A Salvatore
13 Capitulo 13: Confiança
Notas iniciais
A Salvatore
O Clima realmente não era o mais propício, eu e Damon havíamos tido uma recaída, e agora teríamos que trabalhar na busca do grimório da bruxa vadia, ótimo estou numa montanha russa que só sobe...
Sai de meu quarto ouvindo uma conversa vinda do quarto de Stef, ao que parecia eles não haviam me chamado para a reunião, então decidi me meter.
— O que é um grimório? – ouvi Elena perguntar
O que eu não esperava era invadir o quarto, e encontrar meu primo e sua namorada enrolados nos lençóis e o Damon lá de intruso, ele realmente passava dos limites para conseguir o que quer.
— Um livro de receita das bruxas – respondi entrando, Stef me olhou encabulado, anos depois e ele ainda achava estranho quando eu o pegava com uma mulher na cama, Damon me olhava estranho e eu simplesmente ignorei seu olhar. – Cada feitiço feito por uma bruxa é único em si, então cada bruxa registra o que faz. – e como eu sabia o quão ardilosas essas vadias podem ser
— Livro de receitas – repetiu Damon virando os olhos para a minha explicação
— E o nosso vampiro misterioso? Esta na cara que ele não trabalhava sozinho... Então mais deles sabem sobre nós – Stef questionou realmente tudo que eu precisava era que a legião de adoradores da Katherine atrapalhasse meu plano
— Não gosto de estar em desvantagem. Então vamos, vamos – disse Damon batendo palmas – E bom dia Isabelle, parece até que dormiu comigo. – ele piscou e saiu do quarto, e eu revirei os olhos para Stef e Elena
— Só eu tenho vontade de arrancar a cabeça dele e jogar feito bola de boliche? – perguntei e eles riram – Agora eu vou me trocar... – falei deixando o casal de pombinhos a sós
Flash back On
Mystic Falls 1864
— Eu não estou com muita vontade de retornar aquela casa querido.
— Isabelle, se fosse só sobre mim eu juro que você não pisaria nunca mais seus lindos pés por lá, mas seu tio insistiu
— Aquele idiota bêbado, agora sente minha falta – bufei, meu tio nunca havia sido do tipo mais carinhoso, e agora insistia que eu fosse lá ao menos uma vez por semana, tem sido um inferno desde meu casamento.
— A carruagem está te esperando – Willian abriu a porta de nossa casa para mim
— Volte para casa bem, ok? E o mais importante proteja nosso pequeno... – falou meu marido, colocando a mão sobre meu ventre
— Eu te amo. – disse e ele me deu um singelo beijo na testa, todos os dias eu agradecia por ter um homem como Will ao meu lado
A carruagem parou finalmente, não era um caminho muito longo da casa dos Forbes até a minha. E lá estava a vadia Katherine conversando com uma de suas amigas vampiras, não pude deixar de sorrir, essa soberba toda iria acabar, eu já havia dado provas o suficiente de que os vampiros estavam na cidade, Honoria Fell havia levado milhares de frascos de verbena e pedido para o boticário da cidade vender a preço baixo, em breve essa vadia estaria morta e enterrada e todos os outros livres de sua hipnose.
Flash Back off
Joguei a merda do meu diário para o outro lado do quarto, como eu era tola em achar que ficaria tudo bem, realmente muito jovem e tola.
Era bom ter um dia de folga nem que fosse para ficar aqui, sem fazer nadas só esperando noticias sobre o diário de Johnatan Gilbert. Stef e Elena estavam procurando nesse momento.
Sobre Stef, eu odiava mentir para ele, meu primo acha que não tenho intenções reais de abrir a tumba assim como ele, o problema é que agora virou questão de necessidade abrir essa tumba, então eu realmente estava nessa com Damon, enganar meu tão querido primo mais novo não seria fácil, mas não ia ter outra forma e espero que um dia ele me perdoe por isso.
De: Stefan
Para: IsB
O diário de Johnantan Gilbert está com o professor Saltzman, ao que parece temos um mentiroso no meio disso tudo.
Merda! Eu sabia que havia algo de estranho com esse professor, mas não imaginava que seria tão preocupante, eu havia o compelido a esquecer as coisas, mas ao que parece ele tem mais dicas de como lidar com a gente do que posso imaginar, inclusive poderia estar fingindo quando o compeli.
Ao menos agora eu sabia que o diário estava mais perto de mim do que eu poderia imaginar, seria fácil pegá-lo, eu só tinha que saber como, já que Alaric a essa altura parecia saber muita coisa sobre eu e meus primos.
Até que tive uma brilhante ideia.
De: Belle
Para: Stef
Encontre-me na escola
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Pouco tempo depois encontrei meu primo na entrada lateral do colégio, por aquele lugar era onde entravam as cargas e outras coisas, então obviamente estávamos fora dos olhares de qualquer um.
— Minhas suspeitas estavam corretas ele está aqui, então agora tudo que precisamos fazer é pegar o maldito diário.
— Eu não tive tempo de falar com você, mas você sabe que teremos que queimar esse diário ou algo assim não é? Não podemos deixar que Damon abra essa tumba – disse Stef, tentei ao máximo não expressar nenhuma emoção fora do normal
— Deixe que eu cuido disso Stef – falei, eu odiava enganar meu primo, mas, era preciso
— Não faça nenhuma besteira, simplesmente dê sumiço – ele me olhou sério, a preocupação e devoção de Stefan era o que me matava por mentir
— Eu te prometo não farei nada, eu sou louca mas ao pesar das circunstâncias não é um bom tempo para aprontar estripulias com esse diário. – tentei ser o mais sincera que eu poderia – Temos que entrar rápido Stef
E então silenciosamente entramos pela porta da escola, eu sabia que teríamos que enfrentar esse maldito professor, e cada vez eu estava mais curiosa para saber que diabos ele queria com esse diário, talvez ele pudesse ser da turma desses vampiros que estão querendo o grimório, não dava para saber, era frustrante.
Vimos o professor colocando páginas do diário na escaneadora, olhei para Stefan indicando que tinhámos que agir rápido, mas ao que parece Alaric havia sentido nossa presença, ele se levantou e passou pela porta que segundos atrás eu e meu primo mais novo o observávamos, sorrateiramente entramos na sala e vimos o homem pegar uma espécie de arma que lançava mini estacas de madeira, e então percebi com o que estávamos lidando, Saltzman era caçador de vampiros.
Eu já havia lidado com alguns desse tipo, a maioria era idiota e despreparado, presas fáceis chegava até mesmo ser divertido. Porém nesses últimos quinze anos lidei com tipos muito bem preparados e era o estilo que o professor fazia, e isso realmente era algo a se temer.
Então o professor entrou na sala atirando, a estaca veio em minha direção, e eu a segurei no ar, percebi que Stef ficou surpreso ao ver minha rapidez.
O professor desesperado recarregou sua arma pronto para atirar novamente, e então Stef agiu parou de frente para alaric retirando a arma de sua mão e disse:
— Não deveria ter feito isso – e em seguida o jogou no chão derrubando uma série de carteiras, eu sabia que ele não era capaz de matar um humano, não mais, porém ele sabia ser bem convincente quando queria
Alaric se levantou meio atrapalhado e assustado, parei perto dele o olhando com uma expressão que eu chamava de “policial má”.
— Sente-se – falei apontando para uma das carteiras, e ele obedeceu
— O que é isso ar comprimido? Você que fez? – perguntou Stef analisando a arma em sua mão
— Quem é você? – perguntei, eu não tinha tempo para a fofura de meu primo, Alaric continuava a nos olhar assustado
— Não vou machucar você... A não ser que tente de novo – droga! Stef sempre tinha que acabar com a parte divertida da tortura mental e então devolveu a arma, o olhei com ar de repreensão e meu primo bonzinho como sempre ignorou, eu definitivamente teria de tomar as rédeas disso
— Agora... Quem é você? – perguntei apoiando-me em uma carteira de frente para Alaric
— Eu sou professor – revirei os olhos para a tentativa babaca
— Vai ser do modo difícil? – perguntei e olhei de forma significativa para Stefan, que se colocou mais próximo do professor, aquilo teria funcionado mais se ele não tivesse avisado que não iria machuca-lo
— Também sou historiador. E enquanto pesquisava a Virginia, fiz algumas descobertas sobre a sua cidade.
— E ai você aparece como Van Helsing, só que mais sexy – sorri sendo irônica, e Stef teve que prender a risada – Vamos docinho, fale a verdade.
— Minha esposa era parapsicóloga. Ela passou a vida toda pesquisando atividade paranormal nessa área. Foi o trabalho dela que me trouxe até aqui.
— Onde está a sua esposa? – meu primo perguntou
— Morta – isso estava praticamente implícito pelo modo que ele falava dela – Um vampiro a matou.
— Cadê o diário do Gilbert? – perguntei, eu não estava afim de ficar de papinho, eu precisava do diário o mais rápido possível
— O que quer com ele? – ele se achava no direito de fazer perguntas ainda?
— Onde está? – perguntou Stef de modo mais sério
— Na minha mesa – ele respondeu, eu já havia olhado para a mesa e não estava la, olhei novamente para conferir
— Não, não está – respondi nervosa
— Estava na minha mesa – ele disse, e dava para perceber que estava sendo sincero.
Eu não acreditava que já haviam pegado o diário, e provavelmente eram os parceiros do outro vampiro que eu matei, se eles achassem o maldito grimório estaríamos realmente ferrados, muitos conseguiram se safar naquela época, mas pessoas importantes para eles ficaram presas naquela tumba, o que significa que os vinte e seis vampiros seriam libertados, causando muitas confusões e mortes na cidade.
— O que faremos agora?- perguntou meu primo exasperado
— Acalme-se Stef, temos um interrogatório para terminar- precisávamos saber o maior número de coisas sobre Alaric, ele poderia muito bem estar mentindo ainda – Como ficou sabendo sobre nós?
— Eu soube recentemente. Quando conheci seu primo.
— Você conhece Damon? – meu primo mais novo indagou intrigado
— Quem você acha que matou minha esposa? – respondeu nos olhando de forma dura
Quando eu achava que meu primo podia ser um pouco mais humano eu descobri esse tipo de coisa, o quão absurda é a falta de humanidade em Damon.
— Tem certeza que foi Damon? – perguntou Stef, porque ele sempre tentava achar o melhor? Sobre meu primo mais velhos só haviam expectativas baixas e sempre foi assim
Flash back on
Mystic Falls 1864
Eu estava procurando por meu tio, pelo que me disseram ele havia ido dar uma volta com os meninos para conversar, eu odiava a ideia de encontrar Damon e Stefan, as duas pessoa que eu mais amava no mundo cegas por uma mulher tão podre.
Ouvi de longe a voz alta e italianada de meu tio, como sempre grosseiro e culpando Damon por todas as desgraças de sua vida, a mais recente fora a saída dele do exército. Eu o odiava, mas tinha que manter a linha obediente e visita-lo sempre que podia, infelizmente ainda existiam códigos a serem respeitados, como honrar a família.
— Você só me da decepção – essa foi a ultima frase que meu tio falou antes de eles perceberem minha presença
Damon fechou a cara no momento em que me viu, eu não o entendia ele havia simplesmente me largado, porém não aceitou meu casamento de forma alguma, só foi porque meu tio o obrigou e desde então mal olhava na minha cara. Meu doce Stef, que cuidei e protegi a infância toda, não falava comigo nunca era frio e distante, tudo por culpa da Katherine e um dia ela me pagaria por isso, aliás já estava chegando o dia da vadia pagar.
— Minha sobrinha querida! – reprimi o impulso de virar os olhos, desde que me casei com Will, meu tio me tratava como uma rainha
— Titio! – falei sendo o mais falsa que podia, estendendo a mão para que ele a beijasse
— Vamos rapazes cumprimentem sua prima – meu tio ordenou e só então meus primos que eram os primeiros a me abraçar quando me viam, beijaram minha mão e me cumprimentaram com frieza
— Como estão? – perguntei educadamente, eu tentava olhar o mínimo para Damon, ainda me machucava olhá-lo e me lembrar de nossos momentos que agora não passavam de nada para ele, sem contar com o pequeno bebê que vivia em meu ventre
— Estamos bem. Imagino que Will já tenha lhe contado as novidades, em breve todos esses vampiros que assombram a cidade irão morrer – meu tio disse com ódio
— É mesmo? – fingi surpresa. Mas dei um olhar bastante significativo para Damon e deixei que ele visse o leve sorriso vingativo que surgiu em minha boca
— Sim, graças a você é claro – esperava que meu tio não comentasse que fui eu que os entreguei, mas eu estava protegida com Will e em breve todos estariam mortos mesmo – Rapazes nenhum de vocês foi capaz de me dar o orgulho que essa garota me deu – meu tio falou animado, eu sabia que ele tentava ferir Damon ao máximo com palavras, e o quanto irritava para meu primo que meu casamento fosse motivo de orgulho para seu pai
— Ao que parece se enfiar nas calças do Xerife virou motivo de orgulho – Damon ironizou virando os olhos, antes que meu tio pudesse reagir eu mesmo tomei as rédeas
— Tenho muito mais méritos do que possa imaginar Damon, mas principalmente sou motivo de algo que você já perdeu faz tempo orgulho. Você sempre será essa decepção que é – se me dão licença, falei voltando pelo caminho que vim, eu odiava humilhar Damon daquela forma, mesmo porque não dava razão para meu tio, mas ver a frieza e o modo como falara de mim eu não pude evitar, mesmo com pesar por ver a dor nos olhos dele eu não pude evitar.
Com dor no peito e profundamente triste por meu eterno amor, fui embora certa da eterna decepção para mim que Damon sempre seria.
Flash Back Off
— Eu presenciei – o professor nos encarou firmemente
— Se veio aqui se vingar... Pode acabar muito mal para você.- falei, ele deveria saber que tudo que envolve Damon envolve morte, e com certeza não a morte de meu primo
— Eu só quero saber o que aconteceu com a minha esposa.
— Mas disse que Damon a matou. – disse Stefan confuso
— Eu vi quando ele sugou a vida dela. Ele deve ter me ouvido chegar e desapareceu e o corpo também. Nunca encontraram – cada vez eu me chocava mais com a história
— Damon não pode saber o porque está aqui. Ele te mataria em uma piscar de olhos – eu não discordava do que meu primo mais novo falou, eu mesma mataria alguém que quer vingança contra mim
— Eu posso me cuidar – ao que parecia Alaric sofria de excesso de confiança
— Não. Não pode – virei os olhos – Damon não é um vampiro de série para adolescentes, ele é de verdade e não é fácil dobrá-lo arranjando uma garota sem sal e mostrando para ela como brilhar no sol – não pude resistir a ironia
— Eu posso ajudar – disse Stefan, e eu o olhei surpresa, eu não achava uma boa me unir a estranhos, mas esperaria para ouvir o plano, meu primo não havia me decepcionado com suas ideias ultimamente – Se você deixar...
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Apesar de ter sido cansativo todo o interrogatório com o professor Saltzman havia acabado, e eu e Stefan estávamos livres e com uma espécie de acordo.
— Se importa de passar na casa de Elena comigo? – perguntou Stefan, eu até que achava uma boa precisava me distrair um pouco
— Não – respondi simplesmente
— Belle você sabe que anda muito quieta não sabe? – e lá vai começar o interrogatório
— Só não tenho muito a dizer Tef – eu sabia que meu primo realmente odiava esse apelido e esperava que isso o desviasse ao menos um pouco do assunto
— Você não vai desviar meu foco disso – ele encarou-me com um sorriso irônico – O que houve entre você e Damon?
— Nada com que você deva se preocupar... – eu realmente não queria falar sobre aquilo
— Isabelle...
— O que você quer que eu diga? Que transamos? Ah sim foi uma noite muito louca, foi incrível e eu não deveria achar nem um pouco estranho que toda vez que ficamos juntos dessa forma eu sinto como se fosse uma jovem virgenzinha em sua primeira vez. – desabafei de uma vez sem aos menos dar tempo de respirar
— E essa é a garota que eu conheço – meu primo sorriu para mim – E o que houve depois?
— Damon dormiu e eu saí do quarto, eu não poderia suportar a ideia de dormir com o inimigo. E o que me irrita mais é a minha capacidade de ser idiota, como eu posso ir para cama com um cara que acha normal que sua ex -namorada psicopata tenha matado o filho dele? Mesmo que ele tenha reconhecido sobre estar errado por achar que eu menti sobre o bebê – eu realmente me sentia muito burra por aquilo
— Ele não acha normal, está apenas cego. É por isso que essa tumba nunca deve ser aberta, Katherine é nossa passado e você e Elena nosso futuro... — nessa realmente tive que interrompe-lo
— Ei... Espera você realmente acha que eu e Damon temos algum futuro? Andou fumando algo Stefan? – meu primo só podia estar ficando louco
— Eu não sei Belle, são coisas que só o tempo dirá. Mas sempre vou achar que vocês tem uma chance juntos, apesar de tudo que Damon é, ele realmente te ama. Obviamente que vocês tem muito que se acertar mas não sei...
— Vamos aproveitar que estamos chegando na casa de Elena e fingir que esta conversa jamais aconteceu ok? Você está sendo absurdo. – virei os olhos descendo do carro, Stef havia acabado com o pouco de paciência que me restava.
Elena havia nos avisado que Damon era a atração da noite de sua casa, então não estranhamos nem um pouco quando ele com uma expressão ansiosa abriu a porta.
— E então?
— Podemos conversar lá fora? – perguntei, e ele e Elena assentiram acompanhando a mim e a Stefan
— Ao que parece o diário sumiu – falou meu primo mais novo, e logo pude notar a preocupação nos olhos de Elena e o ódio na cara de Damon
— Como assim sumiu? Quem mais sabia que o diário estava lá? – questionou Damon irritado, essa era a pergunta de um milhão de dólares
E então eu e Stef olhamos para a direção onde o irmãozinho mais novo de Elena estava.
— Por favor não o meta nessa história – pediu Elena, mas já era tarde demais Damon já estava indo na direção de Jeremy e voltando para dentro da casa
— Qual o problema? – perguntou o babaca
— Damon... – Elena tentava o chamar, mas quem conseguia pará-lo
— Então, eu soube que você achou um diário antigo, muito bacana – acho que meu primo realmente não sabia falar com adolescentes – Para quem mais você mostrou?
— Hã? – o menino estava entretido demais em seu videogame para prestar atenção
— Não pergunta nada só responde. – revirei os olhos para a tática de questionamento de Damon
— Está brincando né? – perguntou Jeremy rindo
— Jer, contou para mais alguém além do Sr. Saltzman. Sobre o diário de Johnatan Gilbert? – perguntou Elena com calma
— Por que todo mundo fica tão obcecado com aquilo? – perguntou o garoto, ao que parecia ele havia sido muito questionado sobre o diário, o que indicava que mais de uma pessoa sabia sobre ele
— Para quem mais você contou? – Elena tentou de novo
— Para aquela garota, Anna. – respondeu desinteressado
— A gostosa e estranha? – perguntou Damon, ao que parecia ele havia se enturmado bastante com o irmãozinho de Elena, o que não me surpreendia já que tinham a mesma idade mental
— É – respondeu lesado, esse ai realmente tinha que maneirar na maconha
— Espera, quem é Anna? – perguntou Stef, isso era o que eu realmente queria saber, nunca havia visto nenhuma Anna gostosa e estranha pela escola
— É o que eu quero saber – comentei baixo, eu não queria me meter muito, afinal para o menino eu só era uma professora da escola, deixei que os mais próximos conversassem com o garoto
— Como você a conheceu? – perguntou Damon, e nesse momento o telefone de Elena tocou fazendo com que ela saísse da sala
— Eu só a conheci. Ela que se encontrar comigo hoje no Grill – esse menino era tão irritantemente desinteressado que eu tinha vontade de bater nele
— Perfeito... Eu dirijo. Vamos? – perguntou olhando para mim
— Certo. – acabou que eu e Jeremy respondemos em uníssono
Era obvio que eu só estava indo para atrasar Damon, eu e Stefan no acordo com o professor Saltzman havíamos conseguido a copia que ele estava fazendo do diário, ou seja, eu estava finalmente um passo a frente e isso faria toda a diferença.
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— A garota já deve estar chegando. – comentou meu primo, enquanto eu virava uma dose de tequila no lugar mais escondido que havíamos encontrado no bar
— Ali está ela – apontei para Damon, enquanto víamos uma menina de estatura pequena e traços orientais falar com Jeremy
Damon fez uma expressão de estranheza, e foi então que percebi ele a conhecia, e na verdade ao olhá-la novamente suas feições também não me eram estranhas.
— Annabel, filha da Srta. Pearl – ele parecia prestes a esmurrar a mesa, ao menos havíamos descoberto quem havia pego o diário
— A mãe dela está presa na tumba? – perguntei, eu não me lembrava muito bem, graças a Katherine perdi todo o episódio de aprisionamento
— Sim – ele respondeu ainda pensativo
— E o que faremos agora? – perguntei curisosa, deveria ter algum plano em sua mente maligna
— Me acompanhe priminha – ele piscou para mim e deu o seu sorriso de sempre
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O lado bom de se morar em cidade pequena é haver apenas um único hotel na redondeza, foi extremamente fácil achar a localização de Anna, e agora eu e Damon a esperávamos tranquilamente dentro de seu quarto, era estranho eu e Damon trancados no quarto depois da ultima noite? Claro. Mas minhas expectativas estavam tão altas essa noite que nada me abalaria.
Ouvimos o barulho de porta se abrindo e Damon se encontrava atrás dela, assim que a garota entrou no quarto ele a pegou pelo pescoço levantando-a, ela revidou o aperto, eu sabia que Damon perderia, a garota era mais velha logo mais forte.
— Desistam – falei aparecendo de surpresa, a garota o soltou e ele fez o mesmo, meu primo parecia muito mais afetado que ela por sinal
— Estava pensando quanto tempo demorariam a me achar. – ela falou nos olhando, a vadia nem sequer parecia irritada
— Há quanto tempo está aqui? – perguntei, parece que todo mundo havia decidido chegar a esta cidade no mesmo momento
— Eu cheguei bem antes do cometa, vi você jogar fora a chance de abrir a tumba – falou olhando para Damon, agradeço todos os dias por ele não ter conseguido, perderia toda a graça
— Como sabe do feitiço? – meu primo perguntou
— Eu não falava muito naquela época. O que quer dizer que ouvi tudo. – seus pensamentos pareciam estar de volta a 1864
— Então se está aqui ha tanto tempo, por que só nos cruzamos agora? – Damon parecia bem curioso
— Gosto de usar os outros para fazer o trabalho sujo. – não podia negar que Anna era esperta
— Como Logan Fell? – perguntei intrigado, a ultima vez que o vi ele havia falado algo sobre abrir a tumba
— Ah é obrigado mesmo, falando nisso. – Damon falou irônico- O desgraçado atirou em mim – o desgraçado atirou em tudo mundo ao que parece
— Logan era um idiota. Demos sangue a ele quando começou a fazer pose de exterminador com a bussola. Eu precisava do diário da família dele, não podia deixar ele morrer – Anna explicou
— O que você queria com o diário dos Fell? – ela realmente estava atirando para todos os lados para abrir essa tumba
— Eu achei que tinha a localização do livro de feitiços da bruxa. Eu estava errada. Segundo o diário, ela deu o grimório para Johnatan Gilbert e segundo isso aqui ela deu para o seu tio. Então agora vocês vão me ajudar a achar – vadiazinha presunçosa essa, eu esperava que a essa altura Stefan já tivesse achado o maldito grimório
— Porque ajudaríamos você? – perguntou Damon, eu tinha absoluta certeza que ele pretendia apenas pegar o diário e sair dali o mais rápido possível
— Por que nós queremos entrar naquela tumba, acredito que até mesmo Isabelle tenha seus motivos... – eu realmente não os falaria, mas que diabos todo mundo desconfiava de minhas intenções
Anna deu o diário nas mão de Damon, que deu um sorriso sacana por finalmente estar com seu objeto de desejo em mãos.
— Desculpe. Já tenho uma parceira – respondeu já se direcionando para a porta e eu o segui
Aproveitei para ler a mensagem que Stefan havia me enviado.
De: Stefan
Para: IsB
Localizei o diário, está enterrado junto com meu pai, me encontre quando puder.
— Vejamos isso – falou Damon pegando o celular de minha mão e então ele leu a mensagem e em seguida guardou o aparelho em seu bolso
— Vocês realmente se acham espertos não é? Qual é Bel achei que você fosse melhor que isso, agora fiquei zangado – seu tom de voz era calmo e medido o que mais me assustava – Porém, tem um lado bom Stefan já fez todo o trabalho sujo por mim, agora só basta irmos buscar
Como eu podia ter sido tão burra? Agora eu teria de dividir a merda do grimório com Damon, e não teria mais motivos para esconder de Stef que eu realmente pretendo abrir a tumba.
Meu primo dirigia em direção ao cemitério, em questão de minutos estaríamos lá, a questão é ainda daria para remendar a história caso Stefan e Elena estivessem procurando ainda, muito diferente se eu tentasse impedir Damon a força, a confiança seria perdida de vez e viveríamos em uma zona de guerra.
Damon parou perto do tumulo de meu tio, caminhamos por pouco tempo, suspirei aliviada ao ouvir barulhos, provavelmente o casal ainda estava lá, olhei para o lado vendo a expressão dura e irritada de meu primo.
— Ora... Vejam só – disse o babaca, ao avistar Stefan e Elena ultilizando uma lanterna para ver o grimório, nunca mais duvidaria de uma pessoa que fala que leva segredos para p tumulo – Mas que virada interessante dos fatos. – olhei para meu primo mais novo e Elena como quem pede desculpas
— Não posso deixar você trazê-la de volta. Desculpe – disse Stef, o que me irritava é que ele realmente se sentia culpado por não poder ajudar o irmão
— Eu também. Por pensar um segundo que podia confiar em vocês. –e então Damon olhou-me também, seus olhar só transparecia raiva mas para alguém como eu que o conhecia como a palma da mão podia ver um fundo de mágoa, e aquilo doía
— Você não é capaz de confiar. O fato de estar aqui quer dizer que leu o diário... E estava planejando fazer tudo sozinho. – Stef tentou argumentar
— Na verdade ele roubou meu celular foi assim que descobriu –expliquei irritada – Mas Stefan tem razão.
— Na verdade caso não tenha percebido, Isabelle está junto comigo. – apontou para mim irônico
— Porque eu era seu bode expiatório, apartir do momento que você achasse esse maldito grimório, eu e Stef seriámos descartados admita. – eu não caia nessas cenas de Damon
— Claro que eu ia fazer tudo sozinho, porque só posso confiar em mim mesmo. Até porque você seria a única pessoa no mundo que não abriria a tumba nem sob tortura e aceitou um acordo tão fácil – Damon retrucou, eu sabia que deveria ter me mantido fora dos acordos, foi burrice me juntar a Stefan – Você fez ser assim há muitos anos atrás Isabelle e você também Stefan...
Eu sabia muito bem do que Damon estava falando, meu plano de expulsar Katherine e sua corja estava muito perto de dar errado. Katherine e sua amiga devido as aparições pela luz solar e as amizades que fizeram na cidade, não passavam de duas damas indefesas, só Willian acreditava em mim, o resto achava que eram delíros de uma garota com ciúme de seus primos. Até que Stefan com medo de perder Katherine caso a descobrissem decidiu falar com meu pai sobre a matança de vampiros, e foi ai que deu problema, meu tio lembrando-se de minhas palavras finalmente descobriu sobre Katherine quando colocou verbena no sangue de Stef uma noite.
— Mas você... – Damon olhou irritado para Elena – Você me enganou – ele parecia bem decepcionado, tudo está indicando que meu primo mais velho está se apegando a garota, o que será que tinha de tão especial nessas mulheres?
— O que você vai fazer agora? – perguntou Damon – Porque se tentar destruir isso ai eu arranco o coração dela – após essa ameaça eu rapidamente caminhei para o lado de Stefan, ele só conseguiria alcançar Elena se passasse por cima de meu cadáver, mas eu realmente precisava que Stef não destruísse o grimorio, estava em um impasse
— Não vai mata-la – falei simplesmente, eu sabia que Damon não a mataria, não passava de um blefe
— Tem razão. Posso fazer melhor. – Damon então pegou Elena e a serviu com seu sangue a força, a situação estava saindo de meu controle e eu não estava gostando disso
— Não faça isso Damon – falei com uma voz ameaçadora, qualquer merda que ele fizesse e eu acabaria com ele sem esperar vingança alguma
— Me dê o livro Stefan. Ou eu quebro o pescoço dela e vamos ter uma namorada vampira. –ameaçou, diante da situação eu só via uma saída, e infelizmente essa saída era boa para mim também
Peguei o livro da mão de Stefan, e olhei firmemente para Damon como um desafio.
— Ok, agora sua negociação será comigo, traga Elena aqui para o meu lado e eu trabalharei junto com você para abrir essa merda desta tumba. – respirei fundo, Stef me olhava em choque
— Por que eu deveria acreditar que você quer abrir a tumba onde está a mulher por quem eu te larguei? – Damon sabia pegar pesado
— Porque eu quero me livrar de você Damon. Quer saber estou cansada de lutar contra esse amor doentio e distorcido que você sente pela Katherine, quer ficar ao lado dela? Pois fique deleitem-se os dois e desde que estejam bem longe de Mystic Falls será minha maior felicidade... – eu realmente estava sendo sincera, ou apenas uma grande atriz? Não sei responder
— Dê o livro na minha mão então. –ele tentou
— Só depois que Elena estiver ao meu lado e você concordar com os termos de trabalhar comigo para abrir essa porcaria – falei firme o olhando nos olhos
— Eu não confio em você – ele ainda estava temeroso
— Teremos que trabalhar isso querido, se quiser posso chamar uma analista – dei um sorriso irônico
E então Damon finalmente soltou Elena a devolvendo para Stefan.
— Vão embora, eu cuido das coisas aqui – falei para o casal que saiu rapidamente
Damon puxou o grimório de minha mão rapidamente, eu o olhei desconfiada, mas ele não saiu correndo nem nada assim apenas passou a conferi-lo.
— Sabe que ainda desconfio de suas intenções...
— Mas eu sou tudo que você tem docinho – eu sorri irônica, e de certa forma me sentindo vitoriosa, ao que parece ajudar Damon me deixava ainda mais próxima de meus objetivos e que bonita seria essa minha vingança...
Flash back on:
Mystic Falls 1864
Eu estava deitada tranquila acariciando minha barriga, quando Willian entra com uma expressão preocupada. Ele iria viajar essa noite e sabia que se preocupava muito comigo e com o bebê em meio a essa caça aos demônios
— Capturamos quase todos...
— Então por que essa feição de desespero amor? –perguntei já ficando preocupada
— Seu tio capturou Katherine... mas ela fugiu. E eu tentei de tudo mas precisarei viajar esta noite, não quero deixa-la sem proteção. – eu realmente estava amedrontada, mas uma hora alguém a acharia que mal essa vadia poderia fazer a mim?
— Fique tranquilo querido, ela será pega em breve. Que mal Katherine pode fazer a mim?
E eu mal sabia que naquela noite ela me provaria que eu estava errada.
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