Notas iniciais
Espero que gostem! e como eu sou LINDA eu vou ser muito boazinha com vocês e postar logo de uma vez mais um capitulo junto bjs

– Acordeee, Srta. Pierce!- Brienne gritou a plenos pulmões, sacudindo meu braço. Abri os olhos, e logo notei que havíamos pousado. Quando deixei o Norte, ainda fazia o sol nublado do meio dia, e agora o sol lá fora estava a pico, era um sol raro do Norte, mas acho que para o Sul, devia ser comum.

– Ande logo, a limusine acabou de chegar.

– O que é uma limusine?- eu perguntei com a voz grossa, pigarreei algumas vezes e me levantei, piscando com força.

Mas Brienne não me respondeu, apenas passou a bolsa tira colo em volta do ombro e me puxou para fora do jato. Nunca havia notado, mas Brienne era muito baixo, quase do tamanho de Zuzete! E seu cabelo curtinho com a franja na altura das sobrancelhas a fazia parecer uma criança, uma criança com peitos muito grande para o seu tamanho.

– Minhas boas vindas, Srta. Pierce! Estávamos a sua espera. Eu sou o Capitão Marshel, e irei escoltar a Srta em segurança até o palácio real. – disse. Ele tinha um uniforme de oficial azul, com vários broxes e medalhas pendurados, e também tinha uma arma presa na cintura- me dando calafrios, desde o exercito eu sou contra as armas-e botas que chegavam ate os joelhos.

Pelo o que eu havia notado, todo mundo do Sul parecer ser muito louro e tem a pele queimada pelo sol, e os que não são louros naturalmente, como Brienne, adotam o tom de cabelo. Deve ser moda aqui.

Acenei com a cabeça para ele, então ele abriu a porta da tal limusine para mim, e eu descobri que a limusine era uma versão muito maior do carro de antes, com os assentos voltados um para o outro, e com varias garrafas, que estavam dentro de pequenos armários ao lado da porta.

– O que são todas aquelas garrafas?

– Você nunca bebeu champagne?

– Não... – e pela cara que Brienne fez, eu pude jurar que ela se sentiu ofendida. Ela então sacou uma das garrafas e tirou a rolha, fazendo sair uma espuma branca borbulhante. Pegou também duas taças de vidro e derramou o champagne dentro.

– Beba, você vai adorar, e você também não pode chegar ao palácio sem ter experimentado isto!- falou toda euforica, me entregando a taça. Analisei por uns segundos, tinha um tom dourado, da cor dos meus cabelos, e tinha pequenas bolhas que pareciam pequenos pontos de luz, que subiam e desciam.

Beberiquei um pouco e logo sorri, o gosto era mesmo fantástico, parecia o vinho branco que papai deixava eu e Loras tomarmos em ocasiões especiais, mas a bolhas pareciam explodir em minha língua.

– Não é fabuloso? Você terá um estoque só para você, mas cuidado para não ficar bêbada, não é próprio de uma dama.

Tentei não rir do modo como a palavra “fabuloso” soou em seu sotaque. O sotaque sulista era o mais engraçado que eu já tinha ouvido. Antes dos homens de terno muito ajustados e de Brienne, eu só havia ouvido uma ou duas vezes esse sotaque, e meu irmão sempre o caçoava depois. O sotaque era engraçado, mas um tanto pomposo, porque eles puxavam o “l” ao invés do “r”, e certamente deixavam tudo mais “fabuloso”.

Ficamos na estrada pelo o que pareceu ser horas, mas foram apenas trinta minutos. O Sul era bem amplo e verde, como muitos campos de margaridas e outras flores em todos os lugares. Também tinha alguns cavalos correndo em manadas, e muitas fazendinhas. Mas então um único campo onde não havia nenhuma grama ou flor me chamou atenção. Havia verias pessoas algemadas umas nas outras, e vários círculos redondos de pedra, e tinha três homens sem a camisa com um capuz preto na cabeça.

– O que são eles?- perguntei com os olhos ainda vidrados naquelas pessoas. Brienne pareceu entrar em choque e começou a gritar com o motorista.

– SEU IDIOTA, NÃO PODIAMOS PASSAR POR AQUI!

O Comandante Marshel rapidamente subiu os vidros da limusine e não pude ver mais nada. Comecei a entrar em desepero. O que é isso? O que vão fazer com todas estas pessoas?!

Brienne respirou fundo algumas vezes e se dirigiu a mim. – Eles são chamados de traidores. São aqueles que perturbam a paz. São os batedores de carteira, assassinos e ladrões, e no Sul só a um jeito de cuidar dessas pessoas que não promovem a paz.

Morte. No Norte, pessoas como essas iam para a cadeia, e conforme o que fizeram, ficavam por um determinado tempo, mas não tínhamos pena de morte. Já havia lido em algum jornal que o motivo de o Norte ter tantos ladrões era porque eles não tinham medo do rei, mas parece que no Sul, a história era totalmente diferente.

Seguimos a viagem sem trocar uma palavra sequer. Foi só quando passamos uma placa escrita CAPITAL que Brienne começou a ficar entusiasmada. Havia muitas bandeiras sulistas nas ruas –um homem meio humano meio peixe segurando um tridente num fundo branco- erguidas em hastes enormes. O sol da tarde continuava o mesmo sol do que quando eu havia chegado — radiante e inigualável-.

Havias também vários homens com o mesmo traje do Capitão Marshel – mas com algumas medalhas a menos- e varias mulheres com vestidos brancos e dourados, com coroas de flores em suas cabeças. Era incrível o quanto contagiante a situação era.

– Mas para que é isso tudo?- disse com os olhos maravilhados e com um sorriso largo no rosto. Brienne também sorriu.

– Isso tudo é para você e suas futuras cunhadas.

– Cunhadas?

– Você as conhecerá quando chegarmos ao palácio.- disse, já anotando algumas coisas em sua prancheta.

Isso era novidade. Mamãe me disse uma vez que quando se casou com meu pai, as suas cunhadas viraram irmãs para ela, e dava para ver o quanto elas eram amigas só de olhar. Quando fui convocada, me disseram que o herdeiro havia me escolhido, então não pensei muito se ele havia irmãos ou não.

– O príncipe tem quantos irmãos?- perguntei, fazendo uma trança em meus cabelos. Brienne ajeitou um fio de cabelo que havia escapado e sorriu para mim.

– O pricipe Damien tem dois irmãos e uma irmã. Todos mais novos. Você vai se apaixonar por Eva, a irmãzinha do príncipe. Ele encanta a todos, é uma menina muito amável.

Fiquei feliz por saber disso, serio bom ter uma garotinha para cuidar, como eu cuidava de Zuzete. Mas uma coisa me chamou a atenção. Será que o príncipe era amável como a sua irmã?

– Brienne... Me conte mais sobre o príncipe. Como ele é?- disse com os olhos vidrados nos seus. Ela pareceu desconfortável com a pergunta.

– O pricipe Damien é muito bondoso e muito charmoso, é considerado o homem mais belo do Sul, e como não seria com os pais que tem. – deu um suspiro e um sorriso tímido. – Eu nunca troquei mais do que duas palavras com ele, mas ele é encantador, assim como seus outros irmãos também são.

Abaixei a janela novamente e comecei a olhar a paisagem. Os prédios altos e reluzentes vinham desaparecendo, e campo de flores de varias cores foi ficando mais extensos, quando finalmente avistei uns muros vivos muito altos, e então a limusine parou em frente a um portão de ferro da mesma altura dos muros. Um oficial acenou com a cabeça e o portão se abriu, então seguimos para dentro.

Então enormes jardins, de cores de branco, vermelhas, azuis e violeta surgiram, com enormes arvores e lagos cheios de vida. Tinham muitas pessoas, com suas roupas extravagantes caminhando pelos jardins, ou lendo um livro em um banco em baixo de uma arvore. Havia muitas crianças brincando a beira dos lagos, — o que me deixou muito apreensiva- mas sempre havia os olhos treinados de um adulto as observando. Passamos o que pareceu serem quilômetros do jardim até chegarmos ao enorme palácio. Em frente à entrada, havia um chafariz, que se tratava de um homem meio peixe meio humano segurando um tridente.

O carro deu a volto no chafariz e estacionou bem em frente ao começo das escadarias, onde havia o que parecia ser toda a corte a minha espera. Então o Capitão Marshel saiu e logo abriu a porto para mim, e quando eu saí da limusine, fui salvada por uma salva de palmas. Varias crianças com coroas de flores na cabeça vieram correndo até mim, e me entregaram varias flores. Peguei segurei as mãos daquelas que me ofereceram, e fomos todas juntas para dentro.

O lugar era enorme! Tão luxuoso quanto enorme, e pelos céus, como era lindo! Percebi que meu queixo tinha caído e logo tratei de fechar a boca, não queria parecer uma imbecil. Subimos então mais uma escadaria então, logo estávamos no segundo andar. As criançinhas me levaram ate um corredor, que pela festança, suspeitei que minhas cunhadas já haviam chegado, então caminhamos para uma porta no final do corredor, que estava protegida por dois oficiais, que então abriram a porta para mim.