A Salvatore
12 Capitulo 12: Redenção
Notas iniciais
A Salvatore
AS coisas estavam relativamente calmas, já sabíamos da existência de um vampiro diferente de Logan pela cidade, Elena quase foi atacada por ele, se não fosse por Damon, que por mais incrível que pareça, antes de roubá-la por um dia e leva-la para a Georgia, salvou o dia.
Ouvi um barulho insistente de coisas sendo jogadas, vindo da livraria, respirei fundo rezando para que não fosse Damon, infelizmente era, ao que parece ele havia chegado ao mesmo ponto da investigação que eu, e isso é uma merda, porém decidi jogar verde com meu primo querido.
— O que está procurando Damon? – Ao que parece Stefan chegou antes de mim
— Não é da sua conta – ele foi curto e grosso, atravessei o punhado de livros desorganizados caídos no chão, chegando mais perto de onde os garotos estavam
— Não. Mas colocar Elena em risco é da minha conta. – e lá vem o superprotetor Stef, eu já sabia que o namorado de Lexi havia feito uma pequena visitinha para Damon, exatamente como sabia que ele não iria mata-lo, eu amava meus contatos por descobrir coisas desse tipo de forma tão fácil
—Do que você está falando? – fingiu-se de desentendido
— Qual é Damon? Até eu sei dessa, ele está falando de Atlanta – virei os olhos, não sei como meu primo tinha paciência para os joguinhos de seu irmão mais velho
— Ah sim. Elena e eu nos divertimos. — respondeu de forma provocadora piscando para Stef, respirei fundo contra a vontade de tacar a cabeça do babaca na parede e parece que meu primo mais novo me acompanhou nessa
— Eu sei, só está amargurado porque um de nós está com a pessoa que ama
— 1x0 para o Stefan – falei rindo, Damon me fulminou com os olhos – Sem contar que a pobre Katherine está fora de alcance. A não ser que tenha outro jeito de entrar na tumba... – lancei essa me fingindo de desentendida
Uma velha bruxa que conheço havia me ligado, contando-me que havia, uma outra forma de abrir a tumba, desde que o cristal foi destruído e eu tive a noticia mais empolgante de todos os tempos, havia um grimório com o contra feitiço da bruxa Bennett para selar a tumba, e eu precisava acha-lo.
— Você apesar de linda, e estar com esse decote incrivelmente sexy, é horrível jogando verde Bel – virei os olhos para o apelido “Bel”, ele me chamava assim quando namorávamos, e eu sabia que ele se lembrava disso
— Você é transparente quando se esquiva, apesar de... esquece você não tem nada de especial mesmo – respondi e percebi que Stef ria, eu nem precisava ler mentes para saber que ele estava achando a cena um tanto quanto infantil
— Vocês não tem aula? – perguntou, e sim infelizmente nós tínhamos
— Stef, vá na minha frente, hoje é só organização da festa, eu chegarei mais tarde – pisquei para meu primo que riu
Stefan saiu da biblioteca e tudo que pairou foi o clima de tensão no ar.
— Eu poderia te ajudar se você me dissesse o que procura-falei me abaixando para recolher alguns livros caídos, eu não suportava olhar toda aquela desorganização.
— Mas eu não vou te falar, então já pode ir colocar sua fantasia sexy de professora e ir dar suas aulas
— Como eu disse não tem problema em chegar atrasada hoje, estou totalmente a sua disposição – fiquei entre Damon e a estante e o espaço entre nós era bem pequeno, eu estava praticamente encurralada, mas eu queria arrancar informações dele a qualquer custo, percebi seus olhos azuis um tanto quanto chocados, mas ele logo disfarçou
— Uau, você está realmente tão curiosa que chegou ao ponto de me seduzir? Ou está precisando de sexo? – na verdade os dois, mas ele jamais saberia disso
— Eu não estou seduzindo ninguém... — falei enquanto, passava meu dedo indicador pelo abdômen de Damon – Só estou perguntado, em que posso te ajudar? – olhei-o fixamente nos olhos mordendo a boca, o que ele acompanhou passo a passo, seus braços finalmente enlaçou minha cintura com força e sua boca estava a centímetros da minha, eu estava praticamente gritando vitória...
— Realmente agradeço sua disposição Bel, mas bela tentativa – e então ele me levantou pela cintura e me depositou delicadamente no mesmo lugar que eu estava minutos antes do joguinhos de sedução – Agora eu realmente preciso sair – me deu um beijo leve na bochecha e saiu
Fiquei algum tempo atônita sem entender nada, que diabo estava acontecendo com Damon Salvatore e desde quando ele rejeita sexo? Ainda mais comigo?
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A tarde havia sido cansativa, e eu sabia que amanhã o dia da festa seria pior ainda, eu teria um turno para ficar de olho se os adolescentes não estavam batizando o ponche, e para que isso se eu seria a primeira a chegar lá e batizá-lo.
O comportamento de Damon ainda me intrigava esta tarde, ele estava realmente focado em encontrar o grimório de Emily, isso de certa forma me irritava um pouco, mas eu sabia jamais poderia competir com a ideia dele fixa em ver Katherine novamente.
Subi para o sótão, onde ficavam as velharias, roupas das mais diversas épocas, amanhã na escola seria anos 50, algo extremamente clichê, mas eu amei esse anos, apesar de alguns acontecimentos pesados em minha vida, então decidi procurar alguma roupa que me caísse bem.
— Que tal esse vestido? – me assustei com a entrada de Damon, eu não havia percebido o idiota lá, ele segurava um vestido preto de seda italiana ele era extremamente acinturado e descia rodado justamente como os da época, mas ao invés de bolinhas brancas ou de qualquer outra cor ele era totalmente preto, junto dele havia alguns acessórios como uma luva que só cobria os dedos, e eu lenço de amarrar no cabelo, este sim haviam bolinhas brancas, mas eu sabia o principal motivo de Damon gostar tanto deste vestido
— Não gosto muito desse – fiz-me de desentendida
— É lindo. É uma das poucas pessoas que usa tudo preto e não parece estar indo para um velório
— Posso saber o porquê de tantos elogios? Pelo que sei está tão absorto em seus planos malignos que não tem tempo para ser o meu estilista – virei os olhos
— Não parei em pensar naquele momento entre nós hoje- disse me rondando
— Como você disse um momento, já passou, como você sabe eu estava apenas te manipulando, não deu certo hora de seguir em frente – respondi, porém já estava ficando nervosa com a proximidade de Damon e o fato de estarmos sozinhos, será que Stef não parava mais em casa?
— Não sei se passou... – ele disse chegando cada vez mais perto- Aliás, tenho uma pergunta, você mandou costurar a parte de trás do vestido? – engoli seco, tudo que eu menos esperava era que Damon tocasse nesse assunto.
Flash back on:
Las Vegas, 1950
Festas clandestinas devido a lei contra jogos de sorte, essa era a parte mais divertida da noite da maioria dos festeiros, a tensão da guerra fria tudo era esquecido, afinal estávamos em Vegas.
Stef dançava com uma bela moça em um canto, enquanto eu sentada no bar tomando um drinque, não estava muito animada no dia de hoje, para variar meu inferno tinha aparecido, Damon estava de volta.
— Já que está ai parada não custa nada me conceder essa dança, broto- não resisti e acabei rindo do péssimo apelido que virou moda chamar as damas da época
— Eu realmente não tenho nada de melhor para fazer... – respondi indiferente estendendo a mão para Damon e saindo da cadeira
— Então vamos cair na pista priminha – ele sorriu cortês e me girou e puxou novamente para si, o movimento foi tão rápido que foi engraçado e nós dois rimos olhando um para o outro, ás vezes eu ainda via traços do meu Damon de quase cem anos atrás, nesse Damon
A música agitada durou a noite inteira, Stef já havia sumido com a moça com quem estava dançando, e eu e Damon não nos cansávamos nunca, as pessoas paravam para nos ver dançar, ao que parece nossa coordenação de vampiro nos fazia excelentes dançarinos, o que eu não esperava era que uma música extremamente romântica começasse a tocar, imaginei que meu primo como sempre orgulhoso se afastaria, mas tudo que ele fez foi me puxar para mais perto de si.
Meu coração se acelerou, fazia muito tempo que não ficávamos tão próximos, o cheiro dele era tão inebriante, e então ele puxou a minha mão para me rodar e no meio do giro nossos olhos se encontraram, e nesse momento passamos a música inteira assim olhando um para o outro, com os pés se movendo sei lá para que lado, não importava, parecia que estava tudo ali contido naquele olhar, e foi ai que a música acabou.
Eu esperava que algo acontecesse e me impedisse de cometer essa loucura de novo, mas nada aconteceu, eu e Damon saímos dali e andamos de mãos dadas até o hotel, subimos para a suíte.
— Droga Damon esse vestido é novo! –gritei quando ele impaciente como sempre rasgou uma pequena parte tentando abri-lo
— Desculpe amor – ele respondeu e dessa vez abriu com calma trilhando beijos por cada parte desnuda que ele deixava enquanto abria o vestido, o que me arrancou milhares de suspiros
Quando eu menos esperava ele me jogou na cama, soltei um grito seguido de uma risada dele, e então ele me olhou de uma forma que mesmo em nossas ultimas recaídas ele não havia olhado e disse:
— Eu te amo Bel
— Eu também te amo Damon – ele sorriu e me beijou
Nos amamos por horas a fio, até cairmos no mais profundo sono, mas o que eu não esperava era acordar de um sonho e cair diretamente em um pesadelo.
Quando eu acordei não haviam flores ao meu lado, nem muito menos Damon, não havia nada só um quarto vazio e eu mais uma vez abandonada e enganada.
Flash back Off
— Acho que realmente vou usar esse vestido, sabe essa procura toda tem me enlouquecido- tentei mudar o assunto
— Esse vestido tem boas lembranças não? – ele insistiu
— Nada que valha a pena recordar nesse momento – decidi olhar para Damon, o que eu não havia reparado era a proximidade que nossos corpos já estavam
— Porque você resiste tanto Bel? Você sabe isso aqui, ele apontou para nós dois – Já acontece há tanto tempo
— Isso o que Damon? Sexo? Já faz quinze anos Damon supere, as coisas mudam e... – foi interrompida pelo esmagar dos lábios de Damon sobre os meus
E como sempre o beijo foi explosivo, o meu peito colado ao de Damon, suas mãos possessivas sobre a minha cintura, meus dedos escorregando por seu cabelo, o beijo quente e com aquele gosto irritante de saudade. Suas mãos se tornaram cada vez mais ousadas e agora sua boca explorava meu pescoço e eu me encontrava apoiada sobre uma antiga comôda, com ele acomodado entre minhas pernas, minha blusa e a dele já não existiam mais, as carícias se tornavam cada vez mais quentes e estávamos a passos de perder o controle...
Mas algo estava errado eu não podia me render desta forma, Damon não ia me ter fácil assim, eu havia prometido que seria diferente e vai ser, e embora meu coração lutasse para que eu não abandonasse esse momento, juntei toda a força que eu tinha para empurrar Damon que cambaleante caiu em meio a uma pilha de roupas.
— Acho melhor pararmos por aqui – eu disse e saí correndo do sótão
— Você sabe que vai ser minha de novo... –foi tudo que deu tempo de escutar meu primo falar
Droga! Como eu podia deixar Damon mexer tanto comigo?
— Isabelle! – trombei com Stef no meio do corredor, uma cena bastante constrangedora, considerando que eu estava só de sutiã – O que houve?
— Nada que você não esteja acostumado – respondi, mas Stef me olhava com sua costumeira cara de “eu sei o que aconteceu”
— Não quer conversar sobre isso?
— Definitivamente não, e se você está pensando que transei com aquele idiota do Damon, não foi isso que aconteceu – ai eu vi surpresa nos olhos de Stefan, é tão difícil acreditar que uma vez na vida eu não estou cedendo?
— Ok... Preciso te contar uma coisa, Elena quase foi atacada pelo vampiro da noite do acidente – respirei fundo, não era possível que numa cidade tão pequena houvesse tanto problema, mas em Mystic Falls nada era impossível.
— Teremos que tomar mais cuidado do que pensamos, dê um jeito de proteger os amigos e família dela, ao que parece o assunto desse vampiro com a garota virou pessoal – ouvimos passos de Damon caminhando pelo corredor – Agora eu realmente preciso descansar...
— Se cuida IsB – meu primo mais novo disse e saiu andando
E o que me restou foi trancar-me no quarto, antes que eu perdesse a paciência de vez.
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Eu estava pronta para a festa, em uma coisa Damon tinha razão, eu ficava realmente linda nesse vestido.
Olhei-me no espelho umas mil vezes, e em todas eu via a antiga Isabelle, ela era tão meiga e de certa forma foi divertido resgatá-la nessa roupa.
Incrementei o visual do vestido com um colar de pedras pretas, e um brinco no mesmo estilo, prendi meu cabelo em uma espécie de coque que se usava na época e amarrei o lenço preto de bolinhas como se fosse uma tiara, me maquiei exatamente como na época, o famoso olho de gatinha puxado e um batom vermelho.
Ouvi batidas na porta do meu quarto, eu sabia que era Stef.
— Uau! É como se eu tivesse voltado aos anos 60 – brincou ele
— Sinto saudades de usar esse tipo de roupa – falei dando uma leve rodada pela sala – Assim é tão mais confortável
— Você está linda – ele me elogiou sorrindo
— Agora me conte uma novidade priminho – eu sorri irônica e Stef gargalhou – Você também está incrível, e quem diria passaram anos e você ainda usa o cabelo combinando com a época – eu não podia deixar de zombar, eu amava o cabelo de Stefan, mas nem ele nem Damon sabiam usar o cabelo da moda
— Sempre tão convencida... Já conseguiu descobrir o plano de Damon? – eu odiava mentir para meu primo, mas sentia que ainda não era a hora de contar
— Estou quase respirei fundo, era quase uma verdade, já que eu não sabia como ele pretendia achar o grimório
— Ele está muito enigmático ultimamente, eu estou preocupado – confessou Stefan
— Fique tranquilo docinho, descobriremos em breve eu te prometo que mais nada de mal vai acontecer, mas se você quiser pode continuar cercando Damon, faça perguntas a ele, finja que está ao seu lado, que faria qualquer coisa para tirá-lo da cidade incluindo abrir a tumba – pisquei, depois da morte de Lexi eu jurei que não deixaria Damon fazer nenhuma besteira, ou ao menos não o deixaria fazer nada de grave. Eu odiava manipular Stef, mas sabia que se ele descobrisse meus planos agora tudo estaria perdido.
— É o que farei... E ei você me chamou de docinho? – ele perguntou sorridente
— Estou entrando no clima da época, vamos lá – puxei meu primo pela mão o forçando a dançar.
— Você sabe que não gosto Belle – ele reclamou envergonhado
— Duvido que Elena não te pedirá para dançar esta noite, e se você dançar com ela, lembre-se você me deve uma dança também. Agora estou atrasada, nos vemos na festa broto. – sai andando enquanto meu primo ainda me analisava com um sorriso divertido, eu sabia que ele me achava louca.
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Eu mal havia estacionado meu carro na escola, quando chegou uma mensagem desesperada de Stefan em meu celular, parece que o vampiro havia tentado atacar Elena, e não era ninguém que conhecíamos. É parece que eu me atrasaria um pouco mais para a festa da escola.
Estacionei meu carro na porta da casa de Elena, e realmente notei que havia um cheiro estranho ali, apesar de já estar mascarado com outros. Porque Stefan havia chamado Damon também?
— Como ele entrou? – eu ouvi meu primo mais velho questionar, enquanto Stef abria a porta para mim, essa realmente era uma questão que me intrigava.
— Ele foi convidado. Ele se passou por entregador de pizza ontem. – Stef entrou na sala respondendo
— Isabelle! – Elena parecia aliviada em me ver
— Você está bem Elena?- perguntei, apesar de estranho eu me preocupava com a garota, ela não tem culpa da sua provavelmente ancestral vadia.
— Sim, assustada, mas bem. – ela tentou sorrir
Damon me encarava com certa hostilidade, parece que ele não havia superado o fora de ontem, ele parecia bem irritado na verdade.
— Bem. Ele ganha pontos por isso – Damon virou os olhos de seu jeito tão típico – Ele disse o que queria?
— Não, ele estava preocupado tentando me matar- pontos para Elena, gostei do jeito como ela respondeu o idiota do meu primo
— Querida, você tem certeza que não faz a mínima ideia de quem seja? – eu tinha que perguntar isso, ás vezes o medo bloqueia nossas memórias.
— Não – Stef tinha que parar com a mania de responder por Elena, esta coisa de “nós” estava me irritando
— Certeza? – Damon estava tentando ser irritante, então eu e Stef o olhamos com repreensão. – Não me olhem assim, eu disse que a gente tinha companhia.
Eu odiava quando ele tinha razão, mas ele havia sido o primeiro a cogitar isso, e o filho da puta estava certo.
— Acham que tem mais de um? – Elena parecia realmente assustada
— Nós não sabemos. Mas as coisas andam estranhas por aqui – respondi sendo sincera, eu não queria assustar a garota, mas tínhamos que alertá-la
— Gente. Ele foi convidado a entrar – era o que Stef, mais se preocupava e de certa forma a mim também, Elena estaria protegida conosco, mas e o resto de sua família?
— Então precisamos pegá-lo hoje – disse meu primo mais velho, e eu concordava, precisávamos acabar com esse vampiro hoje, ou ele poderia causar mortes bem preocupantes
— Espera... Temos que ver se Elena está disposta a nos ajudar... – tentei ser sensata, não dava para usar a isca sem que ela autorizasse
— O que exatamente eu tenho que fazer? – ela parecia muito disposta, essa garota é realmente corajosa
— Deixe o namorado te levar ao baile. E lá vemos o que vai acontecer. – respondeu Damon
— Não sei se esse é o melhor plano... – e lá vem o superprotetor Stefan, se até eu estava concordando com Damon, era porque realmente era o mais racional a se fazer
— Essa casa não é segura, até o pegarmos Stef. Para ninguém que more aqui. – completei deixando bem claro que não havia escapatória
— Vale a tentativa – porque diabo Damon sempre tinha que ter a ultima palavra?
— Eu vou – decidiu Elena respirando fundo, eu realmente gosto da coragem desta garota — Eu vou estar com vocês três, é seguro. – ela disse pegando nas mãos de Stefan, meu primo ás vezes era tão mocinha que sua namorada humana tinha que o confortar
— Três? Espere como Damon pensa que vai conseguir entrar no baile? – perguntei confusa, só podia participar quem fosse da escola ou comprado convite, e os convites haviam acabado.
— Conhece seu mais novo acompanhante? – Damon sorriu irônico e me estendeu a mão – Sabemos que você tem direito a um convite extra IsB
— Primeiro não me chame assim, e quero deixar bem claro que quero distância de você por lá e vamos antes que eu me arrependa – falei me levantando do sofá, não sei por que esse momento pareceu divertir Elena e Stefan.
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Chegamos ao baile, e estava encantador, eu havia deixado os toques finais com a lorinha irritante, e ao que parece a Forbes é realmente excelente em organizar festas, as músicas eram boas e todo mundo parecia se divertir dançando.
— Você está realmente sexy nesse vestido prima – Damon sussurrou no meu ouvido, será que ele não desistia? E ainda tinha que fazer isso na frente de Stef e Elena?
— Damon, antes que eu te expulse daqui, por favor, me deixe em paz. – respondi sussurrando igualmente – Eu preciso ir tomar conta dos ponches um pouco, qualquer sinal do vampiro me chame – acenei para os três e caminhei em direção à mesa, onde uma professora me olhava com cara de poucos amigos, eu sabia que estava atrasada, mas eu não podia fazer nada se minha vida era muito mais corrida do que a de uma professora comum de ensino médio.
— Deixe que eu assumo daqui e perdoe a demora – eu sorri tentando ser o mais simpática possível
— Espero que você se torne mais pontual na próxima Srta. Salvatore – a antipática respondeu e saiu andando
Reprimi a vontade de arrancar o pescoço daquela vadia, mas eu sabia exatamente o que iria fazer com aquele ponche, abri a pequena carteira que se encontrava em minha mão e dela retirei um cantil que estava lotado de vodka, então discretamente derramei tudo sobre a bebida, e agora a festa ia começar a ficar legal. Eu só esperava não ser pega tentando embebedar os alunos do ensino médio.
Algum tempo passou e ninguém parecia ao menos perceber que o ponche estava alterado, e sinceramente eu estava bem entediada que graça tem vir a uma festa dessas sem dançar?
— Fiquei sabendo que nessa mesa tem ponche com vodka – e lá vem Damon para infernizar minha vida como sempre
— Cuide de sua vida, e esta é uma festa de adolescentes, eu nunca faria isso – coloquei as mãos sobre o peito fazendo-me de inocente
— Eu te conheço melhor que você mesma Bel – virei os olhos para o convencimento dele, então tomou um gole – Isso está realmente forte, parece que alguns jovenzinhos morrerão de ressaca amanhã.
— Damon, por ora você não tem outra vida para infernizar não? Ou sei lá chame alguma garota para dançar... – e então eu gargalhei, eu havia visto a cena de meu primo levando fora da Caroline e da Bonnie
— O que foi? – perguntou levemente irritado
— Esqueci que ninguém te quer como companhia – falei entre risadas e Damon bufou irritado, mas de repente um de seus sorrisos diabólicos surgiram
— Você adoraria uma dança comigo
— Nem se você fosse o último homem da terra, e estou trabalhando caso você não perceba – virei os olhos, tentando ignorar sua provocação
— Só não dança porque está trabalhando, mas caso não se lembre... Eu sou seu par – ele piscou sorrindo de forma irritante – E acho que uma dança não mata ninguém, afinal o ponche já está batizado
— Damon qual parte de...
— Professora, seu turno já acabou, agora é minha vez de cuidar da mesa – e esse era Jeremy Gilbert chegando na hora inoportuna
— Então você não vai me negar uma dança – Damon puxou-me pela mão me encaminhando pela pista de dança, e nesse segundo começou uma música bem agitada
— Damon não me obrigue a te matar, me solte – falei irritada
— Qual é Belle, eu sei que você ama essa música. Eu prometo não fazer nenhuma gracinha – e nesse instante ele me girou com tudo e em seguida me puxou de volta, exatamente como se fazia antigamente, e me amaldiçoei por isso, acabei rindo, e não sabia se era só em mim mas bateu a sensação de deja vu
— Eu vou te girar em dois segundos e, por favor, me fale que conhece aquele professor de jaqueta vermelha – ele me girou e eu vi Alaric, que por sinal estava muito gato e em uma conversa bem animada com a tia de Elena
— É Alaric Saltzman, professor de história da escola, gato, porém muito misterioso, não sei quase nada sobre ele – respondi, estranhando a curiosidade de Damon, esperava que ele não tivesse arranjado confusão – Por quê?
— Ele me fez muitas perguntas sobre nós, família, de onde viemos, por quanto tempo moramos aqui, achei bem estranho – ao julgar pela forma como ele é na escola, era realmente estranho
— Temos que ficar de olho nele então, mas, por favor, não apronte nada por enquanto, focaremos em um assunto de cada vez – implorei para Damon, haviam coisas de mais para focar no momento e minha menor preocupação era um professor de história curioso demais
— Ok, você quem manda e veja quem está mandando ver nos passos ali – virei a tempo de ver Stef erguendo Elena no ar, exatamente como se fazia nos anos 50 e ri
— Parece que alguém esta se divertindo – comentei, fingindo tédio, mas quando Damon não era um babaca era bem divertido estar com ele
— Acho que devíamos mostrar pra eles como se dança- ele sugeriu dando um sorriso diabólico e eu retribuí
-É hora do show – falei, e enquanto isso Damon já fazia aquelas acrobacias típicas, percebi que chamou a atenção de todos incluindo de Stefan e Elena, que nos olhavam chocados
Eu e Damon ficamos absortos por um bom tempo, estava divertido dançar e relembrar os velhos tempos, até que uma música romântica começou e eu sabia que ali era a hora de parar.
— Precisamos falar com Stef e Elena reparou que eles sumiram? – perguntei me separando de Damon
— Devem estar se pegando em algum canto, vamos continuar dançando – ele tentou puxar minha mão
Nesse momento vimos Stefan em uma das portas acenando desesperado para nós.
— Provavelmente não – respondi enquanto já corria em direção de onde meu primo mais novo estava
— Vocês viram Elena? – sua voz era preocupada
— Não, estávamos te procurando quando... – e então ele me interrompeu
— Droga! Temos que correr
Corri como uma louca junto com Damon e Stefan, até que finalmente conseguimos rastrear Elena, ela estava no refeitório, prestes a ser atacada pelo vampiro misterioso.
Stef conseguiu impedir que ele a atacasse, o imbecil tentou fugir, porém eu e Damon com duas estacas improvisadas com o cabo do esfregão nos colocamos a frente do cara.
Ele tinha cabelos pretos e estatura mediana, era bem comum, apesar de tudo sua feição não me era estranha, tentei ignorar a sensação e fazer o que tinha que ser feito. Logicamente não íamos mata-lo sem fazer perguntas.
— Ninguém quer matar você. Só conversar – falou Damon, erguendo as mão como se fizesse um sinal de paz e eu fiz o mesmo
O covarde tento fugir pelo outro lado, e para impedir que ele conseguisse, arremessei minha estaca improvisada na direção de Stefan que a pegou rapidamente e enfiou na barriga do vampiro. Será que ele era realmente burro de achar que fugiria assim fácil?
— Agora você quer falar docinho? – perguntei dando um sorriso irônico
— Vá para o inferno – mal educado, ok, esse é o tipo que mais sofre mesmo, Stef enfiou a estaca mais fundo e disse:
— Resposta errada. Porque está fazendo isso?
— Porque é divertido – respondeu nos enfrentando, então meu primo mais novo remexeu a estaca causando mais dor no vampiro, e cara eu sabia o quanto aquilo doía
— O que você quer com Elena? – perguntou Stef, o vampiro havia realmente irritado meu primo, ele parecia com muita raiva
— Ela é parecida com a Katherine – respondeu simplesmente, porque tudo tem a ver com essa maldita?
— Conheceu Katherine? – eu sabia que isso deixaria Damon totalmente interessado no assunto, já reconheci por sua expressão e tom de voz
— Vocês acham que eram os únicos. Nem se lembram de mim, na verdade... uma deve se lembrar, como vai o seu bebê? – respirei fundo agora eu realmente me lembrava dele, é um dos poucos flashs que tenho de meu parto forçado, ele estava lá, era um dos capangas de Katherine
Nesse momento eu perdi todo meu auto controle, eu só queria matar esse maldito vampiro, precisou que Stef me segurasse para eu não fazer nada, Damon apenas me encarava com uma expressão confusa, ao que parece finalmente o idiota descobriu que eu falava a verdade.
— Diga-me como entrar na tumba – Damon perguntou, era só isso que realmente importava para esse imbecil
— Não – respondeu nos enfrentando, eu aproveitando que Stefan havia me soltado, aproveitei para enfiar a estaca mais fundo naquele idiota, eu realmente queria que ele morresse, mas não era boba também precisava obter respostas, percebi que Elena só olhava assustada tudo aquilo
— O grimório – respondeu, desse eu já sabia respirei fundo frustrada
— E onde está? – deixei o Damon fazer seu papel de desesperado, e quando ele hesitou em responder eu afundei mais ainda a estaca nele que gemeu de dor
— Olhe o diário. O diário. Usa o diário do Johnatan. De Johnatan Gilbert – aquele realmente não queria morrer, parecia desesperado, mais um adorador de Katherine Pierce
— Quem mais está trabalhando com você? – perguntei, eu tinha que parecer totalmente desinteressada sobre o grimório, então estava fazendo o meu melhor
— Quem mais está nessa? – insistiu Stef
— Não. Vão ter que me matar – respondeu, era tudo que eu precisava ouvir, olhei para meus dois primos que assentiram para mim concordando
E então matei toda minha vontade, arranquei a estaca do estômago do idiota.
— Isso é muito menos do que você merece – e então enfiei a estaca em seu peito sem dó, descarregando todo o ódio daquele crápula, um dos assassinos do meu pequeno milagre
Olhei-o morrer com gosto, Stef estava com as mãos em meu ombro me dando uma espécie de apoio silencioso, Damon apenas me olhava, mas eu sabia o que aquele olhar queria dizer, é como um pedido de desculpas silencioso, mas nada mudava seu amor por Katherine.
— Espere... O que... Como vocês vão achar os outros? – perguntou Elena, a pobre garota parecia muito assustada, também ela acabara de presenciar uma tortura e uma morte seguidas
— Ele tinha que morrer – respondeu Damon de formas simples, continuou com seus braços cruzados e sua fachada tranquila de sempre
— Mas...
— Elena, ele foi convidado a entrar – Stef falou olhando-a com firmeza, o que foi suficiente para que a garota voltasse a si
Nesse momento ouvimos um barulho, parecia que alguém estava vindo.
— Vão. Eu cuido disso – falei para os três, e corri para alcançar o professor Saltzman
— Oi – ele disse quando me aproximei dele
— O que está fazendo por aqui? – perguntei parando em frente a ele, eu tentava ser amistosa, afinal se ele viu alguma coisa, deveria estar bem assustado
— Procurando a Srta. Hilden – respondeu
— Por que esta em Mystic Falls? – eu precisava investiga-lo por isso passei a o compelir a falar, esse professor já havia ultrapassado os limites do mistério
— Vim para dar aulas – respondeu
— Você sabe quem eu e meu primo Damon somos?
— Você é professora e ele é irmão do meu aluno, por acaso vocês são primos...
— Tudo que está dizendo é verdade? – perguntei para me certificar que ele não estava me fazendo de boba
— Sim.
— Então esqueça esta nossa conversa – falei e então sai andando como se nada tivesse acontecido.
Voltei para onde meus primos estavam, Damon e Stefan se encontravam encostando em uma parede ao lado dos armários, parei em frente aos dois e disse:
— Está tudo resolvido, e ele é só um professor curioso demais, ao que parece nada para se preocupar
— O que me preocupa no momento é o vampiro, ele não estava mesmo sozinho – disse Damon
— Você está – bela jogada Stef, comemorei mentalmente se Damon aceitasse a ajuda de Stefan, seria um grande passo, assim eu teria toda a informação sobre o caso “liberte a vadia sanguinária”.
— Então o grimório era da Emily, não era?É Do que precisa para reverter o feitiço – questionei como quem não quer nada
— As famílias fundadoras a queimaram, pegaram as coisas dela e você espera que o diário do papai diga onde está – Stef concluiu minha frase, ao que parece ambos eram melhor em seguir pistas do que
— Olhe para você Stef, juntando as peças. Bom para você. Eu tinha meia razão. Bem agora está por ai, que comecem os jogos – nunca concordei tanto com uma frase de Damon
— Minha oferta ainda está de pé – falou Stef
— A minha também – completei.
— Você disposta a libertar Katherine da tumba? – encarou-me confuso e até mesmo Stefan se encontrava dessa forma
— Para me livrar de você eu faço qualquer coisa, sei que depois que você a libertar, não vão querer ficar por aqui, e desde que isso me garanta que nunca mais os verei. Está ótimo.
— Justo... E você Stefan, nenhuma razão oculta?
— Nenhuma, sem mentiras e sem segredos – Stef olhou de relance para mim, eu sabia que meu primo pretendia apenas estar a par dos planos e que jamais ajudaria Damon a libertar vinte e sete vampiros sedentos em uma cidade cheia de inocentes
— E se eu aceitar a ajuda de vocês?
— Estaremos lá quando você abrir a tumba para pegar a vadia, e depois os vinte e seis vampiros morrem- eu nunca fui tão cínica em toda minha vida
— Porque deveria confiar em vocês?
— Somos família – respondeu Stef, meu primo estava realmente aprendendo como lidar com Damon
— Não. Isso não cola – respondeu o babaca
— Sinceramente queremos que você suma – boa Stef!
— Certo. – ele concordou, e tentei controlar meu sorriso vitorioso, embora fosse quase impossível
Mal Damon sabia a surpresa que teria se conseguisse abrir aquela tumba...
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Eu realmente precisava de uma bebida, havia passado pelas mais diversas cargas emocionais hoje, então me servi com o bom e velho Bourbon do barzinho de nossa sala de estar.
— Então você é minha nova parceira de crime? Deveríamos brindar a isso – disse Damon, enchendo seu copo e aproximando-se de mim
— Não pense que estou feliz em libertar a assassina de bebês, mas se é para me livrar de vocês... – virei os olhos parecendo indiferente
— Belle admita, você vai sentir minha falta – ele sorriu convencido, eu sabia porque ele estava tentando fugir do assunto, o fato de ter tido provas que o bebê era real, o fizeram se sentir culpado e Damon sempre foge da culpa
— Você não queria fazer o brinde?
— Claro... á família Salvatore novamente unida! – ele ergueu seu copo
— E a desunião que virá a seguir – ergui meu copo batendo ao dele e então virei em um gole só
— Você realmente estava com sede. – brincou
— Dia difícil – respondi dando um leve sorriso
— Me perdoe por não acreditar na história do bebê – Damon Salvatore estava me pedindo perdão?
— E mesmo assim você continua querendo-a de volta – comentei em voz baixa, eu não queria transparecer fraqueza, mas essa doença de Damon me irritava
— As coisas nem sempre são como parecem, e já se passaram muitos anos – ao que parece ele se arrependeu de tocar no assunto
— Concordo, e esse assunto sempre será um impasse para nós não é mesmo? – sorri meio amarga
— Tem um jeito parcial de resolvermos isso...
— Qual? – perguntei curiosa, não entendendo onde Damon queria chegar
— Assim... — e então ele deixou seu copo em cima de mesa e em seguida tirou o meu de minha mão, puxou-me pela cintura e me beijou
Dessa vez o beijo foi lento e nem um pouco desesperado, nossas línguas faziam uma dança sensual e lenta como uma dança antiga, as mãos de Damon passeavam livres por meu corpo e as minhas também pelo seu, e então ele me pegou no colo e me olhou com seus olhos azuis intensos.
— Pare de resistir – sussurrou
E então eu parei, Damon me levou para seu quarto e em questão de segundo estávamos nus, nossas mãos, línguas e bocas explorando tudo que havia de ser explorado, mesmo com esses momentos sendo rotineiros para nós, tudo parecia novo, mais gostoso, muito mais intenso.
Damon beijava-me afoito estávamos conectados de várias formas e desta mesma forma chegamos ao ápice juntos, um olhando nos olhos do outro, e em seguida caímos esbaforidos na cama. Ambos calados, não havia o que dizer por hora só o que sentir, e ao menos para mim haviam mais sentimentos que nunca contidos nesse pequeno momento de redenção.
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