A Salvatore
21 Capitulo 21: Chamas
Notas iniciais
A Salvatore
Acordei já me sentindo atrasada, esses últimos dias estavam sendo estressantes, a preparação para o dia dos fundadores e aquele desfile maldito, estavam acabando com meu tempo, e o sumiço de Jacob era algo que me preocupava também.
Estava tentando me arrumar em tempo recorde, o mais estranho é que eu não estava achando a blusa que eu planejava usar.
— Procurando isso? – me assustei ao reparar em Damon me olhando pelo reflexo do espelho, imediatamente cobri meus seios que estavam expostos e encarei-o
— O que diabos está fazendo aqui? — rapidamente tomei minha blusa de suas mão – Me devolva isso...
— Não seja tão envergonhada Isabelle, é sempre bom ter uma bela visão pela manhã e seus seios... – o interrompi antes que precisasse arrancar a cabeça de meu primo mais velho
— Fale logo o que precisa – vesti a blusa e voltei a encará-lo cruzando os braços
— Primeiro gostaria de saber se ainda terei de ser seu par no desfile – ah, eu havia me esquecido dessa, Damon foi meu para no Miss Mystic Falls e agora teria que participar do desfile ao meu ladinho, vestido exatamente como nos anos de 1860, certamente seria um show de horrores – E depois, preciso de um favor...
— Damon...
— Antes de recusar saiba que é de seu interesse...
— Estou atrasada, pare de me enrolar... – falei virando os olhos
— Preciso que fique de olhos atentos na escola, e principalmente no seu caso o Sr. Prefeito, não sabemos o quanto John sabe sobre nosso encontro com o amiguinho dele...
— Está bem farei isso – respondi, afinal era de meu interesse também
— Obrigado priminha – Damon se aproximou, mas ao invés de me dar um beijo na testa me deu um leve selinho e saiu correndo
Bufei irritada, mas eu não teria tempo para brigar pelas provocações do babaca, afinal eu estava muito atrasada e Caroline me mataria por isso.
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— Recriaremos a batalha do Willow Creek... – ouvi Alaric, o bonito estava explicando o repertório do desfile dos fundadores
— Adoro batalhas – falei aparecendo ao seu lado, ele me olhou e deu um meio sorriso, eu estava começando a gostar do professor, Tyler e seus amigos me olhavam
— Professora Salvatore, preciso falar urgente com você – seu olhar parecia sério
— Eu não matei ninguém – coloquei a mão sobre o peito de forma brincalhona, incrível como meu humor estava bom e eu continuaria a fingir que não tem nada relacionado a Damon, porém o olhar dele era sério
— Se nos dão licença... – fui para um canto próximo com o professor
— O que houve? – perguntei preocupada, já imaginava milhares de problemas com John
— Você tem visto Elena? – estranhei a pergunta, toda essa seriedade para me perguntar sobre Elena
— Falando nela... – avistei a garota e meu primo mais novo adentrando o refeitório
Alaric mal me esperou parar de falar, caminhando em direção a Elena e Stefan, o acompanhei, eu estava curiosa com o que ele queria...
— Sr . Saltzman – ela disse meio surpresa com a abordagem tão direta, percebi que Stef também estava curioso
— Venha comigo... – ele olhou para todos nós – Precisamos conversar...
Ao que parecia eu e Elena nos atrasaríamos mais um pouco para o encontro com a loirinha psicopata e suas ideias megalomaníacas.
— Acho que antes precisamos chamar Damon- disse Alaric assim que entramos em sua sala
Mandei uma mensagem para meu primo, que por mais estranho que pareça respondeu com rapidez, ao que parece Damon estava bem preocupado com a situação.
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— Damon, obrigado por vir. – era estranho ver o professor sendo cortês com Damon
— Desculpe o atraso...O cachorro come meu... – revirei os olhos, meu primo nunca podia ser maduro?
— Mas por que está reunião está rolando aqui? – perguntou curioso
— É complicado... – eu estava extremamente ansiosa, não sei porque o professor estava fazendo tanto mistério – Encontrei Isobel ontem a noite – essas simples palavras do professor causaram reações diferentes
No rosto de Elena eu via um misto de emoções tão grande, e eu a entendia afinal era sua mãe, meu primo mais novo encontrava-se totalmente focado em sua namorada, já Damon dividia seus olhares entre todos da sala, mas sempre com aquela sua falsa cara de tranquilidade.
— Isobel está aqui? – Damon foi corajoso suficiente para proferir a primeira frase depois da revelação- Na cidade? – o professor assentiu
— Perguntou sobre o tio John? Estão realmente trabalhando juntos? – perguntei prontamente
— Não – respondeu Alaric, agora ele era monossilábico?
— Não estão juntos? – perguntou meu primo mais velho ansioso
— Não, eu não perguntei – respondeu o professor
— Ela sabe sobre a tumba? – perguntei
— Não sei. – respondeu cruzando os braços
— Perdeu a língua? – perguntou Damon indo mais para frente do professor na intenção de encará-lo
— Fiquei distraído com minha esposa morta vampira – respondeu reagindo a Damon
— Afinal, o que ela quer? – perguntei, tentando entrar no meio dos dois de forma desajeitada
— Ver Elena – ele respondeu finalmente, e então todos os olhares se voltaram para a garota sentada na carteira
— Então você foi incumbido de organizar um encontro? – perguntou Stefan, sua expressão era de extrema preocupação
— Não sei o porque ou o que ela quer... – Alaric estava tão impotente que me dava pena
— Não tem que ir se não quiser...- eu não esperava mas as palavras vieram de Damon
— Na verdade... Elena não tem escolha, ela ameaçou causar uma chacina... – o professor explicou, reprimi minha vontade de quebrar uma carteira, cada vez entrávamos em uma sinuca de bico maior
— Percebo que ninguém está gostando da ideia... – olhei para Damon incrédula
— Parabéns Gênio – virei os olhos
— Eu quero fazer isso. Quero ir encontra-la. Se eu não for, sei que vou me arrepender – Elena disse, eu realmente admiro a coragem dessa menina, eu não sei iria querer ver minha mãe psicopata
— Precisamos de um plano... – disse Stef
— Como o que? Colocar escutas por todo o Mystic Grill? – Damon ironizou
— Na verdade não é uma má ideia, e não precisamos exatamente de escutas – gesticulei apontando para nossas orelhas, audição aguçada era uma qualidade excelente concedida aos vampiros – Mas não podemos estar todos lá esperando pela vadia, apenas Stefan está de bom tamanho...
— Vai me fazer perder a diversão priminha? – revirei os olhos para a pergunta de meu primo mais novo
— Te faço achar diversão rapidinho...
— Assim eu aceito... – o interrompi, ele não se tocava que estávamos perto de pessoas
— Fica decidido assim, chame a vadia. – falei e todos assentiram – Boa sorte Elena. Agora eu realmente preciso encontrar Caroline – falei já saindo da sala
Eu sei que tínhamos problemas bem maiores que a maldita festa dos fundadores, mas manter as aparências ainda era uma boa forma, ainda mais com o conselho ativo como estava com a chegada do titio favorito da cidade.
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De: Damon
Para: Bel
Encontre a mim e a Rick na porta do Mystic Grill.
P.s: Por favor abra mais aquele decote, está incrível
Sinceramente com um primo como Damon eu não sabia se ria ou se chorava. Caroline já havia me enlouquecido bastante com sua ideia de transforma a cidade em uma espécie de remake macabro de “o vento levou” eu amava essa obra, mas francamente era um tanto quanto trabalhosa. Sai da escola sorrateiramente antes que a loirinha viesse me infernizar com mais uma de suas boas ideias.
O bom de uma cidade pequena é que em segundos cheguei no Grill e pude ver de longe meu primo impaciente ao lado do professor.
— Não sei porque não podemos entrar... – eu sabia que o principal motivo de meu primo era preocupação com Elena, embora ele negasse
— Isobel deixou claro para não entrarmos lá – disse Alaric
— Descendente de Katherine, alguma fruta podre tinha que sair – falei virando os olhos e Damon dirigiu a mim um sorriso irônico
— Não a matarei num restaurante fechado – Damon voltou sua conversa com o professor
— Não vai mata-la e ponto final. – Rick parecia nervoso, e eu sabia porque, era evidente que ele ainda nutria sentimentos pela piranha
— Ela arruinou sua vida e você ainda a protege? – Damon perguntou incrédulo
— Acredite Damon me sinto assim todos os dias – respondi de forma irônica e Alaric riu, meu primo mais velho claramente não gostou
— Ela é minha esposa... – nesse momento até eu olhei para o professor como se ele fosse maluco – Era minha esposa...- tentou corrigir — Procurei minha mulher mas ela não estava lá. Aquilo é, fria e distante. – dava dó ao vê-lo falando assim, mas aquilo realmente me fazia lembrar de 1864
— Sim, ela desistiu da humanidade dela – constatei na hora, se ela estivesse ligada certamente demonstraria sentimentos ao ver seu marido
— Sim, não entendo isso. Stefan e Isabelle claramente tem humanidade, apesar dos deslizes dela, mas são bons – ao que parece ele ainda não havia me perdoado por ter matado aquela senhora- Você é um idiota e mata pessoas, mais ainda tem algo humano – tentei segurar a risada com a conclusão do professor – Mas com ela não havia. Não havia nada... – era penoso vê-lo assim, mas eu entendia o que ele falava, houve uma época em que fui uma Isobel
— Você pode desligar. Que nem apertar um botão. O Stefan é diferente, ele quer toda a experiência humana. Ele quer todos os episódios de “How I Met Your Mother”. Então ele demonstra sentimentos. –a explicação de Damon era bem plausível
— Acontece que nosso instinto dos vampiros é não sentir. As coisas ficam mais fáceis quando você está nem ai. Isobel escolheu o caminho mais fácil, sem culpa ou vergonha... – tentei completar e Damon me interrompeu
— Arrependimentos... Se pudesse desligar não desligaria? – Damon perguntou a Rick.
— Vocês não desligaram- ele concluiu
— Eu estou desligado, Ric. Por isso é tão divertido ficar ao meu lado. – Damon disse e virou-se de costas encarando o Grill, nesse momento fiz um sinal de negação para Alaric, era evidente que meu primo mais velho não estava desligado
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A conversa entre Isobel e Elena havia sido improdutiva, ao que parece ela queria o mesmo que John, e claramente eu e Damon não daríamos isso a ela.
Então o que me restou foi me enclausurar na escola, e tentar arrumar as coisas junto com Caroline, havia muita coisa para ficar pronta, e esse ano era de extrema importância para os fundadores, ou pelo menos para os que sabiam da verdadeira história.
Estava entrando em meu carro, quando um barulho na porta do passageiro fez com que eu me assustasse.
— Temos uma missão priminha... – era Damon, e eu sinceramente não entendia qual o problema dele comigo nesses últimos dias, os beijos as cantadas, seu olhar fixo no meu decote aberto demais nesse exato momento
— Do que você está falando Damon? – perguntei como se ele estivesse louco
— Eu sei onde Isobel está, então é simples... vamos atrás dela, eu arranco o que ela quer e vamos embora felizes. – revirei os olhos para a facilidade que meu primo via as coisas
— Primeiro é meio obvio onde Isobel está, alguma casa a venda na cidade com um valor alto demais para a população – revirei os olhos, esse era o mandamento mais básico para vampiros, ao menos os sonegadores de impostos que jogam na bolsa para viver – Depois, como você pretende convencê-la a falar algo? – perguntei curiosa
— Fácil... – Damon olhou-me de forma intensa e então deu um sorriso levemente torto, aquilo estava me deixando atordoada, então sua mão passou suavemente por minha coxa, e me toquei do que o babaca estava fazendo
— Que truque mais barato francamente...Vamos – falei antes que acabasse fazendo besteira ali no carro mesmo
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A conversa entre Isobel e Damon foi cansativa de escutar, basicamente ele tentando seduzi-la, até que ela caiu na isca. Para piorar confirmou uma desconfiança minha Katherine estava envolvida nisso, eu só rezava para que ela morresse antes que chegasse até aqui.
Senti que era hora de me meter na conversa quando ouvi o barulho de Isobel jogada no chão. Adentrei na sala e lá estava Damon a segurando pelo pescoço.
— Muito bem querida, agora que temos sua atenção, escute. Não entre na nossa cidade e ameace as pessoas que gostamos. Ir atrás de Elena... má jogada – falei a encarando, percebi que ela havia me reconhecido seu olhar era surpreso e assustado
— Deixe-a em paz ou prometo que voltaremos para te deixar em pedaços. Porque eu acredito em matar o mensageiro. Sabe porquê? Porque manda uma mensagem. Katherine quer algo de mim diga aquela vadia para ela mesma vir buscar... – sobre essa parte da fala de Damon eu não gostei, não queria Katherine por perto de maneira alguma, eu não a queria novamente perto de Stefan e muito menos de Damon, não ia aguentar sofrer novamente
Entramos no carro e arranquei daquele lugar, eu não estava afim de falar nada por isso mantive silêncio absoluto no carro.
— Formamos uma bela dupla – comentou Damon, quebrando o silêncio do carro
— Quando não quero te matar, ou você não está sendo um idiota. Ei espere... você sempre é um – falei em um tom ácido
— Nossa... essa doeu – falou irônico – Você está quieta...
— Você realmente quer que a Katherine venha para cá? – perguntei olhando fixamente para a estrada
— É o ciúmes que está te matando minha querida Bel? – perguntou divertido
Então não me aguentei freei o carro parando-o no acostamento, e dei um murro no volante, Damon encarou-me assustado.
— Não é ciúmes Damon, mas você já imaginou sequer como é carregar um pequeno milagre na sua barriga, sonhar com o rostinho dele durante meses e quando você acorda do nada ele virou carvão? – eu gritava e meus olhos lacrimejavam – E espere, não fale nada, porque antes mesmo disso ela tirou tudo que mais te importava, incluindo o cara que ela mais amou na vida, e como se não bastasse te condenou a uma vida miserável eterna, que eu continuo toda vez perdendo as pessoas que eu amo para ela, toda vez... – respirei fundo, percebi que meu primo encontrava-se sem reação
— Isabelle... eu sei que é difícil acreditar, mas dessa vez eu não quero nada com a Katherine, eu a odeio – Damon tentou olhar em meus olhos, mas eu os evitei, algo em sua voz me parecia real, mas custava a acreditar
— Ah por favor Damon. Não minta para mim você anseia por vê-la. Você não deixa de amar as pessoas simplesmente por causa das besteiras que elas fazem, eu entendo bem isso...
— Eu não sei se é amor... – quando ele falou isso não pude deixar de olhá-lo, e lá estavam seus olhos imensos e azuis intensos sobre os meus – Ás vezes eu acho que... – seus lábios rosados estavam próximos eu podia sentir seu hálito quente perto dos meus
— Que? – perguntei tendo consciência de estar envolvida demais
Foi inevitável, quando vi o banco do carro já estava abaixado e eu me encontrava em cima de Damon, nossos beijos eram afoitos e as mãos seguiam por caminhos proibidos, não demorou muito até que sua calça fosse aberta, minha blusa retirada seguida por meu short, logo o peito de Damon estava sendo intensamente arranhado e eu tenho certeza que se fosse humana ficaria roxa e marcada, suas mãos me possuíam sem delicadeza alguma, mas os beijos mostravam o inverso, era um misto de tudo que se passava por nossas mentes, era o único momento em que eu e Damon falávamos a mesma língua e ele sabia disso, por isso quando chegamos ao ápice juntos, ninguém precisou falar mais nada e o silêncio perdurou pelas milhares de vezes que isso aconteceu, até mesmo depois que chegamos em casa.
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Eu claramente poderia reclamar de exaustão, eu não havia dormido a noite inteira, porém a escolha havia sido minha, a diversão desta vez havia sido em meu quarto, e logicamente quando acordei Damon não se encontrava mais lá.
Por isso tomei um banho, me vesti e fui correndo para a escola, tudo que eu menos precisava agora era entrar em conflito com Caroline.
— A noite foi boa IsB – ouvi Stefan falar, meu primo cabeçudo estava atrás de mim, havíamos acabado de chegar na escola
— O que exatamente você ouviu? – perguntei encabulada
— Você e Damon não falam muito, mas compensam em gemidos- revirei os olhos envergonhada
— Não acredito que estou ouvindo isso de você... Sinceramente o que houve com meu puro e inocente Stefan? – perguntei de forma zombeteira
— Isabelle eu estou tão feliz por...- Stefan ia começar seu discurso de esperança por um mundo com um Damon melhor quando ouvimos gritos
Nos gramados do colégio onde estava havendo a montagem dos carros, uma das barras de sustentação do carro caiu em cima de Matt e estava esmagando o garoto, logo pude perceber que isso tinha haver com Isobel já que ela encontrava-se ao lado de Elena. Stefan correu para ajudar o garoto, obvio que sua força foi suficiente para tirá-lo dali
— Afastem-se – pedi me ajoelhando para checar se o pobre garoto estava bem
Meu primo fez o mesmo, eu sabia que Stefan se sentia culpado por isso, mesmo não tendo a mínima culpa de nada.
— Você está bem? – perguntei preocupada
— Esto... – sua resposta foi cortada, pelos gritos desesperados de Elena, ela gritava por Jeremy
Merda... ao que parece minha ação e de Damon teve consequências graves.
— Ele é meu namorado deixe que eu assumo – disse Caroline em tom de desespero, a lorinha mal sabia que nunca foi tão bem vinda em toda a vida dela
Assim eu e meu primo pudemos nos afastar na situação e nos concentrar me problemas maiores e mais perigosos.
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— Onde está o dispositivo? – perguntou Bonnie
— Está com Damon. – respondeu Stefan
— E será difícil convencê-lo, ele escondeu até mesmo de mim – isso era verdade, Damon continuava a ser um idiota desconfiado e ele não estava errado
— Então vamos até ele. Eu falo com ele – disse Elena desesperada, talvez sua carinha de anjo misturada com Katherine funcionasse
— Ele não vai entregar fácil assim se isso pode machucar vampiros. – Stef disse, eu mesma não queria que Damon abrisse mão desse maldito dispositivo
— E se não puder machucar? – perguntou Elena
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— Absolutamente não. – Damon negou a ideia com veemência, eu sabia que meu primo iria negar a ideia até a morte
— Só me ouça – pediu Elena
— Eu não vou dar o dispositivo para Isobel, que dará ao John, que irá me matar. – o senso de preservação dele era forte, mas eu realmente considerava a ideia assustadora – Eu gosto de ser um morto-vivo – Damon me olhou como se precisasse de apoio, mas eu pensava também no pobre irmão de Elena, e essa parte humana era o que provavelmente me mataria um dia
— Mas será inútil. Bonnie pode desativá-lo – argumentou a garota
— Não confio nela – revirei os olhos com impaciência, eu sabia que uma hora ele iria ceder, não sei para que toda a cena
— Eu posso remover o feitiço original – disse Bonnie, mal se notava a presença da bruxinha, ela se encontrava sentada no sofá um tanto quanto distante de nós
— John e Isobel nunca saberão. – tentei falar em favor das meninas
— Não. – respondeu simplesmente, o babaca – Pego Jeremy do meu jeito, Isabelle pode me ajudar, como ontem. –sorriu, não sei porque notei segundas intenções nesse sorriso
— Sério? Como fará isso? Isobel é uma vampira e Jeremy pode ser morto no segundo em que entrarem por aquela porta. – Stefan o questionou
— Ele está certo Damon. – dei razão ao meu primo mais novo
— Você é capaz disso? Sem ofensas... – até em momentos de crise ele tinha que ser irritante – Você não é a Emily Bennett. Emily sabia bem o que fazia. – Damon estava irritando a bruxa errada
— Venho praticando – respondeu Bonnie orgulhosa, eu sabia que a garota tinha potencial, conhecia bruxas boas de longe
— Não, não é lição de piano, querida. — revirei os olhos para a arrogância de Damon
— Qual seu livro favorito? – Bonnie perguntou levantando-se e caminhado para encarar Damon
— O que? – ele pergunto atônito, eu sabia responder facilmente essa mas fiquei quieta
— Nomeie um livro – pediu ela – Qualquer livro.
— Nomear um livro... que tal... O chamado da Selva de Jack London? – Damon era tão obvio
A bruxinha virou-se para a estante de livros e em seguida o mesmo livro que meu primo idiota havia falado foi parar na mão dele, eu jamais deixaria de me impressionar com magia.
— Ótimo truque de circo – falou arrogante jogando o livro no chão
— Faremos isso Damon. E faremos do meu jeito – Elena finalmente tomou posição, e eu sabia que ele estava prestes a ceder
— Nos dê o dispositivo – pedi olhando-o, esperava que a noite que passamos tivesse um pingo de influência sobre ele
— Estamos perdendo tempo – falou Elena desesperada
— Não confio em você. Tentei mata-la – revirei os olhos, as vezes Damon insistia tanto em um assunto que chegava a ser chato
— Está certo de não confiar em mim – Bonnie respondeu astuta
— Mas pode confiar em mim – Elena falou de forma branda, ela era esperta, porque se o resto de nós dependesse do fator credibilidade ali estávamos ferrados
Meu primo mais velho ponderou por mais alguns segundo até entregar o maldito dispositivo nas mãos de Elena, respiramos aliviados, agora só bastava salvar Jeremy.
— Obrigado – agradeceu Elena, e eu o olhei de forma agradecida, o clima ainda estava meio estranho entre a gente
— Espero não me arrepender – falou olhando especialmente para mim
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Todos formaram um roda em volta da mesa que a bruxinha faria o feitiço, não que fosse preciso, mas todos ali, até mesmo Damon, por mais que não admitisse ficava impressionado com o poder das bruxas, ainda mais bruxas poderosas como a Bonnie.
O fogo da lareira crepitava fortemente, as velas formavam labaredas, enquanto Bonnie erguia o dispotivo apenas com a força de seu pensamento, Elena parecia um pouco assustada com o que estava acontecendo, eu não podia deixar de me pressionar, mas havia visto muitas bruxas nesses últimos anos, então não era algo de todo estranho para mim.
— Feito – disse Bonnie, entregando o dispositivo para Elena
— Ótimo. O que faremos agora? – Damon disse com uma voz entediada, eu sabia como ele estava odiando dar o braço a torcer
— Agora vamos dá-lo a Isobel – respondeu Elena
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E lá estávamos os quatro na praça, parece que toda coisa importante acontecia por ali.
Elena ficou por um tempo andando sozinha até que avistamos a sombra de Isobel.
— Onde está o dispositivo?
— Onde está meu irmão? – Elena era durona e eu gostava disso
— Isso não é uma negociação... onde está o dispositivo? – perguntou a vadia
— É sim, e eu quero meu irmão – devolveu na mesma moeda
— Você acha que vim sozinha? – Isobel perguntou e em seguida seus capangas apareceram, pelo visto era hora de entrar em cena
— Você acha que eu vim sozinha? – ela perguntou e então eu, Stefan e Damon aparecemos atrás de Isobel
— Ligue para casa e peça para falar com seu irmão – respondeu irritada
— Você não pretendia machuca-lo – concluiu Elena
— Não. Eu não pretendia mata-lo – vampiros desligados sempre querendo se provar, era com certeza o caso de Isobel – Não procure por nenhuma qualidade em mim. Eu não tenho.
— Mas você correu o risco com Damon... Como sabia que ele me entregaria? – perguntou curiosa
— Porque ele está apaixonado... só não sei se por você ou se reapaixonou por sua fiel escudeira – Isobel respondeu e me olhou com um sorriso irônico, Damon continuou com sua expressão impassível, enquanto eu e Stef apenas o encarávamos
— Obrigada – agradeceu Elena ao entregar o dispositivo para sua mãe biológica
— Pelo que? – perguntou Isobel
— Por ser uma decepção monumental. Mantem a memoria da minha mãe verdadeira intacta. – falou, mas eu podia notar o ressentimento em sua voz
— Adeus, Elena – sua voz era fria, mas eu sentia um algo a mais – Enquanto tiver um Salvatore em cada braço e uma outra pendurada na ponta, está condenada. Katherine foi esperta. Ela foi embora. Mas todos sabemos que você não é Katherine. – e convenhamos que essa era a melhor parte de Elena – E você, fica esperta, ou logo logo outra herdeira rouba sua eterna ilusão – contive minha vontade de esganá-la enquanto ia embora, mas achei melhor simplesmente ignorar
Stefan caminhou para abraçar Elena, deixando apenas eu e Damon um do lado do outro, reparei que meu primo observava o abraço dos dois por tempo demais. Merda! Eu não podia deixar isso tornar-se um 1864, eu tinha que tirar Damon dessa obsessão rápido.
— Está pensando em que? – perguntou-me, seus olhos estavam totalmente voltados para mim
— Que deveríamos voltar para casa e beber absurdamente – respondi e Damon riu
— Poderíamos repetir a noite de ontem também... foi memorável – seus olhos azuis estavam intensos
— Pensarei no seu caso – falei sussurrando em seu ouvido enquanto caminhava para o carro, e percebi um leve arrepio da parte de Damon o que confesso que me arrancou um sorrisinho de vitória
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— Temos a casa só para nós – disse ele nos servindo um copo de Bourbon e sorrindo malicioso
— Sinceramente Damon, o que você achou que retornaríamos? Sexo todo dia? Meu bem você se iludiu... – respondi sendo o mais racional possível, eu sabia o que aconteceria se acabasse me entregando aos prazeres sempre
— Eu achei que...
— Pois achou errado – tomei o Bourbou em um gole só – Vou dormir agora, estou realmente cansada da noite passada, boa noite cherrie – dei um suave beijo na bochecha de Damon e subi as escadas com rapidez, não pude deixar de notar que Stefan chegou logo em seguida
Aproveitei para tomar um banho, eu não estava afim de escutar a conversa que seguiria lá embaixo, tenho certeza que Stefan falaria sobre o comentário maldoso de Isobel, aquela vadia sabia causar discórdia assim como sua ancestral.
— Está sugerindo que John é o pai de Elena? – ouvi a voz de Stefan, com essa eu não pude aguentar e desci rapidamente as escadas
— Acertou... – falou virando os olhos e em seguida me encarou – Vejo que a curiosidade matou seu sono Bel...
— Que provas você tem? – perguntei
— Os testes de DNA quem devem fazer são eles. Mas sei o quão bem nosso querido Stefan lida com noticias bombásticas. Durma bem. E quando contar a Elena e ela precisar de um amigo, avise que estou aqui. – disse em tom provocativo – E boa noite Bel, se precisar saiba que as portas do meu quarto estão abertas para você
— Vá se ferrar Damon – respondi tacando uma almofada no imbecil que se esquivou rapidamente
Assim que Damon subiu as escadas eu virei-me para Stefan e percebi sua expressão preocupada, corri para abraça-lo e ele devolveu com intensidade.
— Sobre o que Isobel falou...
— Fique tranquilo, eu não vou deixar que se repita nem que tenha que mata-lo, e a Elena ama você – tentei tranquilizar meu primo mais novo
— Eu não acho que ele esteja apaixonado por ela, acho que está confuso, perdido e o fato de Elena ser uma amiga e parecer-se com Katherine o deixa assim... –abaixei a cabeça até mesmo Stefan identificava a paixão estupida de Damon por Katherine – Na verdade tenho reparado em algo diferente nos olhos dele, e não quando Elena está por perto e sim você, parece imã e ele te inclui em todos os planos...
— Stefan, ele me inclui em tudo porque sabe que movo mundo para proteger vocês, não crie expectativas românticas nisso.
— Você conhece Damon só está cega – eu revirei os olhos
— Acho que precisamos dormir, você está delirando – falei e ele riu e deu-me um beijo na testa
Assim que Stefan subiu, eu sentei-me e passei a simplesmente observar a lareira o modo como as chamas se envolviam, me lembrava tanto eu e Damon, mas éramos apenas isso, duas chamas que poderiam ser apagadas pela simples presença de uma única pessoa, que eu sentia estar cada vez mais próxima.
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