A Rosa e a Aranha
5 Ouro Derretido
Notas iniciais
Já era quatro da tarde quando Baghera voltou ao hotel. Ela tinha, após chorar um pouco mais no bosque, arrumado uma carruagem para leva-los ao baile naquela noite.
Manigold e Albafica que estavam preocupados pelo sumiço da jovem ficaram mais calmos ao vê-la entrar no hotel.
–Já ia atrás de você tampinha!- Disse Manigold que parecia realmente feliz ao reencontra-la. – Onde se meteu?
–Estava arrumando uma carruagem para nos levar hoje à noite ao baile. Trouxe também roupas de festa para os dois.
–Como sabe o tamanho dos nossos manequins? Não me diga que também tem os dons de Shion?
–kkkkkkk Não tenho. O Papa pediu para que Sísifo me entregasse um papel anotado o número de vocês. Bom, temos duas horas para nos aprontarmos. Ponham suas caixas de pandora na carruagem e depois se vistam adequadamente.
–Tenho que admitir que aquele velho pensa em tudo. –Disse Manigold pegando suas roupas.
Baghera ainda estava perdida dentro de suas lembranças. Albafica notou o modo que a amazona estava. Mesmo ele que só teve contato físico com seu mestre, podia dizer claramente que a jovem em sua frente estava triste.
–“Queria tanto toca-la e acalma-la.” — Aquele pensamento deixou o pisciano assustado. O que era aquilo? Ele estava apaixonado por ela?
–Vou para meu quarto, encontro com vocês as cinco e meia, em frente da carruagem. O cocheiro virá entrega-la as cinco. Não se atrasem. –Com frase da amazona, Albafica saiu de seus devaneios e não pode deixar de olha-la enquanto saia e pensar o quanto ela era bela.
–---------------------------------------------------------------------------------------
Na hora marcada, os dois rapazes já estavam prontos. Manigold, como de se esperar não gostou muito das roupas, mas não se podia negar o quanto a roupa o deixava incrivelmente bonito.
Albafica não demostrou desprezo e nem alegria ao vestir como um nobre. Juntamente com sua beleza natural, a roupa se destacava, algo que era fácil por causa do rosto e porte do pisciano.
Ambos dourados já tinham depositado suas caixas de pandora na carruagem, e aguardavam a amazona no saguão.
Dez minutos depois, Baghera desceu. O vestido a deixava parecida com uma fada. O corpete era de um tom de marrom e tinha como detalhes rendas pretas, a parte de debaixo era de um rosa claro. O vestido tinha uma manga 3/4 da mesma cor e detalhes do corpete com detalhes em tule rosa.Para finalizar para marcar a cintura um laço cetim rosa.Os cabelos estavam presos em um coque frouxo bem elegante.
E para a surpresa de ambos dourados, ela não usava mascara. Seu rosto era delicado e seus olhos eram de um dourado tão belo, que chegava a parecer ouro derretido, o que contrastava com seu cabelo.
–Pi.. pi... pirra... pirralha.- Disse Manigold gaguejando por ver Baghera sem mascara.
Havia uma regra no santuário, que afirmava que caso uma amazona fosse vista por um homem sem mascara, ela tinha duas escolhas: Ama-lo ou mata-lo. Mas isso não explicava por que diabos, a amazona se mostrou em frente deles sem ela.
–Sim, Manigold. -Respondeu Baghera com o tom de voz calmo.
–Por.. porque... es.. esta... sem..mas..mascara?
–É um baile. Se quisermos nos misturar, não devemos parecer cavaleiros. E fique tranquilo não irei matá-los. O próprio Papa me permitiu isso.
–Vamos então.- Disse Albafica, que até aquele momento estava quieto apenas vendo a cena.
Ambos partiram em direção ao tal baile.
A mente dos dourados estavam agitados. Albafica principalmente. Ele não demostrou mas estava chocado.
–"Ela era mais bela do que ele tinha imaginado alguma vez e naquele momento o que ele mais desejava era beija-la e te-la em seus braços.
Mas , que diabos estou pensando?". Com esse ultimo pensamento o jovem, se pois há observar a paisagem.
Fale com o autor