A Salvatore
17 Capitulo 17: Os problemas nunca acabam
Notas iniciais
A Salvatore
Acordei com o barulho da tempestade em minha janela, ao que parece o dia de hoje seria com muita chuva e sem nenhum sol, infelizmente perfeito para aqueles malditos vampiros da tumba circularem pela cidade.
Coloquei qualquer roupa que eu tinha no armário, eu estava bem cansada ainda por todos os acontecimentos. Desci as escadas acompanhando o barulho de tábua e pregos, ao que parece meus primos estavam reforçando as janelas com tábuas depois das invasões seriam bem útil.
— Por mim vamos até onde Pearl está e matamos o idiota que atacou Isabelle noite passada. – me surpreendi com a irritação de Damon com o assunto, mas então me lembrei que ele também estava sob ameaça
— É? E então falamos com o resto da casa de vampiros e falamos opsss, Desculpa? – perguntei sendo irônica, mas na verdade tudo que eu menos queria era me meter com eles de novo, e também queria meus primos bem longe de tudo aquilo, eu tinha muito medo de perder alguém
— Não acredito que você fez um acordo com ela. – eu nem havia reparado a presença de Elena na sala até ela se pronunciar
— É mais uma troca de informações interessantes. E não me julguem Isabelle também está nessa. – ótimo Damon me afunde nesse barco junto com você – E tampouco tenho opção. Ela dá medo. E prometeu trazer Katherine de volta – eu sabia que esse era o maior interesse do idiota
— Ela tratou Damon como se fosse a putinha dela quando veio aqui. Ele quase ficou sem os olhos, acho que podemos entender o lado dele – falei zombando com meu primo mais velho, que bufou irritado, Stef e Elena se seguraram para não rir
— Ok. Senhorita pernas fracas não julgue – ele me olhou irritado e dessa vez eu me segurei para não bufar dando a ele o gostinho de vitória
— É claro... Damon consegue o que quer, não importa quem ele machuque. – disse Elena voltando para o foco do assunto
— Não se irrite por isso. E quem começou com essa filosofia foi Isabelle. – porque ele estava insistindo em me meter em todos as suas confusões? Por mais que nessa eu realmente tivesse culpa, eu poderia ter evitado a tumba de ser aberta
— Qual o seu problema comigo hoje? Eu apenas segui o meu professor de idiotices – retruquei começando a me irritar de verdade com Damon
— Ei! Qual o problemas de vocês dois hoje? – questionou Elena em um tom irritado – Eu acordo essa manhã e descubro que os vampiros foram libertados da tumba. Não tem como não ficar irritada. – Elena parecia não ter me perdoado totalmente ainda, mas seu negócio era principalmente com Damon
— Quando você vai esquecer o lance de eu ter transformado sua mãe biológica? – perguntou Damon, agora eu havia lembrado o porquê da irritação, meu primo mais velho havia aprontado com a mãe de Elena há alguns anos atrás
Porém na minha humilde opinião, pela história que eu havia escutado a culpa daquilo tudo era essa tal de Isobel, não Damon. A vadia que queria ser transformada ele apenas fez a vontade dela, e tirando Elena, para mim qualquer ancestral de Katherine é uma vadia.
— Eu nem ligo mais. Aceitei que você é um psicopata, sem qualidades que o valha. – respondeu Elena na lata
— Sentiu essa? – olhei para Damon rindo – Porque foi de doer- gargalhei, e todos os olhares se voltaram irritados para mim, a falta de humor desse povo estava me irritando para ser sincera
— Isso não está sendo produtivo – falou Stef, como sempre ele pacificava tudo – Vamos descobrir uma maneira de lidar com Pearl e os vampiros. – meu primo mais novo falou a última parte principalmente olhando para mim, era uma espécie de reconforto para que eu me sentisse mais segura
Damon saiu da sala evidentemente irritado, o que fez eu sentir vontade de rir, era tão divertido provoca-lo, Stefan me olhou em um tom de reprovação.
— Desculpa, mas ele me tira do sério – virei os olhos – Acho que preciso de uma bolsa de sangue, licença – falei levantando-me do sofá, ao que parece meu momento de diversão estava terminado.
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Eu estava acomodada no sofá lendo um livro, dias de tempestade me entediavam e eu esperava Jake me responder, eu precisava encontra-lo hoje, estava sentindo saudades, eu só não sabia se era dele ou de seu sangue.
Ouvi passos na escada e em seguida Damon apareceu, ele estava segurando algumas ferramentas.
— Quem você pretende matar com isso? – perguntei confusa
— Está disposta a ser a cobaia? – sorriu malicioso
— Cala a boca – revirei os olhos para a babaquice
Meu primo me ignorou e virou-se para o relógio, ele estava prestativo hoje, arrumando as coisas, mas então me toquei, Damon estava ansioso para ter noticias da Katherine e isso o deixava inquieto, continuei lendo meu livro ignorando a presença irritante de meu primo mais velho.
Ouvi outros passos vindos da escada e dessa vez era meu primo Stefan.
— Festa de caça? – perguntou Damon, e eu virei-me para olhar para os dois
— Frederick me machucou ontem. Preciso me recuperar – respondeu, meu primo mais novo estava realmente com uma aparência fraca, essa era a consequência de tomar sangue animal
— Tenho meio litro de mulher de meia idade na geladeira. – disse Damo, contive a vontade de virar os olhos para o modo como meu primo se referia a humanos – Não?
— Falamos quando eu voltar. – ele disse, e em seguida me olhou com ternura – Se cuide IsB.
— Acho que vou ali me entregar na porta de Pearl, é melhor do que viver com esse apelido horrível – bufei, percebi que especialmente Damon adorava minha irritação
— Mande lembranças aos esquilos. –Damon ironizou enquanto meu primo mais novo saia de casa. Reprimi a vontade de dar risada eu odiava dar moral a Damon
— Você é um idiota...
— Qual é Bel... Não vai me dizer que concorda com essa abstinência estupida de Stefan – ele me encarou sério
— Não concordo, mas respeito. Cada um sabe o que é melhor para si – respondi defendendo Stefan
— Claro porque funcionou todas as outras vezes... – ele revirou os olhos para mim
— Eu sei que não funciona Damon. Se funcionasse eu não teria sofrido tanto como estripadora – falei, eu odiava me lembrar dessas épocas da minha vida
— Você de estripadora... Não havia nada mais sexy – ele riu, ele parecia estar pensando nos momentos
— Esqueci que você ama uma psicopata – retruquei e ele riu sem humor
— Aquela rosa vermelha ao lado das vitimas tão cinematográfico, aliás, você ficou sabendo que virou filme não? – meu primo era o mestre em se desviar de assuntos
— Um clássico dos anos 2000. – eu ri me lembrando da primeira vez que vi o filme, era um terror típico e clichê da época
— Não conseguiram achar uma atriz tão bonita quanto você, uma pena. – ele comentou e seus olhos encontraram os meus de forma intensa, eu reconhecia esse olhar, sabia o que Damon queria e ele definitivamente não ia ter
— Preciso arrumar umas coisas – me levantei do sofá antes que o clima ficasse mais tenso
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Damon abriu a porta de meu quarto com tudo, qual era o problema dele comigo hoje hein?
— Saia! – gritei, mas era inútil seus olhos estavam bem atentos sobre meu corpo o problema é que eu me encontrava apenas de calcinha e sutiã e um conjunto bem sexy por sinal, já que eu me preparava para me encontrar com Jake
— Nada do que eu nunca tenha visto, embora esse conjunto seja bem sensual – ele brincou com um sorriso malicioso nos lábios – Mas falando sério agora, Stefan está demorando ele foi caçar e não voltou até agora – quando olhei para o relógio percebi que Stef estava realmente demorando mais do que o normal, então um arrepio tomou meu corpo, eu não tinha uma boa impressão sobre isso
— Já tentou Elena? – perguntei
— Ela não me atende. – respondeu simplesmente
— Me dê alguns minutos e resolveremos isso. – respondi
— Vai desmarcar com Jake? – Damon me estudou com o olhar
— Me da licença. – olhei para meu primo inconveniente irritada e ele finalmente saiu do quarto
Me vesti com rapidez, eu rezava para que minhas suspeitas em relação a Stef fossem falsas, mas era estranha demais essa sua demora sem avisar. Aproveitei justamente para mandar uma mensagem para Jake desmarcando o encontro exatamente como Damon falara.
— Vamos até a casa de Elena. – falei abrindo a porta
Damon me seguiu sem soltar gracinhas, ele se manteve quieto até mesmo no carro o que era bem estranho de sua parte, ele parecia tenso, obviamente preocupado com Stefan embora preferisse morrer ao admitir.
Chegamos até a frente da casa de Elena. Rapidamente bati na porta, eu estava nervosa com o sumiço de Stefan, Frederick tinha fugido o que significava que ele poderia ter sido pego, só havia sido ele e a namorada que me atacaram, mas nunca se sabe, poderiam ter mais.
— Você está me ignorando- falou Damon entrando direto pela sala de Elena, eu o acompanhei era irritante ficar ao ar livre com essa chuva que tomava a cidade toda
— As seis chamadas perdidas? Meu celular morreu – Elena respondeu irônica, eu gostava da forma como ela enfrentava Damon e sua folga
— Stefan está aqui? – ignorei a richa entre os dois e perguntei o mais importante
— Não. Por quê? Há algo errado? – ela fez uma expressão preocupada
— Ele foi ao campo e não voltou. – respondi, nesse momento meu peito já estava apertado de preocupação, eu já tinha quase certeza do que acontecer com ele – Não consegui ligar para ele, pensei que estivesse aqui.
Elena tentou ligar de seu telefone, como se eu já não tivesse tentado do meu.
— Cai direto na caixa postal – sua expressão ficava cada vez mais preocupada – Onde pode estar? – ela perguntou confusa, e eu e Damon trocamos um olhar conclusivo
— Você não vai gostar do que estamos pensando. – meu primo respondeu pensativo
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Seguimos até a fazenda em que Pearl estava, tentei controlar meu nervosismo por estar ali, e apesar de nosso último encontro rezar para que a vampira poupasse minha morte.
— Pearl abra essa porta! Juro por Deus que arrombo essa porta e arranco sua cabeça.- Damon batia na porta de madeira com força
Quando a porta foi aberta tentei controlar meus impulsos de raiva ao dar de cara com Frederick, o babaca que havia me torturado e quase matado meus primos.
— Pearl não está. – ele respondeu de forma sombria, Damon também o encarou nervoso, para aumentar o clima de filme de terror um trovão ecoou — Ótimo tempo. Nenhum raio de sol no céu. – ele comentou cínico olhando em meus olhos, claramente tentando me intimidar, mantive seu olhar, ele não me pegaria despreparada novamente
— Onde está meu primo? – perguntei mantendo a voz calma porém ameaçadora
— Billy – o babaca chamou
E então surgiram dois vampiros brutamontes segurando meu primo pelo pescoço. Ele obviamente não havia caçado então estava fraco demais para se defender, um desespero me tomou e ao que parece Damon também.
— Você está morto – falou meu primo mais velho, e então tentamos entrar na casa, porém uma barreira nos impediu
Aquela casa pertencia a alguém e obviamente eu e Damon não havíamos sido convidados para entrar.
— Sinto muito. Mas vocês não foram convidados. – ele respondeu sorrindo vitorioso – Srta. Gibbons? – chamou Frederick.
— Sim, Frederick? – uma senhora que aparentava ter mais de cinquenta anos e uma expressão inocente que chegava a dar dó apareceu pela porta, seu pescoço estava todo mordido assim como seus pulsos
— Nunca deixe esses dois entrarem. Eles são maus – falou olhando para ela claramente a hipnotizando, bufei de frustração, o que eu de Damon faríamos agora?
— Nunca deixarei. – respondeu ela nos olhando, a pobre mulher não tinha mais expressão tudo para ela parecia natural
— Cento e quarenta e cinco anos preso, faminto numa tumba... graças a essa vadiazinha – ele disse me olhando com ódio – E ao afeto de Katherine por você e seu irmão. As primeiras semanas... Cada nervo de seu corpo berra em chamas. É o tipo de dor que enlouquece qualquer pessoa. Pensei que o queridinho de vocês gostaria de sentir um pouco disso antes de eu mata-lo. – explicou como se fosse uma coisa simples, cada vez eu ficava mais nervosa, ele não podia fazer isso com Stefan eu sinceramente preferia que fosse eu em seu lugar – Billy – ele chamou novamente seu capanga que se aproximou mais de onde estávamos e o maldito Frederick enfiou uma estaca de madeira na barriga de meu primo que urrou de dor, cada vez eu via a expressão de meu primo ficar mais fraca – Tenham um bom dia. – e fechou a porta em nossas caras
Pegamos o guarda chuva que havíamos deixado ao lado da casa, era estranho ter que dividir um guarda chuva com Damon, nos deixava próximos demais, porem, o carro estava longe já que Elena nos esperava lá e a maldita tempestade não dava trégua.
Eu pensava na vulnerabilidade de meu primo mais novo, ele não se alimentava de sangue humano e se eu havia ficado fraca daquela forma bem alimentada imaginava meu primo. Em pensar que era tudo culpa minha eu havia insistido para entrar naquela tumba, se eu não arrumasse uma forma de ajudar Stefan eu tentaria trocar sua vida pela minha, eu não deixaria meu primo morrer por minha culpa.
— Eu sei o porquê está tão pensativa... E se você continuar pensando nisso serei obrigado a quebrar seu pescoço e trancá-la no andar debaixo de nossa casa – Damon olhou-me sério, o barulho da chuva ecoava pelo ambiente e nossos passos eram rápidos, tive que até diminuir o passo para respondê-lo era estranho como meu primo me conhecia bem
— Seria o certo Damon. Eu sei que você me culpa por isso e eu realmente sou a culpada... – ele me interrompeu
— Você acha realmente que eu confiaria em suas palavras sobre Katherine não estar na tumba? Francamente Isabelle... – ele riu amargo – Eu teria aberto aquela merda de qualquer forma. Meu ódio por você não foi por você não contar, foi simplesmente pelo fato de que você me humilhou e eu não gostei. – era estranho vê-lo admitindo aquilo, e se só fosse papo para impedir que eu me entregasse, estava dando certo
— Mas eu os entreguei há anos atrás, toda a culpa aponta para mim.
— Todos nós somos culpados. Você foi a grande estraga prazeres? Para variar foi – ele me olhou virando os olhos – Mas... Não é a única.
Avistamos o carro e corremos em direção a ele, minhas botas estavam toda molhadas e enlamaçadas, e eu e sentia partes de meu cabelo pingar, ou seja, o guarda chuva não havia adiantado de nada.
Damon entrou no carro no banco do passageiro e eu no banco de trás.
— Onde ele está? – perguntou Elena, seus olhos mostravam preocupação profunda e um pouco de desespero
— Está dentro da casa. – respondeu Damon
— E por que não o pegaram? – ela perguntou assustada
— A dona da casa foi compelida a não nos deixar entrar. – respondi tentando não demonstrar meu desespero
— Eu posso entrar – falou Elena decidida, a garota era realmente muito corajosa, mas não teria chance alguma com os vampiros e Stefan voltaria dos mortos para nos pegar por deixa-la ir, a garota já estava prestes a sair do carro
— Você não vai – Damon disse em um tom autoritário segurando-a pelo braço, tentei não ficar alarmada com a preocupação excessiva dele para com Elena
— Eu vou – ela insistiu tentando sair do aperto de meu primo
— Você não vai! – eu praticamente gritei, o que fez finalmente os dois briguentos voltarem a si
— O que querem com ele? – Elena perguntou ao que parece ela finalmente havia voltado a seu estado normal
— Vingaça. Eles querem vingança. – respondi irritada, a falta de opções para salvar meu primo me irritava
— Temos que fazer algo. – Elena disse, respirei fundo tentando controlar meu nervosismo eu não queria responder a garota mal
— Eu sei. – meu primo preencheu o silêncio por mim
— Temos que tirá-lo – só ideias geniais no dia de hoje hein Elena?
— Nós sabemos Elena. Nós sabemos – respondi irritada, eu estava tentando pensar e o desespero dela estava me atrapalhando, eu nunca pensei que fosse me irritar tão fácil com a garota, mas humanos às vezes eram irritantes demais
— Mas não sabemos como tirá-lo de lá – Damon mantinha um pouco mais a calma que eu, mas eu percebia o nervoso evidente em sua voz
E foi então que o mais próximo de uma ideia boa passou por minha cabeça, precisávamos de um humano para invadir a casa, mas não um humano vulnerável como Elena, precisávamos de alguém que entendesse do assunto vampiros e que por acaso tinha um estranho anel da ressurreição, e por sorte tínhamos alguém assim, Alaric Saltzman o professor e caçador de vampiros.
Obviamente que a missão seria fazê-lo nos ajudar, já que a última peripécia de Damon havia sido matar o professor, que ressuscitou graças a um anel mágico, eu sei, a história parecia impossível e eu não acreditaria nela se não fosse Stefan que tivesse me contado.
— Eu tenho um plano... – falei e os dois me olharam atentos
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Entramos pela escola de forma sorrateira, eu me sentia mais invasora dessa escola do que professora, mas medidas desesperada surgem de situações desesperadas, eu e Damon esperávamos que Alaric passasse pelo corredor, então quando ouvimos seus passos saímos de nosso esconderijo.
— Bem... Você parece vivo. – Damon e seus comentários sempre inoportunos
— Não pode me machucar – ele enfrentou Damon e em seguida olhou para mim, notei que sua musculatura relaxou ao que parece minha presença causava alívio a alguém
— Posso sim... – interrompi Damon antes que meu plano estivesse ferrado de vez
— Precisamos de sua ajuda... – falei olhando-o séria, eu esperava que ele entendesse que a situação é urgente
— Eu? Ajudar vocês? Nunca – ele respondeu nervoso
— Sr. Saltzman – Elena apareceu e a expressão do professor se suavizou mais ainda, ao que parece o anjinho havia entrado em cena e eu esperava que isso nos ajudasse – Pode nos escutar?
Caminhamos até a sala do professor, eu queria muito poder resolver isso logo obrigar o professor a nos ajudar, mas eu sabia que isso não agradaria Stef e sua namorada puritana e então resolvi ser “boazinha”.
Explicamos a história para o professor que nos escutou atentamente, ele parecia meio chocado com toda a confusão.
— Stefan está na casa. Damon e Belle são vampiros. Não podem entrar. – Elena falou
— Precisamos de você – meu olhar praticamente implorava, eu não teria vergonha de implorar de joelhos para o professor gostosão
— Eu iria, mas... – Damon interrompeu a frase heroica de Elena
— Mas sua vida é valiosa... A sua por outro... – a frase de meu primo ficou incompleta devido ao murro que dei em suas costas Damon perdeu o ar por alguns segundos e notei que Alaric mudou sua expressão seria para um sorriso mínimo
— Stefan me falou sobre o anel. – olhei-o eu queria que ele entendesse que estávamos o enfiando em uma missão quase suicida, não totalmente
— Qual o caso? – perguntou o professor
— Deixe-me recapitular. Você tentou me matar. Eu me defendi. Você morreu. E de acordo com meu irmão, seu anel o trouxe volta á vida. – eu rezava para que Damon não soltasse mais nenhuma de suas graças ou eu arrancaria seu pescoço – Faltou alguma coisa?
— Sim. A parte em que tento te matar novamente. Só que dessa vez não erro. – o professor falou levantando-se da mesa para encarar Damon
— Sr. Saltzman. Por favor. – Elena interviu entrando no meio, eu já me postava ao lado de Damon para qualquer tipo de ocasião
— É o Stefan. – eu sabia que meu primo havia sido bonzinho com ele, afinal com quem Stef não era legal?
— Sinto muito. Elena. – o professor babaca ignorava minha existência – Não é um problema meu.
— É uma pena. Pois a comandante pode ajudar a achar sua esposa – eu não esperava ouvir essas palavras que saíram da boca de Damon, seria isso que eles estavam conversando esses dias no Grill?
— Está mentindo- Alaric olhou para meu primo mais velho o estudando, era impossível saber quando Damon falava mentira ou verdade se é que ele fazia distinção entre os dois
-Estou? Isabelle ouviu a conversa – seu olhar foi incisivo para que eu concordasse
— É verdade. – confirmei, eu sabia que se fosse mentira seria um tiro no pé, mas eu esperava que Damon não estivesse apenas blefando ou teríamos problemas
— Mas já que ele não acredita em nós... Vamos garotas – meu primo disse e me puxou pelo braço, Elena nos seguiu
Porém eu depois de muitos anos apostando em jogos de sorte sabia quando um blefe dava certo e mal pude contar até três até que o professor nos chamasse de volta:
— Certo. Esperem. Eu vou.
Comemorei mentalmente por essa vitória, com a ajuda do professor conseguiríamos salvar meu primo.
— Primeiro precisaremos de suas melhores armas – eu sabia que ele as guardava na escola por isso falei
Alaric saiu por alguns instantes e voltou com uma bolsa de guardar ferramentas, quando ele abriu haviam diversas estacas e armas de dar medo a qualquer vampiro.
— Professor de dia... Caçador de vampiros pela noite – Damon ironizou
— A culpa é sua. – Alaric não era nem um pouco cortês com Damon, e eu sabia que o babaca do meu primo merecia
— O que são estes? – perguntou Elena apontando para uns dardos
— Dardos tranquilizantes com verbena. – respondi sem pensar, e notei que Damon me olhava com estranheza
— Como conhece tanto? – ele perguntou
— Está meio obvio Damon. – tentei desviar do assunto meio embaraçada
— Ela está certa – Alaric confirmou o que eu havia falado
— Só botem a mim e a Isabelle lá. Trazemos Stefan – Damon disse confiante, eu de certa forma também estava, eu precisava ser forte, até mesmo abri uma exceção tomando mais de uma bolsa de sangue que estava guardada em meu carro
— Este é o plano de vocês? – perguntou Elena – Só os dois enfrentando vários vampiros... – do modo como ela falava realmente parecia preocupante
— Seremos um pouco mais sorrateiros, espero. – respondi olhando para Damon, sabíamos que se todos viessem para cima de uma única vez não teríamos chance alguma
Elena tirou um dor dardos de dentro da bolsa.
— O que está fazendo? – perguntou Alaric
— Eu vou com vocês – ela respondeu bancando a corajosa, as coisas já seriam difíceis a ultima coisa que precisávamos era de uma humana vulnerável para piorar
— Não, não. Sem chances – meu primo falou repudiando a ideia – Já estou pensando seriamente se levo Isabelle depois de seu ataque de dama indefesa – olhei para Damon de forma ameaçadora, realmente não era uma boa hora para me provocar
— Vocês precisam de mim. Eu entro, vocês o distraem e então eu saio com Stefan. – a garota era insistente
— Você vai se matar. – disse Damon
— Eu vou lá – ela insistiu
— Então, quando nos fizerem entrar, saiam o mais rápido possível – falei resolvendo o impasse, Damon olhou-me como se eu estivesse insana, mas a pressa era para salvar Stefan e não continuar em uma discussão chata com Elena – Sabemos como nos esconder, se ficarem lá por muito tempo basicamente vão nos atrapalhar. – eu sabia que tinha soado arrogante ao dizer isso, mas eu estava certa
— Concordo com ela – disse Damon, essa era uma das primeiras vezes que concordávamos em algo
— Não é hora de bancarem os durões – Elena disse nos encarando irritada, sinceramente a insistência da garota em ser útil estava me deixando mais nervosa do que já estava
— Certo, Elena, você pode ser piloto de fuga. Não vai entrar na casa. – Damon ainda insistia nisso? Mas que inferno
— Você não vai poder me impedir – revirei os olhos, nenhum dos dois cedia – Estamos falando do Stefan aqui. Você não entendem. – definitivamente ela me irritou agora, eu não entendia? Quem era ela perto da prima que o conhece desde que nasceu?
— Ah eu entendo. Ele é a razão da sua vida, você jurou que iria protege-lo sempre e está aqui com dois idiotas cabeças duras brigando, enquanto o seu primo favorito está correndo risco de vida, francamente... – falei de forma sarcástica olhando com raiva para Damon e Elena – Então parem de discutir e por favor sejam racionais por um instante! Não dá para te proteger Elena, não sabemos quantos vampiros estão lá dentro e ninguém pode se distrair por sua segurança, ou, isso se tornará um banho de sangue, incluindo seu tão amado Stefan – olhei-a duramente, e ela finalmente abaixou a cabeça se dando conta de sua infantilidade, a garota estava com lágrimas nos olhos
— Pegou pesado Isabelle... – sussurrou Damon, eu não gostava de ser grosseira, ainda mais com Elena, ela era uma garota legal mas o desespero estava a cegando
— Eu te entendo, acredite eu sei bem o que é passar por isso. Mas temos que ser racionais aqui, é a vida de Stefan em risco e ele não hesitou por um segundo antes de salvar a minha – eu tentei ser mais suave dessa vez e Elena assentiu
— Se temos que ir. Vamos logo – Alaric disse dando um fim de vez a briga
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Eu e Damon havíamos bolado um plano que chamamos de “clichê pornô”. Alaric seria um humano pobre coitado que o carro pifou no meio da tempestade e então entraria na casa pedindo para usar o telefone, nesse tempo ele analisaria o terreno para que eu e Damon pudéssemos entrar em ação.
Enquanto Alaric fazia toda essa encenação eu e meu primo o esperávamos na porta dos fundos da casa.
— Você precisa convidar meus amigos para entrar – ouvi Alaric falar para a senhora dona da casa, essa era nossa deixa
O professor abriu a porta e a mulher olhou para nós nos reconhecendo.
— Sinto muito. Eles não podem entrar. – sua voz era mole e gentil, eu tinha dó dessa mulher, não era nada legal ser manipulada dessa forma
— Precisa abrir uma excessão – Alaric insistiu
— Tire-a a da casa agora. – ordenei, e foi isso que o professor fez — Sra. Gibbons, fale a verdade. Você é casada? – perguntei, Damon me olhou estranho – Tem parentes que vivam nessa propriedade?
— Não, sou só eu – respondeu a pobre mulher, eu sinceramente tinha pena dela, totalmente solitária
— Não? Ótimo... Acredite vai doer mais em você do que em mim, mas é preciso – respirei fundo, eu odiava matar as pessoas, mas para salvar Stefan eu passaria por cima de qualquer escrúpulo mesmo que significasse ouvir suas lições de moral
Quebrei o pescoço da pobre mulher e notei que Damon me olhava assustado, normalmente era ele quem fazia esse tipo de besteira. Eu e Damon entramos na casa e encontramos o professor furioso.
— Você devia compelir ela – ele me olhou com raiva
— Não funciona assim –respondi tentando ser fria
— É um ser humano – ele disse bravo seus olhos me encaravam de forma fulminante
— E ela não é – Damon entrou no meio de minha pequena briga com Alaric – Então não importa. Saia daqui. E dê um jeito no corpo. –O professor estranhamente obedeceu meu primo e saiu da casa
— Vamos? – sussurrei para meu primo que assentiu
— Billy por que a demora? – ouvi o psicopata do Frederick chamar, mal ele sabia que seu amiguinho estava morto
Ouvimos passos em direção à cozinha, e nos escondemos pela porta da dispensa. Deu para ouvir quando o vampiro desligou o triturador de legumes e a pia que Alaric havia ligado para que os barulhos não fossem ouvidos, a porta rangeu o idiota estava tentando abri-la, então Damon deixou e rapidamente enfiou a estaca no peito do idiota, infelizmente não era Frederick, mas ele morreria e eu esperava profundamente que fosse eu a mata-lo.
Eu e Damon andamos em passos sorrateiros pela casa, até que achamos uma escada que descia para o porão, descemos as escadas e tudo que eu mais queria era achar Stefan e que esse pesadelo acabasse logo.
Havia um longo corredor depois das escadas, e eu e Damon avistamos um vampiro que provavelmente estava de guarda, antes que ele pudesse alertar a alguém sobre nossa presença, injeitei um dos dardos de verbena no pescoço do maldito. O que não esperava era achar Elena na vira do corredor.
— Você está louca? – eu e Damon questionamos em uníssono, por que diabo Elena tinha de ser tão teimosa?
— Quer saber? Ela não vai nos distrair. Seguiremos o plano.- olhei para Damon e ele concordou
Finalmente chegamos até a porta, eu podia ouvir a voz baixa de Stefan ao que parece havia outro vampiro com ele.
Elena não pode aguentar a emoção e abriu a porta.
— Elena! Não deveria estar aqui- Stef até mesmo amarrado em cordas de verbena era preocupado
— Ela deveria estar no carro – disse Damon entrando junto comigo na sala
Tirei a estaca de meu bolso pronta para atacar o vampiro moreno que estava na cadeira.
— Ele não – Stef me impediu – Ele me ajudou...
— Que seja... – Damon disse caminhando até Stefan – Vamos descer você...
— Tem verbena nas cordas – meu primo avisou o obvio, esses filhos da mãe tinham um grande estoque de verbena
— Então Elena torna-se útil – falei irônica, a garota havia me irritado de verdade com sua aparição – Solte aquilo. – pedi para que ela soltasse a roldana que deixava meu primo suspenso e foi o que ela fez
— Feito. Vista-se – Damon estava convencido com nosso resgate, mas eu também estava ficando, as coisas pareciam dar certo mesmo com a presença de Elena
— Espere. – meu primo pediu
— Precisamos sair daqui – falei irritada, demorar demais era dar sopa para o azar
— Isabelle me ajude a salvar o rapaz – meu primo estava fraco e me pedindo ajuda, eu não podia negar
— Temos que ir! – Damon nos apressava
Tirei a estaca de madeira da perna do homem a minha frente que gemeu de dor.
— Vamos! – falei sem paciência. Elena apoiava meu primo em seu braço
— Pode leva-lo para o carro? – perguntei
— Sim – ela respondeu, meu primo parecia bem acabado
— Certo, vá – respondi, eu estava muito aliviada o mais importante que era Stefan já estava praticamente á salvo
— E vocês? – ela perguntou preocupada
— Você resgata, nós distraímos. Vai – Damon mandou e eu mesmo correndo risco de ser atacada por vários vampiros suspirei aliviada, meu primo mais velho odiava dar o braço a torcer mas parecia estar mais calmo também
Subimos as escadas de volta para a casa, agora enfrentaríamos os malucos da tumba que estavam loucos por minha cabeça.
— Melhor nos dividirmos, você para um lado e eu para o outro – sussurrei
— Péssima ideia, e se alguém te atacar? – ele sussurrou de volta contrariado
— Eu revido Damon. Mas separados temos mais chance de não sermos totalmente cercados – meu primo bufou de leve com minha explicação
— Ok. Vou para lá – falou indo para a direção contrária da que eu estava
Fui na direção a qual o barulho estava intenso consegui avistar de longe Frederick sentado em uma poltrona, enquanto outros vampiros jogavam sinuca.
— Está tudo muito quieto. – Frederick falou desligando o som, uma vampira estava pronta para sair porta a fora quando lancei uma estaca direto em seu peito e ela caiu — Espalhem-se pela casa – gritou, e então eu me escondi em um armário no meio do corredor
Ouvi passos apressados por todos os cantos, abri uma fresta do armário e vi que ninguém mais se encontrava por ali, então saí, o que não esperava era ser surpreendida por um babaca.
— Parece que vou realizar o sonho de te matar – o vampiro era alto e forte, seus olhos castanhos me olhavam com ódio, e essa era sua fraqueza
Com a sede que o idiota veio para cima de mim foi suficiente para que eu preparasse o dardo de verbena, lancei-o diretamente no pescoço do vampiro que caiu na hora, então não perdi tempo e sai correndo, ouvi um barulho vindo do lado que Damon havia ido e decidi checar o que estava acontecendo.
Três vampiros cercavam meu primo, entre eles Frederick. Damon resistia bravamente distribuindo socos, mas por quanto tempo ele aguentaria?
Enquanto Damon socava Frederick um dos vampiros tirou a estaca para matar meu primo mais velho, meu coração acelerou e meu medo de não chegar a tempo foi forte o suficiente para me dar impulso, confesso que não sei da onde tirei forças, mas apanhei o cabo de um guarda-chuva e com toda a minha força acertei a cabeça do cara arrancando-a. Damon me olhou chocado, mas foi nesse momento de distração que um quarto vampiro chegou, me empurrando para a parede, meu primo tentou me ajudar mas estava cercado por dois, estávamos literalmente encurralados, até que o vampiro que me prendia pelo pescoço caiu morto no chão, e em seguida os outros dois, o que só deu tempo ao Frederick covarde sair correndo. Quem havia salvado a mim e a Damon por mais incrível que pareça era o professor Saltzman, ao que parece eu teria uma eterna divida de gratidão com ele.
— Vou atrás do Frederick – avisei eu precisava me vingar desse idiota
Damon veio logo atrás de mim, procuramos o filho da puta por toda a casa e não o achamos de maneira alguma, estava claro que ele havia fugido. Voltamos para a parte debaixo da casa onde Alaric estava, eu senti cheiro de sangue pelo que parecia o professor havia sido atacado mas contornara a situação.
— Vamos sair daqui – falou Alaric
— Eu vou mata-lo – falei, nada era mais importante para mim do que acabar com a vida daquele maldito vampiro
Saímos da casa, e da varando avistamos uma série de vampiros vindos em nossa direção.
— Quantos daqueles dardos de verbena você tem ai? – perguntou Damon para o professor com uma expressão preocupada
— Um – ele respondeu, sua expressão era totalmente de “estamos encrencados”
— Parece que não será o suficiente – comentei sendo um tanto quanto sarcástica, mas isso havia sido eclipsado pelo nervoso
Entramos de volta para a casa correndo, precisávamos urgentemente de alguma escapatória.
— Então o que vocês falaram hoje cedo sobre minha esposa, era mentira, não? – perguntou Alaric, isso era hora de fazer esse tipo de pergunta?
— Sim – respondeu Damon e eu apenas assenti, afinal eu só havia concordado com meu primo para deixar o blefe mais certeiro
— Parem! O que está acontecendo aqui? – ouvi a voz de Pearl ecoar alta lá fora
E então a vampira abriu a porta dando de cara conosco, ao seu lado estava sua filha Anna, ela olhou para o chão vendo dezenas de vampiros caídos.
— O que vocês fizeram? – seu olhar era de puro ódio
— Nós? Seu grupinho de vampiros passou o dia torturando meu primo. – respondi irritada me aproximando mais da mulher, eu já havia passado de todos os limites do stress hoje
— Acredite, eu cuidarei dos responsáveis por isso. – ela praticamente se desculpou, esse era o lado bom de nosso acordo com Pearl ela ainda precisava de nós infiltrados no conselho
— Nosso trato não funcionará a menos que aprenda a controla-los – Damon aderiu meu jeito de se fazer de vitima e falou usando o mesmo tom que eu
— Isso não deveria ter acontecido – ela se defendeu
— Mas aconteceu querida – respondi irritada passando pelo meio das duas vampiras
— Se eu tenho um lado bom, essa não é a melhor maneira de acha-lo – meu primo disse me acompanhando, estava estranha a sincronia que estávamos agindo
O professor nos seguiu e pelo que parecia finalmente havíamos nos livrado daquela casa dos horrores.
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Stefan havia me ligado informando que estava tudo bem, ao que parece ele e Elena haviam conseguido matar Frederick e agora as coisas estavam melhores.
Infelizmente houveram baixas também. O irmão dele Elena ligou avisando que acharam o corpo de Vick.
O dia de hoje havia sido infernal, por isso quando Damon me convidou para ir beber no Grill não hesitei em aceitar.
— Antes de entrarmos só me responda uma coisa? – ele parou quase em frente a porta e me encarou com seus profundos olhos azuis
— O que Damon? – falei, minha voz saiu meio cansada eu não estava afim das brincadeiras de meu primo
— O que você estava pensando quando me salvou? – seus olhos eram intensos sobre os meus e expressavam uma curiosidade tamanha
Eu sabia o que havia pensado, naquele único minuto a possibilidade de perder Damon de verdade quase havia me enlouquecido, uma dor estranha no peito e uma raiva imensa o que provavelmente me causou o surto de adrenalina me fazendo agir daquela forma, eu havia perdido o controle desta forma na vida poucas vezes, mas todas elas foram por amor. E eu não podia negar que fora o mesmo motivo ali.
— Que se alguém te matar um dia essa pessoa tem que ser eu, podemos entrar agora? – desviei de seu olhar penetrante abrindo a porta do Grill
Assim que passamos pela porta a primeira coisa que vimos foi o professor Saltzman sentado em um banco, seus cotovelos estavam apoiados sobre o balcão e suas mãos massageavam as têmporas, um copo de uísque o fazia companhia, puxei Damon para que nos juntássemos a ele, afinal o cara que salvou nossas vidas merecia um drink.
— Foi divertido – comentou meu primo sentando de um lado do professor e eu me acomodei do outro lado, Alaric o olhou como se fosse louco – Não me olhe assim. Sei que você me odeia e provavelmente odeia a ela – o idiota apontou para mim – Adivinha... Já é a primeira coisa que os três tem em comum. – não consegui controlar a risada com as idiotices de Damon, Alaric parecia também se divertir com a situação – Mas não podem negar, nós três botamos para quebrar...
O professor se levantou do banco, e em um gesto inesperado deu um murro muito bem dado na face de Damon e em seguida saiu andando, o gesto de Alaric me fez gargalhar alto, e por mais incrível que pareça ele não ficou irritado, apenas pulou para o banco ao meu lado me empurrou uma das doses que havia pedido.
— Acontece – revirou os olhos e sorriu para mim fazendo um brinde com sua dose o que eu retribui
Estar livre de Frederick e alguns de sua gangue havia trazido uma espécie de paz para nós.
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— Não foi bem assim que aconteceu... Eu estava lá eu lembro – disse Damon convencido, estávamos relembrando alguns fatos passados e Damon insistia em teimar comigo
Havíamos acabado de chegar em casa, eu e Damon nos encontrávamos um tanto quanto embriagados, o que era divertido.
— Eu tenho muito mais memória que você Damon. Melhor vamos perguntar para o Stefan, ele escreve tudo em seus diários de menininha, ele deve saber – respondi correndo pelas escadas e Damon me seguiu.
Eu só não esperava depois de anos me deparar com tal cena, haviam milhares de bolsas de sangue jogadas pelo quarto, e ao fundo estava Stefan terminado com mais uma, eu e Damon trocamos olhares assustados.
Ao que parece nunca nos livrávamos plenamente de um problema, eu só esperava que isso não fosse um sinal que o descontrolado Stefan estava de volta.
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