A Thousand Years
34 Capitulo 33: A Força Mais Poderosa Parte 2
Notas iniciais
Capitulo 33: A Força Mais Poderosa Parte 2
Um grito agudo e alto nos sobressalta fazendo com que nos afastemos um do outro.E agora o que foi?
Foco minha visão do outro lado do grande circulo onde o feitiço aconteceu vendo as três bruxas de olhos arregalados, como ratinhos assustados. Minha avó esta aflita com ambas as mãos em seus cabelos e bem, Esther parece querer nos matar.
Grande novidade.
Curvo meus lábios para ela em meu melhor sorriso de escarnio, enquanto Charlotte começa a caminhar ate nós, meio aérea dizendo coisas desconexas.
—Isso não poderia estar acontecendo. Ela deveria mata-lo. Foi ordenado que ela o destruísse.
Fechei meu sorriso me concentrando na mulher desnorteada a nossa frente, Klaus segurava minha mão com força, mantendo seus braços ao redor do meu corpo, com uma expressão assassina em sua face.
Ela pareceu notar nossa presença em sua frente, pois seus olhos azuis úmidos se focaram em nos dois, mais em mim especificamente.
—Como conseguiu burlar o selo mais importante da fênix?
Franzi minha testa confusa.
—Que selo?
—Ao criarmos você, fizemos um selo para garantir que nada desse errado.Quando a transformação estivesse completa, você se esqueceria de quem havia sido e de seus ‘’sentimentos’’. Para assim cumprir sua meta, seus próprios instintos a fariam matar Klaus. _respondeu Abby dando um passo a frente.
Charlotte parecia ainda não conseguir compreender o que tinha acontecido, e eu também não entendia.
—Como pode quebrar um selo tão poderoso, de um feitiço sem erros?
Porem eu já estava de saco cheio daquelas bruxas, então decidi acabar com aquilo tudo. Me afastei de Klaus que me observou confuso, balancei a cabeça e dei um passo me aproximando delas.
Levantei minha mão e com um aceno uma corda de fogo surgiu agarrando-se ao pescoço de Abby, cortando sua garganta e separando sua cabeça de seu corpo.
Meus olhos estavam queimando, enquanto eu desviava meu olhar do rosto pálido da bruxa e entortava minha cabeça para fitar Emily.
Assustada ela tocou seu próprio nariz ao senti-lo sangrar. Em seguida ela passou a caminhar para trás, tropeçando em seus pés ao mesmo tempo em que tocava as laterais de seu rosto e via suas mãos manchadas de sangue. Não demorou para que passasse a ser sufocada em seu próprio sangue. Não era uma imagem bonita de ver.
Como uma águia eu segui os movimentos rápidos de Genevieve que tentou correr o mais rápido que suas pernas lhe permitiam.
Parece que a ruiva não é mais tão durona assim.
Mas antes que eu lançasse qualquer feitiço contra ela, Klaus em um lance impetuoso arrancou seu coração, e o manteve em sua mão ensanguentada enquanto o corpo mole caia sem vida aos seus pés.
Ouvi Charlotte arfar surpresa, quase como se não acreditasse nos últimos cinco minutos. Esther continuava inabalável alguns metros depois, os outros ainda tentavam libertar minhas amigas de dentro dos triângulos, acho que fazia parte do processo da fênix. Enquanto eu estivesse respirando, ninguém iria conseguir entrar naqueles desenhos bruxos e salva-las.
Era a minha vida ou a delas.
E eu já havia feito a minha escolha. Passei a caminhar na direção de um dos triângulos, ignorando os gritos ao meu redor, o chamado de Klaus, o desespero de minha avó por seu precioso plano não ter dado certo.
Porem antes que eu alcançasse o primeiro desenho senti algo rasgar com agressividade meu abdômen. Estava tão concentrada no que tinha que fazer para salvar minhas amigas que não percebi a aproximação de ninguém.
De olhos arregalados, eu assisti em câmera lenta a adaga de prata maldita entrar dilacerando minha barriga, o sangue vermelho carmim jorra do corte fundo pelo chão de pedra.
E foi om pesar que gritei pela dor, agarrando com força minha barriga, vendo a palma da minha mão e meus dedos serem encharcados pelo sangue.
Enquanto olhava dentro de dois pares de olhos azuis similares aos meus, sem esperança.
Charlotte afastou a adaga suja do meu sangue, olhos focados e submersos na loucura.Algo pinicava através das minhas córneas, uma coisa úmida e salgada.
Não tenho certeza do que fora pior. Ser golpeada de forma tão covarde ou ter que olhar dentro dos olhos de alguém que jurava me amar, mas que não hesitou em tentar me matar em prol de seu bem maior.
Meu corpo tombou para trás, suor frio começou a escorrer através de mim.Mas antes que eu fosse ao chão alguém me segurou.
Fitei os olhos brilhantes e tão verdes e me perdi através deles.
Eles pareciam tão assustados. Pequenas gotículas os tornava meio embaçados.
De alguma maneira nos encontramos a calçada de pedra, meu corpo foi deitado sobre ela. Minha cabeça estava em seu colo, grudada ao peito forte de onde o coração arrogante batia acelerado.
Klaus se ajoelhou com seus braços enroscados a minha volta. Olhos perdidos e pouco a pouco ganhando um brilho opaco e sem vida. Tentei levantar a minha mão para tocar sua bochecha, afagar o seu medo e manda-lo embora.
Prometer que tudo iria ficar bem, e que eu não estava morrendo.Mesmo que soubesse que sim.
Mas nem mesmo forças para isso eu tinha, ele tentou me dar seu sangue mas não surtira efeito. Aparentemente a fênix era mortal, apesar de todo o seu poder.
Irônico isso.
Aquela mesma coisa salgada surgiu agora com mais força em meus olhos, e eu sei que estava chorando. A dor em meu abdômen e a quantidade de sangue manchando minha pele e meu vestido convencia qualquer um que eu não duraria muito tempo.
Abri a boca para dizer a ele. Dizer que eu o amava, que nunca me arrependeria de tê-lo amado apesar de todas as coisas ruins que ele fez. Eu o amava por quem ele era ,bom ou mau. Gentil ou arrogante. Destrutivo ou amoroso.
É engraçado que eu tenha essa certeza a tanto tempo, e que ate ele mesmo tenha me confessado isso algumas horas antes, e eu nunca tenha lhe dito.
Esse é o grande problema. Eu nunca pensei que não teria um amanhã onde pudesse lhe dizer o quanto o amava.
Olho para o seu rosto bonito e tento tranquiliza-lo, só que do nada ele solta um urro de dor e eu vejo a adaga de prata ser cravada no rumo de seu coração, por suas costas.
No impacto do ataque Klaus acaba de desequilibrando e caindo comigo.
Atordoado ele se afasta do meu corpo. Faz frio sem o seu toque. Se levanta, sua expressão transformada em uma careta de dor e raiva enquanto ele agarra a ponta da lamina,rasgando a própria palma da mão no processo. E a puxa de uma só vez de dentro de seu peito.Os olhos antes verdes estão amarelos e as grandes presas estão soltas.Poderosas veias negras saltam ao redor de seus olhos, mescladas a um rosnado alto e furioso.
Virando-se de forma bruta para a pessoa que o atacou eu o vejo partir pra cima da tola bruxa,e estraçalhar sua garganta sem piedade. Um estrecimento involuntário me percorre,e a dor volta a me perturbar quando deito minha cabeça no chão.
—Klaus._murmuro.
Meus olhos estão pesados,meu corpo que estava quente esta congelando.Aos poucos ate mesmo minha audição estava me deixando,enquanto vejo cores desformes.
Alguém acima de mim dá um passo a frente,vejo parcialmente o sapato feminino de salto.Olho para cima encontrando os olhos de Esther me analisando cuidadosa.E sei que a essa altura Klaus já desfigurou e matou minha avó Charlotte.
Ela se abaixa ficando se aproximando de meu rosto,em um sussurro aproveitando-se do ataque de fúria de seu filho ela me diz.
—Sua tola avó achou que depois da transformação seu sangue se tornaria um veneno letal,do qual ela poderia embebecer a adaga e matar meu filho.
Respirei com força diante de suas palavras.
—Mas acontece que mesmo antes da transformação seu sangue já não vale de nada._deu de ombros._você não só se corrompeu ao se apaixonar por ele,como também corrompeu sua própria essência mágica.
Fitei a no fundo dos olhos confusa e tonta pela força que estava fazendo para me manter acordada.
Com a frieza de um cubo de gelo ela colocou sua mão direita sobre o meu ventre e decretou.
—Ao misturar o sangue puro da fênix com o de um hibrido original.
—Não!
Chorei desesperada ao ter consciência do que suas palavras significavam.
Esther se elevou de pé em sua aura de bruxa original,e sorriu rapidamente para mim antes de se virar na direção de onde sei que Klaus estava.
E com um ar cruel ela nos sentenciou.
—Posso não ter conseguido te matar fisicamente, Niklaus. Mas me diga,quão doloroso será assistir e conviver com a morte da mulher que você ama... E do seu filho?
Essa foi a ultima coisa que escutei antes de todas as minhas forças se esgotarem.
‘’Eu morri todos os dias esperando por você
Amor não tenha medo, eu te amei por mil anos
Eu vou te amar por mais mil’’
CONTINUA..
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