A Thousand Years
6 Capítulo VI
Notas iniciais
Boa leitura
P.O.V Percy
. . .
Annabeth estava manuseando o arco o tempo todo.
Fazendo poses como se fosse atirar a qualquer momento.
Se o carro que Atena me deu não tivesse a janela super escura, todos teriam
visto Annabeth com uma escopeta ou algo do gênero. Lógico que iriamos ser
denunciados. Mas, por sorte isso não aconteceu.
Estávamos em uma estrada, um pouco depois de Oklahoma.
Já era de madrugada, o que era estranho, pois fazia 1 hora que havíamos encontrado
a deusa Artêmis, e naquela hora era provavelmente umas 8 horas da noite, mal
passou 1 hora e já parecia de madrugada. Não sei se era pela hiperatividade,
mas, ao menos parecia que havia passado somente uma hora.
Concentrei-me por um longo momento na estrada,
dirigindo e vendo as coordenadas que dava o G.P.S. Logo tirei minha atenção da
estrada, pois sentia um peso a mais em meu braço direito: Annabeth havia
dormido, e pôs sua cabeça em cima de sua mão, que estava em meu braço.
Fitei-a atentamente. Seus cabelos ondulados e loiros
estavam presos em um rabo, seus lábios eram rosados, e suas bochechas eram rosadas
também. Ela parecia um anjo dormindo. Tão sexy.... Ops! Não Percy! Tira esse
pensamento da cabeça!
Vendo-a tão quieta, um nervoso me percorreu todo o
corpo, fazendo-me lembrar aquele maldito sonho que tive na semana passada, que
ainda me atormenta.
‘’ Eu estava no carro. Com Annabeth no assento do
passageiro. O sol batia em seus cabelos loiros, fazendo-a ficar linda. Os
ventos balançavam os mesmos, fazendo uma chuva dourada.
De repente, o brilho de seus olhos foi de alegria para
susto. Eu estava tão ocupado vendo sua beleza, que a minha lerdeza só capitou a
mantícora depois que um espinho quebrou o vidro.
Eu sai do carro correndo. Tirei contracorrente do
bolso e ataquei.
Mas o monstro desviou. Ataquei de novo. Mas não pude
acertar. A mantícora se havia volteado para Annabeth, que não conseguia
desprender o cinto de segurança. Ela ia atacar. A mantícora havia levado
Annabeth para longe de mim uma vez, não ia deixar que ela fizesse isso de novo.
Ataquei e acertei suas costas, fazendo o monstro se transformar em uma chuva de
pó dourado.
Olhei para Annabeth. Ataquei a mantícora muito tarde.
Um espinho havia acertado Annabeth um palmo abaixo do coração.
Corri em sua direção e chequei seu pulso. Nada. A veia
do pescoço. Nada. O coração. Nada.
Corri para o assento de motorista. Acelerei o máximo.
Cheguei na cidade e avistei um lava-a-jato. Corri, peguei uma mangueira e
liguei, pondo a contra a luz do sol.
Tirei um dracma do bolso e joguei no arco íris que
estava aí.
-Oh deusa Íris, aceita minha oferenda!
A imagem ficou ondulada, como se estivesse pedindo
para dizer para onde.
-Apolo, Deus das medicinas.
A imagem do Deus apareceu na minha frente. Quando ele
viu Annabeth morta no fundo, sua cara foi de boa para péssima.
- O que...? Annabeth...?- ele estava tentando ver
-A mantícora, atacou ela! Ela... Ela não tá
respirando! – disse
O Deus desapareceu e reapareceu ao lado de Annabeth.
Pondo as mãos por todos os lados e mexendo na sua bolsa de medicina. Ele olhou
no fundo dos olhos cinzas tormentosos de Annabeth e sua cara foi de péssimo
para péssimo funeral de meu irmão melhor amigo.
-Percy... A alma de Annabeth... Já se foi. — ele
disse. Apolo era ‘’safado’’ mas tinha coração- Eu sinto muito. Não há nada que
eu possa fazer.
Desesperei-me. Comecei a caminhar de um lado para o
outro, coçando a nuca. Eu estava pensando em alguma coisa. Eu não acreditava. A
mantícora havia tirado ela de mim outra vez. Uma onda de raiva me percorreu,
fazendo-me fechar os punhos. Mas essa raiva foi substituída por nervoso. Abri
meus punhos, me ajoelhei, pondo as mãos entrelaçadas na nuca. Era IMPOSSÍVEL
aquela ideia. Absurda. Mas era minha única chance de ‘’traze-la de volta do
mundo inferior’’. Um escalafrio percorreu meu corpo com a ideia. Levantei e fui
realiza-la. Pedindo a Apolo para que mantenha Annabeth consigo.’’
Depois disso acordei. Voltei a prestar atenção na
estrada quando ouvi uma forte buzina. Prestei atenção no céu. Tinha...
ANOITECIDO?!
Devíamos estar realmente muito próximo da menina, pois estava muito escuro.
Decidi acordar Annabeth. Acabava de ver um pequeno hotel. Era de parede
mostarda clara, com um jardim de arbustos e flores. Tinha uma porta de madeira
semiaberta. Acordei Annabeth e estacionei o carro. Fui caminhando com Annabeth
cambaleando de sono. Em uma hora que não pude deixar de rir, Annabeth desmaiou
de sono nos meus braços e tive que carregá-la. Fui entrando, e com dificuldade,
tirei o dinheiro e paguei o atendente. Ele me entregou uma chave com um pedaço de
madeira trabalhado, com o número 91 entalhado. Procurei o quarto. Achei-o no
nono corredor (dãããã) entrei e deixei Annabeth em uma das camas, deixei as duas
mochilas e admirei o quarto. Era singelo, mas transmitia carinho e alegria:
havia um chão forrado com carpete vermelho escuro, as duas camas (na qual em uma
de elas Annabeth dormia) eram cobertas com colchas cinza. No criado mudo havia
um jarro com rosas amarelas, tinham interruptores nas paredes, a cada lado do
jarro. Entrei no banheiro. Era um retângulo enorme, feito de azulejos branco
gelo. Ao lado do espelho havia uma toalha de rosto. Em cima do espelho, havia
toalhas para corpo brancas. Em uma prateleira, havia um pote de xampu\\condicionador
e um copo cheio de pedras brancas e pretas.
Me despi, entrei no Box e tomei meu banho. Quando sai do banheiro, já com minha
roupa, senti uma onda loira com cheiro de pêssego e braços quentes envolvendo
meu corpo. Annabeth estava me abraçando.
-Percy seu maluco!-disse- Pensei que havia sido
sequestrada!
-Não Anna! –disse rindo- Eu só fui tomar banho. Tive
que te trazer no colo, pois você desmaiou de sono! Como continuou dormindo, te
pus na cama...
-Nunca mais faça isso!- ela disse. Eu só pude reparar
em seus lábios rosados, como se me estivessem chamando. Não aguentei. Fui me
aproximando de seus lábios e os beijei. Ao início foi um beijo simples, mas
depois que minha língua pediu passagem e ela concedeu, o beijo ficou mais
picante. Quando finalmente precisamos de ar, nos separamos. Annabeth deve ter
se sentido culpada, pois não me olhou na cara depois. Ela foi tomar banho e eu não
aguentei. Dormi e sem sonhos, graça a Deus. No dia seguinte, acordamos e
seguimos viagem a Novo México.
Notas finais
Bjs pras corujinhas!
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