.

— Ah! Naruto. Estávamos esperando você. Por favor, entre e se sente por favor.

Surpreso com o fato de estarem esperando por ele, Naruto entrou na sala. Ficou mais surpreso ainda ao perceber que ninguém estava fazendo nenhum tipo de piada. Todos estavam cochichando algo com os colegas, e pareciam empolgados com algo.

Andando rapidamente, Naruto se sentou ao lado de uma das poucas pessoas que tratavam Naruto com indiferença, ou faziam piadas dele.

— Bom dia, Koujiro. – Cumprimentou ele – O que é que está acontecendo?

— Ah, aparentemente, nós vamos fazer uma viagem de campo – Respondeu o garoto.

— Sério? E aonde vamos?

— O professor não disse, mas acho que... – Koujiro foi cortado pelo professor, que escrevia algo no quadro.

— Atenção! – Chamou o professor – Espero que todos prestem atenção ao que vou falar agora.

Vendo que todos tinham parado de conversar e estavam prestando atenção, ele continuou.

— Na próxima semana faremos uma excursão escolar, todos devem estar na escola as 7h, na segunda feira. No quadro estão algumas recomendações. Perguntas?

— você não disse aonde iremos professor. – apontou um aluno.

— Ah! Certo. Nós iremos até o maior monumento do mundo, A Torre.

O professor mal acabara de falar e a mente de Naruto já estava a mil. A Torre. Tudo que ele sempre quis, e estaria ao alcance dele. O coração de Naruto batia acelerado, e ele suava conforme a adrenalina e a excitação atravessavam seu corpo, ele já podia se ver subindo a torre, encontrando seus pais, salvando alguma garota, e depois voltando para a cidade, onde seria reconhecido pelas pessoas. Eram sonhos infantis, mas era tudo o que Naruto queria.

— Naruto? Você está bem?

A voz de Koujiro trouxe Naruto de volta para a sala de aula.

— Sim. Por que?

— Quando o professor falou que íamos para A Torre você começou a arfar e suar, achei que estivesse passando mal.

Koujiro soava realmente preocupado e Naruto se sentiu um pouco envergonhado por isso.

— Ah! Me desculpe, eu fiquei meio empolgado com a viagem. – respondeu Naruto, tentando escondeu um pouco de sua excitação.

— Acho que será interessante...

Vendo que a atenção de Kouijiro se voltava para o professor, Naruto tentou prestar atenção, estava na hora da aula de Ninjutsu, que era uma das melhores matéria dele. Mas os pensamentos dele sempre acabam voltando para o mesmo lugar. A Torre.

A semana Parecia ter passado extremamente devagar para Naruto. Ele não havia conseguido prestar atenção nas aulas, tinha feito besteira e levado bronca em seu trabalho, e as piadas sobre ele pareciam estar piorando, mas nada disso importava para o garoto agora. Em poucas horas ele estaria a caminho da Torre, e até o final do dia, ele poderia já estar dentro da torre – ele morava em um cidade próxima da torre. Ele arrumava suas coisas quando o barulho da porta de seu quarto abrindo chamou sua atenção. Olhando para a porta, ele viu seu avô encostado na porta, olhando firmemente para ele. O único motivo para Naruto não ter ido até a Torre ainda era seu avô, o velho era tarado, preguiçoso e pão duro. Mas era tudo que Naruto tinha, e o tratava com um carinho sem igual.

— ‘Vô... – Naruto começou a falar, mas foi interrompido por seu avô.

— Então, você finalmente está indo...

Naruto encarou seu avô por alguns segundos antes de sorrir.

— Você fala como se soubesse que eu iria.

O avô riu um pouco antes de responder.

— Mas é claro que iria, está no seu sangue, não é mesmo?

Naruto sentiu os olhos marejarem, e correu abraçar o avô.

— Eu vou sentir saudade ‘vô, mas eu tenho que ir – Naruto olhou firme para o avô – eu tenho que descobrir por que eles me deixaram. Pelo que eles me abandonaram.

— Eu entendo seus motivo Naruto, e te desejo toda a sorte – Disse o avô com um sorriso – Embora eu tenha certeza de que você conseguirá chegar ao topo, tome cuidado. A torre é um lugar perigoso e misterioso. Faça amigos, e nunca, nunca esqueça quem você é.

O sorriso de Naruto crescia conforme ele ouvia os conselhos do avô.

— Sim ‘vô, pode ter certeza de que chegarei ao topo.

Não havia um mínimo de hesitação ou dúvida na voz de Naruto, apenas um certeza cega, e uma determinação sem limites. Vendo isso o velho tirou um pergaminho das vestes e o jogou para Naruto. Vendo a pergunta se formando na boca do neto, ele explicou.

— Nesse pergaminho estão as instruções para uma das técnicas mais mortais e poderosas existentes. Ela foi criada pelo seu pai, então acho que não há problemas em dá-la para você.

A expressão de Naruto endureceu ao olhar para o pergaminho de seu pai, mas ele guardou o pergaminho em sua bolsa.

— Agora é melhor você se apressar, se não quiser ficar para traz. Dê um abraço na sua mãe e um soco no seu pai por mim.

Naruto abraçou seu avô mais uma vez, e com lagrimas no olhos, correu para a escola.

O avô ficou observando o neto correr pelas movimentadas ruas da cidade, até que ele sumisse de vista. Neste momento ele tirou uma foto do bolso. Nesta foto, um homem de cabelos ruivos segurava uma garota com cabelos extremamente ruivos nos ombros, atrás deles era possível ver a imensa torre.

— Kushina... Seu filho está indo até você... Boa sorte Naruto. Você vai precisar.

Ele a foto por mais alguns momentos antes de guardar a foto e se virar.

— Bom, agora que o moleque foi embora, tenho que arranjar uma utilidade para o quarto vazio... talvez algumas garotas... – uma risada impropria se seguiu.

Enquanto o avo de Naruto se divertia com suas perversões, o garoto corria para a escola, ainda faltava algum tempo até a hora de partir, mas ele não via a hora de chegar à Torre. Todos os seus sonhos poderia se tornar realidade. Apenas algumas horas o separavam do momento mais importante de sua vida. Ele finalmente entraria na Torre. Subitamente um pensamento se abateu sobre Naruto.

“Como se entra na Torre?”

Havia décadas que ninguém entrava na torre, e tudo sobre o assunto havia sido destruído quando os muros foram feitos. Mas para Naruto, nada disso importava. Ele definitivamente subiria a torre nem que fosse pelo lado de fora. A atenção de Naruto fora tomada pelo professor que chegava aos portões da escola.

— Muito bem alunos, vamos sair em alguns minutos, então se preparem.

É claro que Naruto já estava preparado há muito tempo.

— Você parece bem empolgado, Naruto.

Koujiro acabara de chegar e se sentara perto de Naruto. O garoto, vendo que não conseguia mais esconder sua excitação, nem se preocupou em tentar esconde-la mais.

— Mas é claro que estou! – exclamou ele – Nós estamos indo para a Torre. O maior monumento do mundo, o lugar onde todas as riquezas, todo o conhecimento e todo o poder está concentrado, quem não ficaria excitado?

Apesar das palavras de Naruto, Koujiro não parecia nem um pouco impressionado, ou mesmo interessado.

— Hm... Suponho que seja legal... – Disse ele pensativo – Mas acho que vale mais a pena ficar aqui em baixo, onde podemos viver em paz, sem termos que nos preocupar com guerras, ou brigas por poder e riqueza.

A expressão de Naruto escureceu um pouco ouvindo essas palavras, e suas palavras foram carregados de uma tristeza e amargura que Koujiro nunca tinha visto.

— Você não poderia entender a Torre. Ninguem aqui poderia – Naruto saiu antes mesmo que Koujiro pudesse entender o que ele tinha falado.

— Ei! Naruto... – Chamou Koujiro sem receber qualquer resposta.

Era um surpresa para o garoto ver Naruto dessa maneira. Embora fosse maltratado frequentemente pela população, Naruto sempre estivera sorrindo, e nunca havia mostrado um pingo de ódio ou tristeza. Por um tempo Koujiro debateu internamente se devia ir atrás de Naruto ou não, mas por fim resolver deixar o loiro com seus próprios pensamentos.

Perto do campo da escola, havia uma arvore aonde Naruto costuma ir quando queria pensar ou ficar sozinho. Era lá que ele estava nesse momento. A indiferença das pessoas a sua volta em relação a Torre era algo incompreensível para Naruto. Era como se A Torre fosse algo sem importância, e as vezes ele tinha a impressão de que algumas pessoas chegavam a odiar a torre. As pessoas pareciam ter medo do desconhecido que era a Torre. Todos resolveram apenas viver uma vida confortável e sem sentido. Mas Naruto não poderia aceitar isso para si mesmo. Nesse momento o Professor os chamou.

— Muito Bem! Vamos partir agora!

Os alunos todos foram atrás do professor, numa corrida relativamente rápida. Não era nada demais para esses alunos que faziam o curso especial. O curso especial consistia em o curso de controle de chackra juntamente com o ensino fundamental. Não era muito comum, e apenas algumas escolas no mundo tinham esse curso, afinal, a vida shinobi já havia sido abandonada em quase todo o mundo.

Os alunos seguiram o professor durante cerca de 6 horas, com pequenas pausas entre cada hora. Nesse meio tempo, Naruto não falou nada com ninguém, nem ninguém expressou interesse nele de qualquer forma. Ao fim da viajem, eles estavam à cerca de 500 metros da torre, que se erguia imponentemente à frente deles.

Era incrível como algo poderia ser tão grande como a torre. Era grande ao ponto onde não se via o topo, e Naruto arriscava dizer que até o ponto onde as vistas dele alcançavam, não era nem metade da torre. Para ele, cujo sonho era entrar na Torre, e desde pequena lera sobre ela em contos infantis e livros de história, aquilo era o ápice da realização. Bom, quase. Ele ainda tinha que entrar nela. Naruto foi tirado de seus pensamentos pela voz do professor.

— Bom, essa é a Grande Torre do Sábio, tenho certeza que todos vocês conhecem a história, então, estão livres para descansar ou explorar as redondezas, mas não se afastem mais do que 500 metros, e não atravessem o muro. Esse é um crime passível de severas punições.

Naruto gelou um pouco ao ouvir sobre a possível punição por atravessar o muro, mas logo a excitação tomou conta de seu corpo e de sua mente de novo, depois de olhar se alguém o seguia, ele correu em direção a torre. Foi uma corrida curta, e logo Naruto chegou aos muros gigantescos que cercavam a torre. Os muros haviam sido feitos há algum tempo sem motivo aparente, o governo simplesmente os tinham feito, e ninguém reclamou sobre isso.

Naruto se preparavam para pular quando um voz lhe chamou a atenção.

—Não ouviu advertência do professor?

Olhando para traz, Naruto gelou ao ver Koujiro parado olhando para ele.

—Koujiro... Isso é.... Não é o que você acha... – Naruto se embolou e ficou confuso ao escutar a risada de Koujiro.

— Não se preocupe Naruto, só vá para o lugar a onde você deve ir.

Naruto ficou um pouco surpreso com o gesto de Koujiro, mas pulou o muro com velocidade.

Koujiro olhou por um momento o ponto por onde Naruto tinha pulado o muro antes de voltar ao acampamento onde os colegas estavam.

— Você não estava com o Naruto? – perguntou o professor assim que viu koujiro, que riu antes de responder.

— Acho que não vamos ter que nos preocupar com ele por um bom tempo professor.

Na torre, Naruto procurava, sem sucesso por uma porta. Depois de algum tempo, ele se sentou.

— Como se entra numa torre sem portas? – disse ele para ninguém.

Nesse momento ele teve a impressão de que alguém o chamava. Não era uma voz, muito menos uma pessoa. Era apenas uma chamado, que parecia vir da torre. Ele andou em direção a torre, e a tocou. O garoto ficou bastante surpreso ao ver sua mão atravessar a parede. Mas ele apenas sorriu confiante e se atirou na parede. Quando ele atravessou completamente, uma tempestade se iniciou Sobre a torre, e dentro da torre. Mas é claro que Naruto não sabia disso.

Dentro da torre.

Um homem de capuz observava as nuvens atenciosamente. Mesmo quando uma tempestade com fortes ventos começou ele não se mexeu.

— Líder, por favor! – disse um outro homem que chegou ao seu lado.

— Parece que um tempestade está se formando... – disse ele ignorando completamente seu subordinado.

— Do que o senhor está falando Líder? – perguntou o subordinado confuso – já está chovendo.

— Não, este é só o começo.

Em outro lugar da torre.

Um homem via a chuva chegar junto com sua mulher.

— Parece que ele chegou. – disse o homem.

— Sim – respondeu a mulher – finalmente ele retornou para casa.

Naquela noite, toda a torre passou por uma chuva, que apesar de forte passou em poucos tempo, embora para a maioria das pessoas não fosse nada demais, as mais sensíveis perceberam que não era uma chuva normal. Mas mesmo entre essas pessoas especiais, apenas algumas perceberam de que se tratava de algo completamente diferente do que a torre já tinha visto. De que se tratava de algo que mudaria completamente a torre.

Notas finais
Espero que tenham gostado :) A personalidade de Naruto sera ligeiramente mudada nessa historia, pelo fato de ele não ter crescido sozinho. Nada muito radical. Acho que todos perceberam que ninguém de Konoha apareceu não é? E que a propria Konoha não foi mencionada né? :p Fiquem de olho nos proximos capitulos e saberão o por que disso. Tentei fazer desse capitulo uma introdução para o Naruto e passar um pouco a forma como a torre é vista do lado de fora. Vai ser importante mais para frente. Bom, espero que tenham gostado. Qualquer duvida, deixem nos comentários. A opinião de vocês é importante para o andamento da historia, então não deixe de deixar um comentário. Qualquer erro que eu tenha cometido, seja de português ou inconsistências na historia, por favor avisem, isso também é muito importante para o meu desenvolvimento como escrito, e como eu escrevo a historia, também é importante para a historia. Sem mais delongas, até o próximo capitulo.