A Salvatore

10 Capitulo 10: Descobertas


Notas iniciais
Oi flores, eu sei faz um tempo que não posto a fic, mas me perdoem, é toda essa correria pré- vestibular, entre outras coisas... Prometo não ficar mais sem postar por longos períodos de tempo, mas preciso que vocês comentem, pois se a fic não tiver mais leitores, prefiro me dedicar á outra coisa. Enfim, esse capitulo foi escrito com todo amor e carinho para vocês... Os vejo la embaixo.

Pdv: Isabelle

Saí andando por aquele tão antigo jardim, faziam muitos anos que eu não chegava perto de onde era a mansão Forbes, eu costumava me limitar a minha antiga casa.

Abri a porta velha e decadente e ela fez um barulho irritante, e lá estava a minha última casa antes de minha morte como humana, olhei para cada cômodo me lembrando de como era cheio de vida, principalmente quando Will estava lá, foi quando cheguei perto de senti algum tipo de felicidade, porém Katherine acabou com tudo como sempre.

Subi até meu antigo quarto e respirei fundo antes de entrar como faço todas as vezes, não era fácil ver o local onde comecei a sofrer, estava vazio cheio de poeira havia apenas um espelho antigo e velho mas nem era o mesmo de minha época, várias gerações de Forbes passaram por aqui até realmente se espalharem.

Encarei meu reflexo no espelho e quando vi minha imagem grávida refletida caí no chão surpresa, com certeza havia sido fruto de minhas lembranças por estar ali novamente, mas foi forte o suficiente para me derrubar, meu corpo ao cair no assoalho de madeira com força pareceu quebrar alguns pedaços, olhei para ver o estrago que eu havia feito.

Tateei os pedaços soltos no chão até que minha mão encontrou algo diferente, parecia um papel velho e amassado, peguei em minhas mãos e havia uma porção de papéis, estavam amarelados e as letras escritas as tinta estavam fracas mas não o suficiente para eu perceber que aquela é letra de Willian, estranho eu vim para este lugar várias vezes ou pelo menos a cada década quando crio coragem e nunca havia visto nada disso por aqui, então passei a ler os papéis.

—Não é possível! — gritei com raiva jogando os papéis no chão, em seguida os peguei de novo, liguei para o número de um velho conhecido e ele logo atendeu – Oi, preciso de um favor.

O que você quiser...— respondeu a voz do outro lado da linha, eu expliquei detalhadamente sobre o assunto do papel

— Ok, investigarei...

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Cheguei em casa cedo e no meu quarto estava Stefan com a expressão nervosa.

—Belle, fiquei preocupado – falou abraçando-me e eu retribuí o abraço com força

— Eu estou bem – respondi para Stef tentando o tranquilizar

— Você não atacou ninguém não é? — perguntou deconfiado

—Sem humanos Stef, mas porque a pergunta? — eu o encarei desconfiada, normalmente ele costumava culpar o Damon por ataques a humanos

—Ontem a noite houve um ataque na cidade, e sei que não foi Damon e você foi a única que sumiu, então eu achei que você poderia ter ficado nervosa e descontado de alguma forma – falou ele

—Fique tranquilo não fui eu , e como você sabe sobre o ataque?

—Ouvi a xerife falar para Damon, ao que parece ele é o homem de confiança da policia local agora – Stef virou os olhos

— Era só o que me faltava agora, um vampiro estranho rondando a cidade... — eu procuraria saber mais sobre esse assunto e depois da escola minha parada seria no gabinete do prefeito

—Acho que preciso ir trabalhar agora, Damon já saiu? — perguntei e tentei evitar o olhar de Stef eu não estava pronta para falar sobre ontem não agora

— Damon agiu como um idiota ontem o ignore por favor, isso porque você não sabe nem da metade depois que você saiu ele atacou Bonnie por causa do cristal – eu tinha certeza que Damon aproveitaria minha ausência para aprontar, covarde

—E o que aconteceu no final? — perguntei se não havia ninguém tentando nos queimar ainda e nenhuma bruxa querendo me matar porque quebrei uma promessa quer dizer que algo deu certo

—Bonnie queimou o cristal e Damon quase a matou, eu consegui salvá-la e agora quando achei que iam melhorar as coisas, sem a chance de Damon abrir essa maldita tumba, aparece alguém estranho na cidade e não faço a miníma ideia de quem seja,

—Estou atrasada Stef, quer uma carona até a escola? — peguntei

—Sim, preciso falar com Elena sobre esse novo vampiro – como meu primo é preocupado, isso só demonstra o quanto ele está apaixonado

—Ótimo, e mais uma coisa vocês precisam se resolver logo, essa tensão sexual deve estar te matando – brinquei tentando deixar o clima mais leve, Stef riu e virou os olhos

— Só você para me fazer rir nesses momentos Isb

— Eu estava feliz mas você acabou de me deixar triste depois dessa apelido pavoroso – virei os olhos e sorri

—Eu só não sei se riria novamente depois de tudo que você passou, sério eu sei que você está evitando esse assunto, mas eu te admiro demais Belle, depois de tudo que você passou, consegue se levantar e viver, você já perdeu tanta coisa e mesmo assim está aqui, sem se desligar e sorrindo e fazendo todos rirem, você é a verdadeira mulher de ferro- olhei para o outro lado tentando não demonstrar a emoção em meus olhos, o que Stef me falou

—Ok Stef chega desse assunto, vamos para a escola- falei tentando desviar atenção de mim

Eu não conseguia pensar nesse tipo de coisa, além de tudo o que estava acontecendo por aqui, ainda havia o pedaço de papel que eu tinha lido hoje e nada tirava de minha cabeça que aquilo era verdade, eu só não sabia se ficava feliz por isso, pois dava um rumo muito mais diabólico ao meu plano, ou se só me enchia mais ainda de raiva.

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De: Damon

Para: Belle

Sei que você me odeia, porém tenho uma pista quente sobre o vampiro que está rondando a cidade, se está interessada em saber, me encontre nesse endereço.

Li o maldito endereço praguejando por não ter visto antes a mensagem enviada por Damon, agora era capaz que tudo já estivesse resolvido, mas mesmo assim resolvi tentar, dei uma desculpa qualquer para o pessoal da escola me liberar e segui de carro até a maldita rua.

Finalmente achei o galpão velho, e silenciosamente entrei, no inicio estranhei toda a escuridão, porém passei a ouvir barulhos e sentir cheiros, ali sem dúvida estava Damon sangrando e outro vampiro desconhecido, decidi esperar para ver quem eu ajudaria.

—E quando me vejo não consigo entrar em casa... — pera eu conhecia aquela voz, aquele era o Logan Fell, como era possível ele estar vivo? Eu há dias atrás o vi morto

—Tem que ser convidado – respondeu Damon fazendo careta, e então percebi a arma na mão do maldito Logan, ele havia ferido Damon, infelizmente eu teria que ajudar meu primo idiota

—Mas eu moro sozinho – falou Logan

—Que pena – retrucou Damon, eu reprimi a vontade de rir, até nos momentos de dor Damon mantinha seu humor acido

—Eu só consigo pensar em sangue, e matar pessoas, eu simplesmente não consigo parar de matar – o cara parecia bem desesperado, e eu até que entendia o lado dele

— Bem vindo ao clube – Damon continuava sendo irônico ao responder, eu sabia que estava chegando a minha hora de interferir

—Espera um pouco... a policia só achou um corpo – falou Damon, confuso, realmente eu havia checado o numero de desaparecidos era grande, mas só havia um corpo encontrado até agora

—Eu deixei um, eu estava cansado – ele respondeu – Mas eu escondi os outros corpos, estão aqui atrás – ele apontou para o local, e eu franzi a testa com nojo, sim bem irônico eu vampira ter nojo de cadáveres, mas eu não gostava muito de encara-los depois de mortos, sempre os queimava ou saia rapidamente do local – E a pilha só está aumentando...

—É parece que você tem um problema aí – disse Damon, pelo seu tom de voz até ele parecia um pouco chocado

—E outras coisas estranhas também acontecem, eu não consigo parar de pensar na minha ex-namorada, quero estar com ela, mordê-la essas coisas. — falou e eu virei os olhos, o cara era apaixonado pela ex

—Deve ter se apaixonado por ela – concluiu Damon – Tudo que você sentia antes vai ser aumentado agora, vai ter que aprender a controlar – explicou impaciente, novatos não havia coisa mais irritante

—E quanto a andar no sol? — eu sabia que uma hora chegaria a essa pergunta, todos sonhavam em saber como conseguíamos andar no sol, quantas vezes já quase me capturaram por isso – Eu sou uma pessoa matinal, você consegue andar no sol. O que, por sinal, é bem legal. Não vão suspeitar de você. Isso não está nos diários – fiquei atenta ao ouvir falar de diários, sabemos que era um costume na nossa época, mas de quem o conselho tirava as valiosas informações?

—Diários? — Damon se interessou tanto quanto eu

—É, os fundadores... eles passaram para os filhos – explicou parecendo impaciente – Anda, cara, você tem que me dizer. Como você faz pra andar no sol? — ele praticamente suplicou

—Quem te transformou? — perguntou Damon, espera ele não sabia?

—Como você faz para andar no sol? — a pergunta foi mais agressiva, realmente estava chegando a hora de eu entrar em ação e ajudar Damon

—Quem te transformou? — meu primo repetiu a pergunta

—Sabe, estou sendo legal até agora. Mas eu posso te matar – ameaçou apontando a arma para Damon

—Então nunca vai saber – retrucou meu primo provocativo e se levantou – Não está me respondendo.

—Você primeiro – disse Logan, que ainda estava com a arma na mão

—Parece que estamos em um impasse não é Logan? — eu gostava da frieza que Damon tratava as coisas

— Eu tenho coisas para fazer, gente para matar, então vou precisar de uma forcinha – e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa Logan atirou várias vezes em Damon e saiu tão depressa do galpão que mal notou minha presença ali

É parece que tínhamos um problema ali e dos grandes. Resolvi ajudar Damon, apesar dele merecer toda a dor que estava sentindo no momento, precisávamos agir rapidamente contra o maluco, ou teríamos uma grande bagunça para limpar depois.

—Demorou priminha – disse Damon ainda jogado no chão

—Para mim cheguei na hora certa, veja você já até apanhou – respondi e dei um sorriso irônico enquanto analisava os ferimentos de bala de Damon

—Você bem que poderia me ajudar, como eu fiz esses dias caso você não lembre – disse sua voz estava meio rouca devido a dor e eu ri

—Acho tão divertido te ver assim frágil precisando de ajuda que se tivéssemos tempo eu ia passar umas horas aqui te vendo sofrer... — falei enquanto tirava a primeira bala que se encontrava no abdômen de Damon, ele fez uma careta de dor

—É eu sei que minha dor te diverte, mas eu tenho outro nome pra tudo isso, tesão reprimido – seus olhos eram intensos nos meus e um sorriso irônico brincava em seus lábios, engraçado como até ferido Damon conseguia ser um canalha, arranquei a segunda bala que estava alojada próxima de seu peito e ele urrou de dor

—Damon, te peço uma única coisa para que eu não desista de te ajudar agora e te mate e só depois resolva o problema com Logan, cala essa sua maldita boca – eu praticamente implorei, eu não estava boa hoje para os jogos do babaca a minha frente

—Ok irritadinha – e então ele fez um gesto como se fechasse a boca com um zíper e eu terminei de retirar as balas de seu corpo

Meu celular começou a tocar e eu rapidamente atendi, eu tinha certeza que era Stefan, provavelmente preocupado com o meu sumiço.

—Isabelle onde você está? - sua voz era preocupada, ele parecia saber de alguma coisa

—Saindo de um galpão velho com Damon, o idiota ficou preso em uma emboscada e eu o salvei, como sempre – vi Damon virando os olhos para o que falei, mas eu não podia perder a oportunidade de provocar

—Emboscada? Como assim? Você está bem? — meu primo mais novo parecia cada vez mais preocupado

—Eu estou ótima Stef. Ao que parece aquele repórter que Vick matou esses dias virou um vampiro, e agora ele não vai sossegar até descobrir nossos segredo, tipo como se anda no sol – respondi – Agora o que temos que fazer é acha-lo e providenciar uma bela morte para ele, antes que a gente se meta em mais encrenca se é que é possível.

—Não precisa de muito para acha-lo ele está aqui na escola – respondeu Stef brevemente ao que parece ele tinha companhia, então Damon que prestava atenção na conversa me olhou

—Não o perca de vista, eu e Damon estamos a caminho – respondi e desliguei o telefone – E então vamos? Tenho uma bolsa de sangue no carro por ora acho que dá para você sobreviver com isso – falei para Damon que parecia meio fraco

—Vamos, agora tudo que eu preciso é acabar com aquele desgraçado – meu primo parecia bem irritado, mas nesse ponto eu não discordava com ele

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Eu e Damon nos atrasamos um pouco para chegar a escola, já que tivemos que passar em casa para que meu primo se trocasse, afinal ele não poderia chegar na escola todo esfarrapado e sujo de sangue.

Stefan estava nervoso parado na lateral da escola, rapidamente fui até ele.

—O que houve? — perguntei

— Temos que ir, Logan pegou Caroline – disse nervoso

—Então vamos – falei e comecei a correr sendo seguida por meus primos

—Ao que parece ele está ameaçando a Xerife Forbes, então temos que tomar cuidado – Stef nos alertou no caminho

Encontramos Logan e Caroline rapidamente, o idiota falava com alguém no telefone e parou o carro e aproveitamos para atacar. Abri a porta do carro jogando-o para fora do carro. Ele caiu longe mas logo se levantou para atacar então Damon atirou nele.

—A revanche é uma droga né? — disse Damon irônico

Olhei para o carro e vi Caroline ainda desacordada caída sobre o banco, xerife Forbes, que era com que Logan estava falando, gritava desesperada do outro lado da linha.

—Stef, tire Caroline daqui eu e Damon cuidamos do resto – falei e Stef concordou e saiu com a loirinha

—Damon avise a Forbes que está tudo bem – pedi enquanto caminhava em direção ao vampiro idiota que se encontrava baleado no chão, antes de matá-lo eu ainda precisava saber quem havia o transformado, afinal se não havia sido nenhum de nós, era sinal que tinha algum vampiro rondando a cidade

Apontei a arma que eu havia pego de Damon em direção a Logan, que me olhou meio assustado e perguntei:

—Ultima chance para você gatinho. Quem transformou você?

—Eu já disse, eu não sei. — respondeu ele meio desesperado, notei que Damon estava ao meu lado com um daqueles objetos que se usa para trocar pneus ameaçando Logan

—Esse ferro que está na minha mão pode arrancar sua cabeça em um único golpe. É sua resposta final? — perguntou Damon

—Como podem ficar do lado deles? — perguntou nos olhando com raiva, parece que o imbecil ainda não tinha entendido a lei da conveniência

—Não estou do lado de ninguém. Você me irritou e quero matá-lo- retrucou Damon irritado, isso me fez ficar atenta eu sabia o quão descontrolado meu primo poderia ser, e não é isso que precisávamos no momento, mas então ele respirou fundo e continuou – Quem transformou você?

— Eu realmente não sei – respondeu exasperado

—Ah então está ferrado – falei, pronta para eu mesma atacar, eu não estava mais com paciência para ser enrolada pelo recém criado babaca, fiz sinal para Damon consentindo com que meu primo tivesse sua vingança arrancando a cabeça de Logan

—Espere! Eu sei — implorou em pleno desespero

—Você está mentindo! — gritei, fazendo menção para que meu primo continuasse – Acha que é o único que quer entrar naquela tumba, embaixo da velha igreja?- e então congelei, ao perceber que Logan falava com Damon, e como ele sabia sobre a maldita tumba?

—Se estiver mentindo, acabo com você- meu primo havia praticamente largado o pé de cabra, ele parecia curioso sobre o que Logan iria dizer, eu sabia que Damon andava caçando pistas como um louco

—Não estou mentindo. Tem outro jeito de quebrar o feitiço, podemos ajudar.- respirei fundo cogitando a ideia de atirar em Logan, mas devido minhas novas suspeitas eu o deixaria ir até o fim

—Damon, estou ouvindo os barulhos, mate esse babaca logo – falei nervosa

—Não tente bancar a espertinha comigo priminha, você não vai me impedir de conseguir o que quero, e falando nisso... — só senti um golpe forte de ferro em minha nuca e então tudo foi ficando escuro...

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Acordei estava deitada em minha cama, eu sabia que estava tudo bem, Damon só havia me golpeado forte o suficiente para que eu desmaiasse, e eu não poderia nem ao menos ficar brava, essa foi a primeira vez que ele conseguiu me acertar desde que eu havia chegado. Mas ele pode ter certeza de que haverá vingança.

Olhei para o relógio de meu celular, e puta merda eu havia dormido, mais tempo do que deveria, estou realmente cansada, ouvi barulhos pela casa e pelo que parecia não havia sinal de Damon, já de Stefan e Elena pareciam ter feito as pazes em grande estilo.

Caminhei em direção ao meu banheiro, eu merecia descanso depois dos dias cansados que tive, porém um barulho vindo do meu celular me interrompeu, rapidamente o atendi.

A voz do outro lado me disse exatamente tudo que eu precisava ouvir, não pude deixar de sorrir ao desligar o telefone, e parecendo louca ou não dei uma gargalhada divertida. Parece que Damon pagaria caro por tudo que fez, e a vingança não poderia ser mais divertida.

Notas finais
E ai o que acharam? Espero que tenham gostado e preciso muito, que vocês comentem! Beijos Lili