A Sogra

4 Corridas e provocações


Assim que cheguei na escola, meus olhos percorreram o corredor dois, onde estava o armário 33, o de Joy Puckett.

Ah, Joy. Você é incrível mesmo. Mal posso esperar para nos beijarmos e rolar um pouco mais com você.

Mas, assim que cheguei lá, ela não tinha chegado ainda. Não a vejo desde semana passada, na segunda-feira, onde nós tínhamos a primeira aula juntos. Mas hoje nós vamos nos ver, com certeza.

Estava indo em direção à sala de Física com Tyler e Jeremy, quando vi uma figura conhecida.

-Oi, você viu a Joy?

-Puckett? – a garota falou, confusa e surpresa.

-Sim. Viu?

-Ela está atrasada hoje. Pelo jeito, só chegará na segunda aula, Educação Física.

Sorri. Era minha segunda aula também.

-Ah, obrigado. Pode dizer a ela que perguntei.

Fui para a aula de física, todo feliz pois a veria de novo. O que disse a ela era verdade, nunca fui tão ligado a alguém como estou nela.

E o pior é que nem sei por quê.

(...)

O professor de Educação Física, que era o técnico do time, normalmente nos dividia em garotos e garotas para fazer o exercício que ele pedia. Hoje, por exemplo, era corrida. Time masculino pegava mais pesado que o feminino, o que não era muita coisa.

-Hoje faremos uma competição. As garotas irão correr em volta da quadra com um bastão e passar pela escola inteira fazendo esse percurso seis vezes. E os garotos farão o mesmo. Quem me entregar o bastão rosa ou azul primeiro vence e o time todo fica com A+ o semestre inteiro.

Fácil. Nós iríamos ganhar A+ com certeza. A única rápida do outro time era Emily Carlisle, que fazia corrida profissional. Mas como o trabalho é em equipe, nós nem vamos precisar trapacear para afundar a equipe. Seu time já fazia isso por si próprio.

-Com licença, professor. Posso fazer aula?

E Joy finalmente tinha chegado. Usava uma regata branca de fazer educação físicaa mesmo, shorts e tênis de esportista. Linda demais. Quase babei quando a vi entrar na quadra e falar com as outras garotas sobre a competição.

Assim que Emily se posicionou com Tyler Lockwood, o treinador deu a partida com uma bombinha no chão. Tyler e Emily corriam muito. A disputa estava cerrada.

Aproveitei para me aproximar de Joy, que prestava muita atenção na corrida.

-Shortinhos legal. – sussurrei, como no primeiro dia de aula, em seu ouvido.

Ela levou um susto, se distanciando de mim. Me olhou de cara feia.

-Quer parar de fazer isso? – falou baixo, sem deixar que o professor nos ouvisse e cruzando os braços.

-De pertinho é mais gostoso. – fiz, do mesmo jeito, mas puxando sua cintura para mais perto de mim. – Você sabe disso.

-Freddie – Joy tirou minha mão de sua cintura, o que foi inútil pois eu a coloquei lá de volta, roubando um suspiro dela. – Eu já disse que nós vamos sair algum dia, mas sem isso de ficar me provocando, tá?

-Qual é, Joy. Sei que você gosta.

-Sim, mas não assim. Não aqui.

-Quer almoçar comigo hoje? Vamos ao cinema, podemos comer algo no shopping ou sei lá.

-Eu... – tirou minha mão de lá mais uma vez, e eu não a pus de volta. – não posso.

-Vai me dar outro bolo? – perguntei, segurando em seu rosto. – Sabe que não vou desistir.

-Eu sei. Não posso mesmo. Não hoje. Sei que estou te evitando desde o primeiro dia de aula, mas é complicado de explicar. Hoje não.

Suspirei, entrelaçando meus dedos em sua mão. Joy era perfeita para mim. Não vou dizer que estava amando-a, ou mesmo apaixonado. Credo, deus me livre. Mas com certeza queria ficar com ela. Tinha alguns centímetros a menos que eu, e isso era romântico.

-Benson! Puckett! Se posicionem! Vocês vão disputar a final! – John gritou para nós, e eu sorri para ela. Joy fez uma careta estranha, o que me fez rir.

-O que foi?

-Não sou boa em esportes. – disse, parecendo estar envergonhada.

-Pára com isso, Joy! – falei, fazendo algumas cócegas nela e ouvindo a harmonia mais linda que já ouvira: sua risada melodiosa. – Não seu preocupe, te dou uma vantagem. Não tem que fazer nada, só correr.

-Tá eu... Vou tentar.

Depois de morder o lábio inferior, o que eu suspeito que ela faça quando está nervosa, Joy finalmente se posicionou para a corrida. De longe, vi Jeremy vir correndo com o bastão azul, e Bonnie Bennett, a garota com quem falei mais cedo, estava logo atrás dele. Se esforçava para correr muito rápido, mas Jeremy podia muito bem dar seu melhor de si. Em alguns segundos, ele já tinha me entregado o bastão. Eu pisquei para Joy, e fingi ter o cadarço desamarrado, abaixando para amarrar.

-Obrigada, Freddie. – ela sussurrou para mim, pegando o bastão com Bonnie e saindo correndo.

Eu ri da situação. Quem diria que Freddie Benson ia deixar o espírito esportivo de lado e dar a vitória para uma garota comum. Cadê o meu espírito esportivo?

Sorri, e ao ouvir o treinador me encher o saco, finalmente dei partida. Corri até o fim da qudra, e avistei Joy próxima da saída da escola. A gente deveria contornar o perímetro, e ela já estava na metade. Acelerei o ritmo, e em exatos seis segundos já estava ao seu lado.

-Cansada? – falei, arfando.

-Nem um pouco. – Joy disse, sem ao menos cansar. Nós dois agora corríamos no mesmo ritmo.

-Quer conversar enquanto se cansa?

-Eu disse que não era boa em esportes. Tropeço em minhas próprias pernas, caio em um desnível de chão. Mas nunca disse que era lenta. Agora você é quem vai comer poeira.

Dito isso, Joy fez a curva e saiu como um relâmpago. Mal tive tempo de raciocinar direito e ela já estava lá na frente. Impulsionei meu corpo para frente, abri mais as pernas, dei passadas longas.

O pessoalzinho já gritava o nome dela, Puckett! Puckett! Puckett! E os garotos a vaiavam sem parar. Faltavam poucos metros para o fim da corrida, e eu finalmente consegui ficar cabeça a cabeça.

-O que devo fazer? Deixo você ganhar?

-Dê seu melhor, Benson. – disse, me provocando.

Não resisti à tentação. Corri o mais rápido que pude, a deixando para trás. E assim que passei a linha de chegada, dei um pulo e me joguei no chão.

-YES! GANHEI! NA SUA CARA, PUCKETT!

Mas, ao olhar para frente, ela rodava o bastão perto do treinador.

-Perdeu, playboy. Mamãe venceu.

-Mas.. Mas como... Como você... — arregalei os olhos.

-Não é só você que tem seus truquezinhos de corrida. – ela se abaixou do meu lado, roçando seu nariz no meu e fechando os olhos.

É agora, pensei. Agora. Me beije, Puckett.

Fechei os meus também, e até fiz biquinho para sentir seus lábios quentes no meu. Mas ela deu três tapinhas na minha bochecha e, quando eu os abri, me encarava com um sorriso suspeito.

Senti sua voz linda e fina percorrer todo o meu corpo quando sussurrou em meu ouvido.

-Não é só você que sabe provocar. E vai precisar mais de uma simples corrida para me ter na sua mão.

Mordi meu lábio de pura excitação. Ela me deu o bastão rosa e foi em direção à torcida de toda a galera. Ouvi frases como “você derrotou Freddie Benson?” “Como foi mais rápida que ele?” “Agora o rei da escola não é mais tão temido assim, não é?” mas não me importei.

Aquela garota me deixava fora do sério.

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Depois de toda educação física, na sexta-feira, tomo uma ducha no banheiro masculino. Hoje ele estava mais animado do que de costume, com Tyler me lembrando que eu tinha cedido a vitória para uma garota e etc. Só que hoje tomei banho em um banheiro fechado, pois tinha que fazer coisas comigo que não dava pra fazer com todo mundo me olhando.

Coloquei a toalha na cintura e saí do banheiro coçando os cabelos molhados, quando John apareceu.

-Benson, a Puckett está lá fora para falar com você.

-Diga a ela que estou indo. – falei, sorrindo de orelha a orelha. Só de ouvir o sobrenome “Puckett” me dava vontade de voltar pro banheiro e fazer tudo de novo. Ela me deixava louco e excitado que pelo amor de Deus.

Me olhei no espelho, baguncei o cabelo e saí do banheiro. Joy estava lá fora, com uma vitamina na mão. Já tinha se banhado. Agora usava uma calça jeans e blusa regata rosa.

Quando me viu, não hesitou em me comer com os olhos. Percebi que ela não conseguia parar de olhar para minha barriga. Um tanquinho que dei duro para trincar.

-Não tem camiseta? – falou, vermelha de vergonha.

-Prefiro você de shortinhos. Fica mais sexy. – mordi meu lábio. Controle-se, Freddie.

-Egraçadinho. Bem, apostei com Bonnie antes do jogo começar que se as meninas ganhassem a prova, a última concorrente ia pagar o almoço de todas por uma semana.

-E o que ia acontecer se os meninos ganhassem?

Ela riu, não sei porquê.

-Nem queira saber.

-E as meninas ganharam. Devia estar lá, pagando McDonald’s pra todo mundo.

-É isso mesmo que estou fazendo aqui. Você me ajudou a vencer. Eu ia perder, mas você me ajudou no começo. Por isso, vai me dar cinquenta pratas para pagar, porque a culpa é toda e absolutamente sua.

-Minha? – eu ri. – Minha nada. Você trapaceou.

-Eu fiz o quê? Nada disso! Ou você me ajuda a pagar ou eu vou...

-Vai o quê? – a encarei, e ela olhou para baixo, nervosa. – Bem, vou renegociar. Eu te ajudo a pagar se você... ficar dez segundos passando a mão em meu abdômen.

-Por que você quer que eu faça isso? – ela perguntou, sem parar de rir. Aí quem ficou sem graça sou eu. Então, improvisei.

-Só quero ver uma coisa. – Um fetiche. Um fetiche que eu tenho. – Vai, dez segundos e eu te dou cem pratas. Dá pra pagar o almoço três semanas e ainda comprar um presente pra você.

Ela revirou os olhos, mas aceitou.

-Tá bem. Dez segundos, contados no relógio.

Eu aceitei. E, assim que o tempo começou, Joy começou passando a mão em meu tórax. O meu peito esquerdo, depois a outra mão no direito. Parecia maravilhada com o que via. Depois, ia descendo a mão trêmula para baixo, chegando no meio do abdômen. Eu mordi o lábio de excitação de novo, sem conseguir controlar. Eu desejo era de a agarrar naquele momento e a beijar sem parar. Mas me contive.

-Pára de fazer isso.

-F-fazer o que? – perguntei, enquanto ela descia sua mão mais para baixo, em minha virilha.

-Acabou o tempo. – ela as tirou de lá como se tivesse levado um choque, e cruzou os braços. – Você, que fica mordendo essa sua boca toda hora. Me irrita.

Não disse nada. Apenas fixei meus olhos nos dela, e isso me hipnotizou por instantes, até ela se virar e ir em direção às salas de aula.

-Te vejo no teatro!

-Idiota. – Joy disse, rindo. Eu ergui as sobrancelhas e sorri, voltando pro banheiro para mais uma sessão de masturbação por causa da Puckett.

Notas finais
Fim.. Reviews? Pedradas?