A Salvatore

16 Capitulo 16: Eixo


Notas iniciais
Bom queridos e queridas aqui estou eu. Para confessar eu nem ia postar esse capitulo, já que só tiveram 2 COMENTÁRIOS (estou realmente chateada com vocês, tenho tanto trabalho e nem sequer umas palavrinhas sobre a história gente!). Mas a linda da The Queen Sweet Natty recomendou a história me deixando imensamente feliz o que me deu vontade de postar esse capitulo de hoje. Então esse capitulo é dedicado a ela que mesmo depois de quase 2 anos, não desistiu de mim. Boa leitura! Vejo vocês lá embaixo...

A Salvatore

— Alguém anda passando as noites fora de casa... – comentou Damon no momento em que desci as escadas pronta para ir dar aula

— Cuide da sua vida que tal? – respondi sem paciência, eu estava atrasada para a escola – E francamente Damon, são oito horas da manhã e você já está bêbado – eu não sabia como ele conseguia essa proeza

— Eu não tenho mais vida desde que você e Katherine arrancaram meu coração – respondeu dramático

— Me tire fora dessa querido, a culpada é unicamente Katherine... – respondi enquanto já abria a porta para sair

— Mal você sabe Isabelle... – foi o que o ouvi sussurrar antes de sair de casa, eu não precisava de um Damon bêbado para me deixar mais culpada

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Sinceramente as noite com Jacob tem sido o ponto alto de minha vida, já que ao entrar na escola tirando as alunas puxa-saco e os garotos babões, quem realmente importava mal olhava na minha cara, Stefan continuava sendo duro e grosseiro comigo e Elena me olhava como se eu tivesse assassinado filhotinhos de cachorro.

Entrei na secretaria para pegar meu caderno de presença, quando Sra.Aldrin aparece sorrindo.

— Bom dia Sra. Aldrin – cumprimentei simpática

— Srta Salvatore, ninguém te avisou? – perguntou-me confusa

— As aulas de educação física das meninas foram suspensas hoje, terá uma atividade dos meninos o novo treinador deve ter esquecido de te contar. – tentei manter a expressão a mais educada possível

— Então não tenho nada a fazer por aqui hoje? – perguntei

— Pode relaxar em sua casa – sorriu ela cortês ótimo eu não teria simplesmente nada para fazer hoje

Peguei meu carro e voltei para casa, estava pensando em várias formas de me distrair até a hora de encontrar com Jake.

Jake é um ótimo cara, estamos saindo há pouco tempo, mas ele é divertido e o mais importante humano o que tem me garantido boas refeições, eu sei que muitas pessoas achariam errado, mas quando a pessoa se oferece que mal tem? Ás vezes o ato de tomar o sangue da pessoa pode se tornar bem sensual.

Percebi algo estranho adentrar minha casa, eu não sabia dizer se era Damon e suas gracinhas ou outra pessoa, decidi entrar delicadamente pela porta dos fundos sem fazer alardes.

Tirei meus sapatos entrando só de meia pela casa, eu me sentia uma adolescente chegando em casa da balada escondida dos pais, esgueirei-me pela porta e andei até um ponto que eu tivesse total e ampla visão da sala.

Era Pearl e sua filha Anna que haviam entrado em casa, e meu primo mais velho havia acabado de descobrir tal fato.

— Olá Damon – ela disse educadamente

— Já ouviu falar em bater na porta? – perguntou irônico

— Um convite não era necessário – respondeu, desde que Zach havia morrido a casa estava sem dono, portanto, qualquer um pode entrar- Estou surpresa de que não haja um morador vivo aqui – com Damon morando aqui e ela estava surpresa? – Só vive você, Isabelle e Stefan aqui? – perguntou curiosa – Aliás, não precisa se esconder querida. – falou olhando para mim, bufei de raiva eu havia relaxado demais em meu esconderijo.

Damon me olhou de forma questionadora, mas não disse nada, e Anna apenas entortou a boca. De certa forma eu tinha medo de Pearl ela sabia muito bem que eu que havia entregado os vampiros para o conselho de fundadores.

— Olá – falei entrando na sala tentando manter a calma, ela poderia muito bem ter vindo aqui para pedir a ajuda de Damon para vingar-se de mim

— Eu sei do que você teme. Fique tranquila eu não tenho o mínimo interesse em te matar, o que está no passado está la. – seu sorriso era gentil até demais – Porém, não posso prometer nada sobre os outros que fugiram da tumba. – espere como assim fugiram?

— Agora voltando ao assunto. Como mantém afastados vampiros indesejados? – Anna parecia bem interessada nessa parte em especial, eu só não entendia o por que

— Os matamos – Damon então atacou Pearl, segurando-a pelo pescoço, olhei para Anna pronta para reagir caso o pior acontecesse.

Como eu esperava a vampira derrubou meu primo com uma mão, ela era mais velha logo muito mais forte do que eu e meu primo juntos, Damon era idiota de achar que tinha chance com ela.

— Sente-se Damon – ela ordenou, adorei ver meu primo de cabeça baixa sentar-se, eu já estava acomodada no sofá então só me mantive – Esperava poder conversar...

— Somos todos ouvidos – respondi curiosa, eu tinha certeza que Pearl, não tinha vindo conversar comigo e sim com Damon, mas paciência seja lá o que ela quisesse eu saberia agora.

— Estamos morando em uma fazenda fora da cidade. É suficiente por enquanto.

— Todos os vinte e cinco vampiros? – perguntei assustada, era uma grande quantidade que poderia estar atrás de meu lindo pescocinho nesse momento

— Não todos, alguns. Imagino que alguns já tenham saído da cidade, outros provavelmente na floresta, ou como nós, aclimatando-se – eu sabia que não era fácil se adaptar a mudança de anos, mas eu havia acompanhado isso em tempo real, fico imaginando aos como eles que chegam em um mundo cento e quarenta e cinco anos depois

— Espera... como saíram da tumba?- Damon tirou essa pergunta de minha boca

— Acho que a bruxa estragou essa parte do feitiço – respondeu Anna, eu tentava não demonstrar desespero, mas eu sabia que algum vingativo viria atrás de mim e isso já causava-me arrepios

— Anna me contou que as famílias originais ainda tem o conselho secreto. – Disse Pearl, essa menina era realmente fofoqueira – E vocês fazem parte.

— Que besteira... – tentei remendar

— Estou em Mystic Falls desde o cometa. Eu estou a par. – disse Anna me olhando de forma inquisidora, merda ela deveria saber até mesmo do prefeito

— E eu também – respondeu Pearl, eu e Damon trocamos olhares, sabíamos que ela queriam algum favor relacionado a isso – Agora que se infiltraram no conselho, preciso saber de tudo... Começando com a lista de membros e suas famílias – ela não estava querendo demais?

— E todos a quem vocês forneceram verbena – a vampira mais nova completou

— Isso precisa parar imediatamente – disse Pearl essa vagabunda chegou a cidade esses dias e acha que manda?

— Qual o seu objetivo exatamente? – perguntou Damon de forma curiosa

— Mystic Falls é nossa casa Damon, eles tiraram isso de nós. Nossa terra, nosso lar. É hora de construí-lo – a vampira mais velha falou, espera ela queria o que brincar de casinha em Mystic Falls?

— Você está louca? – questionei realmente a sanidade dessa vampira – Isso foi em 1864. Acorda, mulher o mundo caminhou – virei os olhos para a sandice

— Como recompensa, darei a você Damon o que mais quer. E a você Isabelle basta a garantia de que não deixarei ninguém mata-la, como muitos desejam — Pearl me encarou de forma conclusiva, ela sabia que havia atingido meu ponto fraco

— Isabelle pode até estar desesperada, mas, não tem nada que eu queira... – Pearl não o deixou concluir a frase

— Katherine... – ela simplesmente disse, o que foi suficiente para Damon mudar sua expressão totalmente, mas em seguida ela voltou a ser desacreditada

— Você nem sabia onde ela estava. Esteve soterrada por um século e meio – ele disse, era um alívio que meu primo estivesse sendo racional em relação a isso

— Katherine e eu éramos melhores amigas muito antes de virmos a Mystic Falls... Eu sei como ela pensa, eu sei onde encontra-la – eu sinceramente esperava que essa mulher estivesse errada, eu não tive todo o trabalho com a tumba para ver Katherine retornar tão facilmente

— Eu já não tenho desejo algum de ver Katherine. –choquei-me ao ouvir a resposta de Damon, ao que parece toda a bagunça que fiz havia servido para meu primo tirar essa ideia fixa sobre a vadia com K, eu sinceramente esperava que sim, e não que depois ele fosse até Pearl correndo como um cachorrinho e só estivesse agindo assim na minha frente – E não há maneira de que eu faça o papel de seu servo. – ele olhou para mim, esperando que eu desse minha resposta

— Sinto muito mas também passo essa, vou me virar. Nesses últimos tempos me tornei boa em escapar de situações de risco- eu tinha noção que falara demais, porque até mesmo Damon me olhou de forma curiosa

— Não estou pedindo a ajuda de vocês – Pearl levantou- se e nos encarou de forma ameaçadora, sua filha Anna se aproximou também – Te proteger da vingança dos que saíram da tumba e achar Katherine era um gesto de cortesia. O resto não está em negociação – sem que eu esperasse a vampira mais velha enfiou seus dedos nos olhos de meu primo, eu não pude ao menos reagir já que Anna me segurou pelos braços

— Tenho 400 anos mais que vocês crianças. Eu esquartejo os dois em um piscar de olhos e vocês sabem. – ela olhou principalmente para mim – Não ache que eu esqueci que entrei nessa por sua causa, estou sendo muito legal em perdoá-la – sua filha continuava a me segurar em um aperto de ferro – Manteremos contato.

E então a vampirinha simplesmente me jogou no chão ao lado de Damon, eu não acreditava na ironia, justamente eu e Damon sendo ameaçados logo após tudo que havia acontecido entre nós.

As duas já haviam saído da sala, e eu estava me levantando do chão tentando me recompor, sinceramente seria difícil, eram difíceis as situações que realmente me deixavam com medo, porem, essa era uma delas, eu sabia o quanto os amigos de Katherine podiam ser sanguinários, havia provado isso há anos atrás, e agora a ideia de que todos eles podem voltar para se vingar de mim, me apavorava ainda mais, e o pior era o peso de saber que eu poderia ter evitado tudo isso se não fosse minha ideia estupida de vingança. Boa Isabelle.

Damon também se recompunha, ele parecia extremamente contrariado, também a vampira o humilhara.

— O que faremos? – perguntei encarando-o seriamente

— Ela não teria saído da tumba, se não fosse por você. Então se vire querida priminha – ele sorriu de forma irônica

— Ela ameaçou você também Damon – tentei argumentar

— Eu sempre dou um jeito. Agora você está na mira deles e sinceramente... Espero que eles te matem – ele falou essa última parte sussurrando perto de meu ouvi e em seguida saiu da sala

Peguei um vaso qualquer que estava sobre a mesa e o joguei com tudo na parede dando um grito frustrado, será que eu nunca me livraria de problemas?

A pior parte de tudo isso era não saber com quem contar, eu saberia que se recorresse a Stefan ele só me ajudaria por pena e eu não queria isso, isso se ele acreditasse em mim, ao que parece um erro e perco toda a credibilidade.

Damon parecia com tanta raiva que jamais viria a meu socorro, eu estava literalmente sozinha e sem muitas opções do que fazer, tranquei-me em meu quarto para que ninguém pudesse ver a crise de choro que eu estava prestes a ter.

Eu me sentia sozinha, eu olhava para todos os lados e não havia ninguém por mim. Alex estava morto, Lexi também (obrigada Damon), Stefan havia me abandonado e a única pessoa que eu poderia pedir ajuda provavelmente estava magoada demais comigo e eu não sabia sequer por onde ele andava.

Minha maior vontade no momento era fugir, mas eu me sentia covarde demais para isso, apesar de tudo, Stefan ainda era a pessoa mais próxima de mim, e eu não havia desistido de fazê-lo me perdoar por toda a merda que havia acontecido.

O que mais me revoltava é o quanto fui burra em abrir aquela maldita tumba, eu havia ficado tão cega com a vingança que se quer me lembrei das consequências caso algo desse errado. Era obvio que os vampiros viram atrás de mim, quem os dedurou há quase cento e cinquenta anos atrás fui eu, alguns já haviam se vingado tirando meu filho, mas e os que ficaram aprisionados esses deviam estar com uma sede por minha morte guardada há um século!

Me olhei no espelho e eu estava terrível, Stefan tinha razão essa maldita vingança ia acabar afetando mais a mim do que a Damon, e eu realmente estava, descabelada e com os olhos inchados pelo choro.

— Chega Isabelle! – falei para meu reflexo – Você dará um jeito, você sempre dá...

Eu tinha que tentar me convencer a reagir de alguma forma. Arrumei-me da melhor forma possível e decidi ver o que estava acontecendo de bom na cidade, no único lugar em que as coisas aconteciam... O Grill.

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Chegando lá vi o que não esperava Stef, Elena, Caroline e Matt, estavam em uma espécie de encontro de casais, mas era tudo bem estranho ali considerando que Elena e Matt já haviam namorado pelo que eu sabia, meu primo mais novo era capaz de se sujeitar a cada situação inacreditável por sua namorada.

Do outro lado sentado na parte do bar se encontrava Damon, Jenna e uma tal de Kelly, ao que parecia o trio havia bebido bastante, resolvi juntar-me aos mais velhos.

— Não fique assim, não pode ser tão ruim- Jenna tentava consolar Damon, no fundo o idiota sabia que Katherine nunca gostou dele, só estava sendo duro demais ser forçado a admitir para si mesmo

— Você ficaria surpresa. A maior razão da minha existência me abandonou... – ouvi Damon responder, trinquei os dentes de raiva, maior razão da existência dele, era sério isso?

— Me vê um uísque do mais forte que você tiver, por favor – implorei, eu não aguentaria aquele martírio sobrea, era impossível.

– E depois dos acontecimentos de hoje. O chão onde piso... está prestes a ruir – nesse ponto eu concordava com ele

— Veja quem chegou – Jenna sorriu animada olhando para mim – Kelly está é Isabelle Salvatore – a mulher que tinha uma aura um tanto quanto vulgar me olhou de cima a baixo e só depois deu um sorriso

— Prazer – sorri tentando ser simpática, mas eu sinceramente não havia ido com a cara dela

— Olá priminha – percebi a irônia no sorriso de Damon, e ao que parece ambas perceberam a acidez em seu tom

— Priminho – devolvi no mesmo tom – Percebi que está dramatizando por aqui – virei os olhos para Jenna que riu – Pobre Damon apaixonado...

— Por acaso é você o motivo dessa choradeira? – perguntou Kelly, falei que não gostava dessa mulher, intrometida

— Ela adoraria ser – respondeu divertido, me olhando de forma desafiadora

— Você deve estar me confundindo com algum tipo de psicopata que gosta de ter toda a atenção masculina ao seu redor e ilude pobres garotinhos que ainda acreditam no amor – revirei os olhos banalizando a ideia – Mas não, para mim isso parece ideia de gente psikotica, com K – pisquei e as duas mulheres seguraram o riso para a expressão de raiva de Damon

— Vamos beber? – perguntou Jenna tentando cortar o clima ruim que havia se formado

— Mas é claro – concordei, eu não havia percebido Jenna havia pedido uma dose para mim também, então brindamos e viramos o shot

— Se escondam, não estamos aqui – disse Jenna, ao ver que Elena caminhava para o banheiro, ela estava bêbada então o momento foi bem engraçado

— O que houve? – perguntou Kelly confusa

— Filhos sub tutela ali atrás – respondeu Jenna, se ela queria dar um bom exemplo realmente estava ferrada

— Droga! – xingou Kelly, agora eu havia entendido o olhar que Matt lançava para cá o tempo todo a mulher estranha era sua mãe

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A noite estava passando devagar, eu e Jenna nos víamos sobrando ali devido as investidas descaradas de Kelly Donnavan, chegava até mesmo a ser feio.

Não sei a que ponto chegamos, mas Damon estava tirando uma cereja da boca de Kelly, eu realmente não era obrigada a ficar de vela para meu primo, e então resolvi ir embora.

— Ao que parece estamos sobrando aqui – comentei com Jenna que também parecia entediada

— Concordo. Vamos embora? – perguntou ela, parecia um pouco irritada

— Já desistiu? – meu primo mais velho perguntou irônico

— Boa noite... – cumprimentei sorrindo e então fui saindo do bar

Eu caminhava até a porta quando uma maluca vinda do lado contrário trombou em mim derrubando todo seja lá qual for a merda de drinkl vermelho que ela estava tomando na minha camiseta.

— Olhe por onde anda! – praguejei irritada

Eu não sairia na rua assim parecendo uma palhaça, então voltei para o banheiro do Grill, para ver se ainda poderia salvar minha camiseta, aquela porcaria havia sido cara!

Entrei no banheiro sentindo uma estranha sensação, porem, eu a ignorei, eu não podia ficar paranoica com cada momento achando que um vampiro da tumba viria me atacar. Abaixei a cabeça para pegar um pouco de sabão para ver se salvava minha pobre camiseta.

Quando olhei para o reflexo no espelho reprimi o grito de susto, eu reconhecia aquele rosto de 1864, a mulher que trombara em mim de cabeça baixa havia feito de propósito.

— Finalmente te pegamos dedo-duro – ela sorriu de forma maldosa

E avançou para me atacar e antes mesmo que eu pudesse ter qualquer reação a maldita quebrou meu pescoço.

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Acordei em um lugar escuro e mal iluminado, provavelmente um desses galpões fora da cidade, meus braços estavam presos a uma cadeira em uma corda provavelmente cheia de verbena já que cada movimento que eu tentava fazer queimava como fogo. O que eu não esperava era estar viva ainda, mas ai me lembrei como amiguinhos da Katherine eles não iam me matar sem antes torturar-me, minha vontade era de chorar, mas eu não daria esse gostinho a eles nem em meus últimos minutos.

Ouvi barulho de passos e em seguida um homem moreno e baixinho com traços latinos apareceu, eu também me lembrava vagamente dele.

— O que vocês querem comigo? Por que não me mataram? – perguntei

— Que graça teria matar você não levar seus primos junto? – perguntou ele sorrindo malicioso

— O que? Meus primos não tem nada a ver com isso quem os entregou fui eu, somente eu. – mesmo depois de morta eu não queria esses psicopatas atrás de Damon e Stefan, era justamente por isso que eu morreria para ser justa, eu causei isso e morreria e ponto, fim de toda a culpa com os vampiros da tumba

— Eles são tão culpados quanto você. Mas não se preocupe sabemos que você é a pior, por isso vamos ter o prazer de matar os dois e deixar você por último. – a vadia que havia derrubado bebida na minha camiseta apareceu do além falando

— Não vai dar certo. – respondi tentando parecer confiante, eu esperava que a raiva de Damon e Stefan por mim fosse o suficiente para que nenhum dos dois me procurasse, seria melhor se eles pensassem simplesmente que fugi novamente

— Veremos então- o homem disse tirando meu celular do bolso e discando um número

Agora não posso atender Isabelle! — Stefan atendeu o telefone já na defensiva

— Isabelle não pode falar agora – o homem falou com uma voz sacana

Quem fala? – o tom de voz de Stef já mudou para mais preocupado

— Um velho amigo... — O babaca tentou ser misterioso

Escute eu não estou de brincadeira, você pode me falar onde está minha prima, ou eu vou atrás de você e te mato. — Stefan ameaçou e o homem sorriu, ele havia conseguido o que queria

— É justamente o que espero que você faça. Eu estou com sua linda priminha aqui e quero que você e seu irmão venham se juntar a nossa pequena festinha...

— Não! Stefan não venha, é uma armadilha ele quer matar vocês! – eu gritei a plenos pulmões, e então a garota que estava lá enfiou uma estaca de madeira no meio de minha barriga fazendo com que eu gritasse de dor e pelo grito ela enfiou outra estaca em minha coxa tornando o grito mais agudo

Me passe o endereço – foi a última coisa que ouvi até que meu pescoço foi quebrado novamente

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Abri os olhos e tudo parecia confuso, o que eu via era a mulher que havia me batido já sem vida no chão, ao seu lado estava Stefan caído e provavelmente muito fraco com um ferimento no peito sangrando.

— Malditas cordas de verbena – Damon xingava enquanto tentava a todo custo cortá-las com tesoura

Minha visão ainda estava turva ao que parece eu havia perdido muito sangue, e a cadeira que eu estava amarrada provavelmente fora usada como estaca, já que eu só me encontrava amarrada no chão.

Damon finalmente conseguiu cortar minhas cordas, e suspirou aliviado, meus olhos estavam ainda pesados mas finalmente eu consegui abri-los.

— Acordou a bela adormecida – ele sorriu, parecia impressão minha mas por alguns segundo eu vi preocupação em seus olhos

— Isabelle! – Stefan veio o mais rápido que pode ao meu encontro, seu olhar parecia culpado e haviam várias emoções ali a mais evidente era medo – Você está bem? – ele perguntou passando as mãos por meu rosto

Nesse momento percebi que ainda estava deitada, com muito cuidado eu me sentei, o mais estranho é que eu não deveria estar fraca assim, me alimento o suficiente de sangue humano para que esse tipo de coisa não aconteça, mas então me toquei o que eles haviam feito, os filhos da puta injetaram verbena em mim.

— Eu só quero sair daqui – respondi, até mesmo minha voz estava fraca, notei que Damon somente observava a mim e a Stefan calado

— Vamos – meu primo mais novo rapidamente se levantou, notei que ele estava com certa dificuldade, o sangue animal realmente o deixava muito fraco

Tentei me levantar mais sem sucesso, eu estava ficando frustrada com minha fraqueza que não costumava ser assim. Stefan fez menção de que iria me pegar no colo.

— Nem tente, você está fraco – falei preocupada com meu primo mais novo, tentei me forçar a levantar novamente quando com uma rapidez inesperada fui levantada por Damon

Confesso que estava surpresa com a atitude de meu primo mais velho, especialmente o que desejou minha morte mais cedo.

— Stefan quantas vezes vou te dizer, você não hesita em pegá-las, simplesmente as pega, é assim que se faz com as donzelas indefesas – ironizou Damon, já caminhando comigo em seu colo

— Eu não indefesa. Eles injetaram verbena no meu sangue – respondi mas minha voz saiu tão fraca que eu mal pude contestar Damon

— Apenas relaxe Belle – ele falou com uma voz estranhamente calma, e o pior de tudo foi que eu realmente relaxei

Chegamos em casa rápido, eu não esperava que o galpão fosse tão perto, a essa altura eu já me sentia um pouco melhor, mas me surpreendi quando Damon abriu a porta do carro novamente me pegando em seus braços, nesse instante o celular de Stefan tocou.

— É Elena preciso atender. Leve-a para dentro Damon – ele disse e em seguida atendeu ao telefone

Meu primo me carregou até em casa e só foi me largar quando chegou em meu quarto onde me depositou de leve na cama. Em seguida abriu o frigobar e apanhou uma garrafa de sangue e me que eu deixava escondida em meio aos refrigerantes e me deu, a questão é como ele sabia que eu guardava sangue ali? Ignorei esse fato e não pude me conter ao perguntar:

— Tudo isso é culpa?

— Pelo que? – encarou-me surpreso, porém seu olhar de quem havia sido descoberto não me enganava

— Ter desejado minha morte mais cedo... – encarei-o buscando uma resposta, aproveitei para tomar o sangue da garrafa, tomei-o tão rápido que mal pude desfrutar o gosto

— Está com sede! Quer mais? – perguntou tentando desviar o assunto

— Você sabe que não posso. – respondi suspirando, a tentação era grande mas eu tinha medo de voltar a ser quem eu era

— Sabe, acho que seus tempos de estripadora já passaram. Você não precisa mais se conter tanto – comentou ele, quando queria Damon era realmente bom em tirar o foco do assunto

— Nunca se sabe... –tentei me mover na cama, mas não pude reprimir a expressão de dor, deveria haver alguma farpa de madeira em minha coxa para ela estar doendo tanto

Damon se aproximou novamente da cama, e colocou suas mão sobre meu quadril, encarei-o assustada.

— Que diabos pensa que está fazendo?

— Tirando a sua calça – ele respondeu já desabotoando o botão, eu não sabia se achava isso incrivelmente excitante ou estranho

— Por que? – falei e ele a tirou em um puxão só, me senti um tanto quanto envergonhada por estar só de calcinha, mas não pelo fato de ser Damon e sim porque Stefan poderia chegar a qualquer momento e achar algo errado

— Você faz muitas perguntas Isabelle. Mas é evidente que tem alguma farpa de madeira em sua coxa, e eu vou ajuda-la com isso. Se segure por que vai doer – e ele tinha razão, reprimi o grito de dor no momento em que Damon teve que abrir novamente o machucado já quase cicatrizado, seus dedos se mexeram rapidamente, até que ele localizou a farpa e a jogou pela janela

— Ai! – foi o que consegui falar, felizmente eu havia conseguido reprimir os gritos, mas ao julgar pela expressão de Damon eu deveria ter feito expressões bem engraçadas. Olhei para o meu estado toda suja e ensanguentada – Preciso de um banho.

— Quer ajuda para tirar o resto da roupa? – ele sorriu galante, virei os olhos para a palhaçada mas não pude conter o sorriso que se formava em meu rosto

— Você não tem que ir beijar a mãe de Matt não? – questionei curiosa para saber o fim que haviam tomado aqueles dois

— O próprio filho dela atrapalhou nosso pequeno momentinho juntos. – respondeu meio contrariado, e eu gargalhei, eu odiava perder os melhores momentos

— Parece que o efeito da verbena já passou – parecia ser um simples comentário, mas notei Damon me estudando como se esperasse que eu fosse cair a qualquer momento

— Um pouco... será que você poderia me levar até o banheiro? Eu realmente preciso de um banho – as coisas estavam cicatrizando devagar, e eu ainda me sentia meio mole

Ele me pegou em seus braços com rapidez e me deixou sentada na beirada da banheira. Seus olhos se prenderam aos meus por um minuto antes de me soltar por completo e então ele saiu andando.

— Damon? – fechei os olhos ao chama-lo antes que eu me arrependesse dessa decisão

— Me desculpe, por tudo. – ele simplesmente deu de ombros como se não se importasse – E obrigada...

— Esse é o meu trabalho Isabelle salvar donzelas indefesas – respirei fundo para não me irritar, ele sabia o quanto me irritava ser tratada como “indefesa” – E a propósito um tal de Jake está muito preocupado com você... – ele disse e jogou meu celular, que por sorte foi parar direto em minha mão, nesse meu momento de distração Damon saiu, mas a impressão que sua voz ao falar de jake foi meio hostil, não saía de minha cabeça

Olhei pelo visor de meu celular e havia milhares de mensagens, ao que parecia eu havia esquecido de desmarcar o nosso encontro desta noite.

De: Isabelle

Para: Jake

Me desculpe o sumiço.

Te explico amanhã.

Beijos

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Deitei novamente em minha cama, eu estava bem melhor e renovada após meu banho, tudo que eu precisava agora era de uma longa noite de sono.

Ouvi batidas na porta, esperava que não fosse mais alguma surpresa, eu não aguentaria mais nenhuma emoção forte no dia de hoje.

— Entre!

— Oi – Stef parecia meio tímido ao entrar, sentou-se na ponta da cama e me olhou, seus olhos pareciam muito culpados – Por que você não ligou me contando sobre os vampiros da tumba?

— Eu não queria que você voltasse a falar comigo por pena. – respondi sendo sincera – Ou que achasse que era mais uma invenção minha para poder voltar a falar com você.

— Eu fui realmente um idiota com você não fui? – meu primo parecia com raiva de si mesmo, era isso que me irritava em Stefan ele amava pegar toda a culpa do mundo e jogar para si

— Eu também fui uma idiota com você. Me perdoe pelas mentiras Stefan, me perdoe por nos ter colocado nessa situação de risco, eu realmente não queria – eu já não podia conter minhas lágrimas que escorriam livremente por meu rosto. Meu primo mais novo me abraçou o que só piorou a crise

— Você está desculpada Belle, mas tem que me desculpar também, eu fui um babaca em não te perdoar. É que não estou acostumado com erros vindos de você, mas nada explica como eu agi com você, eu te deixei sozinha e desamparada e nós somos família, isso nunca deveria acontecer. – a voz de meu primo estava embargada, ao que parecia ele estava tão emocionado quanto eu – Quando pensei na possibilidade de chegar lá e te ver morta. Saber que te perderia de novo, eu não pude aguentar – apertei mais meu primo em meu abraço

— Você nunca mais vai se livrar de mim Stefan. – aquilo era uma promessa

— Eu espero que não – sua resposta com certeza vinha de um sorriso dava para o perceber em sua voz

— Obrigada por me salvar – eu realmente era muito agradecida por isso, eu não queria morrer ali por nada

— Agradeça principalmente a Damon – ele respondeu

— Por que? – indaguei curiosa

— Ele foi o principal herói da noite. Se você visse o desespero com que lutou com a vampira. Infelizmente o cara fugiu, mas se não fosse por Damon... – um arrepio passou por meu corpo quando Stef anunciou que o homem havia conseguido fugir

— Damon salva o dia... Que coisa mais inusitada de se dizer – falei rindo e Stefan me acompanhou

— Precisamos descansar foi um longo dia. Se cuida ok? E qualquer coisa me chama – Stef levantou-se da cama e me deu um beijo na testa

— Eu te amo – falei antes que meu primo saísse do quarto

— Eu te amo mais – ele respondeu sorrindo da sua forma bondosa que tanto me encantava desde que ele era uma criança

Apesar dos machucados e da fraqueza que aos poucos sumia de meu corpo, eu estava bem melhor, ao que parece minha amizade com Stefan havia retornado e até Damon parecia estar mais pacifico. Respirei aliviada as coisas pareciam estar voltando ao seu eixo, pois mesmo com tudo que enfrentaríamos contra esses vampiros da tumba, uma coisa eu tinha certeza: Nós estaríamos unidos.

Notas finais
Então gente o que acharam desse momento entre Damon e Isabelle? e sobre a reconciliação dela com o Stefan? COOOOOMENTEM POR FAVOR! kkkkk façam um pobre autora feliz. Agora eu só voltarei a postar depois de 7 comentários, e o capitulo 17 está prontinho já! Beijos Lili