A Salvatore
18 Capitulo 18: John Gilbert
Notas iniciais
A Salvatore
Acordei com um som altíssimo ecoando pela casa, esse som deveria ser alto a níveis humanos já, então imagine a níveis vampíricos, parecia que o cantor estava dentro de minha cabeça fazendo um show.
Vesti meus jeans que estavam jogados ao pé da cama, vesti uma camiseta cinza e calcei um par de botas baixas, eu com certeza iria reclamar do barulho insuportável.
Me surpreendi ao perceber que o som alto vinha do quarto de Stefan, parei na porta observando-o fazer barra como um louco, o que era um comportamento bem estranho vindo dele, a não ser em tempos de recaída, merda eu esperava que meu primo fosse mais forte que antigamente ou teríamos sérios problemas.
Senti mãos quentes afastarem minha cintura e ignorei a corrente elétrica que sempre passava por meu corpo, eu já sabia que era Damon, ele havia me tirado da porta para que pudesse passar.
— Pode aumentar mais um pouco? Ainda não está incomodando – Damon disse sendo irônico
— Desculpe – meu primo mais novo falou com a voz ofegante devido ao exercício físico
— Quando voltará para a escola? – merda, Damon acabara de me lembrar que em breve eu teria que ir trabalhar
— Em breve. – respondeu Stef mudando de barra para flexão, meu primo não estava mais indo para a escola desde sua recaída que eu e Damon havíamos flagrado
— Vamos beba logo – fiz um barulho de reprovação entrando no quarto, só então percebi que Damon estava com sangue em seu copo, ele realmente adorava provocar – Auto desintoxicação não é legal – ele abaixou-se deixando o copo perto do nariz de Stefan
— Damon... – eu ia começar a falar mas Stefan interrompeu
— Afaste isso de mim, por favor. – sua voz continuava ofegante devido as milhares de flexões
— Quanto tempo demorou para se desacostumar após sua ultima recaída? – perguntou Damon
Fiz uma careta e meu primo mais velho observou, as recaídas de Stefan demoravam para serem curadas, só não eram piores que as entre mim e Damon.
— Isso não é um bom sinal – meu primo babaca continuou
— Eu vou ficar bem, é só questão de tempo – Stef disse, eu torcia para que fosse verdade
— Não precisa matar para sobreviver. Para isso servem os bancos de sangue. Isabelle é um ótimo exemplo disso – olhou-me divertido. Eu realmente amava os bancos de sangue – Eu não me alimento de um humano há... uau muito tempo. Nossa querida IsB não pode dizer o mesmo...
— Estou impressionada Damon, já que não está se alimentando de humanos decidiu cuidar da minha vida? – retruquei nervosa, eu sabia que Stef não aprovava isso
— Quem Isabelle? – meu primo mais novo me olhou curioso
— Jake... um nome bem infantil se quer minha opinião, para ser mais clichê só falta ele ser um lobo... – Damon comentou revirando os olhos, eu só não entendia o porque de tamanha implicancia
— Ele é humano Damon. E o nome da principal do livro é Bella, quantas vezes vou ter que repetir isso? – ele cismava em implicar comigo desde que descobriu que eu e a principal do livro de vampiros mais famoso da década tínhamos nomes próximos
— E eu sou muito mais sexy que o Edward – ele comentou com um sorriso irônico nos lábios
— Deu minha hora e... – decidi que não ia mais me estressar com as sandices de Damon, e além de tudo daqui a pouco eu me atrasaria para o trabalho
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De: Richard Lockwood
Para: Isabelle Salvatore
Reunião do conselho em dez minutos. Dê uma desculpa e venha
PS: Você sumiu
Eu realmente nunca mais havia respondido as mensagens de Lockwood, estava tão distraída com Jacob que sequer me lembrava de sua existência. Mas depois das ameaças de Pearl eu sabia que precisaria dele mais do que nunca.
— Meninas vocês estão liberadas mais cedo – avisei já saindo do local
Não demorou muito até que eu chegasse na mansão Lockwood, um guarda esperava na porta o que não esperava era dar de cara com meu primo Damon.
— Foi chamada para a reunião priminha. Ao que parece dormir com o prefeito a tornou importante – olhei para Damon irritada
— Eu não vou me estressar com você. Vou simplesmente ignorar sua existência. – respondi entrando na casa
— A morte da Vicky foi oficialmente decretada como overdose. Sua família foi notificada. A verdade continua dentro desta sala, e poderemos esquecer — ouvi a Xerife Forbes falar ao adentrar na sala
Entrei na sala junto com meu primo, e descobri que haviam mais pessoas do que eu imaginava participando do conselho, o que era uma surpresa só em uma cidade como Mystic Falls as pessoas acreditariam tanto no sobrenatural.
— Obrigado, Xerife – agradeceu Richard – Agora vamos a um assunto mais urgente. John Gilbert está aqui e queria falar umas palavras. – Troquei um olhar estranho com Damon Gilbert? – Bem vindo de volta, John. É bom te ver.
— Obrigada prefeito.- ele agradeceu
John Gilbert aparentava ter não mais que quarenta anos, olhos claros, era de estatura mediana e tinha um sorriso desconfiado nos lábios, ao que tudo indicava era irmão do pai de Elena. E eu não entendia o porque mas o sujeito não me causava uma boa impressão.
— Olá, a todos, que bom vê-los. Só queria que fosse em melhores circunstâncias. – sua voz era grave e desenvolta, mesmo assim não tirou minha má impressão do homem – Sendo de uma família fundadora, é meu dever informar noticias preocupantes.
Notei que a Xerife Forbes havia se aproximado do lugar onde eu e Damon estavámos.
— Ele é um Gilbert? – perguntou Damon a ela
— Tio da Elena. O nome dele é John, mas o chamo de “idiota”. – respondeu a Xerife e eu prendi o riso, era engraçado como eu sempre acertava em minhas impressões sobre as pessoas
— Um banco de sangue no condado vizinho de Amhest relatou diversas invasões durante as últimas duas semanas. – olhei para Damon de canto de olho, sabíamos que o que estava causando isso eram os vampiros da tumba – 7 campistas, 4 caçadores e 2 funcionários do governo também foram dados como desaparecidos – isso era bem preocupante, numero muito grandes para poucas semanas – Tudo isso num raio de cento e vinte quilômetros de Mystic Falls.
— Certo, certo. Não há por que ficar alarmado nesse momento – o prefeito tentava amenizar as coisas, e eu sabia o porque ano de eleições, idiota
— Ele não quer cancelar a grande festa do dia dos fundadores. – explicou a Xerife para mim e Damon
Eu havia me esquecido dessa maldita festa, haveriam uma série de eventos em comemoração ao dia dos fundadores, incluindo o Miss Mystic Falls eu estava coreografando as meninas há semanas.
— Pensam que todos os seus problemas acabaram, mas vim avisar que nada foi resolvido. – o idiota Gilbert voltou a falar – Precisamos encontrar esses vampiros o mais rápido possível, e eliminar todos eles – John ressaltou o todos, e eu sinceramente esperava que ele não eliminasse todos já que incluso nisso estava eu e meus primos
A reunião acabou finalmente, tudo que eu queria era sair dali logo, a maioria dessas pessoas eram apenas irritantes e desnecessárias e se encontrassem um vampiro de verdade com ou sem verbena morreriam penosamente.
— Isabelle, posso falar com você um instante? – era o Lockwood, esse sabia ser insistente
— Claro, Sr prefeito – eu tentava ser o mais simpática e impessoal possível, já que pessoa de cidade pequena vê maldade em tudo
— Você não tem me respondido mais – ele disse com o cenho franzido – Te fiz algo? – Nasceu
— Não fez nada, eu só tenho andando muito ocupada. Toda essa correria com o concurso de miss que acabei me esquecendo de tudo – eu tinha que ser esperta, esse não era um bom momento para dar um fora no membro mais importante do conselho
— Então você estaria disposta a se encontrar comigo uma noite dessas? – olhei para os lados chocada com convite, mas ninguém pareceu reparar
— Só marcar – respondi dando um sorriso sedutor que foi retribuído, eu sabia que Carol estava viajando mas considerava o comportamento do prefeito de péssimo gosto
Meu telefone tocou acabando com a conversa e me dando uma desculpa para ir embora.
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Eu estava na porta da casa de Elena, ela havia me ligado há pouco tempo pedindo ajuda,o que eu não notei era que meu primo mais velho havia me seguido, semicerrei os olhos o encarando.
— Eu estava curioso sobre sua saída secreta – ele se explicou
— E agora deu para me seguir? – perguntei enquanto batia na porta
— Não dramatize tanto Isabelle – respondeu sarcástico, e eu revirei os olhos, não adiantava discutir com ele
— Ainda bem que você veio. – Elena falou baixo, sua expressão era preocupada
— Me chamou eu venho. Simples assim – Damon respondeu irônico entrando junto comigo e Elena o olhou irritada
— Eu estava falando com Isabelle – ela sussurrou, e indicou para que falássemos baixo
— Deixe de ser babaca – revirei os olhos para o comportamento infantil de Damon
— Subam – convidou Elena
— Não Elena, não vamos fazer uma festinha no seu quarto – o babaca falou em voz alta
— Pare de ser infantil – falei já subindo as escadas, Damon irritava demais
Entramos no quarto de Elena, e meu primo folgado logo se acomodou na cama da garota abraçando seu ursinho.
— Você sabia que seu tio esteve arrasando no conselho? – perguntou ele
— O quê? — ela perguntou confusa e olhando para mim em sinal de confirmação
— Sim. – confirmei a ela
— Perfeito. Vamos coloca-lo na crescente lista de tudo que está desmoronando?
Damon olhava confuso para um canto da parede, e eu acompanhei seu olhar vendo uma série de peças quebradas em cima de uma cadeira.
— O que aconteceu ali? – perguntou Damon, a sorte dele ser inconveniente era que matava minha curiosidade
— Nada... – ela respondeu porém sua voz vacilou – Chamei Isabelle aqui porque estou preocupada com Stefan. Ele diz que está tudo bem, mas ele claramente está lutando. Quanto tempo leva até que ele volte ao normal? – a garota parecia realmente preocupada, e eu também estava
— Alguns dias... – eu não queria ser sincera e assustar Elena
— Já passaram alguns dias – respondeu ela frustrada com minha imprecisão
— Mais então – chutou Damon, ele realmente não estava ajudando – Qual o problema?
— Ele não é o mesmo, Damon – eu concordava com Elena, Stefan se tornava uma pessoa totalmente diferente assim como eu nas piores épocas
— Talvez, o problema foi passar muito tempo sem ser ele mesmo. – meu primo mais velho respondeu
— Não é bem assim Damon. O Stefan não é essa pessoa estranha que ele se torna não se faça de bobo – e foi ai que notei onde Damon queria chegar, ele adorava quando Stefan tinha suas recaídas, ele queria que seu irmão fizesse companhia a ele, como eu não pude perceber? Meu primo sempre fazia isso
— É assim sim – ele insistiu rodopiando o que parecia ser um sutiã de Elena na mão, ela o arrancou da mãe dele irritada
— Damon não me faça eu me arrepender de não ter deixado o vampiro te matar aquele dia – falei revirando os olhos, meu primo era muito babaca e seu novo esporte era provocar Elena
— É o que é, garotas. O Stefan que Elena conhece é comportado. Stefan, que vem do Stefan que luta contra sua natureza de maneira obsessiva. Mas se vocês acham que é só isso, então não tem prestado atenção – eu entendia o que Damon estava falando melhor que ninguém, mas meu primo nunca conseguiu superar como eu superei, e agora namorando com uma humana não era uma boa hora para testar seus limites, o que claramente Damon não entendia
— Ele não é você. Nem de perto – Elena defendeu Stef
— Bem, ele não quer ser eu – Damon retrucou – Mas não significa que no fundo ele não seja...
— Não ele não é . Stefan não é um psicopata como você Damon, ele só sempre teve dificuldades para se controlar, e se culpa tanto por isso que só piora as coisas – expliquei olhando sério para Elena – Tudo que posso te prometer é que conversarei com ele e vou cuidar para que ele melhore o mais rápido possível. – prometi de forma solene
— Isabelle... – Damon tentou começar a falar uma de suas idiotices mas eu o interrompi
— Vou embora agora e Damon vai junto comigo, e irei ajuda-la com o assunto – sai do quarto puxando meu primo babaca pela manga da jaqueta
— Obrigada. – ela agradeceu me dando um sorriso sincero, ao que parece eu estava reconquistando a amizade de Elena
Saímos da casa rapidamente, e eu olhei para Damon com um olhar de repreensão.
— Eu sei quais são suas intenções – o puxei para o canto da casa para que ninguém nos visse – Você definitivamente não vai conseguir Damon.
— Do que está falando? – fingiu estar confuso, e eu o encarei raivosa
— Você está fazendo o que sempre faz, tentando fazer Stefan perder os limites – constatei e Damon virou os olhos como se repudiasse a ideia mas eu sabia que era puro cinismo – Não adianta mentir para mim.
— Pense Isabelle... Não seria bom tê-lo mais forte para nos ajudar com esses vampiros? – era obvio que meu primo pensava somente em si mesmo
— Não Damon! Usar Stefan para nos livrarmos de um problema que nós dois causamos é babaquice – falei nervosa em repudio a ideia
— Precisamos dele forte...
— Escute, e só vou falar isso uma vez, se você aprontar com Stef e eu perceber que está dificultando as coisas para ele, eu não vou ter medo em acabar com você. Estamos entendidos? – ameacei Damon em um tom sério o olhando com firmeza e ele pareceu vacilar
Sai andando, ali não era lugar para discutir e meu recado já havia sido dado para Damon.
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Essa noite teria a festa do dia dos fundadores, o triste é que eu ficaria sem ver Jake, eu não estava exatamente apegada mas era divertido estar com ele.
Tomei um banho longo e demorado, eu tinha que estar impecável esta noite. Sequei meu cabelo com calma e sem pressa deixando-o com leves ondas.
Escolher a roupa seria uma missão, passei horas analisando meus armários. Acabei optando por um vestido azul escuro, ele era acinturado e levemente decotado, e parava um pouco acima de meu joelho, sexy, porém muito mais comportado do que o ultimo que usei em uma festa por aqui. Calcei sapatos de salto altíssimos no mesmo tom do vestido. Coloquei brincos de safira azul, eu só odiava o fato de todos acharem que é bijuteria, aposto que a Sra. Lockwood morreria ao descobrir que todas as joias que uso são reais. Completei o look com uma pequena carteira preta.
Caprichei na maquiagem, abusando da sombra azul o que realçou meus olhos e passando um delineador de leve, o blush para corar minhas bochechas brancas e um batom cor de boca para que não ficasse muito carregado.
Meus primos já estavam prontos e me esperavam na sala, depois de muito custo eu havia convencido Stefan de ir na festa, ele tinha que entender que não podia se privar de viver em sociedade.
— Você está linda Belle – Stef elogiou sorrindo, meu primos também estavam bem bonitos ambos de blazer preto, já que o evento pedia esporte fino
— Você também está lindo Stef
— E eu como estou? – Damon sorriu de forma galante
— Legalzinho... – respondi com um tom de desprezo e Damon revirou os olhos, incrível como nada abalava a confiança dele
— Vamos? – perguntou Stefan tentando quebrar a tensão do momento
Eu e Damon assentimos e saímos para a festa, eu só esperava que tudo desse certo.
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Chegamos na porta da mansão Lockwood, lugar que eue havia estado mais cedo, meu primo mais novo hesitou por um momento antes de entrar.
— Eu não deveria ter vindo – ele estava realmente preocupado com a ideia de uma recaída
— Coragem Stef – falei passando a mão por seu braço em forma de apoio – Eu não queria estar aqui tanto quanto você – eu odiava os fundadores, exceto por Willian
— Não sejam deprimentes – Damon virou os olhos, ele nunca podia ser compreensivo – É uma festa para as famílias fundadoras. Que seriámos nós. Seria rude deixar passar.
— Gosto muito mais de você quando odeia a todos. – fui sincera, Damon quando tentava ser sociável era bem irritante
— Ainda odeio. Só adoro que me amem – ele falou baixo, maldito convencido
— Como está se sentindo? – perguntei para Stef ignorando as idiotices de Damon
— Bem. Estou bem. – respondeu, eu sabia que ele estava se esforçando para ficar bem ali, mas era um inicio
— Nenhum desejo? Nenhuma compulsão?- Damon provocou, e eu o olhei de forma ameaçadora o que ele apenas ignorou – O uísque que bebeu está fazendo o trabalho? – Stef costumava beber muito para evitar suas compulsões – Somos o que somos. Fingir não muda isso.
— Podemos lutar para não ser como você Damon. – respondi tentando amenizar as coisas
— Tem certeza de que não é como eu? E Jake o humano que você anda drenando? – revirei os olhos, porque Damon insistia tanto em bater na tecla sobre Jacob
— Ele autorizou não tem nada demais nisso, eu não uso as pessoas como uma bolsa de sangue humana como você Damon. – respondi de forma irritada
— Nada te faria mais feliz do que me ver cedendo, não é Damon? – Stefan perguntou, e eu comemorei mentalmente, por sorte, meu primo mais novo não estava caindo no joguinho do idiota do Damon
— Tanto faz. É inevitável – respondeu ele como quem não quer nada, e eu bufei irritada
— Por que você não vai procurar Elena, Stef? – sugeri querendo tirá-lo de perto de Damon
— É o que vou fazer – respondeu saindo
— Damon... eu estou te avisando... – ele me interrompeu
— Não é hora para brigas IsB, que tal eu você e seu vestidinho sexy irmos pegar uma bebida? – respirei fundo devido ao apelido idiota
— Terei que tomar várias para te aguentar essa noite – respondi me dirigindo ao bar onde estavam servindo os drinks
— Dois uísques por favor – pedi sorrindo para o barman, que derrubou um pouco do uísque da garrafa enquanto olhava abobalhado para mim, era ótimo ver o efeito que eu causava nos homens
— Pobrezinho mal sabe o quanto você pode ser complicada – comentou Damon ao pé do meu ouvido, ignorei o arrepio que isso me causou
— Complicada para quem não sabe domar – respondi sussurrando em seu ouvido e então peguei meu uísque e sai andando em direção a pista de dança, haviam acabado de colocar uma música divertida, o que era bom, já que a festa estava um porre
Me choquei ao ver meu primo Stefan dançando, ele odiava dançar, Elena também parecia chocada.
— Entrei num universo alternativo onde o Stefan é divertido? – Damon chegou logo atrás de nós com sua ironia costumeira
Nós três agora observávamos ele dançar de forma animada com Kelly Donnavan que deveria estar adorando o momento devido a sua paixão por garotos novinhos, se bem que na verdade meu primo tinha idade para ser seu bisavô.
— Ele vai ficar bem? – perguntou Elena, ela parecia assustada ao ver Stefan assim, eu já estava habituada porém ficava temerosa
— Eventualmente – respondeu Damon, ele nunca podia calar a boca?
— Eu te prometo que vai – olhei para Elena de forma confiante – Vou dar uma volta antes que eu me estresse demais – falei olhando de forma irritada para Damon, ele conseguia me levar ao limite da loucura
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Pedi mais uma mimosa no bar, eu já me sentia meio alcoolizada, mas não me importava a festa estava um tédio, eu estava ali unicamente para ficar de olho em Stefan e Damon.
— Estive te procurando pela festa – era a Xerife Forbes que falava comigo, ela por sinal estava muito bonita em um vestido preto
— Alguma coisa importante? – perguntei interessada
— As informações que John deu para nós estavam corretas – ela falou de modo preocupado, eu sabia que bateriam afinal, haviam vários vampiros nas redondezas da cidade
— E o que faremos agora? – perguntei tentando formar uma expressão preocupada era uma merda tentar ser boa atriz bêbada
— Eu não sei, teremos que discutir isso com calma.
— Qualquer noticia que tiver ou ajuda que precisar, não hesite – falei de forma cortês
— Obrigado. Eu estava comentando com Damon hoje, você e ele tem sido preciosos para nós, no começo tive minhas duvidas sobre vocês, porem, só tenho a agradecer – ela falou sendo sincera, Liz era realmente uma pessoa legal, ainda mais se compararmos com sua filha
— Eu só tenho a agradecer a vocês. O conselhos nos acolheu de forma que estou me sentindo em casa novamente – falei sorrindo, eu sempre estive em casa na verdade
— Damon me disse a mesma coisa – ela observou surpresa, Damon, sempre roubando minhas frases de efeito
— Eu e ele ás vezes pensamos da mesma maneira. – respondi simplesmente
— Sei que são primos... Mas formariam um belo casal – com esse comentário eu não pude deixar de rir, não se foi a bebida ou a ironia que havia em tudo isso, mas foi uma risada bem alta na verdade
— Eu e Damon... mas que loucura – fiz uma careta repudiando a ideia
— Ele é muito bonito e você também – ela sorriu brincalhona
— Nunca daríamos certo. Brigamos demais. – observei o mesmo ir para o lado de fora da casa – Preciso resolver uma coisa. – falei indo na direção que meu primo havia ido
— Você tem que parar de flertar com todas as mulheres carentes da cidade, estão todas ficando caidinhas por você – comentei com meu primo que riu de forma convencida
— Isso está fora de meu controle. Sou naturalmente sexy – revirei os olhos para tamanho convencimento
— Ao que parece todo o conselho já está ciente sobre a presença de vampiros na região, isso não é bom. – falei de forma preocupada
— Temo que resolver logo, esse malditos estão nos expondo demais – Damon também parecia frustrado – Sem contar Jeremy Gilbert desconfiado sobre a morte de Vicki.
— Esses Gilberts só nos dão trabalho – brinquei risonha, ao que parece a bebida havia me afetado mais do que eu pensava, Damon me olhou de forma divertida e se aproximou devagar de mim
— Você está bêbada! E depois fala de Stefan – ele comentou
— Essa festa está um porre, eu só bebi umas coisas a mais. Não exagere – revirei os olhos
— Mas espere... O que Liz te falou que incomodou tanto? – ele havia reparado em minha conversa com Liz?
— Que formaríamos um belo casal – banalizei a ideia
— Mas é verdade. Lembra-se de uma das primeiras festas dos fundadores? Eu e você éramos um casal incrível – ele sorriu, seus olhos me encaravam de forma intensa
— As pessoas sequer sabiam que éramos um casal Damon. – naquela época primos namorando era um absurdo
— Porém não nos desgrudávamos. E a noite maravilhosa que tivemos depois em 1862? – respirei fundo tentando não parecer envergonhada, eu e Damon passamos a noite fazendo sexo sob a luz das estrelas
— Passado... – respondi meio encurralada, eu e Damon estávamos próximos demais e isso não era bom
— Você não sente falta? – seus olhos eram sérios sobre os meus
— Não – respondi de forma dura, eu não sabia até quando essa minha pose duraria
— Eu duvido... – ele disse e então sua boca começou a se aproximar da minha lentamente...
— Vocês devem ser Isabelle e Damon Salvatore? – John Gilbert entrou na varanda, fazendo com que eu e Damon nos separássemos bruscamente
— John, não tivemos tempo de nos conhecermos na reunião – meu primo cara de pau se recompunha muito mais rápido que e disparou a falar
— É um prazer – ele respondeu, percebi que o safado me comia com os olhos
— Curtindo o grande evento? – perguntei sorrindo de forma simpática, só pelo jeito que ele me olhava já estava me irritando
— Sim, esqueci quão divertidas, essas celebrações podem ser. – ele respondeu sorrindo de forma sedutora para mim, ou ele estava ignorando o fato de que quase pegou eu e meu primo aos beijos, ou ele realmente não havia percebido
— Quando foi a última vez que esteve aqui? – Damon perguntou tentando voltar ao assunto
— Não faz muito tempo. No funeral do meu irmão. Há quanto tempo moram aqui? – embora ele respondesse a pergunta de Damon, não tirava os olhos de mim
— Pouco tempo – o cara só olhava para mim então me senti compelida a responder
— Então o que acham? Sabe que o problema com vampiros é real, certo? – essa era a primeira vez que ele não se dirigia só a mim – Será um banho de sangue.
— Eu não exageraria John. – Damon respondeu tentando suavizar as coisas
— Acho que está se repetindo o que aconteceu em 1864. A fúria assassina dos vampiros. Acho que teremos que caçá-los, jogar numa igreja e tacar fogo. – eu realmente queria os vampiros da tumba mortos, mas assim não poderia ser, eu e meus primos ficaríamos muito vulneráveis e acabaríamos por ser mortos junto
— Essa é a história, não é? – tentei soar divertida e sorri para John, esse cara tinha realmente algo de muito estranho
— Parte da história. – ele respondeu despertando a minha curiosidade e a de Damon
— Tem mais? – perguntei curiosa
— Muito mais. Parece que havia uma tumba abaixo da igreja. Onde os vampiros estavam escondidos, esperando alguém libertá-los. Mas já sabiam disso, não é? – e então ele olhou para mim novamente – Levando em consideração que vocês dois os libertaram.
Damon e eu trocamos olhares rápidos e confusos, como esse filho da puta sabia disso?
— E por que está nos contando isso? – Damon retrucou de forma rápida
— Pensei que poderíamos pular as apresentações.
— Sabe que poderíamos arrancar sua garganta, antes que notassem. Mas provavelmente injetou verbena, então... – eu falei em de forma irônica porem não deixei o tom ameaçador escapar
— Por que não me dá uma mordida e descobre? – me desafiou
— Não vale meu tempo. Ou você acha que sou uma adolescente que cai em truques baratos como esse? – perguntei encarando-o – Vamos Damon?
Puxei meu primo pelo braço e enquanto virávamos de costas, trocamos olhares cumplices, esse babaca do John Gilbert tinha que morrer.
— Eu faço o trabalho sujo – sussurrou em meu ouvido
Então ele se virou com rapidez quebrando o pescoço do babaca convencido, e em seguida o jogou da varanda.
— Resolvido. – respondeu dando seu típico sorriso
— Meu herói – ironizei virando os olhos
— Ele estava te secando mesmo sabendo que você é uma vampira – comentou
— É o mal de ser tão bonita – brinquei
— A o que parece não sou o único que encanta por aqui. – ele brincou
— Como posso te dizer? É um dom... – falei e então sai de perto de Damon, depois de nosso quase beijo o ideal seria evita-lo
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— Vai continuar bebendo como um louco? – perguntei me aproximando de Stefan, ele estava visivelmente embriagado
— É para me controlar Isabelle, seja mais divertida – ele respondeu, ótimo tudo que precisava era de outro Damon em minha vida
— Quer ouvir as noticias ruins ou as realmente ruins? – perguntei me aproximando mais de meu primo
— Na verdade não quero nenhuma noticia, Belle – sua voz estava alterada, que trabalho Stefan me daria
— Certo. Vou consertar isso. Quer ouvir que o conselho voltou a caçar vampiros ou que Damon matou o tio John Gilbert, e eu tive que deixar? – respondi o olhando de forma irritada, Stefan tinha que voltar a real, eu e o babaca do Damon precisaríamos dele
— O quê? – perguntou fazendo uma expressão confusa
-Ótima festa não? – perguntei saindo de perto de Stef irritada, eu não lembrava dele ser tão irritante em sua fase de abstinência
— Isabelle... – ele veio atrás me chamando
Alguém deve tê-lo parado no caminho, porque quando cheguei próxima ao bar, tudo que vi foi Damon parado por perto com uma expressão chocada.
— O que houve? – perguntei, a festa de hoje estava tendo confusões em tempo recorde
— Olhe para frente – e quando olhei avistei John Gilbert vivinho da silva andando pela festa
— Só pode estar brincando – falei chocada enquanto pegava uma taça de champanhe de um garçom, só com muita bebida eu conseguiria passar pelo dia de hoje
— Está tendo um discurso na outra sala, vamos – Damon me puxou
Percebi que o prefeito Lockwood discursava sobre o aniversário de cento e cinquenta anos da cidade, e em seguida chamou John Gilbert para juntar-se a ele no palco.
— 150 anos de comunidade, prosperidade, família. Nós tomamos conta um dos outros cuidamos uns dos outros, protegemos uns aos outros. – percebi que enquanto John falava olhava diretamente para mim e Damon – É bom estar em casa.
Damon me puxou pelo braço novamente na direção do professor Saltzman, paramos ao seu lado e ele nos olhou confuso.
— Olhe para o dedo dele. – Damon pediu para o professor, Damon desconfiava que John tivesse um anel como o de Alaric
— De quem? – perguntou confuso
— O filho favorito da cidade. Olhe para o anel – Damon pediu novamente
John deixou seu dedo bem a mostra quando tocou o sino da cidade, eu odiava o barulho daquele sino velho.
— Se parece com o meu – constatou
— Sim, e seria uma grande coincidência se ele não acabasse de ressuscitar a 5 minutos – falei espantada, quem era o filho da puta que produziu esses anéis? – Quando conseguiu isso? – perguntei curiosa
— Isobel, minha esposa. – respondeu Alaric, a vadia descendente de Katherine e seus podres...
— Que deu á luz a Elena sob os cuidados médicos do respeitado Dr. Grayson Gilbert, o irmão de John. – Damon comentou
— Tem algo de muito estranho nessa história – concordei, isso não parecia uma coincidência
— Acham que John conhecia Isobel? – perguntou o professor confuso
— Acho que John conhece coisas demais... – respondi observando o homem estranho, eu realmente sempre acertava quando não gostava de alguém
— Acho que a única maneira de sabermos algo é o cercando – Damon falou, mesmo odiando dar razão a meu primo, ele estava certo, Alaric também assentiu
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Esperamos até que John ficasse sozinho novamente, ao que indicava ele estava indo embora. Então o seguimos pela porta.
— Indo a algum lugar? – perguntei caminhando ao seu lado, Damon e Alaric estavam logo atrás de mim
— Não gosto de ser o ultimo a sair de festas. É muito perigoso – respondeu cinicamente
— Vai me matar de novo? Ou vai deixar que a lindinha ou Sr. Saltzman fazerem isso? – olhei confusa para Alaric, por acaso ele o conhecia?
— Certo, pelo visto sabe quem eu sou. – falou Alaric
— Sei. Alaric Saltzman , o professor de história com um segredo. Aliás, essa escola está cheia de professores com segredos. – John sorriu olhando para mim
— Você sabe muito para alguém que chegou a pouco na cidade. – Damon observou
— Mais do que possa imaginar, Damon. – respondeu para meu primo – Meu conhecimento desta cidade vai além do que vocês ou o conselho sabe – disse olhando para cada um de nós pausadamente – Então, se estão pensando em bolar um super plano, arrancar meu anel ou algum movimento de vampiro, saibam, que se eu morrer, tudo que sei vai para o conselho, incluindo a fascinante história dos Salvatore e o retorno tão adorável nos dias atuais a Mystic Falls, com direito até mesmo a romance – ele disse olhando para mim e para Damon e sorriu de forma cínica, ele havia visto nosso momento na varanda, merda
— Como conseguiu esse anel? – perguntou Alaric, aproveitando o momento de silêncio entre eu e Damon
— Eu herdei um, meu irmão morto, o outro. Esse não era o dele. E eu não teria dado o meu para Isobel se soubesse que entregaria para outro cara. – respondeu John, essa família de Katherine era realmente de vadias, ao que parece essa Isobel saia com todo mundo
— Você a conhecia – constatei
— Quem você acha que a pôs no caminho de Damon quando quis virar vampira? – ele perguntou, espera ele já conhecia Damon?
— Você? – perguntou meu primo
— Culpado. – respondeu, esse cara tinha mais podridão envolvida do que eu imaginava – Acha que outro que a colocou? Talvez, Katherine Pierce? – arregalei meus olhos ao ouvir John fala o nome de Katherine, como esse maldito homem sabia de tudo?
— Como sabe sobre Katherine? – perguntou Damon
— Como sei de tudo? — John devolveu a pergunta enigmático
— O que você quer? – perguntei irritada, me aproximando de John, Damon acompanhou meu movimento e Alaric também
— Tantas perguntas. Foi um prazer conhece-lo, Rick. Ouvi tanto sobre você – ele olhou para o professor Saltzman e em seguida para mim – E você também Isabelle, tudo que ouvi falar de você, seu passado recente...enfim – deu um sorriso estranho e em seguida saiu
Quem era esse cara Deus? Como ele sabia de tudo?
Tudo que eu mais queria era mata-lo, arriscar que ele conte sobre minha vida nesses quinze anos? Arriscar que ele nos dedure ao conselho? Definitivamente de todos os problemas que temos esse cara era o maior.
Olhei para os rapazes completamente sem saber o que fazer, e eles pareciam tão chocados quanto eu, incluindo Damon.
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Sentei-me exausta em frente a lareira de casa, tudo que fiz foi jogar meus par de sapatos no chão para que pudesse ficar mais confortável.
Damon me serviu um copo de uísque e em seguida sentou-se em frente a lareira, ele parecia tão perdido quanto eu. Ficamos quietos por alguns instantes apenas observando o fogo, quando ouvimos passos, Stefan havia chegado em casa.
— Temos um problema Stefan. Quando digo “problema”, quero dizer crise global. – Damon usou seu costumeiro sarcasmo
— Parece que o tio John tem um... – eu ia falar mas então notei a expressão de meu primo, ele parecia muito pior que eu e Damon, eu reconhecia aquela expressão, sua abstinência ia realmente mal – Você não parece bem. É diferente dessa vez não é? – perguntei preocupada olhando para Damon que também estava estranhando a situação
— É claro que seria depois de todos esses anos – comentou Damon, eu não queria me irritar mais então decidi me retirar
— Stefan, eu vou te ajudar a passar por isso ok? Fique tranquilo, estarei do seu lado. Nem todos os anos que se passaram desde a ultima vão te impedir de sair dessa. – falei olhando no fundo dos olhos de meu primo mais novo que parecia tão perdido
— Obrigada Belle – ele me abraçou e eu retribui ao abraço
— Agora eu realmente preciso descansar, boa noite. – falei dando um beijo delicado na bochecha de Stefan
— Eu também não mereço um beijo boa noite? – perguntou Damon, e eu o olhei com um sorriso
— Mas é claro... Que não. – respondi fechando a cara e em seguida subi as escadas
Não havia palavras para descrever o dia de hoje, Damon tinha razão quando falou em crise global, a chegada de John Gilbert poderia afetar todo o meu mundo e isso realmente me preocupava.
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