A Sociedade Rubi

9 Passado esquecido


Notas iniciais
Olá pessoal! Bom dia! Preciso contar uma coisa para vocês, já escrevi 34 capítulos para a história e por conta disso devo postar todos os dias ^_^. Hoje o capítulo está meio calminho kk mas se acalmem, logo as coisas tensas irão acontecer! Agora tenho um pequeno pedido pessoal. Eu tenho mais cinco histórias originais e estou me contendo para não postá-las, quero a opinião de vocês sobre qual delas gostariam de ler. Então vou contar um pouquinho delas para vocês. Terrádios: é uma ficção cientifica onde os humanos moram em outros três planetas e estão lutando para não acontecer lá o que aconteceu da Terra. Azul Elétrico: é um jogo de sobrevivência onde as pessoas são mandadas quando fazem algo ruim para alguém de uma sociedade secreta. Vai ter muitaaaa ação. Guardiões das espadas: é no futuro, mas tem muita magia. Uma organização protege o planeta de seres que vem de outras dimensões. Tem ação também, mas será dividida em três partes. Sonhadores: em um mundo alternativo, as pessoas raramente sonham e os que conseguem possuem uma habilidade especial de controlar o sonho. O governo monitora tudo e essas pessoas trabalham pro governo só para sonharem, com fim de desenvolver armas. Menos ação no começo e mais drama. Nível Zero: minha preferida! As pessoas inicialmente são mutantes que são perseguidos por humanos para serem dizimados. Mas os especiais se unem e vão para um lugar especial onde treinam para uma guerra. Também é dividido em três partes ^_^. Pouca ação no começo, mas depois o coro come kkk. #há um dragão Então pessoal, boa leitura!

Acordei e era quase cinco da manhã. Não sabia dizer como havia conseguido dormir, mas era uma vitória sem dúvida. Eu estava confuso, ainda tentando juntar os cacos de tudo aquilo que estava acontecendo. Unindo para formar minhas lembranças. Mas eram flashes mudos de um passado. Um passado que eu deveria lembrar.

Levantei da cama e tirei os cabelos que tampavam os olhos. Olhei para o espelho e meu reflexo se fez no espelho, junto do medalhão. Meus olhos agora eram vermelhos, num tom mais escuro. E eu era ainda mais eu, agora um eu vampiro, um eu monstro. Invocador.

Troquei a camisa que cheirava a queimado e olhei pela janela. A lua ainda brilhava e a noite também era escura. Sabia que as coisas haviam mudado.

Saí do quarto sem ter certeza sobre onde estava indo, sem saber se era o que tinha que fazer. Apenas segui o impulso.

Estava tudo escuro, mas ao mesmo tempo claro. Era como se minha visão tivesse melhorado, como se fosse a de um ser da noite. Desci as escadas com passos lentos. Estava na sala de entrada do casarão. Pelas janelas abertas a lua iluminava. Abri a porta de entrada e sentei na escada.

– O que tá acontecendo? – suspirei.

Passos pequenos e um farfalhar de folhas indicaram que alguém estava ali. E tratava do gnomo ying, Mc Duu. Ele segurava a tesoura de jardinagem e parecia feliz com o trabalho. Virou-se para mim e caminhou em minha direção.

– Olá senhor Hooper.

– Olá Mc Duu. – respondi.

– Há algo errado com o senhor, posso sentir. – disse o gnomo. – Há alguma forma de eu ajuda-lo.

Olhei para o gnomo sujo de terra e abri um pequeno sorriso. Não havia uma forma. Não havia nenhum jeito. A verdade só trazia mais complicações.

– Eu estou passando por uma fase. – respondi. – Não sei se há como me ajudar. É verdadeiramente muito complicado.

– Está tentando se lembrar de algo. – ele se sentou do meu lado e sorriu. – Senhor Hooper, você está tentando se lembrar da existência de alguém que acha que acabou de conhecer. Isso é extremamente raro com os invocadores, acho que aconteceu apenas uma vez em toda a história.

– E com quem foi? – perguntei.

– Senhor Rhodes. – Mc Duu respondeu. – Ele havia se tornado invocador de vampiros, sua vida mudou radicalmente. Mas ele não esperava que o melhor amigo também se tornasse um invocador. Caro senhor Hooper, a vida prega peças maravilhosas com vocês. Rhodes reencontrou o amigo e este amigo se lembrou da existência de Rhodes. Até hoje são grandes amigos.

– E quem é esse invocador?

– O senhor do casarão europeu, senhor Perry Diamante, da Sociedade Diamante, um invocador de lobisomem. Ele estava na invocação. É um grande homem e muito divertido. Tem uma belíssima adega de vinhos brancos.

– Só pensa em bebida? – perguntei.

– Apenas em períodos noturnos. – ele respondeu. – Mas agora pretendo te ajudar.

– E como vai fazer isso?

Mc Duu sorriu e eu esperei ele falar algo, mas ele apenas se levantou e entrou novamente no jardim de rosas e pimentas. Fiquei sentado, esperando que ele voltasse, mas não voltou. Foi aí que senti que alguém estava atrás de mim, mas eu não me virei.

– Pensei que nunca perceberia. – a voz era de Yves e ela se sentou do meu lado.

– Mas percebi. – respondi.

– Seus sentidos de invocador de vampiros ainda não são plenos. – ela respondeu. – Depois de umas cinco transformações parciais você já deve ficar bom. Mas não vim aqui para testar sentidos.

– Veio pra que? – perguntei.

Ela sorriu e abaixou a cabeça. Em seguida suspirou. Novamente parecia que ela queria dizer algo, mas não sabia como.

– Não consegue dormir? – perguntei.

– Não. – Yves respondeu. – Foi um dia longo. Ainda mais pra você que foi invocado pela primeira vez.

– Essa não foi a parte que me deixou cansado. – respondi. – Yves, o que aconteceu no passado?

Yves se levantou e ficou me observando. Cruzou os braços e fez sinal para segui-la. E eu não fazia ideia sobre aonde ela me levaria, mas sabia que deveria ir. Ela não sorria, nem demonstrava nervosismo, era como se ela estivesse pronta para aquele momento. E eu estava pronto para segui-la.

Entramos na floresta e caminhamos em silêncio. Não havia nenhuma trilha, mas era como se Yves soubesse exatamente para onde estávamos indo. A lua já não brilhava intensa, mas os rubis brilhavam intensamente e era isso que iluminava o caminho.

Paramos na beira de uma estrada e aquela estrada era da cidade, com ladrilhos e lixo na rua. Na minha frente estava uma casa que havia queimado recentemente. E era a minha casa caindo em pedaços.

– Por que me trouxe aqui? – perguntei sério.

Meu sangue bombeava mais forte e minhas pupilas contraídas. Respirei fundo, tentando me acalmar e entender.

– Hooper, eu vinha aqui toda a noite, para ver um quarto do segundo andar com a luz acesa.

– Me espionava? – levantei a sobrancelha, aquilo soava estranho, como alguém como ela poderia me espionar?

– Eu cuidava de você quando me tornei invocadora. – ela respondeu. – Sabia que era raro um vampiro atacar um humano, sabia muito bem que era ainda mais raro um invadir uma casa. Todos os dias eu mesma fazia questão de passar água de rosa em volta da sua casa, depois ficava te observando.

– Yves, você é uma invocadora incrível, não tem como você ter me conhecido. – eu não fazia ideia sobre porque disse aquilo.

– Tem, você sabe que tem. – ela respondeu. – Mc Duu lhe contou. Hooper basta você se lembrar.

Sentei no chão e fiquei encarando minha casa. Tentando me lembrar realmente sobre ela, não flashes da minha vida. Ergui os olhos para a invocadora e ela se sentou do meu lado.

– Não sei se tudo o que eu falar vai adiantar. – disse Yves.

– Me ajuda. – pedi. – Eu sei que tenho que lembrar, mas não consigo. Mas sinto que tenho que lembrar. Vamos tentar. Me ajude a lembrar.

Seus olhos avermelhados me olharam intensos, os meus olhos a encararam. Ela sorriu.

– Quem diria que o curioso Hoo teria um dia olhos vermelhos.

– Você me chamou de Hoo? – tentei entender.

– Na verdade eu te chamava mais era de curioso. – ela riu. – Mas se é para você lembrar Hooper, vamos começar desde o primeiro dia.

Assenti e ela respirou fundo, olhou para mim mais uma vez e cerrou os olhos.

– Hooper, você havia acabado de chegar na cidade, seu pai havia conseguido num concurso e conseguiu um emprego como professor de biologia. Sua mãe conseguiu uma vaga como vendedora. Eles matricularam sua irmã e você na escola da cidade. Eu já morava aqui há um ano, mas digamos que... eu sempre fui a desajustada. Na primeira noite que você passou aqui, eu estava na frente da sua casa, assim como estamos agora.

– O que você fazia aqui? – perguntei.

– Eu gostava de caminhar pela cidade à noite. Só pra você saber, eu já havia perdido toda a minha família, havia sobrado apenas eu e meu irmão. Digamos que ele nunca foi um irmão responsável. Naquela noite, como em muitas outras, eu estava caminhando. Mas aqui era o local que eu mais gostava, pois tinha um cheiro mais forte, um cheiro de pimenta e rosas. – ela abaixou a cabeça e riu. – Isso soa muito estranho. Mas que seja. Eu vim aqui naquela noite e você estava arrumando suas coisas no seu quarto.

– Eu estava jogando Pokémon. – respondi.

– Está começando a se lembrar. – Yves sorriu. – Continuando. Eu escutei um barulho vindo de dentro da floresta. Na época eu não sabia o que era, mas hoje eu sei que era um vampiro. Eu me assustei e corri para o meio da rua, num impulso. Você acabou escutando também e abriu a janela. Olhou pro meio da rua e me viu.

– Eu vi. – eu me lembrava. — E você saiu correndo quando me viu.

– Isso mesmo. – respondi. – Fiquei nervosa, havia me assustado, não fazia ideia de quem você era.

– Mas antes de correr você me encarou. – falei. – E eu te encarei.

– Isso. – ela sorriu.

– O que acontece depois?

Yves se levantou e sorriu. Tão misteriosa e assustada quanto no primeiro dia que eu havia a visto, o dia que ela havia me feito recordar.

– Eu te conto outra hora. – disse Yves. – Agora levanta, temos um caso para investigar.

Levantei e Yves começou a andar. Num impulso segurei o seu braço e ela se virou para mim.

– O que houve? – ela disse séria.

– Obrigado.

– É só o que meu instinto diz para eu fazer. – ela respondeu. – Porque eu sempre segui meus instintos, assim como você.

Notas finais
Caro leitor fantasma. Eu sei que você está aí. Diga um olá ^_^.