A Saga do Bruxo Bondoso do Norte

5 Cap 5 : Leandro Deseja uma cabeça


Notas iniciais
Reacordei da Tumba...

A saga do Bruxo Bondoso do Norte

Cap 5: Leandro deseja uma cabeça

O garoto se dirigiu até onde Frost havia lhe chamado. Ele estava acompanhado de um cara que parecia ter uns vinte e cinco anos e com cara de que era um ótimo guerreiro. Por incrível que possa ser, Ele parecia reconhecê-lo de algum lugar, pois ele parecia muito romano e se igualava com um dos soldados do chalé de Roma.

— Brant, já que você gosta de guerras como Leo, gostaria de lhe apresentar um amigo meu que ficou sabendo muito de você.

— porque eu o vi naquela missão nas florestas de Cáucaso na Rússia, e Frosto me convidou para vir ver sua coroação ou seria a do garoto do pão de mel? – o garoto disse repentinamente e com um sotaque parecendo que estava prendendo cada palavra ao falar.

Brant riu um pouco.

— na verdade, a coroação foi do Jimmy. E é um prazer te conhecer também er…

— Iura – Ele se apresentou. Esse Iura tinha cabelos longos pretos, um olhar também negro e tinha cara de que se alguém fizesse alguma coisa errada, ele puniria sem nenhuma piedade. – Iura Mentis, sou nativo da Rússia e… estou em intercâmbio no Brasil por algum tempo e a pedido do meu líder.

Brant pareceu mais interessado. Por mais que fizesse faculdade de Direito e adorasse o que estava fazendo, ele adorava história de um local bem famoso, e no caso era a terra natal de Iura.

— Que legal cara! Sempre quis conhecer alguém de fora!

— Eu também estou adorando conhecer o Brasil nesses dias também. Frosto fala muito bem do acampamento daqui e eu quis... ver pessoalmente.

Brant o olhou curioso até demais. Pela fala de Iura, Frost era bem conhecido por esperar e dar o bote na hora que você menos esperava, mas depois daquilo, ele passou a repensar mais sobre o seu líder de time, por…

— Que tal nós mostrarmos para ele algumas coisas daqui Brant? – Frost puxou ele de leve pelo braço e pegou dois drinks de vinho com baixo teor de álcool. Iura aproveitou e pegou um para ele e os três se direcionaram para a porta. Brant olhou para o lado e olhou seu amigo Jimmy, que estava conversando com Thalia e também estava conversando com Foca, que aparentemente estava adorando conhecer a caçadora, e seu amigo ao se tornar literalmente uma ponte entre todos ali.

“Creio que ele não irá se importar se eu me retirar um pouco” ele pensou com um sorriso no rosto ao ver aquela cena feliz. Fazia muito tempo que ele não via Jimmy sorrir assim a muito tempo, não se sabia porque exatamente, pois ele sempre era mais quieto e isolado.

— Branto! – Iura o chamou – você vem ou não?

— estou indo!

Os três então se dirigiram para a área de treino e deixaram o salão da casa grande.

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— Jimmy! – Rômulo apareceu com uma garota no meio da festa e logo o abraçou. Como sempre, com o garoto o soltando rápido demais. – desculpe não ter vindo para lhe ver amigo, eu estava…

O próprio Jimmy deu uma risadinha e olhou para a garota e depois olhou para ele.

— Eu sei porque estava Lá fora amigo. Fique tranquilo com isso. E ela é…

— Essa aqui é Ânica, ela é do chalé de…

— DMPT – ela fez uma reverência para o garoto e logo o cumprimentou com a mão – sua coroação estava linda Jimmy, meus parabéns.

— Obrigado senhorita. Fico feliz que tenha gostado!

Romulo então passou o braço pelo ombro dela e olhou para seu melhor amigo.

— Er… pão de mel, com licença porque nós… — eles se entreolharam e então deram uma risada. O garoto também percebeu e logo entendeu.

— Ok. Só não façam nada tão… vocês sabem.

Todos riram e então os dois se retiraram, dando brecha para Leandro chegar com Wlad e eles começarem a conversar.

— Meu orgulho de campista e cozinheiro! Vééééi, to feliz pra caramba – Leandro o apertava em um abraço e Wlad o observava querendo não o conhecer devido aquilo.

— Er… obrigado cara! Ai você tá me apertando! Vou morrer de asfixia!

— É porque eu te amo pão de mel!

E eles se soltaram rindo. Wlad o Abraçou feliz demais também pelo cargo, e os três logo começaram a conversar sobre coisas de armamento, crescimento do acampamento e guerras. E é claro que o garoto conheceu dali muitos ícones de vários locais, e que eram semideuses e heróis. Maravilhoso era, ter tanto contato social.

“ É um dia feliz demais para eu me preocupar” pensou o garoto um pouco e logo pegou uma taça com um coquetel verde e foi até milord, que queria lhe apresentar mais uma pessoa…

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— Você é péssimo com essa espada Branto – Iura o provocou enquanto avançava em um boneco de madeira.

— então olha esse truque aqui – Brant avançou em cima de outro boneco de madeira. Ele deu um rodopio e subitamente cortou dois braços dele.

— Haha. Iura, mostre pra ele técnicas russas… ele vai precisar – Frost estava sentado na arquibancada e observava os dois enquanto bebia varias doses, literalmente rindo.

Os três estavam na arena brincando com as armas. Depois de mostrarem os chalés para Iura, o paredão de lava, o punho de Zeus, e o restante da festa que estava no lado de fora da casa grande, eles resolveram dar uma parada por lá e para variar, era a hora de um mostrar para o outro o quanto era poderoso e habilidoso na espada. O bom é que o notável turista, queria compartilhar com eles como que era o treinamento dos semideuses russos e logo desejou pedir isso ao líder geral. Houve um momento em que os dois decidiram se enfrentar para nivelar as habilidades físicas.

— Frost, pode ser o juiz dessa vez mano? – Brant pediu e o garoto riu.

— Juiz da cachaça eu já sou, imagina agora de vocês? Hahahaha. Dessa vez eu quebrarei o galho.

— Branto, ele não vai roubar… tenho certeza – Iura levantou seu sabre.

— Sabe de nada inocente – Frost levantou a taça, com um leve sorriso de “víbora” estampado na cara e logo os três riram. A luta começou leve, porque os movimentos de Iura eram lentos um pouco, porém potentes e bem fortes. Brant teve dificuldades em erguer a espada depois de certos golpes porque o foco do garoto não era ter velocidade e sim… atordoar. Ou seria o efeito de beber demais?

“Se esse e o estilo de luta russo… já estou ficando bastante interessado…” pensou o garoto, após aparar uma tentativa de estocada vindo de seu “colega rival”.

— Acho que preciso melhorar nisso aqui – Brant rolou para esquerda e tentou atacar pelo lado direito dele, mas foi em vão porque Iura fez um movimento circular com a espada e o desarmou em questão de segundos. O garoto ficou de olhos arregalados e Frost levantou a taça.

— Saúde! Um a zero pro Iura! – Frost arrotou em seguida, deixando todos espantados.

— ei mano, será que dá para me ensinar esse desarme? – o garoto o olhou como uma criança pedindo doce.

— com toctal… certeza – Iura gaguejou um pouco e começou a ensinar o garoto as técnicas que ele possuía de batalha.

Depois de quase uma hora de tanto treinarem, os garotos já estavam se interagindo muito bem, se sentaram nas arquibancadas da arena para descansar, porque eles já estavam em um status de conviver como melhores amigos.

— o chalé de Poseidon não ensina a gente lutar assim como você. Eu adorei essa demonstração de esgrima. – Brant desabafou

— talvez seja por que seu czar menor não esteja apto a ensinar a vocês – Iura guardou sua espada e enxugou o rosto. – sagacidade é necessária nos treinamentos aqui.

— czar menor? – Brant o observou curioso.

— em nosso acampamento somos sérios demais com essas coisas. Uma delas é se referir ao nosso líder… é uma tradição de…

— desde a guerra fria então vocês o chamam de czar?

— exatamente – Iura colocou a toalha de rosto em seu colo e tomou uma garrafa de Gatorade de limão. – está conectando tudo rápido branto…

— as pessoas aqui do acampamento sempre dizem que os filhos de Poseidon são lerdos – Brant pegou seu drink e começou a toma-lo – mais você é a segunda pessoa que tem um pensamento diferente sobre isso. Estou impressionado.

— er… pessoal– Frost logo se levantou – vou ali pegar mais drinks e volto mais tarde.

— sem brema frost, a gente te espera aqui.

— e Iura… só mais uma coisa – ele piscou para o garoto russo, como se estivesse armando um plano – pode extorquir ele hoje, eu deixo!

— claro Frosto – ele sorriu – até mais.

— extorquir de que? Informações?

— exatamente – Iura o olhou bem curioso, por mais que tivesse esboçado um pequeno sorriso falso antes – se importa em me mostrar mais coisas daqui camarada?

Brant entendeu aquilo como música. Havia tempos que ele não tinha encontrado uma pessoa tão legal como ele.

— Com prazer! – os dois seguiram andando para o punho de Zeus.

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Eles andaram mais rindo do que conversando na verdade, porque Brant contava para Iura vários fatos, acontecimentos zoados e tretas que aconteceram no acampamento e o riso era incontrolável nos dois. Até que houve um momento que eles pararam na entrada do aposento que era oráculo do acampamento e um olhou serio para o outro.

— Por aqui tem muita coisa feliz que não acontece comigo. Meu nebesnyy otets faz isso.

— Porque cara? – Brant o olhou preocupado. – e o que é esse tal de nebe… sei la o que?

— nebesnyy otets , meu pai divino – ele traduziu – eu sou filho de Orco, o deus dos juramentos.

Agora era oficial, Brant acabara de Conhecer um filho de um deus menor.

— Serio? Isso é muito legal mas… por que isso seria um fardo?

— porque as pessoas têm muito medo do que pode acontecer quando se envolvem comigo – explicou ele com a cara mais pesarosa do mundo – quando eu era pequeno eu perdi meus pais adoctivos por causa dele e algumas pessoas próximas a mim no meu acampamento. É devido ao dom de juramentos que tenho. Como meu pai abraçou o submundo, os juramentos feitos por maldade, ficam conectados as sombras e por isso as pessoas ao meu redor morrem ou não querem contacto comigo.

— isso é horrível cara. Sei como é. Não sei porque Mas… eu também fui meio que… deixado de lado pelo Jimmy…

— Como assim camarada? – Iura o olhou como se fosse uma equação a ser respondida. – aquele garoctinho parece ser amável demais… não é rude.

— mas foi um pouco… — Ele confessou — Temos uma ligação bem forte entre nós. Não sei porque mas um dia… eu estava brincando com ele, não me lembro qual brincadeira era e eu acabei adormecendo. Acho que aconteceu alguma coisa porque depois disso… ele meio que ficou um pouco de lado com relação a mim…

— por isso que você tem esse topete na cabeça?

— eu acho que porque quando eu era pequeno, eu estava com Milord e eu machuquei a cabeça, raspando-a em algum lugar... não sei ao certo… — Brant coçou a cabeça – faz tempo que não tenho um camarada de verdade como você para me escutar… para lutar do meu lado sabe? Sinto falta dessas coisas em um amigo de verdade.

— e eu sinto falta de pessoas que podem me acompanhar e ter amizade assim, sempre que uso meus poderes elas correm perigo.

— talvez seja porque você precise ter controle de seus poderes. Eu posso te ajudar nisso sempre que você precisar cara – Brant deu tapinhas em seu ombro.

Iura colocou a mão no queixo por um tempo, e logo sorriu.

— ei! Porque não faz comigo um juramento perpétuo?

— o que é isso cara?

— Juramento Perpétuo, é quando eu uso meus poderes para nos ligarmos de um jeito escpiritual. Ele dura para sempre e assim ficamos mais fortes quando nos aproximamos e podemos aproveitar um da força do outro. Estaremos unidos para sempre.

Brant aprumou seus ouvidos quando escutou aquilo. Ele sentia que tinha alguma coisa um pouco errada em seu íntimo, Jimmy poderia dizer a mesma coisa porquê, de todas as pessoas do chalé de Zeus, ele podia identificar algum problema rapidamente. Porém, Brant sentia que ali, estaria arranjando um amigo de verdade, e não havia nada de errado nisso, ou haveria?

— mas e se der algum problema com seus poderes? – Ele questionou curioso.

Iura olhou para ele com uma face decidida, como se estivesse com uma convicção tremenda.

— não vai acontecer, já que você está comigo camarada, e pode me ajudar com eles certo?

Brant riu. Ele adorava a esperteza de seu novo melhor amigo.

— talvez Jimmy nos ajude um pouco mais! – Brant o olhou como um menino pequeno pedindo doces – como ele é pontifex agora, ele pode nos dar a benção dele! Assim nada vai dar errado!

— excelente! – Iura sorriu.

Os dois seguiram rápido para a casa grande para fazerem aquilo. Brant estava mais do que feliz, porque pela primeira vez, seu amigo que tanto sumiu podia ajuda-lo a estabelecer um elo eterno com seu melhor amigo, coisa que ele estava considerando agora.

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— Jimmy! – Brant chegou no meio do pessoal, pedindo licença, com Iura em seu encalço. Todos lá dentro já tinham se servido até encher a pança, e pareciam que estavam com muita fome e sede, porque não cessavam de ir encher seus pratos e seus copos, sorte que o buffet que Milord havia arrumado era mágico e a comida não se esgotava facilmente, tampouco a bebida.

— ah claro! – Jimmy estava terminando de conversar com um convidado. – com certeza irei pedir aos deuses que arranjem uma maneira de lhes ajudar naquele local. Seria mais viável se…

— Ali está ele Iura! Jimmy!

— Ah deuses, Brant! – o garoto logo pediu licença ao convidado que estava conversando e se dirigiu ao seu amigo – ei, estou aqui, o que foi?

— Antes de tudo – Brant fez uma reverencia e Iura o seguiu – Ave Jimmy, pontifex.

O garoto se sentiu um pouco avermelhado assim que escutou aquilo.

— estou aqui para te fazer um pedido, que vai me ajudar muito. Esse aqui é o Iura, ele veio da Rússia e é filho de Orco.

— Prazer em conhece-lo Garoctinho — Iura mexeu a cabeça e Jimmy repetiu o mesmo gesto com um sorriso apenas.

— nós… gostaríamos de sua benção como pontifex para… — ele começou a soltar pequenas risadas e Logo passou o ombro em Iura.

— Para…?

— Para nosso Juramento perpétuo! – os dois falaram em sincronia, deixando Jimmy alarmado.

— espera ai… o que?

— isso mesmo! Juramento espiritual! Cara, eu sinto que eu e o Iura somos melhores amigos de verdade. Já que você é pontifex pode nos ajudar com essa nossa união e… — Brant abriu os olhos como se tivesse uma ideia impressionante e se virou para Iura – Jimmy é o pontifex agora! Podemos estabelecer um intercambio longo para os semideuses da Rússia!

— como é que é? Eu…

— com certeza! – Iura respondeu de uma maneira animada.

— Brant! Perai…

— ai nós podemos abrir mais vagas para os semideuses de lá virem para cá. Assim teríamos um treinamento coletivo enorme entre nós e podemos estabelecer o encontro entre semideuses e…

— Espera Brant por favor!

— Podemos convidar todos do acampamento russo para fazerem um grande intercâmbio aqui! – ele olhou para Iura, como se tivesse achado alguma fórmula.

— Victor Brant! – Jimmy serrilhou seu pescoço, tendo a atenção dos dois novamente.

— ninguém vai vir fazer intercâmbio aqui, não teremos uma abertura desse porte, e ninguém vai fazer juramentos perpétuos.

Ele se sentiu desapontado assim que disse aquilo.

— como assim?

— será que posso conversar com você? – Jimmy o olhou com uma cara séria – tipo… a sós?

— não! – Brant respondeu de maneira fechada e se aproximou de Iura – o que quer que tenha a falar, fale para nós dois ao mesmo tempo!

O Garoto apenas suspirou e olhou de maneira Fria.

— Certo. Não se deve fazer um juramento perpétuo, ou fazer algum tipo de ligação espiritual com uma pessoa que mal conheceu.

— eu posso sim, se é amizade verdadeira.

— Brant, o que você conhece sobre amizade verdadeira?

— conheço mais que você! Só o que você sabe fazer é ficar fazendo cara de santinho o tempo o tempo todo e ir isolando as pessoas! – Brant levantou um pouco sua voz para com seu amigo.

Isso impactou Jimmy, que logo mudou de humor. Era verdade que ele isolava um pouco as pessoas por causa de sua magia descontrolada, mas ele quis se manter assim para o bem de todos e para não causar um acidente, o que já tinha feito a 10 anos atrás com ele. O Garoto sentiu que estava ficando nervoso e isso podia ser um pique para que sua magia ficasse descontrolada.

— você pediu minha benção, e minha resposta é não. Agora se puderem… me deem licença. – e se virou para o lado.

— Jimmy, talvez se eu puder… — Iura tentou intervir

— não é necessário – o garoto respondeu de maneira ríspida – melhor vocês irem.

Logo em seguida, ele se dirigiu até um vigia, de maneira lacônica.

— a festa termina dentro de uma hora, e por favor feche tudo.

O guarda o obedeceu e seguiu para avisar os outros. De repente, Jimmy sentiu que alguém estava retirando alguma coisa de suas mãos.

— Jimmy! Espera ai! – Brant tomou uma de suas luvas, deixando ele apreensivo.

— ei! Devolva a minha luva! – ele tentou pega-la de volta, com receio de tocar nele. Mas Brant se esquivou dele, com cara de preocupado.

— Cara, por favor me ajuda. Não dá viver aqui desse Jeito Jimmy! Por favor!

— então se afaste — ele respondera de maneira fria.

Por mais que essa atitude tivesse doído, era a única maneira de se conter, segundo o que o garoto estava tendo no momento. Mas… cada escolha tem sua consequência, pensou ele assim que se dirigia para a porta principal.

— O que diabos eu fiz para você Jimmy?! – Brant falou de maneira alta, dessa vez prendendo a atenção de todos.

— já chega Brant! – o garoto se afastava e acelerou um pouco para ir a saída, porque ele podia sentir que alguma coisa estava saindo do lugar, e sua luva restante estava começando a ficar quente, sinal de magia. Milord olhou aquilo e temia o pior a acontecer.

— Treta já? – Gustavo de Hefesto resmungou ao lado de sua amada Maria.

— o pontifex está com problemas? – Thalia, estava ao lado de Milord se levantou alarmada

— Wlad, se o Brant está gritando com ele, sinal que quer aparecer – Leo observou aquilo de maneira meticulosa e fria.

— Não! Eu quero saber agora! Porque diabos você fica nessas atitudes de merda de se afastar de todos, de ficar sempre na sua? Me isolando e o restante dos outros com medinho de alguma coisa sair do lugar.

— Brant, pare com isso!

— Não paro mesmo pirralho. Anda logo e fala: DO QUE DIABOS VOCÊ TEM TANTO MEDO?!

— EU DISSE… CHEGA! – Spoosh! e subitamente o acidente aconteceu, como a voz grossa mencionou de maneira indireta. Ele fez um movimento com a mão que estava sem a luva, como se fosse dar um tapa de maneira brusca, porque ele estava bem irritado. Uma rajada de névoa e energia saiu de suas mãos em uma curva, literalmente limitando ele dos convidados.

“ Ah não! ” Jimmy pensou e olhou para todos com uma cara de espanto mesclada com medo ao mesmo tempo. A dez anos atrás, Milord fez um esforço enorme para conter esse detalhe de magia do garoto, e ela saiu por um descontrole emocional. A sorte é que o selo na cabeça de Brant ainda estava ativo, porque ele apenas observou aquilo muito espantado, como se literalmente não conhecesse aquilo.

— Pão de mel? – O garoto o observou com medo porque todos sabiam dali o que iria acontecer com ele, porém era mesclado de preocupação porque ele literalmente não sabia daquilo. Ou será que sabia?

— Feitiçaria… — Wlad chegou perto de Brant.

— Magia? Nele? – Mai que estava acompanhada de Will não estava acreditando no que estava vendo.

E pela casa inteira, saia cochichos de: “ o garoto tem magia?” ; “ ele violou as regras do acampamento!” ; “ não acredito que estávamos celebrando o posto… dele.” Aquele campo de névoa branca estava maciço e inteiriço, porque ninguém estava querendo ousar se aproximar.

— Sua cabeça já era Jimmy! – Leandro se adiantou e pegou sua espada, que estava escondida em seu terno.

O garoto nem hesitou duas vezes e saiu correndo, abrindo as portas em questão de um estouro.

— Deve haver alguma coisa acontecendo Leandro, baixa a bola aí – Milord chegou perto dele tentando apaziguar.

— Baixa a bola o caramba! Isso é do meu chalé e eu não admito! Exterminem esse monstro já! – e o brutamontes saiu em disparada assim que a névoa se dispersou.

“ ah deuses… tentei fazer o máximo que pude, me perdoem” Milord juntou suas mãos e seguiu o encalço deles, temendo o pior para com seu amigo. Brant, acompanhado de Iura, o seguiu…

Notas finais
Ah... como estou tired...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.