Notas iniciais
Okay, sorry pelo atraso. De novo, yeah, eu sou uma pessoa terrível. Espero que gostem. Notas finais, okay?

Kagami despertou com o cheiro acre e o gosto verde de uma meia, usada três dias seguidos em treinos intensos de basquete, sendo enfiada na sua boca.

A vontade que tinha, era de gentilmente sugerir a Aomine tomar no cu e honrar a tia, que tinha lhe ensinado o método correto de ofender alguém com palavrões, no entanto, faltavam-lhe forças suficientes para formar palavras na sua boca. Fazia tempo que não se sentia tão exausto depois de uma noite, mesmo quando as passava estudando com Aomine não se levantava tão cansado.

Lá fora o dia se levantava com aquela cara de sempre, nada de especial, mas que era especial só por existir e brilhar. Era uma visão positivista das coisas, porque tudo que alguém menos precisa quando acorda é exatamente realismo. O fato que os raios de Sol eram ondas que se comportavam como partículas, ou sei lá o que, era uma coisa ridícula. A interpretação de que esses mesmos raios eram lindos e quentinhos era empolgante.

— Se você não tirar minha meia da sua boca, é possível que ao invés de uma colônia de bactérias, você tenha um país independente delas na sua língua em menos de dez segundos.

Kagami tratou de cuspir prontamente a meia e atuar um quase vômito tentando se livrar de qualquer vestígio daquela nojeira.

— Você é miserável, Aomine.

Os dois se olharam e riram. O moreno tinha cabelos desgrenhados ao extremo, cabelos quase urbanos de tão bagunçados. Grandes bolsas que eram olheiras, e parecia travar uma guerra contra as próprias pálpebras tentando deixá-las abertas. Kagami supôs que não era diferente consigo mesmo, só que a visão era engraçada demais para passar despercebida.

Do lado de fora do quarto deles, o edifício exalava vida. Ele conseguia ouvir as vozes dos outros estudantes falando, não com animação, porque acordar com animação às seis horas da manhã era um dos poucos delitos que Kagami defendia a pena de morte, mas falavam. Nem de longe tão cansados como ele ou Aomine.

A única coisa boa da manhã era que ele não conseguia ouvir o riso ou as piadinhas idiotas que eram características de todos os garotos da sua idade.

Ele riu fraco quando viu Aomine se levantar se dirigindo à pequena varanda que eles dividiam no quarto e dar bom dia a Michael, sua gárgula de pedra de estimação. Até agora Kagami tinha desenvolvido uma boa aproximação da gárgula, de vez em quando ficava lá fora, observando o nada com ela. Era uma boa companhia, não falava nada: O que as vezes é bom, gente que fala demais é um saco.

Aomine saiu da varanda com passos de zumbi, e meneou com a cabeça em direção à porta. — Vamos, ou nos atrasaremos.

Kagami arqueou as sobrancelhas em resposta. — Você está com sono e não vai matar aula?

— Tenho prova logo na primeira aula.

Kagami sorriu irônico. — Que má sorte, hein?

— Não tem problema, ainda tem o resto do ano. Matarei tantas aulas, que Jack, O estripador será fichinha comparado a mim.

Kagami riu da idiotice do amigo.

Eles andaram naquele ritmo matutino habitual, quando você não sabe o que faz, mas inconscientemente faz. Kagami só se deu conta de que estava acordado quando a água fria do chuveiro bateu na sua cara tão forte que parecia um elefante sentando no seu rosto.

Nesse momento ele já estava pelado, rodeado por alguns garotos pelados, e sua visão em geral era composta por abdomens dos mais diversificados e alguns pênis balançando.

Isso trouxe pensamentos à sua cabeça. Não pensamentos pervertidos — pelos menos não naquele momento —, mas pensamentos relacionados às suas recentes amizades. Ele até então, nunca tinha se sentido tão a vontade com outros garotos e nem com tantos ao mesmo tempo, ele nunca tivera facilidade em fazer amigos.

Já ali, dentro de um colégio que tinha fama de rigoroso, mas que não era, ele tinha feito alguns. Talvez, justamente, a reclusão do mundo externo e a convivência forçada tenham ajudado a isso, talvez a, até então, falta de conexão com a internet tenha o impedido de sempre que se sentira afrontado se esconder olhando para baixo na tela do celular.

O caso é: Ele tinha feito alguns bons amigos. Que sabiam que ele não era bom em exatas, que ele era um bom jogador de basquete e um bom esportista em geral, que desprezava o uso de talheres na maior parte das vezes ou que ele repentinamente tinha se tornado obcecado em atrair a atenção de um certo professor, mas nenhum deles sabia que ele era bissexual.

Nenhum.

Ele tinha se assumido para seus poucos amigos lá fora e à família havia pouco mais de um ano, mas não falou, nem fez menção de sugerir algo aos recentes.

Esse mero detalhe era grande parte do que era, foi um grande embate interno na própria mente quando era mais novo e algo que ele se orgulhava de ser. E agora ele escondia, algo que ele tinha tido a oportunidade de falar algumas vezes. O pensamento o fez subitamente triste, algo que chamou a atenção de Aomine.

O moreno esticou o braço, perguntando se estava tudo bem, e ele apenas se esquivou do toque, como se o outro tivesse lepra, e disse que sim, era só o sono, ou alguma coisa do gênero, não deu muita atenção a própria resposta no momento.

Se esquivou porque não queria que quando contasse, Aomine se lembrasse do momento e o acusasse de ter se aproveitado.

Todo o raciocínio foi como um balde de água fria, mais do que a própria água fria que vinha do chuveiro. Sabe quando você acorda feliz, algo muito raro de acontecer, o dia está do jeito que você gosta, tudo está perfeito, aí você vê no facebook que a pessoa que você está apaixonado ou tem uma queda, que mais se assemelha a um trem em direção ao inferno de tão profunda que é, está “em um relacionamento estável”?

Foi quase isso.

Quando ele saiu lá fora, os raios não pareciam mais tão lindos.

xXx

— O que você está planejando, seu freak? — Kuroko ouviu Akashi perguntar.

A pergunta veio em um tom que poderia ser confundido com um ofensivo, mas quem o conhecesse o suficiente saberia que não era.

Ele sorriu de lado ouvindo a voz, por mais estranho que parecesse, desde sua chegada, nenhum dos dois tinha se importado a ir se dirigir exclusiva e diretamente ao outro. Talvez um daqueles sentimentos de que estavam bem e que não precisavam de conversa por enquanto.

Kuroko se virou, encarando o olhar felino e heterocromático do outro; não se demorando em dar um breve abraço no corpo da mesma altura. Aliás, um ponto interessante esse, como os dois tinham similaridades.

Os dois pequenos e quietos. Ainda que com o passar do tempo Kuroko fosse sendo conhecido como o esquisito e Akashi de o perfeito.

— Planejo primeiro a dominação dos Estados Unidos, depois o mundo... Menos a Rússia, ninguém domina a Rússia.

Ele observou a risada seca e meio estrangulada — característica de alguém que não utiliza constantemente a própria garganta — sair sem muitos impedimentos. Ele voltou o olhar para os olhos do outro, um tão escuro que às vezes parecia um pôr do sol retratado em vinho; e o outro orbe em um mel quase élfico.

Kuroko talvez fosse a única pessoa que conseguia ver um brilho de dor naqueles olhares, geralmente, mais duros que o de um imperador. Provavelmente, porque ele era a única pessoa em que Akashi confiava quase plenamente.

— Você é um idiota, Kuroko. — O ruivo disse calmo. — Quando eu sugeri você para o cargo, jurava que iria negar... Agora meu pai está um tanto quanto bravo comigo.

— Você e o resto da família pensavam que eu ia negar... E eu até queria negar, mas você sabe como eu sou conhecido por frustrar a expectativa de todos. Tenho que fazer jus à fama.

Akashi negou com a cabeça, Kuroko sabia que era uma resposta esperada dele. Os dois tinham uma boa diferença de idade, mais de dez anos, mas isso não impediu a família e os pais de ambos de tentar provocar uma certa rivalidade entre os dois desde a tenra infância.

Uma tentativa que se tornou, talvez, o maior fracasso do pai e do tio em toda a vida... Akashi trilhara seus passos quando ele, Kuroko, ainda era um exemplo. Um bom exemplo. Quando ainda era um garoto que usava terninhos, com gravata e um shortinho curto e tocava piano com uma eficiência assustadora. Só por volta dos quatorze anos que ele deixara de agir como o esperado e criara a fama de louco.

Akashi continuou, sendo a luz e o garoto propaganda do sobrenome da família. Isso não impediu de continuarem grandes amigos. Talvez mais do que antes, já que Tetsuya agora era mais sincero do que nunca poderia ser.

Tinham uma certa ironia no tratamento mútuo, mas nada que Kuroko achasse prejudicial ou ofensivo. Era quase como um pouco de carinho dos dois.

— Você poderia, ao menos, ter pintado o cabelo de preto de novo, não?

— Eu ia, mas só fui lembrar desse detalhe quando estava no carro, a meio caminho daqui... Ironias da vida.

Estavam os dois no prédio administrativo, que também continha os aposentos dos professores. Ele se dirigia às aulas que tinha para lecionar no dia, e Akashi, provavelmente, tinha ido ali falar com o pai. Os dois se sentaram em um dos bancos que eram espalhados por ali. Nunca entendera, mesmo quando aluno, para que tantos bancos, se eram usados no máximo cinco vezes por ano.

— Tetsuya... Eu realmente estou intrigado sobre o que você está tramando.

Ele sentiu o tom curioso, quase ansioso vindo da voz do príncipe de gelo, que era conhecido sua fala pintar o ambiente com ondas azuis glaciais e monótonas.

Ele queria falar que um dos motivos era esse, que queria liberar e soltar um pouco o primo, e pintar de um verde saudável e um vermelho apaixonado aquelas sílabas tão secas.

Mas se fez de desentendido, não era tempo ainda.

— Não sei do que está falando.

Akashi rolou os olhos, um gesto que Kuroko achava de extremo mal gosto e falta de educação. — Sério? Você vai esconder de mim?

— Eu, realmente, não sei. Mas, como para bom entendedor meia palavra basta, ainda mais para um bom entendedor que é mestre em literatura francesa, eu suponho que se refira à aparição de uma rede Wi-Fi e da criação de um grupo chamado A Sociedade dos Loucos e Esquecidos... É isso?

— Você podia ter um pouco mais de vergonha na cara, Kuroko, seu cínico.

— É isso?

— É, é isso.

— Bem... Eu ouvi falar sobre conexões por satélite, e tendo essa conexão, alguém com um roteador poderia democratizar o acesso à rede. Claro, esse alguém nunca seria idiota de deixar o roteador nos próprios aposentos.

Akashi coçou o queixo, pensando. — Quer dizer que você escondeu o roteador.

— Eu?! Nunca! A pessoa que está roteando a rede fez isso.

Kuroko observou o outro rir e aceitar entrar na brincadeira. — Certo, esse alguém é alguém muito precavido. — Akashi pontuou.

— Com certeza, provavelmente, o mais sábio de sua geração, também. — Mais uma rolada de olhos, o que fez Kuroko sentir vontade de dar um leve tapa no primo. — E sendo a rede secreta, nem há tantos problemas, se os afortunados não forem delatar em euforia que têm conexão com a internet agora.

— Eles nunca fariam isso.

— Ótimo. — Nunca era demais confirmar, Kuroko sabia que a juventude tendia a ser idiota as vezes. — E sobre A Sociedade, bem... Deve-se colher o fruto na época certa.

— Ou seja: Esperar.

— Faz bem, exercita a paciência.

— Espero que não dê nada errado.

Kuroko deu de ombros, como se não se importasse. Bem... De fato, ele não se importava. Não é como se ser expulso da escola fosse muita coisa. Ele tinha grande parte daquilo tudo por herança, chamassem-no de playboy ou garoto mimado, ele tinha parte da escola e que o mundo lidasse com o resto disso.

O sinal das aulas tocaram ao longe, e ambos tinham o que fazer. Os olhos de Akashi se pintaram do tom tedioso e certinho de sempre, e ele próprio não conseguiu deixar de sorrir triste por isso.

— Sem esses olhos brancos, Akashi. Não estamos no romance do Saramago, tenha um pouco de vontade.

— Você também está virando um desses positivistas, por aí?

— Ah... O drama adolescente. Vamos para a aula cabeça de fósforo. Aliás, você tem uns amigos interessantes.

— Qual dos?

— O grandão, com cabelo avermelhado. — Kuroko deliberadamente fez a melhor cara tarada que podia, ganhando um olhar estranho de volta.

— Seu grande pedófilo.

— Você é ingênuo, Akashi. A pedofilia é um detalhe jurídico e idiota, para pessoas como eu, que sempre serão jovens no espírito e no mundo das ideias.

— Pedófilo.

— Dane-se. Eu tenho advogado.

xXx

Aomine dormia quando foi acordado por um garoto com cheiro de brisa doce.

Foi um dos melhores despertares da vida dele.

Até começar a ser chacoalhado como se fosse um Toddynho gelado.

— Mas que caralho?! — Ele gritou e viu Kise suspirar em alívio.

— Você ficou me olhando com uma cara de bobo, fiquei com medo que estivesse tendo um AVC ou algo assim.

Aomine sabia que seu papel social naquele grupo somado à persona que ele era com Kise o obrigava a xingá-lo com, no mínimo, suas palavras chulas médias. Mas era difícil se concentrar quando um cheiro gostoso de cabelos limpos quase o estuprava.

— Cara, cara... Dá um espaço? Não precisa ficar tão perto. — Ele podia jurar ver um pouco de rubor no rosto do loiro. — Que horas são?

— As aulas acabaram já.

— Porra, se já tinha acabado podia me deixar dormindo, né?

— Mas aí é ruim porque você não dorme de noite.

— Como se vocês me deixassem dormir me enviando mensagens. ‘Tô acabado da noite passada, ainda.

— Acho que todos estão... — Kise tentou falar, mas foi interrompido.

— Menos você, com esse sorriso de apresentadora de programa infantil, né?

— Você não pode falar muito, só que ao invés do sorriso é com o mau humor, Aomine. Parece um remake mal feito de Dr. House. — Disse rolando os olhos e fazendo o moreno rir. — De qualquer forma, o Kagami está especialmente detestável hoje... Mais que você.

— Ele está assim desde que acordou, acho que ‘tá menstruada. E você fala, mas veio atrás de mim. — Ele sorriu, quando observou o outro desviar o olhar um pouco envergonhado.

Durante esse pouco período que passou com Kise, ele descobriu que o outro não era tão ruim como tinha pressuposto de início. Que ele ficava irritado, tinha diversos tipos de brilhos no olhar e que não vivia sorrindo.

Descobriu também, que dentro daquele grupo de amigos, Kise era uma brisa que vinha para apaziguar ânimos quando os mesmos se exaltavam. O que era algo comum levando em consideração a personalidade forte de todos.

Descobriu que ele usava shampoos femininos para cabelos fortes e sedosos, detalhe que garantiu pelo menos meia hora de boas risadas, mas que garante um arrepio cada vez que o cheiro do shampoo lhe isola por alguns segundos do mundo exterior.

E não, ele não se sentia culpado. Era um cheiro feminino, afinal.

— Eu até entendo porque você vem para cá, tem uma aura boa aqui. — Disse o garoto com cheiro de brisa à tarde, sentando-se no chão de grama.

Os galhos das árvores curvadas arranhavam o céu, e dividiam a luz. Milhares de buraquinhos de luz no chão, como se fossem estrelas ao contrário. — Eu nunca deixo o Murasakibara vir aqui quando matamos aula juntos, ele deixa tudo sujo com embalagens de doces e tudo mais. — Ele parou, antes de continuar. — Por que você está aqui, não tem o que fazer não?

— Tão cruel, Aominecchi... Não queria ficar sozinho por aí.

— Você é, irritantemente, popular. Não é como se fosse ficar sozinho, mesmo. —Disse com um tom monótono, e viu o outro dar de ombros.

—Isso não muda muita coisa, não é com todo mundo que você se sente acompanhado.

O que implicava que o loiro se sentia acompanhado em sua companhia. Ele sorriu irônico, Kise dava tantas brechas que se Aomine estivesse menos sonolento e mais disposto ele com certeza pegueria no pé do outro por isso, mas naquele momento, fazer companhia a Kise não pareceu tão ruim.

Pelo menos até mais uma brisa o pegar de surpresa e em seu pulmão ter mais cheiro do que ar e ele sentir uma leve fisgada no baixo ventre.

— Só não senta aí, esse vento maldito sopra seu cheiro... — Disse sem se dar conta.

Kise arqueou as sobrancelhas, puxando partes da camiseta até o nariz para ver se estava com cheiro de súor. — Por quê? Estou fedendo?

Quando Aomine entendeu o que disse tratou de consertar. — Está, loiro idiota, aprende a tomar banho.

— Eu tomei, juro! Deve ser esse dia quente.

— Vou falar para todo mundo que não toma banho.

— Cala a boca, idiota.

xXx

Já era noite e a maioria dormia quando receberam, pelo grupo no whatsapp, um link do google maps que os direcionava a um lugar específico no pântano.

Aomine pensou em acordar Kagami, mas não estava com paciência para lidar com um ogro grogue de sono na madrugada.

Não demorou muito para que outra mensagem fosse postada, do tal Fantasma, de novo. Eram as instruções que ele prometera.

“Deve-se ser escolhidas as funções antes de adentrarem o local profano. As funções são: Líder da sessão, vice-líder da sessão e escriba. Acredito que o nome das funções já representem suas funcionalidades e ações.

Para o funcionamento de uma sessão, não são necessárias muitas coisas. Alguns poemas, textos, músicas, filmes e opiniões de filmes, críticas, qualquer coisa pode ser debatida. Menos filmes pornôs, filmes pornôs têm enredos horríveis. Só no fantástico mundo do pornô um encanador consegue comer uma loira gostosa do nada.”

Aomine parou para rir, concordando avidamente, mas continuando sem muitas demoras.

“Com o tempo vocês entenderão para que serve a Sociedade, mesmo.

O Fantasma”.

Ele desligou o visor do celular, deitando de novo na cama. Isso daria conversa para amanhã. Kise estava entusiasmado com a proposta da Sociedade, também.

Aomine não era alguém que costumava a levar muito em conta a vida dos outros, a opinião dos outros e nem a felicidade dos outros; mas saber que Kise estava feliz o deu um sentimento estranho. Saber que o grupo estava feliz o deixava leve.

Ele dormiu em nuvens, entre os trovões que eram os roncos do Kagami e a bolha que era a felicidade recente.

Quer dizer, tentou dormir, já que era impossível dormir com o Kagami roncando. Não se fez de rogado e jogou um tênis no outro, fazendo o ruivo levantar em um pulo.

— Ronca mais baixo, animal.

Intimidade e amizade é uma coisa estranha, mesmo.

Notas finais
Freak significa estranho. Então... Sério, qualquer opinião sobre o capítulo ajuda, porque eu não gostei muito desse. MAS NO PRÓXIMO AS COISAS COMEÇAM A ACONTECER. Finalmente, né? Essa história nem era para ter mais de três capítulos, não posso enrolar muito. Espero que tenham gostado, qualquer erro falem para o tio, okay? See you~.