A Salvatore
11 Capitulo 11: Planos
Notas iniciais
A Salvatore
Parece que eu não teria paz por muito tempo, ouvi batidas desesperadas na porta do meu quarto, quando abri deparei-me com a expressão aflita de Stefan.
— Vamos querido solte a bomba- falei abrindo mais a porta para meu primo entrar
— Elena e eu nos reconciliamos...
— Deu para ouvir garanhão, bela noite – fiz uma expressão maliciosa o que deixou meu primo de aflito para encabulado
— Isabelle o que tenho para falar é sério, ela descobriu a foto de Katherine em cima de meu criado mudo e simplesmente sumiu!
— Tem certeza de que ela não está em casa? Afinal está de manhã ainda – perguntei, as vezes meu primo era um tanto quanto exagerado
— Eu já chequei, ela não está em lugar nenhum e eu já liguei para o celular dela uma série de vezes, e se Logan não era o único... — enquanto meu primo falava algo me veio a cabeça
— E Damon onde está?
— Eu não sei, espere aonde você que chegar com isso?
— Ligue para Elena mais uma vez...
— Qual parte você não entendeu que eu já tentei! – retrucou mal humorado
— Vamos tentar outra vez... – falei pegando o aparelho de celular do bolso do meu primo
O número de Elena estava na discagem rápida, chamou algumas vezes, tempo suficiente para eu colocar a chamada no viva voz quando finalmente uma voz conhecida atendeu.
— Telefone da Elena falando...— era a voz de Damon, meu primo mais novo tomou o celular de minha mão com força demonstrando irritação.
— Onde ela está? Por que está com o telefone dela? Ela está bem?- dava pena em ver o estado de nervoso que Stef se encontrava, mas ao mesmo tempo provou que minhas suspeitas estavam corretas.
— Elena? Sim ela está aqui e bem- respondeu cínico como sempre
— Cadê vocês? Me deixa falar com ela. – praticamente implorou meu primo mais novo, revirei os olhos para tamanho desespero, Damon poderia ser tudo menos louco de aprontar com a garota.
— Ele quer falar com você- ouvi Damon dizer, o que era uma prova que realmente Elena estava com ele, afinal o espertinho poderia apenas ter pegado o telefone da garota, ouvi uma leve negação de fundo – É, sabe, eu acho que ela não quer falar com você agora.
— Damon, juro por Deus, se encostar nela eu te mato- Stef estava totalmente fora de si
— Tenha um bom dia. Tchauzinho – e então o imbecil desligou o telefone
— Desgraçado! – meu primo gritou jogando o celular para o outro canto do quarto
— Ei, calma Stef ela está protegida contra Damon, Lembra?- perguntei tentando tranquilizar meu primo, mesmo que nem eu entendesse o que exatamente Damon queria raptando Elena.
— Não ela não está- e então meu primo mostrou o colar cheio de verbena que ele havia dado a ela em suas mãos.
— Me desculpe primo, mas a única coisa que podemos contar no momento é que Damon tenha medo de morrer – respirei fundo, apesar de preocupar-me com os planos de Damon, eu estava um tanto quanto confiante por conta das notícias que havia recebido há poucas horas atrás.
— Você tem razão, eu não acho que ele realmente faria mal á Elena, a ligação doentia dele com Katherine o impede disso, temos que ir á escola de qualquer forma...
— Isso mesmo querido distraía-se, enquanto isso eu tenho um dia longo e milhares de coisas para serem resolvidas...
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Assim que meu primo saiu de meu quarto me troquei rapidamente, eu havia me distraído o suficiente para quase perder o horário de aulas, e apesar de minha amizade forte com o prefeito não era uma boa chegar atrasada, ou eu acabaria ficando mal falada por meus privilégios.
Vi meu primo atrás de Bonnie, havia me esquecido que bruxinha andava praticando mágica, e que poderia nos ajudar com um feitiço de localização, porém deixaria isso com Stefan, eu precisava resolver coisas do tipo a misteriosa morte de Logan, Lockwood havia me mandando uma mensagem comunicando-me sobre isso, eu sabia que não havia sido Damon já que ele ainda tinha informações a arrancar do vampiro, então quem poderia ser? Se há um matador de vampiros na cidade, preciso descobrir e rápido
— Professora? – uma garota do primeiro ano chamou-me- A aula já terminou, podemos ir?
— Claro vão sim, me desculpe eu estava distraída- na verdade eu continuava distraída na verdade, essa era a razão pela qual odeio ser professora, ás vezes dar aula me irritava.
— Percebemos querida – ouvi Caroline falar de forma maldosa no ouvido de uma garota do segundo ano que riu
— Menos você Srta. Forbes quero que dê mais uma volta pela pista de corrida, está precisando, acho que anda exagerando na comida hein? De resto estão todas dispensadas – sorri de forma maldosa para Caroline que me fulminava com os olhos enquanto suas colegas saiam dando risinhos baixos
— Vamos Forbes, o que está esperando? – cruzei os braços fazendo questão de esperar a pentelha correr, mesmo bufando a garota iniciou sua corrida
Meu celular vibrou em meu bolso
De: Stefan
Para: IsB
Nem sinal de Elena, Bonnie não consegue fazer nenhum tipo de feitiço. O que eu faço?
De: Belle
Para: Stef
Não faça nenhum tipo de besteira. Damon é louco e ás vezes um pouco suicida, mas sabemos que ele sabe que na próxima que aprontasse estaria morto, então espere e se até amanhã ele não a devolver, daremos um jeito nisso, conheço algumas bruxas fora da cidade.
De: Stefan
Para: IsB
Não sei se consigo esperar tudo isso, tentarei por hora.
Te amo.
— Dei a volta toda será que posso ir agora querida professora? – percebi o sarcasmo contido no “querida”, no entanto a loirinha arrogante estava sem fôlego e eu satisfeita pelo pequeno abuso de poder
— Pode ir lindinha – sorri e pisquei dispensando a insuportável
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— Alguém já te disse que você está estranhamente dispersa hoje?- Lockwood perguntava, enquanto distribuía beijos por meu ombro desnudo.
— Não foi bom para você? – perguntei fingindo-me de desentendida, obviamente eu sabia que havia sido ótimo para ele, eu era Isabelle Salvatore, até mesmo jogar xadrez ao meu lado é bom.
— É claro que foi meu amor, é só que você parece estar em outro mundo, o que te preocupa? Se for o caso com vampiros eu lhe garanto, não deixarei nada de mal acontecer a você –com esse reprimi a vontade de virar os olhos, pobre prefeito mal sabia que estava ao lado de uma vampira, dividindo o sofá da prefeitura
— Eu não tenho medo disso, é só que venho pensando em uma série de coisas e com Zach fora estou responsável por meu primo que é menor de idade, e sabe como são adolescentes...
Com um timing perfeito, meu celular vibrou e com elas mais uma mensagem de meu primo, pedia para que eu o encontrasse em frente a casa da velha bruxa Bennett, o que eu não fazia por meu caçula.
— Falando nele... — sorri mostrando rapidamente a tela do celular, enquanto já me levantava para vestir-me.
— Não pode ficar nem mais um pouco? – perguntou manhoso, mal o pobre sabia que eu achava esse tipo de cena patética
— Estou atrasada querido- dei um selinho leve em seus lábios e saí o mais rápido que pude
Quando cheguei em frente a casa da bruxa mais velha, meu primo me esperava, Stef estava de dar pena, seus olhos pareciam cansado e intensos de tanta preocupação, eu sabia que ele não precisava exatamente da minha presença ali, mas sim de um pouco de força, meu primo e eu sempre demos força um ao outro e eu sabia que naquele momento esse era o meu papel.
—Preciso falar com Bonnie de qualquer jeito, imagino que você possa ajudar com algo, sensibilidade feminina ou sei lá – eu sorri com a tentativa de brincadeira de Stef
— Vamos lá, ao que parece depois de anos tenho que encarar mais uma velha Bennett
Chegamos até a porta e batemos, quando ela se abriu a vovó bruxa nos reconheceu na hora, principalmente Stef, eles tinham algum tipo de história juntos.
— Oi – falei tentando dar meu melhor sorriso
— Posso ajudar? – perguntou ela
— Esse é meu primo Stefan – olhei para ele fazendo menção para que ele segurasse na mão da bruxa, o que ele fez, para bruxas o aperto de mão é essencial e demonstra confiança — E eu sou Isabelle – estendi minha mão também, que ela segurou em um aperto firme e estranho para mãos tão delicadas – Estamos procurando Bonnie, ligamos para a casa do pai dela e ele disse que ela deveria estar aqui.
— Ela estava, mas já foi – respondeu prontamente
—Sabe para onde ela foi? – perguntou Stef, queria que ele pudesse parecer um pouco menos desesperado, bruxas não tinham um histórico muito bom em confiar em nossa espécie
—Não. Mas vocês sabem – ou a bruxa estava louca, ou sei lá, como eu saberia onde a garota estava?
— Como é? – perguntei desentendida
— Eu falei para ela enfrentar seu medo. E estou sentindo que ao menos um de vocês sabe exatamente por que ela estava com medo. – ela falou olhando mais especialmente para Stef, e então me lembrei do ocorrido na floresta há alguns dias atrás. – Vocês sabem o que sou e mesmo assim me deram a mão. O que quer dizer que queriam me mostrar que posso confiar em vocês
— E pode? – Stef perguntou
— Eu sei que vão cuidar dela – e então a bruxa olhou diretamente para mim, parece que o livrinho de acordo das vadias estava bem atualizados até mesmo sobre os antigos acordos- Melhor vocês irem, não vou convidá-los para entrar, e sei que entendem o por que. – nos olhou de forma conclusiva
— Então diga-me Stef meu primo favorito, para onde devemos ir?
— Me siga com o seu carro – disse ele e eu o obedeci
Paramos em um lugar próximo ao cemitério, ali perto ficava a igreja que pegou fogo. Eu até que me sentia bem sabendo que estava pisando sobre a cripta de vinte e sete vampiros nojentos da corja de Katherine.
— Onde a bruxinha está? – perguntei para meu primo e ele então respirou fundo provavelmente tentando rastreá-la pelo cheiro
— Ao que parece ela caiu aqui – falou enquanto eu o seguia, avistamos um buraco enorme e cheio de terra
— ótimo Stefan agora para resgatar a garota vai ter que sujar todo o meu jeans Calvin Klein na terra, porque eu não fiquei onde estava há quinze anos mesmo? – virei os olhos, meus primos e seus amigos davam mais trabalho que o... Enfim, esquece, eu teria que pular.
Eu e meu primo pulamos um atrás do outro e em seguida, ouvimos um grito, ao que parecia Bonnie estava desesperada, mas quem não ficaria? O lugar era cheio de pedras e iluminado por velas, totalmente macabro.
— Calma Bonnie somos nós –disse meu primo tentando acalmar a menina descontrolada
— Stefan? Isabelle? – sua voz pareceu mais aliviada, era estranho minha presença causar alívio em alguém, mas afinal o que é normal nessa cidade?
— O que aconteceu por aqui? – perguntei, tentando entender como aquele buraco havia acontecido, o chão parecia bem sólido naquela área
— O chão cedeu, e eu caí- uau resposta mais óbvia seria impossível.
— Tudo bem, tudo bem. Calma- meu primo era muito melhor em situações de pânico de garotinhas do que eu
— Vamos te tirar daqui – falei, agradecendo por minha facilidade de impulso ser forte o suficiente para tirar a bruxinha do local horripilante
— Como? – perguntou Bonnie
— Feche os olhos, segure na minha mão de costas – eu estendi minha mão e foi o que a garota fez — E confie em mim – tentei passar a maior segurança possível
— E Stefan? – perguntou ela
— Estarei logo atrás de vocês – ele respondeu de forma confiante
Dei um impulso rápido e em questão de segundos, chegamos de volta a floresta.
— Pode abrir os olhos agora querida – falei e a garota abriu os olhos, ainda meio ofegante – E eu nem sujei meu Klein – sorri piscando para Stef tentando descontrair
— Uau – a garota simplesmente falou, parecia um tanto quanto perdida, eu sabia de alguma forma como ela se sentia
— Não queríamos assustar você – meu primo explicou, Bonnie era realmente corajosa, porque na minha época se algum vampiro me pedisse para fechar os olhos eu já estaria com a estaca em mãos
— Como sabiam onde eu estava?
— Bom, sua avó nos disse o que estava fazendo e o resto eu adivinhei – meu primo explicou, percebi que ele se controlava para ser o mais leve possível, o que era bom já que ele se esquecia um pouco dos problemas com o problemático Damon e sua namorada cópia
— Eu ouvi eles. Lá embaixo. Atrás da porta– agora eu entendi o porque de tanto desespero, me xinguei mentalmente por não ter ouvido nada seria tão bom vê-los gemendo de sofrimento, não havia alguém no mundo que odiava mais esses vampiros que eu – Estão sentindo dor?
— No começo, sim. Mas não mais. Definharam de fome até o ponto da dessecação– respondi tentando ser o mais fria possível, não estava acreditando que a bruxa está cogitando ter dó desses seres malignos
— Mas se conseguirem sangue, eles...- agora eu havia entendido o ponto da bruxa, era medo
— Não vai acontecer Bonnie. – meu primo sempre tão pacificador- Não podem sair. Emily cuidou disso quando destruiu o cristal. Você está segura.
— Agora acho melhor nós irmos, eu vou para casa foi um longo dia hoje, e você Stef leve-a para casa – meu primo assentiu concordando
—Isabelle? – Bonnie me chamou enquanto eu já caminhava em direção ao carro
— O que? – perguntei virando-me para olhá-la
—Obrigada – e então o inesperado aconteceu, Bonnie me abraçou e seu abraço era tão gentil e humano que o retribuí, era estranha essa proximidade para mim, mas me pareceu boa e verdadeira
— Eu não fiz nada demais, cuidar da sua família é meio que um dever para mim – respondi tentando me manter um pouco racional ainda
— Sabemos que depois que o cristal foi quebrado você não precisava mais, você é realmente uma boa pessoa – ela respondeu olhando-me nos olhos e eu sorri
— Sendo assim, obrigada a você – e então eu fui embora com uma sensação estranha e um tanto quanto desconhecida, acho que era algo próximo de paz.
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— Merda porque é tão difícil encontrar pistas? – reclamei enquanto havia uma série de livros empoeirados jogados no chão do quarto de Zach, ele pode ser o único que tem algum tipo de dica sobre o que eu estou procurando, e claro aproveitei a casa vazia para procurar.
Damon e Stefan não poderiam nem sonhar com o que eu estava procurando, eu teria que fazer quieta longe de quaisquer holofote, essa parte seria bem difícil, mas o que eu faria valeria a pena qualquer segredo guardado, só bastava procurar, e quando eu achasse, ai sim eu poderia iniciar meus planos e ganharia o jogo.
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