A Salvatore
9 A história não vai se repetir
Notas iniciais
Pdv:Isabelle
Acordei atrasada para o trabalho, no começo era até legal, mas agora estava ficando muito entediante, porém eu tinha que continuar.
Vesti uma roupa qualquer, eu não costumava ser assim, gosto de moda e principalmente de estar dentro de tendências, mas ultimamente não ando com tanta paciência.
Desci as escadas correndo, afinal eu estava muito atrasada, tanto que nem ia acordar Stefan. Um pouco antes de chegar na porta estava Damon parado sorrindo do seu jeito costumeiro.
–Você pode me dar licença? — perguntei tentando ignorá-lo
–Bom dia para você também Belle – virei os olhos para o cinismo dele
– Péssimo dia Damon, agora eu preciso ir trabalhar, você poderia me dar licença?
– Ma Belle não seja tão dura comigo, vai, vamos ser amigos, eu quero paz – ele falou com uma voz manhosa e os olhos azuis intensos nos meus
– Escuta Damon eu não sou uma garota bobinha e ingênua que você pode persuadir, e nem muito menos me sensibilizo com belos olhos azuis, afinal eu vejo um par todos os dias quando acordoe me olho no espelho os meus. Então se você quer a paz mundial ou algo assim, comece me fazendo um favor...
– O que você quiser...
– Saia da minha frente. E se não for muito incomodo acorde Stef para mim, e sem gracinhas, porque depois que poupei sua vida ele está devidamente autorizado a arrancar a sua cabeça se necessário. Agora se me dá licença – falei o empurrando e em seguida saindo de casa
– Isabelle você fica tão sexy mandona – o ouvi dizer lá dentro, eu sabia que era para eu escutar
– E você continua a ser um babaca – falei e ouvi sua risada lá de dentro
Damon não podia mais acabar com minha paciência ela já havia acabado faz tempo. E espero que ele realmente acorde Stefan ou então meu primo mais novo me mataria.
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Ouvi algumas meninas do segundo ano comentarem sobre o novo e gatissímo professor de história, ao que parecia seu nome é Alaric Saltzman, sem aliança no dedo, sorriso bonito e aquele tom professoral que enlouquece as pobres estudantes do High School, não é atoa que o índice de professores que ficam com alunos aumentam mais, o que não fazem por um ponto extra.
Não costumo ir muito para a sala dos professores mesmo no horário de almoço, mas eu queria ver, se esse tal de Alaric é tão bonito quanto as meninas estão falando.
– Bom dia — cumprimentei uma série de professoras velhas e desgostosas com vida
Aliás quem sou eu para chamar alguém de velha, apesar do meu rostinho bonito, aposto que nenhuma das senhoras ali tem mais de cento e sessenta anos, eu tenho.
– Bom dia – ouvi uma voz masculina e então me virei
É realmente ele é bem bonito, do tipo que eu iria para a cama sem dúvida, se ele tivesse algum sotaque eu cairia em seus braços, ou não, afinal não dá certo sair com o prefeito e com o professor de história juntos, ou pelo menos eu acho que não dá certo, já que nunca tentei.
– Você deve ser o novo professor de história. Seja bem vindo ao maluco ambiente escolar – brinquei
– Obrigada, meu nome é Alaric, mas pode me chamar de Rick, e o seu é? — falou estendendo a mão para mim e eu estendi a minha o cumprimentando, era tão mais divertido quando eles eram obrigados a beijar minha mão
– Isabelle Salvatore, mas sinta-se à vontade para me chamar de Belle – sorri e dei uma leve piscadela, eu não podia deixar de flertar com o professor gostosão
– Mora aqui há muito tempo? — perguntou-me
– Não me mudei a pouco tempo, mas minha família veio desta cidade – respondi – Sabe como é aquela história toda de família dos fundadores da cidade – virei os olhos banalizando o assunto
– Ah sim, já ouvi seu nome por aqui, sua família tem uma história interessante
– É sei lá... mas e você não é daqui certo? — perguntei
– Não, se você me dá licença, preciso ir resolver umas coisas na secretaria, foi um prazer conhecê-la Belle – falou sorrindo, mas algo em sua expressão mudo quando perguntei de onde ele é, e eu conheço um mentiroso de longe
– O prazer foi meu – respondi sorridente
Tem algo de muito estranho nesse professor e eu vou descobrir o que é.
O resto das aulas foram tranquilas agora tudo que eu queria, era comer algo no Mystic Grill e ir para casa tomar uma apetitosa e gelada dose de sangue.
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Aproveitei o resto da tarde para dar uma arrumada em meu quarto, afinal faziam quinze anos que eu não vinha aqui, e tinha muita coisa para arrumar, foi quando encontrei um retrato de Alex e meu coração se apertou.
Alexander foi muito mais do que um namorado, ele era meu melhor amigo meu confidente, sabe aquela pessoa que te conhece só de olhar? Esse é o tipo de cara que Alex era e foi esse um dos motivos para eu me apaixonar por ele. Reprimi as lágrimas que ameaçavam cair em cima da foto.
– Era o inferno te ver feliz com ele sabia? — então virei-me assustada e lá estava Damon, tenho que me lembrar de trancar a porta do quarto
– É mesmo? Por isso você o matou, pronto Damon todos os seus problemas são resolvidos com a morte de uma pessoa querida – respondi amarga
– Eu não vou repetir que não matei Alex mais uma vez, eu matei Lexi, e muitas outras pessoas, mas eu sou do tipo que admito o que faço se eu realmente tivesse matado Alex, eu assumiria sem ter problemas – por esse lado ele tem razão, mas como confiar em Damon? — O meu grande problema com Alex, era o fato de ele ser tão compreensivo, era irritante eu sabia que ele só fazia esse joguinho para ter você. E eu sempre saía como o falso e dissimulado Damon.
– Nem todo mundo joga que nem você Damon, e tenho quase certeza que você é falso e dissimulado – virei os olhos para ele
– Belle querida você acha que ele realmente aceitava o que acontecia toda vez que nos encontrávamos? Que ele achava legal? Francamente você é muito ingênua – retrucou de forma irônica
– Onde você está querendo chegar com isso Damon?
– Alex era completamente louco por você, mas ele teve que fazer uma escolha ou ele bancava o bonzinho e aceitava todas ás vezes que fomos para cama, ou ele te perderia para sempre. Qual das alternativas ele escolheu bancar o bonzinho ele nem ao menos ficava chateado, aquilo era tudo uma encenação uma forma de você sempre colocá-lo num pedestal enquanto eu caía cada vez mais.
– Como se você fosse um santo e nunca tivesse feito nada para eu te odiar. Alex nunca jogou comigo, quando começamos a namorar ele já tinha noção do quão estranho era nosso relacionamento Damon. E não estou entendo onde você quer chegar com isso, sinceramente.
– Ele jogava sim Isabelle, só que infelizmente não sou nem tão velho nem tão esperto para ter aprendido os truques dele. Mas Alex a tinha na palma das mãos – respondeu seus olhos estavam presos aos meus – E era por isso que eu o odiava tanto, ele te fazia se sentir culpada por algo que não está sob nosso controle
– O que não está sob o nosso controle? — perguntei confusa
– Nossos sentimentos Isabelle ou sei lá do que chamar essa coisa estranha que sentimos quando estamos perto um do outro – falou se aproximando
– Damon saía daqui, por favor, não estou com a miníma paciência para os seus joguinhos hoje – virei os olhos fingindo que não importo mas tenho certeza que se meu coração ainda batesse ele estaria a mil por hora
– Está bem não falo mais disso, mas só para provar que eu não estou aqui para brincadeira, vim convidá-la para beber comigo e com Stefan, como nos velhos tempos – sorriu divertido, as oscilações de humor de Damon me confundiam
–Espere eu me trocar e saímos, agora tchau – falei empurrando Damon para fora do quarto
– Te espero no Mystic Grill – falou acenando antes que eu batesse a porta em sua cara
Minha vontade era ficar trancada no quarto, mas eu não podia deixar Stef sozinho nessa, então eu teria que ir.
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– Onde está Stef? — perguntei
– Já vem – respondeu
– Você me enganou não é? — perguntei
– Eu preciso de companhia para beber – respondeu – Esse aqui ainda é seu preferido? — falou estendendo um copo para mim
–Sabe andei pensando a gente deveria recomeçar – Stefan apareceu do nada no barzinho falando isso, ele está louco? — Dar uma outra chance a essa história de irmão. A gente já se saiu muito bem nisso – encarei Stefan incrédula, ele parece Damon falando
Foi quando Damon respondeu que percebi qual era o jogo um estava imitando o outro, como eles são infantis.
– Eu não Damon, não posso contar com a sua gentileza. Você é malvado e mata todo mundo – respondeu em uma péssima imitação da voz de Stef – É muito difícil imitar você, eu tenho que ficar preso no obvio – falou virando os olhos
– Vocês estão com algum problema? — perguntei e Stef lançou um olhar significativo para mim, como se soubesse de algo
– Não Isabelle, mas eu e você podemos resolver nossos problemas na cama – e esse foi Stefan imitando o Damon não consegui reprimir a cara de nojo
– Eca Stefan! Pare com isso por favor. — falei e ele me olhou surpreso – A ideia de ir para a cama com você é nojenta, você é meu primo fomos criados como irmãos! – Damon gargalhou com essa e eu o censurei com o olhar
– Nós também Bel – Damon retrucou e eu o ignorei
– Acontece que eu nunca troquei as suas fraldas Damon – respondi e Stef riu
– Então que garrafa é essa? — perguntou Stefan, agradeci por ele ter mudado de assunto
– Estou no limite. Dieta rigorosa sabe, estou tentando ficar na encolha – respondeu cínico, desde quando Damon queria ficar na encolha?
– Mas pode se mudar ir para outro lugar e transformar em seu posto de abastecimento – sugeri, mas eu sabia muito bem o motivo pelo qual ele não vai embora
– Dou meu jeito – ele fugiu do assunto – Mas você sabe que não tem que ficar de olho em mim, Isabelle já está foi por isso que a convidei para beber hoje – espera ele me queria perto dele para mantê-lo sob controle?
– Não estou aqui para ficar de olho em você – respondeu Stef
– Então porque está aqui? — perguntou Damon
– Porque não? — perguntou Stef e roubou a garrafa de bebida que eu e Damon estávamos tomando, qual o problema de Stefan?
Então eu levantei e em seguida Damon e fomos atrás do meu primo mais novo que estava estranhamente de bom humor.
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Agora estávamos os três jogando dardos, e eu obviamente estava ganhando, não sou do tipo convencida mas com o passar do tempo fiquei boa em muitas coisas.
– Está ganhando da gente Belle, deveria me sentir ofendido por uma mulher ser melhor que eu? — ironizou Damon
– A questão é... em que não sou melhor que você? — retruquei encarando-o e dando um sorriso convencido – E você está em último perdendo para Stef também.
– Mais uma habilidade aperfeiçoada por décadas – disse Stef
– É você está na minha frente – admitiu Damon
– É porque sou melhor que você – meu primo menor respondeu, sua voz não se alterou nem um segundo mas estava clara a provocação
– Estou sacando. Psicologia reversa? — perguntou chegando perto de Stef, eu estava tranquila Damon não faria nada que chamasse a atenção em um bar, ele é impulsivo e não burro – É um pouco transparente mas admiro o esforço
– Prefere que eu fique franzindo a testa? — retrucou Stef
– Que joguinho você acha que está fazendo? Isabelle está participando disso? — perguntou me encarando
– Engraçado considerando o fato de que estamos tentando descobrir, qual é o seu tipo de jogo a tanto tempo. É frustrante não? Eu pelo menos acho – respondi irônica e pisquei para Damon, Stef parecia contente com meu desempenho, o engraçado é que não havíamos combinado nada eu nem sabia que meu primo mais novo tinha suspeitas concretas sobre isso
– Touché – respondeu e deu uma piscadela para mim, e eu e Stef apenas trocamos olhares frustrados
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As coisas estavam cada vez mais irritantes, Damon estava nos enrolando e Stef teve a ideia brilhante de nos traser para o campo de futebol americano da escola.
– O que viemos fazer aqui? — perguntei
– Criar laços – respondeu meu primo mais novo lançando a bola para o meu primo mais velho, ele e sua psicologia barata estavam me irritando, Damon simplesmente virou os olhos para a resposta de Stefan – Quer jogar? — Stef tentou mais uma vez quando Damon lhe lançou a bola de volta
– Não se esquece quem te ensinou a jogar isso – respondeu Damon — Belle, cuide da garrafa de bebida – falou dando-me a garrafa para que eu segurasse
– Legal tudo muda, menos o fato de que eu continuo tendo que assisti-los jogar – virei os olhos, eu achava divertido antes de tudo é claro, agora só me trazem lembranças desconfortáveis
Então Stef saiu correndo com a bola, e Damon foi atrás o lance foi tão rápido que não percebi nada até que eles caíssem no chão, e gemessem de dor, levantei-me e corri até eles.
– Essa doeu – disse Damon
– O mau da dieta do Stef é que você sente dor, ou pelo menos um pouco, além do gosto péssimo é claro – respondi – Querem uma ajudinha ai? — perguntei zombeteira
– Sim – respondeu Damon estendendo a mão tentei ignorá-lo mas por fim peguei em sua mão o que eu não esperava era ser puxada para baixo com tudo, caí no chão exatamente no meio dos dois ofegante
– Você me paga Damon – falei fingindo nervosismo, mas eu sabia que havia sido uma brincadeira então continuei ali, só Deus sabe o quão ruim é ficar brigando o tempo todo
– Sem brigas por hoje IsB – falou Stef sendo pacificador como sempre e eu o olhei virando os olhos
– Diversão com bebida e dardos, sentimental com futebol, e agora? — perguntou Damon pensativo – O que vocês querem saber? — perguntou se levantando e olhando para nós
– Não era real Damon – nem eu entendi do que Stef falava mas me levantei assim como ele para escutar a conversa
– O que? — perguntou Damon confuso
– Nosso amor pela Katherine? — Stefan tinha perdido a noção do perigo? Falar de Katherine perto de mim?
– Ah não... — tentei controlar a dor no peito ao ver o tanto que Damon negava isso
– Ela nos controlava não tínhamos escolha. Passei muito tempo para realmente entender o que ela nos fez, mas a própria Isabelle conta o que ela disse para ela antes de a matar. Ela matou Isabelle isso não te prova nada?
– Não Stefan, não quero falar disso hoje. E ela matou Isabelle porque Isabelle quando se casou com o Forbes abriu a boca para os membros sobre vampiros, contou para o papai e colocou a vida de todos os vampiros em risco, foi como modo de proteção – reprimi a raiva eu seria capaz de matar Damon agora, Damon se levantou e saiu andando
– Não me metam nessa história por favor – pedi me levantando também, o clima parcialmente bom havia se dissipado
– O que você quer com o cristal da Katherine? — pergunto Stef,como ele sabia disso? E então Damon se virou para nos encarar novamente
– Como sabe disso? — perguntou nos encarando – Foi você não foi? — perguntou para mim
– Você sabia que Elena ia me contar – respondeu Stef – Isso não tem nada a ver com Isabelle
– Mas eu também já sabia Stefan, eu não queria te contar mas eu já sabia – respondi e Stef me olhou magoado como se sentisse traído – Eu só não sabia que era da Katherine, para mim era só um cristal, que costuma ser ligado a feitiços – falei e Damon olhou-me desconfiado, era exatamente o que eu queria que ele percebesse que sei pelo menos parte de seus planos
– E como sabe que foi da Katherine, Stefan? — perguntou Damon intrigado – Emily deu a ela na ultima noite. Eu tava com ela você não – estar ouvindo aquilo era o inferno pra mim
– Eu fui o último a vê-la Damon – Stef respondeu – Agora me fala o que quer com o cristal da Katherine? — perguntou, se Damon não contasse eu contaria, chega de guardar segredos a vantagem já me foi tirada agora eu só queria que Damon admitisse e minha vingança começaria
– Ela não te contou ? — respondeu Damon
– Nós tínhamos outras coisas na cabeça – respondeu e a expressão de Damon era cada vez mais nervosa
– É mesmo? Então tenho uma outra surpresa para vocês dois. Vou trazer ela de volta – respondeu, eu já estava preparada para isso mas ouvir da boca de Damon era pior ainda
– Não você não vai – respondi nervosa
– Tente me impedir – me desafiou Damon
– Como isso é possível Damon? — perguntou Stefan, não era possível que ele se interessaria em uma sandice dessas
– Antes da Katherine e os outros serem mortos na igreja. Se lembra como essa cidade era? — perguntou
– É me lembro do medo e da histeria – respondeu Stef, eu também lembrava, a primeira vez que vi Katherine como ela realmente era foi assustador mas consegui aguentar
– Eles matavam vampiros um a um, papai também os odiava, afinal mataram seu irmão e cunhada, deixando apenas a criança – Damon respondeu apontando para mim – Quando foram atrás da Katherine porque Isabelle revelou o que ela é, fui até Emily pedi para ela proteger Katherine a qualquer preço e ela fez. — Damon continou o assunto, eu já sabia de tudo isso, era irritante ouvir a mesma história
– Como? — perguntei tentando parecer incrédula, eu não quero que Damon saiba que sei de todos os detalhes, agora que ele havia revelado eu poderia ainda me fingir de inocente
– Ela fez um feitiço com o cristal e ligado ao cometa. Enquanto a igreja queimava achamos que Katherine estava queimando também. Mas ela não estava
– Mas eu a vi entrar – respondeu Stef assustado
– Tem uma tumba, o feitiço a prendeu lá e ela ficou protegida – respondeu Damon dando de ombros
– Ta dizendo que ela está viva? — perguntou Stef
– Bom se você quer chamar assim... ela está presa em uma cela mistica há 145 anos, mas você que é especialista em matar vampiros de fome, como acha que ela está, Stef? — perguntou Damon irônico
– Porque o cometa tinha que passar? — perguntou Stef intrigado
– Bruxas ligam feitiços a acontecimentos celestiais para tirar forças, e bom infelizmente o cometa demorou muito e o cristal que estava comigo está indo parar de mão em mão e agora está com Bonnie – respondeu Damon
– Porque a maldita bruxa faria isso por você? — perguntei, essa era a única parte da história que me intrigava um pouco
– Porque ela sabia que iam atrás dela também. E ela me fez prometer que a linhagem dela sobreviveria – respondeu ele
– Eu me lembro, você salvou os filhos dela – concordou Stefan, dessa história eu não sabia
– É. É a unica coisa que me impede de cortar o pescoço daquela Bonnie... — respondeu contrariado
– Você não faria isso eu não te deixaria matar ninguém por uma vadia suja como a Katherine – respondi tentando parecer fria, mas era impossível
– Você não deveria odiá-la mais tanto assim, veja ela te fez um favor Belle lhe tornou eterna – retrucou Damon e nesse minuto o ódio me cegou completamente empurrei Damon para longe
– E matar o meu filho também foi bom, Damon? Tirar a única coisa que restou de bom em minha vida foi bom? — perguntei avançando para cima de Damon porém Stef me segurou
– O que? Filho? Do que você está falando? — perguntou confuso
– Sim seu filho Damon, eu engravidei na nossa última noite se lembra?
– Como é possível, você ao menos parecia mais gorda no seu casamento?- perguntou Stefan também confuso
– Minhas criadas souberam disfarçar bem, espartilhos muito apertados. Ninguém sabia de minha gravidez, na verdade apenas duas pessoas, Willian com quem eu me casei e Katherine, mas eu não sabia sobre isso, só descobri no dia em que ela me matou...
Mystic Falls, 1864
Meu casamento com Willian fora marcado as pressas, graças a Deus tudo deu certo, agora me restavam apenas três meses de gestação, ou era o que uma de minhas criadas achava.
– Sentirei falta de sua companhia – falou Willian me abraçando
– Eu também Will, só não encontre nenhum rapaz muito bonito no caminho e me troque por ele, está bem? — brinquei, meu casamento com Willian era apenas fachada apesar de toda sua fama de durão como policial Will é gay
– Só espero acompanhar o nascimento do meu primeiro filho – falou animado, mesmo sabendo que o filho é de Damon ele trata a criança como se fosse dele
– Agora eu realmente preciso ir querida – ele me deu um beijo na testa e porta a fora- Eu te amo.
– Eu também Will – Não era mentira, eu o amava da mesma forma que amava Stef
Subi para meu quarto e encarei meu reflexo no espelho, eu estava de camisola e ela marcava muito minha barriga, embora eu não tivesse engordado muito com a gestação, coloquei meus braços em volta de meu ventre como se estivesse ninando meu bebê e então meus olhos se encheram de lágrimas.
– Vamos ser felizes bebê, prometo que serei a melhor mãe do mundo, e Will também será um bom pai – falei tentando me convencer de que um dia eu voltaria a ser feliz – E seu pai você só o conhecerá com primo, mas ele foi um cara legal um dia, e nossa história foi real, você foi fruto de uma linda história de amor que por fins trágicos terminou
– Agora você acertou vadiazinha, será um fim trágico – reprimi o grito de susto ao ver Katherine atrás de mim no quarto, seu mesmo sorriso sádico
– O que você faz aqui? Já não estragou a minha vida o suficiente?- perguntei tentando limpar as lágrimas que escorriam por meu rosto
– E você está tentando estragar a minha, ou pensa que você não falou tudo para o conselho sobre os vampiros da cidade?achou que eu não ia descobrir, garotinha estupida! — perguntou se aproximando mais de mim, ela estava me rodeando
– Estou apenas tentando salvar a minha cidade de criaturas imundas como você Katherine Pierce. Demônios como você que seduzem e brincam com homens de família, vadias sem coração – respondi fria, eu não ia abaixar a cabeça para ela nem mesmo perto da morte
– Mas no final são criaturas imundas como eu que vencem, queridinha – ela piscou e então me pegou pelos braços com força – Porque vou ser bem sincera com você, por mim eu só teria ficado com Stefan, mas destruir aquela sua confiança irritante, aquela paixão tão bonita entre você e Damon foi uma das coisas mais divertidas que fiz em toda a minha longa vida. Eu nunca me importei com Damon, tudo que eu mais queria era acabar com você e agora eu consegui – falou e então me jogou com força no chão
Vou poupar o restante dos acontecimentos, porque não é nada bonito de se lembrar, sofri muito, fui torturada e então morri.
O que eu não esperava era acordar depois de morta no meio da floresta, com uma barriga lisa em sem cicatrizes e um corpo pequeno e deformado queimado no chão.
Mystic Falls, atualmente.
Obviamente que pulei as partes da conversa ao contar para os garotos, mas contei o momento de minha morte e quando acordei, Damon manteve sua expressão indiferente embora seus olhos aparentassem confusão, Já Stef parecia chocado.
– Porque você nunca nos contou isso? — perguntou Damon desconfiado
– Não achei necessário, até o momento de você falar em reviver essa maldita mulher – respondi
– Isabelle e porque nunca contou nem para mim? — Stef parecia magoado e chocado
– Vocês eram cegos de mais, tive que esperar e nunca achei a hora certa de contar, e eu não me arrependo, Damon não se importa e você Stef não poderia fazer nada. Já passou e o que ela fez para mim a única maneira de me vingar é não deixando-a reviver, ou então estarei desonrado o meu bebê inocente que não teve tempo nem de vir ao mundo.
– Você pode estar inventando isso – Damon deu de ombros
– Eu não inventaria uma história dessas seu imbecil, eu não sei porque contei isso a você, não importa você sempre vai ser cego assim pela Katherine, e eu tenho pena de você por isso. Mas fique sabendo Damon, eu vou morrer te impedindo de abrir essa tumba – olhei-o friamente e em seguida olhei para Stef – E tem mais Stefan, existem vinte e sete vampiros nessa tumba, imagine o que acontece se eles forem soltos, Damon não está fazendo isso só por amor, ele está fazendo para se vingar da cidade, então pense muito bem nisso não acredite nessa historinha sentimental criada por ele – virei os olhos, meus olhos estavam ardendo e cada pedaço do meu corpo pedia para que eu enfiasse uma estaca no peito de Damon, eu precisava me afastar ou aconteceria uma loucura ali – Eu preciso ir.
– Onde você vai? — perguntou Stef preocupado
– Para qualquer lugar longe de tudo isso. Mas vocês estão avisados e principalmente você Damon, se você tentar abrir essa tumba vai morrer tentando nem que eu morra junto, eu não vou deixar essa história se repetir – falei e saí andando
Quando saí da área de visão deles corri o máximo que eu podia, não me controlei deixei que as lágrimas caíssem por meu rosto, dirigi até o único lugar que me trazia conforto e fiquei ali sendo a pela primeira vez em muito tempo a Isabelle fraca daquela época, mas eu juro que eu faria o que quer que fosse para a história não se repetir.
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