A Saga Acorde-me: Alvoreça-me
4 Capítulo 4 - A Festa
Nova York... Um dia depois...
– Ontem Blair me ligou. – Travis disse à Ollie – Tenho uma péssima notícia.
– O que foi? – Ollie perguntou – Aconteceu alguma coisa com elas no Hawaii?
– Não. Lógico que não. – Travis exclamou – É com Karine, o problema.
– O que aconteceu? – Ollie perguntou.
– No dia 02 de Setembro, ela sofreu um acidente e descobriu que estava grávida... Com isso, adiou a festa de seu aniversário para um mês depois... – Travis concluiu – O aniversário de Karine também foi no dia 02.
– Meu Deus. – Ollie disse – O que isso tudo tem a ver com a previsão de Sophia?
– Talvez o “O Alvorecer do Sol” nos diga. – Travis concluiu – Nós precisamos descobrir logo, pai. Todos nós estamos correndo riscos. Somos só nós que sobramos.
Hawaii...
– Que festa ótima. – Blair disse dançando perto de Karine – Ótima comida, ótima organização, ótima decoração...
– Obrigada, Blair. – Karine disse – Muito obrigada mesmo. Sempre foi um sonho ter uma festa de aniversário assim, deste tamanho... Só faltou o resto, Ollie, Travis... Cotton. Mas, você sabe, nada é perfeito.
– Nada mesmo. – Sophia concluiu – Nem você, cara Karine. A morte lhe chama.
– O que é isso? – Karine perguntou – O que você disse, Sophia?
– Uma previsão... Eu não mando nelas... – Sophia falou – Há algo dentro de você que não era para estar aí. Eu juro que isso não é o seu bebê.
– O que é, então? – Karine perguntou – Isso não pode prejudicar meu filho. Eu só lhe digo isso.
– Eu não mando em minhas previsões. Eu não escolho elas. Eu nunca escolhi ser da Irmandade também. – Sophia disse – Não me julgue pelos meus atos.
– Vamos lá dentro, mãe. – Blair disse – Essas suas previsões estão ficando cada vez mais... cada vez... mais... “indecifráveis”.
Blair puxou Sophia para dentro da casa de praia dos pais de Robert, e a disse:
– Você deve uma explicação para Karine. Você falou do filho dela. – Blair a disse – Mãe, isso já está ficando fora do normal.
– Eu não sei o que eu digo. – Sophia falou – O que eu disse mesmo?
– Esqueça. Ignore. Só fique calada. – Blair disse.
– Tudo bem. – Sophia disse – A partir de agora, não digo mais nada.
– Você não precisa ficar muda. É só não previr nada nesses dias que estamos aqui. – Blair falou – Eu sei que é estranho, mais o alvo de todas suas previsões é Karine. Eu só quero saber o porquê disso.
– Eu também desejo saber. Só que não iremos. – Sophia disse – Agora vamos voltar para festa. Daqui algumas horas teremos de arrumar nossas coisas. Iremos embora amanhã de manhã.
– Mas já? – Blair perguntou.
– É melhor assim. Minhas visões têm consequências e eu não quero realiza-las. – Sophia disse – Mary está voltando...
Nova York...
– Olá. Meu nome é Carly. – uma menina disse – Quem é você?
– Meu nome é Eliza. – Eliza concluiu.
– Quantos anos você tem? Eu tenho dezessete. – Carly disse.
– Tenho onze anos. – Eliza falou – Porque a pergunta?
– Eu soube que seus pais são da Irmandade. – Carly disse – Meus pais morreram em Winterbrook há três anos e desde então moro com minha tia aqui.
– Você morava em Winter? – Eliza perguntou – Meu pai e meus irmãos são de lá.
– Eu morava, mais na época que Mary acabou com aquilo tudo, eu estava de férias, aqui. – Carly concluiu – Eu só queria alguém que soubesse realmente o que aconteceu lá.
– Meu irmão sabe. – Eliza concluiu – Vamos até minha casa. Lá vocês conversam melhor.
– Tudo bem. Eu só tenho que ligar para minha tia. – Carly disse – Você pode me passar o endereço? Apareço mais tarde. Só tenho que pegar meu carro.
– Você já tem um? – Eliza perguntou.
– Sim. Se você quiser vir comigo. – Carly falou – Ele está na concessionária. É só pegar.
– Tudo bem. Vamos até lá. – Eliza disse – Agora.
Carly e Eliza foram até a concessionaria e pegaram o carro. Logo, Eliza ensinou Carly onde morava, mais ela não estava fazendo o percurso certo.
No Hawaii, Sophia estava se desculpando com Karine enquanto Blair arrumava as malas. Ela não queria voltar tão cedo para Harrisburg, mas era o melhor a se fazer depois de tudo que havia acontecido.
– Karine, então é isso. Você me desculpa mesmo? – Sophia perguntou.
– Tudo bem. Sei que suas visões não são tão verdadeiras. – Karine falou – Só que, da próxima, evite falar. Isso me deixa com medo.
– Não haverá uma “próxima”. Nessa, você não estará mais entre nós. – Sophia disse – Me desculpe novamente. Foi uma visão.
– Não quero mais ouvir uma palavra sua. Parece que suas visões são decoradas. Você fala tão de repente. – Karine disse – Fora daqui! Agora!
– Só estou esperando minha filha. Não ficarei aqui nem mais um minuto. – Sophia concluiu – Não mesmo.
– Vamos, mãe. – Blair disse – Pegou o tablet?
– Peguei. Vamos. – Sophia disse – Até a “próxima”, Ka.
Nova York...
– Carly? Onde você está indo? Minha casa é na outra direção. – Eliza disse – Carly???
– Oi, minha linda. Eu não quero ir a sua casa. Só quero obedecer a ordem do chefe, que era, sequestrar a filha de Ollie. – Carly disse – Estou lhe levando para o cativeiro.
– O que??? – Eliza perguntou – Sou uma criança. Só tenho doze anos. Socorro.
– Não adianta pedir socorro, minha linda. – Carly disse – Já chegamos. Desça do carro.
– É nesse lugar? – Eliza perguntou – Você é uma falsa. Eu só quis te ajudar e você me sequestrou. Quem é o chefe?
– Você não irá saber tão cedo, linda. – Carly exclamou – Agora desça do carro e entre no portão azul.
– Que engraçado. Está escrito o “Alvorecer do Sol” nesse prédio. – Eliza disse – É o nome do livro de Olivia.
– O que você disse? – Carly perguntou – Repita, por favor.
– Só estava falando comigo mesma. – Eliza disse entrando no portão azul – Agora me solte. Já entrei onde pediu.
– Você vai ficar no porão. É só descer as escadas. – Carly disse – E não ouse sair de lá.
Continua...
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