A Saga do Olimpo
2 Capítulo II - Prometeu
Notas iniciais
Dois cavaleiros estão lado a lado caminhando lentamente, eles estão feridos, mas as armaduras deles ainda estão inteiras. Ikki, o cavaleiro de bronze de Fênix, pára subitamente, o que chama atenção de Shun, o cavaleiro de Andrômeda.
Ikki-- Shun... Percebeu?
Shun-- Sim... O conflito de cosmos cessou. Não sinto mais o cosmo nem de Athena nem de Seiya.
Ikki-- Vamos esquecer o Seiya por enquanto... Temos que dar prioridade a Athena. E sinto os cosmos de Hyoga e de Shiryu, devemos procurá-los também.
Enquanto continuam a caminhada sem rumo, os dois irmãos avistam dois vultos ao longe, ambos estão cambaleantes.
Ikki-- Vocês são...
O homem de cabelos loiros olha para Ikki e Shun... E fala:
Hyoga-- Sim Ikki... Somos nós... Hyoga e Shiryu... Agora a pouco o cosmo de Athena desapareceu... Será que...
Shiryu-- Temos que nos dirigir depressa para onde Seiya e Athena estão!
Voz-- Vocês não irão a lugar algum cavaleiros...
Shun sente sua corrente se mexer...
Shun-- Quem é?!?!
Um homem alto, com cerca de 2 metros e meio de altura, aparece diante deles. O homem tem cabelos negros, que vão até o ombro, olhos também negros e está envolto em uma longa capa preta. Os quatro cavaleiros sentem que ele não é um humano, ele tem uma aura divina emanando de seu ser, sua expressão é fria e calma.
Homem-- Eu sou o Titã Prometeu. Aquele que ensinou a arte do domínio do fogo e do cosmo ao ser humano. Fui punido pelos deuses, e agora estou a serviço deles... Mesmo sendo um Titã. Como um servo dos deuses, tenho que matá-los... Quer eu queira ou não. E espero que não ofereçam resistência, senão apenas se machucarão mais.
Ikki-- Você acha mesmo que nós, cavaleiros, iremos nos rebaixar a um simples servo dos deuses?!
Ikki tenta dispara um soco em Prometeu, que facilmente segura sua mão. Permanecendo impassível, o Titã joga Ikki para cima, e chuta seu rosto antes dele ir ao chão.
Shun-- Ikki!
Hyoga e Shiryu não perdem tempo e atacam Prometeu em conjunto, que rapidamente se esquiva e fica atrás deles, segurando-os pela nuca e empurrando seus rostos no chão. Shun tenta atacá-lo enquanto ainda está de costas, mas Prometeu segura a corrente de Shun e o puxa para si, socando a barriga de Shun e depois o chutando.
Prometeu-- Se pretendem realmente salvar a deusa... Devem tentar me vencer... Se não conseguem nem isso... Como querem derrotar Apollo e Arthemis?
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(a partir de agora a forma de narração ficará diferente...)
Olimpo:
Numa sala redonda, há doze tronos dourados formando um círculo, com estátuas divinas por trás de cada trono. O Círculo do Destino é como é chamada a sala, pois nesse lugar são feitas as reuniões entre os deuses olimpianos, que tomam suas decisões para com os humanos. Zeus está sentado no trono do meio, e parece estar esperando alguém, que chega após algum tempo:
- Zeus! O deus dos deuses, o deus do raio! O que o leva a fazer essa reunião urgente, como você mesmo disse?- diz uma pessoa com voz feminina.
- Afrodite... Como você deve ter percebido uma guerra se instala na Terra. E é sobre isso que desejo falar.- responde Zeus.
Em poucos minutos o salão estava com oito dos doze tronos preenchidos:
- Bem... — começou Zeus — Hades, Athena e Poseidon não vieram por motivos óbvios... Mas por que Héstia não está aqui?
- Zeus-sama, eu, Deméter, fui chamar Héstia para a reunião, mas ela negou, pois não pretende se intrometer em assuntos como esses.
- Obviamente perceberam o que acontece na Terra, fora isso um maldito Titã desceu a Terra sem minha permissão!
- O que será que esse Titã pretende fazer na Terra?- diz Hefaísto, pensativo.
- O que quer que seja... Ele terá que ser punido de alguma forma. — responde Ares. — Provavelmente ele deve ser um inimigo de Athena já que está atacando seus cavaleiros.
- Não sei Ares... Prometeu é por demais traiçoeiro e esperto, pode estar tramando algo. — fala Hermes, que não está sentado em nenhum trono, mas está encostado na parede de braços cruzados.
- Não vamos fazer nada por enquanto, apenas vamos esperar para ver o que Prometeu pretende. — propõe Hera.
- Tem razão, é melhor ficarmos neutros nessa batalha, como ficamos nas outras. — diz Zeus.
- Mas Zeus-sama! Essa batalha é de proporção bem maior que as outras — argumenta Ares — Deixe-me ao menos ficar ao lado de Apollo e Arthemis!
- Faça o que quiser... O mesmo vale para os outros. Eu não me meterei... Athena sabe se cuidar sozinha. Reunião encerrada!
Todos os deuses saem do Círculo do Destino e vão para suas respectivas moradas, no Olimpo ou não.
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Uma neblina se instala naquele lugar, dando uma aparência funesta para o ambiente deserto. A longa capa preta daquele homem vai para trás com o vento, o que possibilitou ver uma espécie de metal roxo escuro cobrindo a sua perna. Os olhares das quatro pessoas caídas no chão se surpreendem.
- Vocês podem duvidar... Mas saibam que, por mais que vocês pensem, não sou um mero servo de um deus. Nunca me abaixei perante um, nem agia respeitosamente para com eles, nem mesmo com Zeus. — fala Prometeu lentamente.
- Então por que está aqui? — pergunta Ikki rudemente.
- Sendo fracos dessa forma, não merecem nem a resposta para essa pergunta, embora eu realmente deseje respondê-la.
- Maldito!!!
Ikki tenta um soco, que é desviado, Prometeu ao ver que será atacado simultaneamente pula para cima e grita:
- Praga da Chuva de Fogo!!
O corpo de Prometeu gira no ar e milhares de rajadas de fogo saem de seu corpo como se fossem gotas de chuva. Aquela chuva de fogo atinge principalmente Ikki e Shun, destruindo suas armaduras, Hyoga e Shiryu também são atingidos e caem no chão.
- Que espécie de ataque é esse?- indaga Shun, espantado.
- Meu cosmo em forma de fogo simplesmente sai de todos os poros do meu corpo. — explica Prometeu — Cavaleiros... A que tipo de código de honra vocês foram submetidos? Vocês não estão lutando como deveriam lutar em uma batalha desse porte. Custo a acreditar que essas pessoas inúteis na minha frente tenham derrotado Poseidon e Hades. Se pretendem salvar sua deusa, Athena, e a criança de Pégaso que a acompanha no tormento da ignorância, devem mostrar a verdadeira força que repousa dentro de seus cosmos.
- Do que está falando? — pergunta Shiryu — O que aconteceu com Athena e Seiya?
- Se provarem ser capazes de suportar a terrível batalha que acontecerá cedo ou tarde terão todas as respostas das perguntas que os atormentam. Por ora, saibam que o Olimpo está se preparando para uma eventual guerra.
Os cavaleiros estão preocupados com o estado de Athena, e confusos pelas palavras de Prometeu. Eles não sabem em que acreditar. Será Prometeu um aliado? Da forma que ele age fica quase impossível saber suas intenções. Mas uma ponta de esperança surgia no coração daqueles quatro cavaleiros de bronze, com a chegada desse misterioso Titã.
Os cosmos dos quatro guerreiros reluziram e ascenderam de forma que eles só tinham visto uma única vez, que foi na batalha contra Hades, quando vestiram as Armaduras Divinas. Os quatro cavaleiros atacam Prometeu com uma força inimaginável.
- Eles estão fortes... Quase não posso desviar dos ataques! — diz Prometeu enquanto troca golpes com os cavaleiros.
- Cólera do Dragão!
- Execução Aurora!
- Tempestade Nebulosa!
- Ave Fênix!
Os ataques poderosíssimos atingem Prometeu rasgando sua capa e mostrando o que há por baixo da mesma: Uma armadura roxa escura.
- Que espécie de armadura é essa? — pergunta, espantado, Hyoga.
- É uma Sohma, as armaduras usadas pelos Titãs. — responde Prometeu — Que pena, quando a luta começa a ficar mais interessante eu tenho que pará-la.
- Está com medo? — provoca Ikki.
- Medo é a última coisa que eu sentiria por vocês. O fato é que vocês se mostraram aptos para saber tudo que está acontecendo por aqui. Enquanto Athena e Seiya lutavam bravamente contra Arthemis e Apollo, eu consegui ver que Apollo extraiu as memórias dos dois e as guardou no Templo do Oráculo de Delfos. Se por acaso acharem Athena e Seiya, eles não saberão quem são vocês e os ignorarão. Portanto, o que temos que fazer é recuperar as memórias dos dois, indo diretamente ao Oráculo de Delfos.
- Como podemos confiar em você? — pergunta Ikki.
- Se querem uma prova, me sigam.
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Deserto. Um imenso deserto de areia estava à frente daquelas cinco pessoas misteriosas, vestindo estranhas armaduras. O homem que, aparentemente, liderava o grupo olhava confiante para o assustador e sombrio deserto. Os outros componentes do estranho grupo estavam incrédulos, se perguntando se aquele era realmente o caminho que levava ao que eles procuravam.Prometeu, o líder do grupo, olhou para Shun, Ikki, Shiryu e Hyoga, os outros componentes do grupo, e perguntou:
- Vocês acham que esse caminho não leva para o Oráculo de Delfos?
- Bem... Confiamos em você, mas é difícil de acreditar que um caminho árduo como esse leve a algo de nível divino – fala Shun.
- Não se engane, Shun... Naturalmente já ouviste falar da frase: “As aparências enganam.”aturalmente j
Prometeu guiou os quatro cavaleiros de bronze por um bom tempo, mas, à medida que eles avançavam, Prometeu percebeu uma pontada de medo nos corações dos cavaleiros. “Não acredito... Ele já começou a agir? Não... Talvez seja ansiedade... Não. Não é ansiedade. É medo. Um medo sombrio, apenas ‘ele’ consegue fazer isso às pessoas... Mas, mesmo assim, não acredito que o Olimpo já se moveu” pensa Prometeu, temeroso.
O temor de Prometeu se concretizara, e ele percebeu isso quando aqueles cavaleiros de bronze se ajoelharam, suando frio, dizendo que eram incapazes de continuar.
- Não sejam ridículos! Avancem! — brada Prometeu.
- Não podemos... É impossível. Essa presença... Nos impede! — diz um confuso Hyoga.
- Ele está aqui... – comenta Prometeu.
- Quem? Quem está aí???- fala Ikki, assustado.
O medo dos cavaleiros de bronze aumenta quando o céu começa a ficar escuro e um vulto espectral sai das imensas nuvens negras de sombra, medo e escuridão. O vulto se mostra. Ele é alto, seus longos cabelos negros esvoaçando de forma ameaçadora, olhos dourados, pupila negra e felina. Capa negra, ombreiras espetadas. Roupa adornada de dourado com imagens horrendas de guerras e aquela expressão aterrorizada das pessoas representadas nas gravuras da vestimenta do vulto.
- Ora, ora... Finalmente resolveu aparecer não é... PHOBOS — fala Prometeu.
- O quê?! Phobos?? – pergunta Shiryu.
- Sim, ele é Phobos, um deus serviçal de Ares.
- Serviçal? Digamos que eu seja mais um seguidor dos ideais de Ares, enquanto você, Prometeu, decaiu muito. Ajudando humanos e uma deusa renegada... A cada dia que passa você piora. – fala Phobos, sua voz era sombria, fria e gutural. – E então Prometeu... Vai ficar no meu caminho ou vai me deixar executar esses pirralhos?
- Bem... Faz tempo que não lutamos. Pretendo te derrotar de uma vez. Shiryu, Hyoga, Shun, Ikki! Saiam daqui. Vocês não são páreo para ele. Sigam em frente, já estamos bastante próximos do Templo.
Phobos e Prometeu se encaram por alguns segundos. Rapidamente entram em posição de batalha.
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Olimpo. Uma estrutura perfeita em tons marfim e dourado. No Salão Principal, pilares se erguiam e obras de arte com uma estrutura nunca sonhada pela humanidade enfeitavam o Salão com suas épicas imagens, retratando eventos mitológicos de grande magnitude, até mesmo a Batalha de Hades contra Athena, que acontecera há pouquíssimo tempo. Na direção sudeste, há um extenso corredor, e que em cujo final se encontra uma enorme porta, dourada e preta que levava aos respectivos aposentos dos deuses que residiam ali. Há um mecanismo interessante naquela porta. O que haverá do outro lado da porta quando certo deus a abre, é determinado pela presença do deus em questão.
No Salão Principal, uma discussão se instalava. Hefaísto se enfureceu quando descobriu que Ares mandara um de seus dois guerreiros mais poderosos, cujos nomes são Phobos e Deimos, objetivando a morte dos cavaleiros de Athena que se dirigiam ao Oráculo de Delfos.
- Ora, ora Hefaísto, por que tanta revolta? – pergunta, ironicamente, Ares.
- Não seja cínico, Ares! Você se mete em assuntos alheios sem consultar nem mesmo os envolvidos nessa batalha!
- Eu demonstrei meu apoio a Apollo e a Arthemis na reunião passada, e eu sou um Deus! Tenho livre direito sobre minhas ações! Portanto, pára de tentar bancar o moralista!
- Maldito!
Hefaísto, que possui a incrível habilidade de criar armas extremamente poderosas em um piscar de olhos, brande uma espada gigantesca, com o poder elemental do Vento e do Fogo. Hefaísto avança em Ares, que se defende com um escudo, acoplado em sua armadura, que se estende e protege todo o corpo de Ares. O impacto causado pelo choque entre essas duas armas estremeceu todo o Olimpo. Hefaísto pulou para trás. O braço de Ares se energiza, com um cosmo aterrador tomando conta do braço dele. Ambos, Hefaísto e Ares avançam, um contra o outro, com um espírito assassino dentro deles. O choque acontece. Mas não houve nada com nenhum dos dois deuses. Até que percebem que uma imensa e poderosa barreira elétrica impede os dois de atacarem.
- Não permitirei esse tipo de comportamento aqui. Será que não posso nem relaxar?- pergunta Zeus, com seu jeito desleixado e, ao mesmo tempo, inquisidor.
- Desculpe-me Zeus-sama. – fala Hefaísto.
- Hunf... Estraga-prazeres.- reclama Ares.
“Sempre dando trabalho...” pensa Zeus.
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