A Rosa e a Aranha

6 O Bailar das Trevas


Notas iniciais
Oi galera!! Espero que estejam gostando. Obrigada por tudo

A viagem ao castelo foi extremamente curta. A visão do local do baile era algo a se admirar. Poro era uma pequena ilha, mas a estrutura a frente do trio mostrava ainda mais a riqueza do local.

Na entrada, assim quando o cocheiro os deixou para levar a carruagem em um local adequado, um servo pediu os nomes aos três:

–Poderiam informar seus nomes? – Disse o servo com um leve sotaque que lembrava o francês.

Baghera deu um passo a frente dando a entender que se pronunciaria pelos três. Em sua cabeça, a jovem se lembrava de como era o processo. Albafica e nem Manigold entrariam caso estivessem sozinhos, pois apenas quem tinha um titulo poderia entrar. O que no caso ela tinha. Baghera carregava o titulo de princesa. Caso ela não tivesse ido embora, ela seria a rainha, mas como ela se foi, seu primo deve ter sucedido e assumido o posto.

–Dicéa Adalberon, meu marido Albafica.- Com um leve movimento de mão para direita assinalou o pisciano e com outro para esquerda assinalou Manigold e completou. – E seu irmão, Manigold.

O servo arregalou os olhos, Baghera podia sentir a reação de Manigold ao seu lado. Ela pediu internamente que tivesse passado despercebido.

–Ma reine. –Respondeu o servo fazendo uma grande reverencia a Baghera. Ele a havia chamado de rainha!? Ela esperava princesa, mas rainha?

–Não precisa me chamar assim. Não mereço esse título.

–Me perdoe mademoiselle. Podem entrar. –Ele abriu caminho com outra reverencia. A amazona não falou nada, apenas correspondeu com outra.

Depois de abrirem uma distância suficiente para poderem conversarem, Manigold se pronunciou:

–Mas que porra foi essa?

–Manigold, mais respeito.- Disse Albafica.

–Mais respeito é uma ova.

Baghera parou de caminhar e respondeu calmamente o italiano.

–Sou princesa de Poro, se não tivesse deixado a ilha, eu seria rainha. Quanto ao que falei sobre ambos, era para deixa-los entrar. Não poderiam entrar sem terem alguém com um titulo de nobreza. Não mereço título algum, muito menos esse. – As palavras da amazona ao contrário do que queria, saíram tristes. Tudo o que ela queria era ser normal e não ter um passado em meio a névoa.

–Vamos. – Disse Albafica. Ele notou a dor e magoa nas palavras da jovem. Antes que Manigold voltasse a falar algo que a perturbasse ainda mais, jogou uma pá de terra sobre o assunto.

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Assim como o lado de fora o palácio era belíssimo. Baghera que agora estava de braços dados com Albafica, observava cada detalhe.

Ao contrario do que acreditou ser uma festa da corte, não haviam conversas paralelas, pelo contrario havia o mesmo tipo de tensão no ar da vila.

As conversas que ocorriam de vez ou outra eram pequenos sussurros.

Albafica antes de entrarem, propôs uma divisão. Ele e Baghera ficariam de investigar a parte de dentro e Manigold, procuraria por fora.

Ele e a amazona dançaram uma valsa para poderem se misturar a multidão. Antes que a música cessasse ambos se separaram. Baghera foi ao segundo andar, enquanto Albafica partiu em direção aos porões.

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Não era difícil se locomover, mas ela não gostava nada do silencio. A amazona então utilizou uma das técnicas aprendidas com a mestre, dominar aranhas e as utilizar como seus olhos.

Concentrando seu cosmo nas pequenas companheiras, ela entrou em diversos cômodos através da dezenas de olhos das pequenas amigas, até encontrar um peculiar.

Era um quarto enorme, devia pertencer ao rei, mas não foi isso que chamou sua atenção. Ela o analisou, até encontrar o que tinha chamado sua atenção, algo esse que fez seu sangue gelar.

Em um quadro em cima da cabeceira podia ser visto um enorme brasão, não qualquer um, mas a da família da jovem.

Tamanha surpresa que ela nem notou a presença que chegou por trás e bateu em sua cabeça com um vaso a fazendo desmaiar.

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Albafica desceu as escadas que levavam ao porão com cautela. Era quase como se flutuasse em vez de andar.

Ao chegar ao nível mais baixo, para surpresa do dourado, ele sentiu cheiro de morte. Dentro de selas haviam dezenas de cadáveres, muitos com roupas que demonstravam ser da corte, outros roupas simples de camponeses. Todos com a expressão de terror.

Era uma estrela maligna. Ele tinha certeza, não havia como ter tantas mortes e daquele modo. Algo dentro do pisciano disparou um alarme, dizendo que algo muito ruim iria acontecer e que ele e os outros deveriam impedir a todo custo.

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Manigold que andava ao redor da mansão, também notou o clima de tensão sobre o ar.

Ao caminhar ele viu um servo retirando os cavalos das carruagens.

–“Mas o que eles pensam que estavam fazendo! É como se quem tivesse vindo ao baile não iria sair.“- Com esse comentário, a realidade caiu sobre o italiano como um balde de água fria. Ninguém iria sair, todos que ali estavam, foram marcados para morrer.

Com isso o dourado foi em busca de Albafica e Baghera. Eles tinham que deter o que iria acontecer.

Notas finais
Vim esclarecer uma coisa que deixei vago. O fato de Albafica ter dançado e dado o braço para Baghera. Antes que me matem, fiquei sem saber como iria proceder para não ficar na cara o teor investigativo da ida do trio ao baile e também por causa de Baghera ser imune ao veneno de Albafica, acabei criando a cena em questão. Queria também mostrar mais o lado gentil de Albafica. Bom, é isso. Continuem acompanhando. Bjos