A Saga Acorde-me: Alvoreça-me
5 Capítulo 5 - Velha Amiga
– Já tem vinte e quatro horas que a criança está desaparecida? – a policial perguntou – Só assim para fazer a queixa.
– Foi há seis dias. – Cassie falou – Eu quero minha filha comigo. Onde minha pequena Eliza está?
– Qual a idade da criança?
– Doze anos em vinte e cinco desse mês. Atualmente ela tem 11. – Cassie respondeu.
– Nome completo.
– Eliza Avery Campbell Scott. – Cassie concluiu.
– Afiliação.
– Cassiane Campbell/ Ollie Scott. – Cassie respondeu.
– Roupa que usava.
– Uma blusa laranja da escola central de NY, bermuda pink. Sapato verde. – Cassie concluiu.
– Cor do cabelo.
– Louro escuro. – Cassie respondeu – Com mechas meio ruivas.
– Tudo bem, senhora. Se tivermos alguma informação, entraremos em contato.
– Eu quero minha filha. Perto de mim. – Cassie disse – Estou esperando essa ligação.
No porão...
– Toma sua comida de hoje, Eliza. – Carly disse – Miojo. Apenas isso. Você não andou se comportando.
– Eu estou fedida. Quero tomar um banho ou algo do tipo. – Eliza disse estremecendo – Faz quanto tempo que estou presa nesse buraco? Um ano?
– Uma semana. – Carly disse – Sua mãe ainda não entrou em contato conosco, então, você ainda continuará presa.
– Mas você não falou com minha mãe! – Eliza exclamou – Como ela vai saber que eu estou aqui?
– Ela é um membro da Irmandade. Me poupe. Ela descobrirá com a ajuda dos amigos dela. – Carly concluiu – Fique tranquila. Você sairá em breve.
– Quem te deu certeza disto? – Eliza perguntou – Por favor. Eu sou só uma criança. Se você tiver me prendendo por alguma coisa que um adulto fez, resolva com ele. Você já é bem grandinha.
– Não sou eu quem manda, lindinha. – Carly concluiu – É o chefe. E atualmente, ele está mandando continuar deixando você aqui. Presa.
Harrisburg...
– Está melhor? – Blair perguntou – Que gripe repentina foi essa?
– Devo ter trago do Hawaii, e só aqui meu organismo percebeu que estava sendo ameaçado. – Sophia disse – Eu vou ficar bem. Fique tranquila.
– Eu sei que você irá, mãe, mais mesmo assim estou preocupada. – Blair concluiu – Você sabe, esses dias, não há nada que aconteça que é um bom sinal. Eliza está desaparecida, meu pai, morto de preocupação, e Cassie também.
– Eu não tive nenhuma previsão sobre Eliza. Talvez ela fique bem... E eu não. – Sophia disse – Nunca se sabe.
– Vamos parar de falar disso, certo? – Blair perguntou – Talvez a gente possa dar uma caminhada, mais tarde, quem sabe?
– Acho que eu não consigo caminhar. – Sophia disse – Deixe para amanhã. Iremos na casa de Cotton.
– Tudo bem. Amanhã iremos. – Blair concluiu – Agora tenho que ir para a escola. Minha faculdade me espera.
– Vá com Deus e fique bem. – Sophia falou – Um beijo no coração.
Nova York... Porão...
– Você pode me dizer como este lugar que estou chama? – Eliza perguntou – Sei que você vai achar que é para passar informação para alguém, mais é só por curiosidade mesmo.
– Porão dos Campbell. – Carly concluiu – Foi o chefe quem disse há algum tempo. Provavelmente, alguma família que se chamava “Campbell” já morou aqui, não é mesmo?
– Hum... Talvez. – Eliza disse – Campbell é o meu sobrenome.
– Existe coincidências, lindinha. – Carly disse – Não é porque esse é seu nome que tenha alguma relação com o porão, não é mesmo?
– Claro que sim. Você está certíssima. – Eliza disse.
Casa de Ollie...
– Nenhuma notícia dos policias. Estou ficando muito, ficando muito preocupada. – Cassie disse – Não sei porque, mais estou com um mau pressentimento.
– Eu também não estou me sentindo bem. É como se Eliza não fosse voltar. – Ollie disse – Será onde nossa baixinha está?
Porão...
– O que é aquilo lá no fundo? – Eliza perguntou – São dois anéis?
– Aquilo? – Carly perguntou indo até lá – Sim... São meus anéis.
– Me dê aqui. Deixe-me dar uma olhada. – Eliza pediu pegando os anéis – Alison Kenneth está escrito nesse. E nesse outro... Carly Meredith? O seu nome?
– Esses anéis são meus e de uma antiga amiga minha. – Carly disse – E eu menti para você sobre minha idade. Tenho vinte e um anos, na verdade.
– Sabia que você tinha mentido. Aparentava muito mais quando me disse ter dezessete. – Eliza concluiu – Porque o anel de vocês está aqui?
– Nossa última noite juntas foi aqui. Nesse porão. – Carly concluiu – Quer dizer, não era só eu e Alison. Tinha mais uma garota.
– Quem? – Eliza perguntou – “ O chefe”?
– Na época, o chefe nem existia. Eu já disse que sou de Winterbrook, não já? – Carly perguntou – Pois bem. Minha outra amiga era Blair Lauren.
– Blair? Minha irmã? – Eliza perguntou – Isso é sério?
– Sim. Eu não sabia que você era irmã dela até ontem. – Carly disse – Eu estou me vingando de Blair. Ela fugiu com Alison naquele dia e eu nunca mais vi nenhuma das duas.
– Blair nunca disse nada sobre uma amiga dela chamada Alison... Ou Carly. – Eliza disse – Porque será?
– Depois do Halloween que passamos juntas, aqui, Blair e Alison me trancaram e me deixaram sozinha. O anel de Alison ficou, mais Blair, foi com o dela. – Carly disse – Nós não nos falamos mais, e depois daquilo, eu encontrava com elas nos corredores da escola e elas não falavam comigo. No entanto, eu descobri que Alison saiu de Winterbrook alguns anos antes de Blair descobrir sobre a Irmandade, e Blair ficou sozinha. Eu reencontrei Alison, nós fizemos as pazes... Mas ela morreu. Há quatro anos.
– Que história triste. – Eliza disse – Desculpe-me por qualquer coisa. E Blair sabe que Alison morreu?
– Ninguém sabe. – Carly disse – Só os familiares dela... e eu.
– E porque agora você não quer mais falar com Blair? – Eliza perguntou – Porque você trabalha para “ o chefe”?
– Ele paga por isso e é a melhor maneira de me vingar de Blair. – Carly disse – Antes, nós éramos o “ABC”. Alison, Blair e Carly. Agora, somos... nada. Alison está morta, e Blair nunca irá falar comigo novamente.
– Claro que irá. – Eliza disse – Se você me soltar e me deixar convencê-la, tudo ficará mais fácil.
Continua...
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