A Sociedade Rubi

11 Novos invocadores


Notas iniciais
Olá pessoal! O capítulo de hoje será focado na chegada dos novos invocadores, onde os apresentarei melhor. ^_^ Boa leitura!

Yves estava sentada encostada numa parede e eu na outra. Ela não parecia feliz e nem eu. Para mim, ter me tornado um invocador me tiraria das coisas dos humanos, como escola e trabalho. Mas não, pelo menos não dessa vez.

Segundo Rhodes, o normal seria nós não estudarmos ou trabalhar, apenas fazer nossos papéis de invocadores. Mas por conta dos novos invocadores, essa história teria que mudar por conta deles estudarem nas escolas das cidades que moram. Ou seja. Olá escola de novo. O maldito terceiro ano. Com suas pessoas patéticas que só pensam em se dar bem.

– Não acredito que vamos ter que voltar pra aquele inferno. – disse Yves. – Aquelas pessoas que se acham donas do mundo, que só pensam em festas e dinheiro.

– Pensei que o inferno terminava quando virássemos invocadores. – falei.

– Pelo visto só vai piorar agora. – disse Yves. – Nenhuma daquelas pessoas irá nos conhecer. Vamos ser os estranhos da escola. E o pior de tudo é que se reconhecerem ou ter acesso a algo do nosso mundo, eles se tornarão lacaios cinza.

Ergui os olhos para Yves. Ela estava nervosa e eu havia compreendido. Nosso mundo havia mudado, não tínhamos mais um passado, nada de amigos ou coisas do tipo. Nossa vida havia mudado.

– Estamos no meio do ano. – falei. – Não vai adiantar nada estudar. Nossa vida é diferente da deles.

– Exatamente! – ela exclamou com ódio. – Mas asiáticos são asiáticos e eles mesmo sendo invocadores, acham que devem ser gênios sempre. – Yves suspirou. – Sem falar das outras sociedades. Acham que o estudo vai nos ajudar nisso.

– E o que você acha? – perguntei.

Ela sorriu.

– O mesmo que você. – ela respondeu. – Babaquice de humano comum. – a invocadora manteve o sorriso.

Gillis abriu a porta num estouro. Ele estava tão irritado quanto nós dois. A diferença era o cabelo despenteado e as pupilas contraídas. Ele caminhou de um lado para o outro e quando achávamos que ia falar algo, se calava e andava para o outro lado.

– Seria melhor sentar. – disse Doc, entediado do outro lado da sala. – Não se cansa?

O invocador agitado olhou para ele e bagunçou novamente os cabelos. Era perturbador para Gillis voltar para a escola. Abaixou o olhar e tentou arrumar os cabelos. Os dedos agitados e trêmulos apenas pioravam a situação. Estava ficando preocupado já.

– Se acalma! – disse Yves.

Rhodes entrou na sala e imediatamente Gillis parou de andar. Ergueu os olhos para ele, assim como todos nós. Pois junto de Rhodes estavam outros quatro invocadores estranhos. Eram os mesmo invocadores da invocação. A menina da Sociedade Diamante continuava sorrindo abobada e foi ela que deu um passo para frente e se apresentou:

– Olá. – ela falava alto e os cabelos curtos da franja tampavam os olhos. – Sou Delaware Diamante, invocadora de lobisomens. – a garota sorriu e em seguida cumprimentou cada um de nós.

Sua mão era quente e ela parecia excessivamente simpática, do tipo que conforta ou irrita. Mas no sorriso carregado ela parecia esconder uma dor, como cada um de nós ali. Delaware não era diferente. Atrás dos olhos agora cinzentos, ela possuía raios. E esses raios haviam trago a morte de cada familiar. Como todos nós.

Rhodes sorriu para Delaware. Em seguida fez sinal para cada um dos outros se apresentarem. Era o jeito de Rhodes, acelerar tudo ao máximo, fazer amizades e tudo ficar bem, mas era com adolescentes que ele estava lidando, o que significava que era muito diferente.

– Tio, você deveria ir com calma. – disse o asiático que usava óculos.

– Não sou seu tio. – Rhodes respondeu.

– E eu sou Hiden Esmeralda. – ele continuou onde estava, sem nem ao menos se movimentar. – Eu sei que parece nome de mulher, então pra simplificar tudo, chamem-me apenas de Hiden. – e seus olhos verdes brilharam intensos.

A garota de cabelos lisos começou a rir, mas diferente de Delaware, seu sorriso era frio. Era a garota que se transformou em sereia na invocação. Os olhos agora eram azuis e ela se mostrava irônica até como se portava. Era o tipo de mulher que atraía os homens ou os afastava. Mas pela roupa curta, com toda certeza era a primeira opção.

– É um belo nome Hiden Esmeralda. – a garota sorriu. – E eu sou Rivera Safira, invocadora de sereias e abençoada por Iara. Será imensamente perfeito estar aqui na América, ajudando vocês.

– Ajudando o mundo garota. – o cara marombado comentou.

– Que seja. – Rivera respondeu. – Eu decido como as coisas são para mim.

Olhei para Yves e ela sussurrou o mesmo nome que eu estava pensando. Rivera parecia com Jasper.

– E você, quem é? – Doc perguntou.

O garoto caminhou até a frente. Seus olhos eram arroxeados e ele estava sério. Era o tipo de cara que fisicamente espantava.

– Sou Murphy Ametista. – ele respondeu. – E senhorita Rivera, é melhor ficar calada, ainda não sei muito bem como treinar meu ogro interior. – ele riu e Rivera continuou séria, ela não tinha uma resposta.

Rhodes caminhou por toda sala assim como Gillis fazia antes, mas ele não estava nervoso, era apenas seu jeito perdido. Abriu um sorriso e parou em frente a porta.

– Bom invocadores, sintam-se em casa. – ele saiu e fechou a porta.

Os olhares correram de olhar em olhar. Rubi. Diamante. Safira. Esmeralda. Ametista. As cinco sociedades num único cômodo. Os mais jovens invocadores. Uma geração que se entreolhava e não curvava os lábios. Era um círculo de olhares e conceitos sendo formados. E silêncio.

Olhei para Yves. Ela olhava pra mim e não parecia confortada com a situação. O silêncio já começava a irritar e qualquer coisa que fizéssemos poderia piorar as coisas. Sorri para Yves e ela girou os olhos. Estávamos sendo imensamente irônicos.

– Que silêncio idiota! – Gillis gritou e levou as mãos na cabeça como fazia antes.

Rivera olhou para ele com desprezo e o resultado foi Gillis arregalar os olhos pra ela e balançar novamente os cabelos. Com aquela ação, com certeza seríamos conhecidos como idiotas.

– É melhor parar de fazer o louco. – disse Doc. – Nós sabemos que você é estranho, não precisa mostrar tão rápido pros outros.

Delaware riu e com olhos arregalados se aproximou da janela. Ela era tão estonteante que chegava a incomodar. Era o tipo de pessoa totalmente otimista que não era fácil de engolir. Nem parecia ter uma dor no interior como nós.

– Eu gosto daqui. – Delaware olhou para fora da janela. – É como no casarão da minha sociedade. Só que lá tinha cheiro de alecrim, aqui tem de pimenta.

– Legal. – disse Rivera novamente com seu mau humor. – Vocês são temperos.

– E você vai gostar de um cara daqui. – disse Yves. – Ele é bem parecido com você.

– O cara de cabelo comprido e óculos escuros? – ela perguntou. – Eu gostei dele. Eu gosto de garotos maus. – Rivera tinha agora um sorriso malicioso. – Será que ele gosta de invocadores de sereias?

Jasper empurrou a porta no exato momento que Rivera disse “sereias”. O clima baseou-se novamente em tensão. Olhei para Yves, mas ela soltou imediatamente uma gargalhada e depois disso ninguém resistiu e acompanhou-a.

– O que houve? – ele perguntou com o jeito sério.

Paramos de rir e Gillis lançou um olhar assustado para ele, mas assim que Yves bateu o pé no chão como num aviso, o maluco olhou para o chão e calou os próprios pensamentos. Segurei meu próprio riso e tentei juntar forças para olhar para Jasper.

– Nada. – disse Doc. – Estamos socializando com os novos colegas. Você também deveria, faz parte do grupo.

– Conversa só serve para perder tempo. – Jasper respondeu. – Vou treinar arco e flecha lá fora. Deveriam treinar também.

Ele fechou a porta e todos nós caímos na gargalhada novamente. Estava começando a pensar que não seria tão ruim ter novos invocadores ali. Eram diferentes, mas também eram iguais. E outra coisa era que nossas diferenças nos completavam.

– Está começando a ficar divertido. – disse Yves se aproximando de mim.

Notas finais
Oi de novo! Então pessoal o que acharam dos novos personagens? Diga qual foi sua impressão deles kk Qual personagem até agora é seu preferido?? Comente!!!