A Saga do Matador de Dragões
1 Prólogo
A criança corria desesperadamente junto da tia, pois, o dragão vinha atrás.
Não mais de dez anos o garoto poderia ter, com isso não era tão veloz como a tia em plena forma física com seus vinte anos e era difícil acompanha-la mesmo que ela segura-se sua mão. Em um momento acabou tropeçando depois de ouvir um grito enfurecido do dragão e ralou o joelho com isso, pela segunda vez caiu naquele dia e ele queria desesperadamente que fosse a última.A tia o ajudou a se por de pé uma vez mais e recomeçou a corrida. Foi naquele mesmo instante que uma chuva fina começou a cair, como se os deuses a enviassem para apagar o fogo na cidadela que o dragão a pouco criara, mas apenas atrapalhou os dois. Com a chuva os pés do garoto escorregavam de tempos em tempos, seus sapatos sempre se mostraram escorregadios, mas nunca tanto como naquele dia e foi assim que quase caiu uma terceira vez, mas conseguiu por sorte se equilibrar sobre a outra perna e sequer retardou a tia.– Vamos Max, corra mais rápido! – Bianca, a tia do garoto, exclamou em fúria, talvez a quase queda tivesse retardado um pouco ela e o garoto sequer notara.– Eu quero a minha mãe! – Ele resmungou, mas continuou correndo desça vez, um pouco mais rápido.A tia do garoto o ignorou como sempre e antes que Maxbal percebe-se estava correndo junto de uma multidão.De todos os lados se viu preso entre outras pessoas desesperadas para fugir do mesmo modo que ele correu os olhos por todos na vã esperança de conseguir encontrar os seus pais, mais precisamente a sua mãe, mas não os encontrou. Quando aquele alvoroço todo começou ele não deu tanta importância como devia aquilo tudo, parecia que ele estava agora numa grande aventura como as que sempre escutou, mas aquilo mudou quando sua mão gritou atrás dele. Olhou para trás por um segundo apenas para ver ela pegando fogo. Os gritos que ela dava eram agoniantes, Maxbal fechou os olhos naquele momento com lágrimas começando a escorrer e se virou para a frente e tentou fingir que aquilo jamais ocorreu, mas apenas fez tudo piorar quando se virou novamente alguns instantes depois e não viu nem sua mãe e nem seu pai.– Mantenham a calma, todos devem manter a calma para passar pelo portão – ouviu alguém dizer mais adiante, mas pelo tom de sua voz era claro que ele era quem tinha menos calma no momento e o garoto não sabia o porquê falou aquilo.Então as pessoas começaram a se espremer umas nas outras e a se esbarrarem também. Maxbal ficou sufocado com aquilo, parecia que não conseguia mais respirar quase e tudo piorou quando ficou apertado contra duas mulheres. Felizmente aquilo não durou muito tempo e ele e a tia saíram já do lado de fora da muralha da cidadela. Maxbal olhou para trás uma vez mais e logo arrependeu-se disso, do portão as pessoas emergiam as dezenas a cada instante e sobre as muralhas, alto no céu, o dragão circundava a cidadela e de tempos em tempos atirava labaredas de fogo contra algo ou dançava no céu de um jeito estranho.Aquela cena ficou por alguns momentos em sua cabeça, antes que pudesse perceber a tia falou com ele:– Max, entre querido. – Ela falou com a voz trêmula e um tanto desesperada.A sua frente estava um carroção de carga com uma quinzena de pessoas dentro, todas mulheres ou crianças. Maxbal entrou lá dentro desajeitamento e sentou-se contra a parede, a tia logo foi ao seu lado, mais meia dúzia de pessoas entraram no carroção e então a porta foi fechada deixando todos no escuro e o carroção começou a se mover.– Você tem alguma ideia de onde estão os seus pais querido? – Falou a voz da tia um pouco mais tranquila, mas ainda assim angustiada.Ele queria falar que viu a mãe ser queimada pelo fogo do dragão. Queria dizer que seu pai se perdeu na multidão e agora estava morto. Queria ainda mais dizer que a sua mãe foi quase queimada pelo fogo do dragão. Queria poder dizer que seu pai logo os alcançaria. Queria ter dito alguma coisa, mas não conseguiu, apenas pode soluçar entre as lágrimas.
Notas finais
Vem mais por ai XD...
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