A Saga do Bruxo Bondoso do Norte

4 Cap 4: Os Deuses confirmam seu sacerdote


Notas iniciais
:) ♥

A Saga do Bruxo Bondoso do Norte

Cap. 4: Os deuses confirmam seu sacerdote

O rito então se iniciou, com o som de cornetas imperiais. Jimmy estava nervoso, mais isso era natural. Por mais que fosse um semideus, ter um pouco de vergonha era a coisa mais humana possível de se ter. Todos estavam ao redor, aguardando, como fosse uma entrada de um casamento. Um corredor improvisado fora feito para o garoto, sorte que Aron conseguiu providenciar fitas para separarem o pessoal em dois cantos para fazer aquilo. Milord caminhou na frente e Jimmy seguia logo atrás com a cara mais vermelha possível, parecendo um pimentão vermelho fofo. Esse corredor ia diretamente para a fogueira que estava com uma chama mais viva que o normal, ao redor dela, estavam organizados dois círculos: um pequeno, perto da fogueira, estavam os enfeites em forma de sol de Apolo, e ao redor, como se fossem estrelas e formando uma lua cheia, os enfeites lunares das caçadoras. Os chalés estavam perfeitamente iluminados, devido a uma cachoeira improvisada para gerar energia. Wlad e seus irmãos conseguiram cria-la com tamanha perfeição dando brecha para os projetos de Luke e Aron juntos, montando uma rede elétrica que ficou muito legal. Algumas vezes, Jimmy olhava para o lado e acenava para seus amigos e depois olhava para baixo, mas como estava com tamanha timidez, eles entenderam perfeitamente: o cargo que no qual ele estava sendo promovido era grande demais e portanto, exigia muita responsabilidade da parte do garoto, pois ele seria uma ponte entre os homens e os deuses em si.

“Relaxa, não há nada que não dê para ser feito” Milord disse para ele enquanto se arrumava. O garoto o considerava como um pai biológico, porque ele sempre estava presente em tudo para ajudar, então não seria tanto problema assim.

“Bem… só a parte que você tem muita magia e… se verem, você está morto” pensava ele enquanto chegava na fogueira. Brant e Rômulo estavam lá, aguardando por ele. Os dois foram escolhidos para serem vices para o maior auxilio dele, e caso ele tivesse alguma coisa e não pudesse realizar qualquer ação como Pontifex Maximus. Milord então bateu duas palmas e assobiou, todos se assentaram e então, duas pombas brancas chegaram com uma almofada vermelha, e nela continha uma espécie de tiara, feita sob medida e para um homem usar. Debaixo dela tinha um bilhete escrito com tinta dourada e tinha perfumes de rosas:

“Para Jimmy, a fofura que agora será nosso pontifex, toda a sorte do mundo para você. Com amor, Afrodite.”

– típico dela… — Milord olhou para a carta com uma cara de: fala sério né? E então iniciou os ritos.

Ele começou a dizer algumas palavras dizendo que era uma honra para ele ter alguém digno para ocupar aquele cargo, e que depois de muito tempo, tinha orgulho de estar coroando alguém para ser um contato maior com os deuses e com homens, para auxiliar o acampamento em diversas áreas, inclusive a paz.

– Milord! Sua falsidade tá igual cigarro, tá cheirando aqui! – Disse Quezia do meio do pessoal que começou a rir, assim como todo mundo.

Jimmy em si também não deixou de rir. Ele sabia que Quezia tinha razão, Milord adorava uma treta.

– Quez! É um rito de coroação. Deixa eu ser falso pelo menos um pouquinho?

Ela olhou um pouco para frente, como se estivesse analisando o caso.

– eu deixo porquê… Porque é pro Jimmy.

O garoto então mandou um beijo para Quez, que retornou o gesto mandando outro e então andou um pouco para a frente e disse em voz alta.

– Relaxa pessoal, que mesmo comigo aqui, ele ainda vai tatuar no Braço: “i Love tretas”.

Todos riram novamente. Milord também riu e percebeu que isso aliviou o garoto. Ele então prosseguiu com a oratória e depois foi o momento sério: a hora da coroação.

Ele proferiu uma benção em grego antigo pedindo aos deuses sua orientação sobre o garoto ser pontifex e sua resposta, e isso fez com que os enfeites brilhassem em cores amarelo e azul, basicamente o sol e a lua e praticamente formando um eclipse, e criando um pequeno pilar de energia. Cada chalé tinha uma luz o iluminando e descendo do céu escuro da noite, e de cores diferentes. O legal é que elas eram refletidas em pequenos cristais que refletiam direto nos chalés dos três grandes: Zeus, Poseidon e Hades. O enfeite brilhante do chalé de Poseidon refletiu em um tom maravilhoso de azul em torno de jimmy, parecendo ondas devido ao enfeite extra que Wlad colocou. O chalé de Zeus recebeu a luz em um prisma que automaticamente flexionou a posição da luz para o garoto, amarelo vivo e com energia. Do lado esquerdo, o chalé de Hades tinha dois corvos grandes de pedra na porta e em cada testa havia um enorme rubi e uma joia de cristal no telhado do chalé, a luz era captada por lá e transmitida pelos rubis. Quando essa junção luminosa dos três chalés atingiu o garoto, ele se sentiu muito calmo e tranquilo, por mais que estivesse tremendamente nervoso com a solenidade e de algo dar errado. Sabe aquela sensação de energia e alegria assim que você acorda de uma ótima noite de sono? Pois é, jimmy estava sentindo era exatamente aquilo em seu corpo, como se tudo estivesse o energizando para seguir em frente. Milord sorriu para ele, o deixando confiante, então apontou para sua testa, a joia de safira que Adrilla tinha separado estava brilhando demais, como se o próprio garoto conduzisse eletricidade.

– essas luzes são as respostas dos deuses para nosso pedido e ela permaneceu em você. Os Deuses nos responderam bem e positivamente! Eles lhe aceitam como sacerdote deles, você agora possui parte de suas essências.

Todos começaram a bater palmas em seus lugares depois daquele show de luzes, aquilo nunca foi visto por ninguém, e era a primeira ocasião então… era bem bonita.

Brant e Rômulo ergueram seus braços proferindo uma antiga prece grega aos deuses respectivamente pedindo proteção e discernimento para o cargo que ajudariam seu melhor amigo. Leo estava sentado com o chalé de Zeus e estava praticamente soltando lagrimas junto de algumas pessoas. Wlad esboçou uma pequena risada e ele percebeu, logo fechou a cara para ele, para mostrar que ainda estava na autonomia de si mesmo. Milord prosseguiu com a terceira e última parte do rito: ele pegou a tiara e a colocou em jimmy, que fez uma reverencia para ele fazer aquilo. Então ele pegou dois itens na mesinha do lado esquerdo que fez com o que o garoto tivesse um pouco de pânico para pega-los: era a pomba de ouro e também a espada de ouro, que eram símbolos da guerra e da paz e que ele iria ser o intermédio entre elas. Jimmy no começo, não ligou muito porque como ele estava tranquilo, não deveria se preocupar com a terceira parte da solenidade. Confiante de si, ele foi pegar os itens de milord.

Ele forçou a garganta.

– jimmy – ele disse baixinho e olhou rapidamente para baixo – Suas luvas!

– serio? – o garoto respondeu baixinho porém assustado

Ele confirmou com a cabeça, tirando toda a confiança que Jimmy estava tendo. O Garoto olhou para suas mãos e olhou atentamente para as suas luvas e as retirou bem lentamente. O pânico que sumira com o decorrer da solenidade voltou em uma velocidade incrível, pois ele já estava muito assustado com o que poderia acontecer caso ele não se controlasse, sua magia emanaria nos itens e depois iria tomar conta do local inteiro, e poderia se dizer tchau para tudo aquilo ali.

Jimmy, tremendo com as mãos, pegou a espada e a pomba de ouro das mãos de milord, que o olhou atentamente, dava para se notar o medo nele. Ele olhou para cima, para o rosto de seu “pai” que mexeu os lábios dizendo “vai dar tudo certo” e então ele segurou os itens e se virou para todos, que viram ele com os objetos simbólicos em mãos.

– “que os deuses abençoem esta pura alma que está diante dos homens e foi escolhido…” – milord proferia em grego antigo enquanto todos ficaram de pé vendo seu amigo se tornar um grande pontifex. Manu olhava atentamente para o garoto e se perguntou sobre sua alergia, já que ele tinha que ficar com suas luvas o tempo todo, será que não estava incomodando?

Mal sabia ela que a alergia dele não existia e sim, problemas com magia. Então o pior começou a acontecer, jimmy pensou que estava tudo bem e tranquilo, até que olhou para suas mãos e viu que um pouco de sua magia estava escapando de suas mãos e começando a transformar as partes que sua palma estava tocando em objetos brilhantes, coisa que quem estava longe ou olhando ele de costas não conseguia ver o que estava acontecendo com ele, bom… algumas pessoas, exceto milord que estava de olho nele e percebeu aquilo.

“Está começando de acordo com minhas previsões…” a voz grossa começou a falar na cabeça de jimmy “guarde essa faísca para mais tarde meu caro aprendiz, troque-a por um incêndio pois assim será mais fácil de você vir até mim”. O que, ou quem, era a primeira coisa que o garoto estava se perguntando sobre a identidade daquilo, porque sua magia estava começando a querer ficar no status fora de controle e isso não estava bom.

– para executar o papel que poucos homens tiveram o livre arbítrio de fazer… — milord continuou e isso estava deixando o garoto em quase pânico porque ele estava se mantendo por pouco, mais um pouquinho e ele sabia que sua magia iria sair fora de controle e iria simplesmente criar um caos ali no meio de todo mundo.

“Por favor milord, anda rápido!” ele pensou e logo olhou para suas mãos e tentou esvaziar sua mente para ficar calmo, mais não conseguiu. A voz grossa estava rindo no fundo de sua mente, deixando o garoto um pouco apreensivo, e ele estava disfarçando muito bem perante seus amigos para ninguém perceber que o seu problema maior estava querendo saltar de suas mãos.

– ó deuses que habitam os mais poderosos Céus, AVE JIMMY, O PONTIFEX! – milord terminou e o garoto nem hesitou, se virou rapidamente, colocou os objetos no altar e pegou suas luvas e tornou a virar para frente. Todos olharam para ele sem entender, jimmy começou a coçar as mãos com as luvas, querendo forçar a situação.

– milord, você me iludiu com essa sua falsidade! tão lento que minha alergia começou a atacar pra reclamar!

O próprio milord esboçou uma risada meio falsa e todos riram com jimmy. Por mais que ele citasse alergia, o cara sabia realmente o que estava acontecendo. Todos ergueram suas mãos e repetiram alegremente:

– AVE JIMMY, O PONTIFEX! – todos disseram alegremente e bateram palmas e se abraçavam felizes depois de tudo o que aconteceu, aquele era um presságio de que o acampamento de BH estava crescendo de um jeito muito bom. O garoto fez uma reverência para todos e logo uma luz emanou dele e subiu para o céu noturno. Sinal que tudo correu bem, oficialmente falando, ele era agora, o pontifex maximus do acampamento, o sacerdote da paz.

– você devia ter ficado mais calmo jimmy, porém, sorte que Você escondeu na última hora. – milord chegou perto e disse no ouvido dele.

– me perdoe milord – pediu o garoto em um tom pouco frio – eu devia ter me segurado mais, porém estava ficando mais apreensivo do que o normal. Eu temo o que pode acontecer daqui pra frente…

– uma coisa já é certa de acontecer.

Jimmy olhou para ele com cara de espanto, já bastava ele estar trêmulo por causa daquilo, o que mais poderia acontecer?

– GALERA! HORA DA FESTA! – milord gritou e então Aron foi direto para a área de sons e começou a tocar uma batida eletrônica e todos foram dançar e aproveitaram para pegar seus drinks. Jimmy riu e depois se dirigiu para a casa grande, assim como alguns Líderes e milord. A festa era no lugar todo, mais para eles, tinham algo um pouco mais privativo, e também, que os dois queriam conversar umas coisas um com o outro.

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Depois de quase 30 minutos de festa, Clody de DMPT pediu para reduzir o som e disse em voz alta:

– PESSOAL LINDO! SALVEM JIMMY! O NOSSO LINDO PONTIFEX!

O garoto chegou todo feliz até o local e foi até uma cadeira que fora reservada para ele, como se fosse um rei. Essa cadeira dava para ver toda a festa dentro da casa grande. Jimmy andou até ela tranquilamente e se virou para todo mundo que o olhava alegremente, todos eles fizeram uma reverencia e o garoto fez o mesmo movimento.

– SENHORAS E SENHORAS, RECEBAM BRANT! O VICE!

Ele veio correndo e então tropeçou, mais por sorte não caiu, todo mundo olhou e deu uma risadinha e começou a aplaudir. Clody chegou e empurrou Brant para um pouco perto de jimmy, por causa de uma foto que eles iriam tirar.

– perai pera… — Brant pediu – aqui perto, não sei se eu posso…

BING! A máquina profissional de Rômulo que estava com Manu tirou a foto e por sorte ficou boa, nenhum dos dois saiu com careta, mas, Brant estava um pouco vermelho, vendo todo mundo olhando para os dois, devido ao grande posto que estavam ocupando e alguns pensando se formariam um belo casal (porque todo mundo sabia que jimmy também gostava de garotos), ele estava querendo correr para ir pegar um drink, porque ele sempre morria de vergonha quando estava em público.

– oi – disse jimmy baixinho perto dele. Brant olhou atônito para frente e logo percebeu que era seu amigo, com um jeito bem… controlado.

– oi. Er... oi... oi pra mim? Er... oi!

– você está muito bem arrumado Brant. Está bonito – ele o elogiou. Por mais que as outras pessoas pudessem entender como uma cantada, ele conhecia seu amigo, e sabia que jimmy não tinha a intenção de querer ficar com ele.

– serio? Hm... valeu cara. Er... você também está bem bonito, eu quero dizer legal no sentido de arrumado e tal...

– há ha. Obrigado cara. – jimmy virou o rosto e olhou todos felizes, se servindo e dançando no meio da pista da casa grande. – então… é assim que é uma festa de coroação. Eu já adorei.

– Espera ai… que cheiro maravilhoso é esse? – Brant pigarreou e então eles fecharam os olhos e começaram a sentir o aroma maravilhoso que vinha do lado de fora. Depois, os dois abriram os olhos e se olharam com uma cara travessa.

– CHURRASCO COM PICANHA! – eles disseram em conjunto e logo começaram a rir. Não havia nada que pescasse os dois mais do que comida, aliás, qualquer um.

– bom saber que o novo pontifex daqui gosta de carnes assim. Quando for me visitar, terei a honra de preparar um banquete eu mesma. – uma garota veio acompanhada de milord, que estava bem elegante de terno, e bem serio ao lado dela. Essa garota estava usando um conjunto gótico de blusa tomara que caia com uma jaqueta jeans preta. Usava uma cala jeans da mesma cor e botas bem tenebrosas. Aparentemente não estava de maquiagem, seus cabelos pretos curtos estavam bem arrumados, mas uma aura prateada a circundava deixando-a bem vistosa. Sua capa prateada estava arrumada de um jeito que combinava perfeitamente com seu visual, sua espada presa na calça e aparentemente, um local para uma aljava nas costas. Brant a olhou e como todo homem no nível másculo, já teve o pensamento que era normal: “Gata, dá pra passar o whatsapp?”

Milord apareceu de repente e então pigarreou

– err… jimmy, tem convidados que eu não lhe apresentei que vieram de longe para ver sua coroação. Bom esta senhorita…

– ah milord! – pigarreou a garota – não precisa de tanto, eu mesmo me apresento então.

Ela se adiantou e rapidamente de um abraço em jimmy, que soltou-a mais rápido do que ela indo abraça-lo. Para não ser indiferente, ela percebeu o olhar apaixonado de Brant e o cumprimentou apenas mexendo a cabeça.

– muito prazer em conhece-lo, meu nome é Thalia, sou líder das caçadoras de Ártemis.

O garoto ficou vermelho e espantado, logo em seguida fez uma reverencia a ela.

– prazer em conhece-la senhorita. Mas… Porquê… você…

– é uma reverencia a um amigo, então não se preocupe com isso. Meu irmão também é um pontifex, e lady Ártemis sempre fala bem desse cargo, mais a sua cerimônia de coroação… valeu a pena vir vê-la.

– você… você… você é irmã de Jason Grace? O pontifex do acampamento meio-sangue da américa do norte? – jimmy estava espantado com aquilo que acabara de ouvir. Ela respondeu sim com a cabeça e o garoto ficou bem feliz. Ele nem ligou para as luvas e seu problema magico e apertou a mão de Thalia e a mexeu umas 3 vezes.

– ai meu Zeus! É um Enorme prazer conhece-la pessoalmente! Já ouvi falar muito das histórias das caçadoras, dos últimos acontecimentos e tal. Vocês são grandes guerreiras. Mais… vieram de tão longe só para me ver?

– por isso é gata – Brant estava balbuciando com a ice caseira na mão. Thalia fez uma cara de nojo para ele, logo jimmy percebeu aquilo, e olhou para ele com uma cara de: manera ai por favor!

– é jimmy, vi aqui só para te ver, e também porque milord não parou de encher pedindo pra que eu viesse que você faz um pão de mel muito bom e também que você é segundo o Michel, a personificação da fofura. – ela deu uma ênfase na resposta dela, o próprio Brant notou isso. Parecia mais uma demarcação de território.

O garoto se aproximou rindo um pouco, claro que se sentiu muito honrado em estar na presença de uma grande caçadora.

– eu agradeço imensamente sua presença Thalia! Pelo menos me sinto feliz em dizer que é melhor me ver do que… — ele chegou perto do ouvido direito dela e falou baixinho – comer carne de galinha.

Milord começou a rir profundamente e os dois também. Brant ficou meio sem entender, e deixou todos conversando, mais seu interior em parte sabia que era uma indireta leve para ele.

– ei Brant! – frost o chamou…

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Notas finais
Iniciando Projeto Esquentar....